Ômega confirma usina térmica de R$ 160 milhões em Cambará do Sul
A Ômega Construções, RS, confirmou nesta sexta que vai mesmo construir uma usina térmica de 30 MW, usando resíduos de madeira. O investimento sairá em Cambará do Sul e consumirá R$ 160 milhões.
Demissões em massa na Massey denunciam crise de empregos no setor metalmecânico do RS
Saiu hoje a confirmação de que a Massey Ferguson efetivou
a demissão de 153 trabalhadores da sua fábrica de Santa Rosa, RS, outros 147
foram colocados em suspensão, mas a empresa ameaça demitir mais 157. O corte
total poderá atingir metade dos atuais 700 empregados.
O caso da Massey não é isolado, porque toda a indústria
de máquinas e implementos agrícolas enfrenta retração de vendas, muito embora o
setor agropecuário continue bombando, conforme o leitor pode verificar na nota
abaixo sobre a excelente previsão da safra de grãos deste ano (200 milhões de
toneladas).
As empresas alegam retração nas vendas e problemas com a
paralisia econômica.
A Massey alega que produziu 1.200 colhjeitadeiras em 2014, mas reduzirá o número para 600 em
2015.
O Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas alega
que a recessão atingiu todo o setor metalomecânico do RS, e não apenas o ramo
de máquinas agrícolas.
PF ouviu esta manhã o deputado Luiz Carlos Heinze, PP do RS
O deputado mais votado do RS, Luiz Carlos Heinze, PP, foi ouvido esta manhã pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.
Heinze e os deputados Jerônimo Goergen, Afonso Hamm, Vilson Covati e Zé Otávio Germano, foram acusados por Youssef, o doleiro preso em Curitiba.
O deputado Jerônimo Goergen fou uvido na semana passada.
O inquérito movido pela PGR corre no âmbito do STF.
Heinze e os deputados Jerônimo Goergen, Afonso Hamm, Vilson Covati e Zé Otávio Germano, foram acusados por Youssef, o doleiro preso em Curitiba.
O deputado Jerônimo Goergen fou uvido na semana passada.
O inquérito movido pela PGR corre no âmbito do STF.
Sartori faz balanço dos seus 100 dias de governo na RBS TV. E continua sem dizer o que fará com a crise fiscal que herdou de Tarso.
Nesta sexta-feira ao meio dia, o governador José Ivo Sartori foi ao principal programa noticioso de TV do RS, o Jornal do Almoço, e anunciou que nãoo existe previsão de aumento de impostos.
Foi um balanço dos seus100 dias de governo.
Informações de dentro do Palácio, da secretaria da Fazenda e da Assembléia, iam no sentido contrário.
O governador está mexendo mais naquilo que pode, ou seja, nas despesas, mas o movimento é ainda pontual e insuficiente.
O governador voltou a
defender cortes no orçamento e negar impacto negativo na saúde, educação e
segurança.
Ao ser questionado sobre o uso de Parcerias
Público-Privadas, uma medida fortemente defendida por Sartori na campanha
eleitoral, ele disse que no segundo semestre deste ano o governo deve
começar a utilizá-las para fazer investimentos.
Sartori também se defendeu das críticas à falta de
propostas e investimentos do seu governo:
– O problema é que as pessoas estão acostumadas com quem
vem e promete e promete. Quando tiver coisa para fazer, eu vou anunciar, mas
não vou vir aqui fazer show.
O governador voltou a defender os cortes no orçamento e
reafirmar a má situação dos cofres do Estado. Porém, negou que as medidas de
contenção de gastos tenham impacto negativo nas áreas da saúde, educação e
segurança.
– Nós estamos em dia com todas as obrigações, todas as
casas hospitalares. Não houve corte de hora-extra (de brigadianos), mas tem que
ter limitação. As vezes as horas-extras não eram usadas para serviço.
"Esta Operação Lava Jato vai nos levar por mares nunca dantes navegados", disse Carlos Fernandes Santos Lima.
— Ela (a Operação Lava Jato) vai nos levar por mares nunca dantes navegados. (...) Essa investigação não pode morrer em processos intermináveis na Justiça — disse Carlos Fernandes Santos Lima.
Os valores desviados da publicidade da Caixa e do
Ministério da Saúde pelo ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR), preso nesta
sexta-feira, representavam 10% do valor dos contratos, segundo a Polícia
Federal. Vargas estaria envolvido em um esquema que consistia no desvio de verbas de publicidade dos dois órgãos. Além do esquema de desvio, Vargas é investigado por envolvimento na contratação da empresa Labogen, ligada a Alberto Youssef, por tráfico de influência e pela aquisição de uma casa em Londrina no valor de R$ 980 mil sem lastro patrimonial.
O esquema funcionaria em três etapas: na primeira, seriam
contratadas agências de publicidade que, em uma segunda fase, subcontratariam
produtoras. Por fim, as produtoras contratariam os serviços de empresas em que
o ex-deputado e seu irmão, Leon Vargas, participavam como sócios. Essas
empresas, que receberiam 10% do valor inicial, não existiam fisicamente nem
prestavam os serviços pelos quais as notas eram emitidas, segundo a PF.
— Essa relação configura lavagem de dinheiro — definiu o
procurador do Ministério Público Carlos Fernandes Santos Lima.
Segundo o delegado Márcio Adriano Anselmo, alguns dos
contratos ainda estão vigentes, enquanto outros teriam se encerrado em dezembro
de 2014.
De acordo com procurador do MP, as investigações da
Lava-Jato estão longe do fim. A operação investiga outros órgãos além do
Ministério da Saúde e da Caixa.
Também foram presos nesta sexta-feira os ex-deputados
Luiz Argôlo (ex-PP e atual Solidariedade-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE), além de
Leon Vargas, irmão de André Vargas, Elia Santos da Hora, secretária de Argôlo,
Ivan Torres, apontado como laranja de Corrêa, e Ricardo Hofman, diretor de
agência de publicidade.
De acordo com a PF, apesar de serem casos sem relação
entre si, as prisões dos três ex-deputados têm um ponto em comum: todos
estariam ligados ao doleiro Alberto Youssef.
Jardel continua cometendo desatinos na Assembléia. Ele acaba de triplicar salário do seu próprio motorista.
Continua causando estupor e indignação na Assembléia do RS todos os grotescos episódios ligados ao novelão em que se transformou o embate entre o deputado Mário Jardel, o jogador Jardel, e seu colega de Partido, o também deputado Danrlei de Deus.
O PSD, Partido de ambos, continua cego, surdo e mudo diante dos desatinos diários praticados por Jardel.
Também a Mesa da Assembléia continua calada, embora o caso já esteja mais do que maduro para uma intervenção drástica dela mesma e da Comissão de Ética.
O caldo entornou de vez ontem a tarde, quando se soube que o deputado nomeou seu motorista para coordenador da bancada do PSD, elevando seu salário mensal de R 4.462,00 para R$ 16.886,00.
- A existência de bancadas de um deputado só, como são os casos do PSOL e PSD, não faz o menor sentido no Legislativo. É uma situação esdrúxula, pouco ética e discriminatória em relação aos outros deputados de bancadas reais.
O PSD, Partido de ambos, continua cego, surdo e mudo diante dos desatinos diários praticados por Jardel.
Também a Mesa da Assembléia continua calada, embora o caso já esteja mais do que maduro para uma intervenção drástica dela mesma e da Comissão de Ética.
O caldo entornou de vez ontem a tarde, quando se soube que o deputado nomeou seu motorista para coordenador da bancada do PSD, elevando seu salário mensal de R 4.462,00 para R$ 16.886,00.
- A existência de bancadas de um deputado só, como são os casos do PSOL e PSD, não faz o menor sentido no Legislativo. É uma situação esdrúxula, pouco ética e discriminatória em relação aos outros deputados de bancadas reais.
Procurador da Lava Jato avisa: "Estamos apenas começando"
O procurador Carlos Fernandes Santos Lima, na entrevista
coletiva sobre a 11° fase da Lava Jato, disse que a investigação, que já dura
um ano, está apenas "no começo".
Ele disse também que a investigação irá por "mares
nunca dantes navegados", referindo-se ao pagamento de propina na Caixa
Econômica Federal e no Ministério da Saúde, e não só na Petrobras.
O procurador concluiu pedindo apoio à população.
Aproxima-se a fase 13 da Operação Lava Jato
Esta nova fase da Operação Petrolão (Lava Jato) é a 11a. PF e MPF estariam prestes a lançar a de número 12.
A fase número 13 já se sabe a quem atingirá.
Não será o Juizo Final, que já foi desfechada, mas será a Operação fim do Mundo.
A fase número 13 já se sabe a quem atingirá.
Não será o Juizo Final, que já foi desfechada, mas será a Operação fim do Mundo.
Dilma diz na CNN que a Venezuela deve libertar os opositores políticos de Maduro
"Os países que integram a Unasul, que participam da
Cúpula, da Cúpula das Américas, têm hoje, inclusive, o absoluto interesse de
que haja uma maior liberdade, que soltem os presos, que não haja níveis de
violência nas ruas, todos nós temos este interesse", disse a presidente Dilma Rousseff em entrevista à
CNN, sobre a prisão de políticos no governo de Nicolás Maduro, como Leopoldo
López e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.
"Não pensamos que a melhor
relação com a oposição seja prender quem quer que seja (...). Se uma pessoa não
cometeu um crime, não pode ser detida"
Leia também a
matéria da Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil/EBC sobre a
Cúpula das Américas no Panamá:
Os chefes de
Estado e de governo de 35 países vão participar nesta sexta-feira (10) da 7ª
Cúpula das Américas – a primeira conferencia hemisférica em que os líderes dos
Estados Unidos e de Cuba sentarão à mesma mesa, desde a ruptura das relações
diplomáticas há mais de 50 anos.
A última vez
em que isso ocorreu foi em uma reunião regional em 1956 – também na Cidade do
Panamá. Três anos depois, a revolução cubana, liderada por Fidel Castro,
derrubou a ditadura de Fulgencio Batista. Em 1962, os EUA romperam relações com
o novo governo comunista de Cuba e expulsaram a ilha caribenha da Organização
dos Estados Americanos (OEA).
A 7ª Cúpula
das Américas deverá marcar o fim do último resquício da guerra fria na região,
e o governo panamenho declarou feriado para esvaziar as ruas e garantir a
segurança dos participantes. O evento terá a presença do líder cubano, Raúl
Castro, e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama – que em dezembro deu
um passo histórico ao reconhecer o fracasso de meio século de políticas
norte-americanas para tentar isolar Cuba. No momento em que os EUA estão
dialogando com os cubanos para acabar com décadas de confronto (uma iniciativa
aplaudida pelos governos regionais), há um novo foco de discussão: a Venezuela.
Os chanceleres
que se reuniram nessa quinta-feira (9) para negociar a declaração conjunta dos
presidentes não conseguiram chegar a um consenso: a ministra das Relações
Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, queria incluir no documento uma
condenação às sanções norte-americanas a sete altos funcionários venezuelanos.
Em março,
Obama anunciou que ia bloquear as contas e os bens desse grupo de venezuelanos
nos EUA, por considerar que estavam envolvidos em atos de corrupção ou de
violações de direitos humanos. Para justificar essa punição, Obama declarou a
Venezuela uma “ameaça à segurança” norte-americana.
A declaração de
Obama foi duramente criticada na região e citada pelo presidente da Venezuela,
Nicolás Maduro, para obter do Congresso poderes especiais: ele poderá governar
por decreto, até o fim do ano, para fazer frente à “ameaça” norte-americana.
Nos últimos
dias, altos funcionários norte-americanos moderaram o tom das criticas e
asseguraram que a Venezuela de fato “não representa uma ameaça”. Maduro também
disse que quer ter uma boa relação com os EUA, mas a chanceler venezuelana
cobrou uma retificação, ou seja, a suspensão das sanções.
Ao mesmo
tempo, um grupo de 25 ex-presidentes da América Latina e da Espanha (entre eles
o costarriquenho Oscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o mexicano
Felipe Calderón e o espanhol José Maria Aznar) apresentaram nessa quinta-feira
(9) a Declaração do Panamá, criticando a violação de direitos humanos na
Venezuela. O documento pede a imediata libertação de presos políticos, como o
líder oposicionista Leopoldo Lopez e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.
Ambos foram acusados por Maduro de conspirar para derrubá-lo.
Na véspera da
cúpula, houve polêmica entre governistas e oposicionistas, tanto venezuelanos
quanto cubanos. A normalização das relações entre os EUA e Cuba depende de uma
série de medidas – algumas das quais precisam passar pelo crivo da oposição
republicana para aprovação no Congresso.
Uma das
principais reivindicações de Castro é a exclusão de Cuba da lista
norte-americana de países que patrocinam o terrorismo. Os cubanos também querem
a suspensão do bloqueio econômico e financeiro e uma indenização pelos danos
sofridos no passado.
Além da Cúpula
das Américas, estão sendo realizados no Panamá fóruns paralelos de empresários,
reitores de universidades e representantes da sociedade civil.
Paulo Costa recua na acusação contra empreiteiras, mas os ratos do PT continuam sob foco de Sérgio Moro
O julgamento dos réus do Petrolão (Lava Jato) ganhou nesta quinta-feira um ingrediente inesperado, porque o ex-diretor
Paulo Roberto Costa mudou a versão que apresentou em seu acordo de delação e
agora diz que as obras da Petrobras investigadas na Operação Lava Jato não eram
superfaturadas.
A nova versão beneficia os empreiteiros, porque eles podem continuar acusados de formação de cartel, mas poderão confirmar a tese de que sofreram achaques e não superfaturaram nada, tirando as propinas do próprio lucro.
Continuará sobrando para Paulo Costa, Petrobrás, PT e seus asseclas, mas os empreiteiros terão vantagem no julgamento e responderão apenas pelo crime de organização de cartel, que está mais para Cade do que para Justiça Federal.
Os ratos do PT, alguns dos quais foram soltos ontem na CPi da Petrobrás, continuam no foco.
A nova versão está em petição enviada nesta quinta (9) à
Justiça; em depoimento como delator em 2 de setembro do ano passado, Costa
dizia que "empresas fixavam em suas propostas uma margem de sobrepreço de
cerca de 3% em média, a fim de gerarem um excedente de recursos a serem repassados
aos políticos"; agora ele diz que os preços seguiam os parâmetros da
estatal e o percentual das obras que era desviado para partidos, entre 1% e 3%
do valor do contrato, "eram retirados da margem de lucro das
empresas"; se não houve superfaturamento das obras, prisões de
empreiteiros perdem sentido
Conab confirma safra de 200,7 milhões de toneladas de grãos
A produção de grãos no Brasil da safra 2014/2015 está
estimada em 200,7 milhões de toneladas, 3,6% ou 7,1 milhões de toneladas a mais
do que a última, quando foram colhidas 193,6 milhões.
Em relação ao
levantamento do mês passado, houve uma correção de 1,1%. Os números são do 7º
levantamento, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta
sexta-feira (10).
A soja é o destaque das pesquisas, com a
colheita em pleno andamento. Mesmo enfrentando problemas climáticos em janeiro,
que influenciaram a expectativa de produtividade em Minas Gerais, Goiás,
Maranhão e Pará, o incremento deve ser de 9,5% ou o equivalente a 8,2 milhões
de toneladas, levando a uma produção de 94,3 milhões de toneladas. O milho
primeira safra teve uma redução de 4,3%, o que representa 1,36 milhão de
toneladas a menos que a safra anterior, de 31,65 milhões de toneladas.
Entrevista, Ibsen Pinheiro - Se Dilma sair, assume Temer em definitivo. Novas eleições só com afastamento do presidente e do seu vice.
ENTREVISTA
Ibsen Pinheiro, deputado do PMDB, ex-presidente da Câmara dos Deputados
Caso a presidente Dilma Roussef renuncie, sofra impeachment ou se afaste por qualquer razão, quem assume ?
O vice, Michel Temer, que cumprirá o restante do mandato.
Há quem diga que o afastamento do presidente antes de concluído metade do mandato (2 anos) exigiria novas eleições em 90 dias, presidido pelo substituto, no caso Temer.
É só ler a Constituição. Não é verdade. Temer assumiria em definitivo. Lembre o caso Tancredo x Sarney. Sarney assumiu.
Foi o caso do Collor, também.
Não foi. Collor saiu na segunda metade do mandato. De qualquer modo, seu substituto, Itamar, assumiu.
Em que caso haveria novas eleições ?
Só se presidente e vice forem afastados dentro dos dois anos iniciais de mandato. Se isto acontecer na segunda metade, a eleição será indireta.
Ibsen Pinheiro, deputado do PMDB, ex-presidente da Câmara dos Deputados
Caso a presidente Dilma Roussef renuncie, sofra impeachment ou se afaste por qualquer razão, quem assume ?
O vice, Michel Temer, que cumprirá o restante do mandato.
Há quem diga que o afastamento do presidente antes de concluído metade do mandato (2 anos) exigiria novas eleições em 90 dias, presidido pelo substituto, no caso Temer.
É só ler a Constituição. Não é verdade. Temer assumiria em definitivo. Lembre o caso Tancredo x Sarney. Sarney assumiu.
Foi o caso do Collor, também.
Não foi. Collor saiu na segunda metade do mandato. De qualquer modo, seu substituto, Itamar, assumiu.
Em que caso haveria novas eleições ?
Só se presidente e vice forem afastados dentro dos dois anos iniciais de mandato. Se isto acontecer na segunda metade, a eleição será indireta.
Dilma poderá renunciar ?
É forte a boataria de que a presidente Dilma Roussef pensa em renúncia. Esta semana, diante de vários ministros, Dilma debulhou-se em lágrimas e teve que ser retirada da reunião.
Igor Morais diz que herança maldita do governo Dilma faz o País voltar aos tempos do Brasil Colônia
Este artigo é de Igor Morais, astual presidente da Fundação de Economia e Estatística do RS. Ele não assina a análise nesta qualidade, mas como editor do próprio blog. O título do trabalho é "Herança maldita". Leia na íntegra:
O termo “herança maldita” foi diversas vezes utilizado na
política brasileira para representar a situação econômica ou fiscal a ser
entregue ao governo sucessor do mandato outrora presente. Tal metáfora faz todo
sentido quando o resultado eleitoral promove uma troca de partido ou renovação
da visão política no poder. Mas, e quando o governo é o mesmo? Será que este
vai olhar para trás e condenar seus próprios erros? Ou será que negligenciará
as evidências e dobrará a aposta na estratégia anterior? É importante tentarmos
buscar estas respostas, pois delas depende nossa possibilidade de compreensão
das ações de política econômica por vir nos próximos quatro anos provenientes
da esfera federal. E essas respostas se tornam cada vez mais importante quando
é divulgado o resultado de um indicador diferente para a economia brasileira,
que revela a situação delicada em que nos encontramos e, paralelo a isso, vemos
uma sociedade paralisada com o vício do assistencialismo. O mais recente número
ruim foi o PIB de 2014, que ficou praticamente estável sobre 2013, 0,2%.
Destaca-se que é o segundo pior desempenho do período pós Plano Real, perdendo
apenas para o ano de 2009. Mas, lembrando que nesse caso, o mundo ultrapassava
uma das maiores crises de sua história. Atualmente, o Brasil vive uma crise
tupiniquim, gestada lentamente nas entranhas da visão intervencionista da
esquerda, desempenho esse que se contrapõem ao resultado mundial, com
crescimento de 3,3%. Depois de anos negligenciando a gestão das contas
públicas, usando empresas estatais de forma errada, (principalmente no setor
financeiro), maquiando dados de contabilidade, fazendo intervenções
microeconômicas equivocadas no sistema tributário, incentivando o consumo e
endividamento das famílias e virando as costas para as relações comerciais com
parceiros de peso no setor externo, a economia resolveu cobrar seu preço.
Essa cobrança viria de qualquer forma, independente de
quem ocupasse o Planalto. O entendimento do governo, mesmo que velado, de sua
“auto” herança maldita, foi a base para a nomeação de um Ministro da Fazenda
com formação liberal, portanto completamente diferente dos anteriores da era
esquerda no Planalto. Sua missão é inglória, corrigir os erros passados sem
apontá-los e carregar a culpa de medidas impopulares.
Acho, então, que podemos começar a delinear as respostas
das nossas perguntas. Parece que o Governo olhou para trás, não assumiu, mas
pretende corrigir seus erros! O detalhe, você tem ideia do tamanho dessa
herança e qual deve ser a magnitude da correção? Os dados de encerramento do
PIB de 2014 fornece uma boa visão do que nos espera. Não sairá barato em termos
sociais, e muito menos sobre o ponto de vista econômico. A primeira herança
maldita é uma indústria em processo de extinção. A participação da indústria de
transformação no PIB chegou a 10,9% em 2014. Serei repetitivo, como em outros
textos, mas não dá para fugir do termo: “nunca na história desse país a
indústria teve um peso tão pequeno no PIB”. Alguém irá dizer que poderia ter
sido pior não fossem as ações do Governo. Mas na verdade é o contrário, poderia
ter sido melhor não fossem as intervenções do Governo. Ou você acha que ações
como o Plano Brasil Maior produziram resultados satisfatórios? Em quatro anos
foram 308 reuniões, uma a cada três dias e o resultado está aí. Adianta fazer
pacto pela competitividade se não enfrentarmos de forma séria os problemas no
sistema tributário e trabalhista, e ainda, se não livrarmos a economia do peso
do Estado? Por fim, o que irá socorrer o setor será um câmbio próximo a 4
reais. Já vimos esse filme no passado. Faço uso aqui, da frase de um antigo
presidente para ilustrar o que a indústria realmente precisa: “deixe o homem,
ops, o setor, trabalhar”. Outra herança maldita são os investimentos. No ano
passado tivemos nova retração de 4,3%, a segunda em um espaço curto de três
anos, que resultou na participação de 19,7% do PIB. Desde 2011, o investimento
vem caindo mesmo com bilhões de reais liberados pelo BNDES, ou seja, dinheiro
da sociedade com juros subsidiados, e a despeito da realização da Copa do
Mundo. Além disso, há uma dívida do BNDES de quase R$ 500 bilhões com o Tesouro
Nacional e que provavelmente uma parte não terá volta pela alocação ineficiente
feita nos últimos anos: Compra de ações, empréstimos a empresas que faliram e
empréstimos duvidosos a governos de outros países. Soma-se a isso o fato de que
o funding da instituição pode encolher esse ano com mais saques que depósitos
no FAT. O problema é que o paciente, nesse caso a economia brasileira, ficou
viciado com o remédio, que é o recurso do BNDES. Seria como se todos
acreditassem que os investimentos no Brasil só decolam se houver recursos
públicos subsidiados em juros e com prazos camaradas. Porém, os números mostram
que esse remédio não está servindo para nada. Pelo contrário, está produzindo
uma ilusão que apenas paralisa o espírito empreendedor no Brasil. Para 2015, a
expectativa é de que haja uma nova queda de investimentos em meio a um estado
tal de incertezas do empresariado que coloca os índices de confiança no setor
no pior patamar desde que esse tipo de pesquisa começou a ser feito. Muito mais
que um fardo financeiro para a sociedade o BNDES representa, na verdade, um
grande entrave ao florescimento de empreendedores. Vou falar apenas de mais uma
herança maldita, o setor público. Os dados de 2014 revelaram um Brasil onde o
Estado pesa 20,2% do PIB. Nunca na história desse país o Estado foi tão pesado
para a sociedade. O que significa dizer, então, que nunca na história desse
país você pagou tanto imposto. E dá para reduzir o tamanho do Leviatã? Essa
seria a proposta do atual Ministro da Fazenda em seu ajuste fiscal. Mas como
acreditar nisso se 2/3 do ajuste será realizado através de aumento de impostos?
O Estado brasileiro pesa mais que o de outras economias emergente como a do
México (11,9%) e Chile (12,4%), e mais também do que o de países desenvolvidos,
como EUA (15,2%), Portugal (19%), Alemanha (19,3%) e Espanha (19,5%). Aqui, na
pátria amada, tudo hoje passa pela mão do Estado: decisão e recurso de
investimento do setor produtivo, bolsas de estudo, financiamento habitacional,
ajuda a clubes de futebol, construção de estradas, portos e aeroportos, crédito
a consumidor, gasto em propaganda, passagem de ônibus e demais transportes,
definição de reajuste de salário e por aí vai. Estamos viciados e presos ao
Leviatã. O que acontece com o Brasil hoje é o reflexo de uma escolha feita há
12 anos por um modelo de Estado inchado. O resultado verificado em números do
PIB é de uma economia capenga, sem produtividade e catabólica. A medida que o
Governo aumenta de tamanho, as famílias, as empresas e os investimentos tendem
a encolher. E em 2015 a história não deve ser diferente, com previsão de
contração de 1,5% na economia. Enquanto continuarmos com um estado pesado,
assistencialista e ineficiente, não há como esperar crescimento sustentável. A
redução do Estado passou a ser a reforma mais importante na agenda econômica do
país. E sendo isso verdade, arrisco dizer que a principal herança maldita não
foi a situação alarmante da economia, mas sim o resultado da eleição
Saiba onde ocorrerão manifestações neste domingo, RS, Brasil e exterior
Estas são as cidades do Rio Grande do Sul onde ocorrerão manifestações neste domingo. CLIQUE AQUI para examinar horários e localidades no restante do Brasil, em todos os Estados, e no exterior.
Em Porto Alegre, o trajeto da passeata não será divulgado até a hora da saída do Parcão. Um código de conduta já concluído não admite bandeiras de Partidos e nem consignas favoráveis a golpes militares.
Alegrete – 15h30 – Praça Nova – Camelódromo
Alvorada – 14h – Praça João Goulart (Praça Central)
Bagé – 16h – Praça Esporte
Bento Gonçalves – 15h – Via Del Vino
Cachoeira do Sul – 16h – Praça da Matriz
Cachoeirinha – 15h – Em frente à Prefeitura
Campo Bom – 9h – Largo Irmãos Vetter
Canela – 15h30 – Em frente a Catedral
Capão da Canoa – 14h – Em Frente ao Ginásio de Esportes
da Prefeitura
Caxias do Sul – 15h – Praça Dante
Coronel Bicaco – 15h30 – Praça Municipal
Cruz Alta – 15h – Av. General Osório
Erechim – 15h – Praça da Bandeira
Farroupilha – 16h – Praça da Bandeira
Garibaldi – 16h – Av Independência
Gravataí – 16h – Parcão
Imbé – 15h – Prefeitura
Lajeado – 16h – Parque dos Dick
Novo Hamburgo – 15h – Praça Punta Del Este
Passo Fundo – 15h – Praça da Mãe
Pelotas – 15h – Praça Coronel Pedro Osorio
Porto Alegre – 15h – PARCÃO – Parque Moinhos de Vento
Rio Pardo – 16h – Praça da Matriz
Santa Cruz do Sul – 16h – Praça da Bandeira
Santa Maria – 14h – Praça Saldanha Marinho
Santana do Livramento – 15h – Parque Internacional
Santo Ângelo – 16h – Praça da catedral
São Borja – 16h – Parque General Vargas
São Gabriel – 16h – Largo da Estação Férrea
Taquara – 14h – Câmara Municipal
Torres – 15h – Praça XV de Novembro
Três de Maio – 17h – Praça da Bandeira
Uruguaiana – 16h – Praça Barão do Rio Branco
A Evora gaúcha não tem nada a ver com a Operação Zelotes
A empresa Evora, citada na lista de investigação da Operação Zelotes, não tem nada a ver com a antiga Petropar, RS.
O contrato social da investigada está arquivada na Junta Comercial de outro Estado.
O contrato social da investigada está arquivada na Junta Comercial de outro Estado.
Foi para a cadeia, esta manhã, o ex-deputado do PT, André Vargas
Na foto ao lado, na condição de vice-presidente da Câmara, ele debocha do então presidente do STF, erguendo os punhos, repetindo a saudação dos petistas presos Zé Genoíno e Zé Dirceu -
A Polícia Federal deflagrou a 11ª fase da operação Lava
Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, na manhã desta
sexta-feira. Entre os presos está o ex-petista André Vargas, que teve omandato
de deputado federal cassado em dezembro do ano passado por quebra de
decoro.
O ex-parlamentar foi preso por volta das 6h no condomínio
onde mora, em Londrina, no Paraná.
Também foram detidos nesta manhã o ex-deputado federal
Luiz Argôlo (SD-BA) e o ex-presidente do PP Pedro Corrêa, que já havia sido
condenado no processo do mensalão.
Os três são suspeitos de ter ligação com o doleiro
Alberto Youssef.
Marchezan Júnior entra na disputa pelo comando estadual do PSDB
Os deputados Jorge Pozzobom e Marchezan Júnior vão disputar a presidência do PSDB do RS no dia 10 de junho.
Se levar a taça, Marchezan Júnior tentará disputar a prefeitura de Porto Alegre no ano que vem.
Se levar a taça, Marchezan Júnior tentará disputar a prefeitura de Porto Alegre no ano que vem.
Dilma comemora com velas de velório os seus primeiros 100 dias de novo mandato
O governo Dilma Roussef, PT, comemorará com velas de velório os seus primeiros 100 dias de novo mandato.
Domingo, com as manifestações de rua, o funeral político do seu governo poderá começar para valer.
Domingo, com as manifestações de rua, o funeral político do seu governo poderá começar para valer.
Aos 100 dias, o governo Sartori demonstra falta de criatividade, força e vontade
Será esta manhã o seminário que fará o governo gaúcho
para fazer um balanço dos seus 100 dias.
A imprensa não poderá acompanhar o evento, mas duas
janelas serão abertas para os jornalistas:
- No discurso de Sartori.
- Ao final da manhã, na entrevista coletiva do secretário
da Casa Civil, Márcio Biolchi.
Eleito sob acusações dos adversários de que não tinha
propostas para resolver a crise financeira estadual e promover o crescimento da
economia estadual, Sartori chega ao final dos 100 dias confirmando que as
críticas tinham fundamento.
É possível que neste balanço dos 100 dias, neste
seminário, saiam luzes, já que o próprio governador tem prometido que usaria este período inicial de 100 dias para fazer um diagnóstico e propor medidas.
O raio x do deplorável cenário encontrado foi feito, o
que ficou evidenciado nas falas registradas na chamada Caravana da
Transparência, mas o diagnóstico e os remédios ainda não apareceram.
Nestes 100 dias, o governo conseguiu avançar sobre o fio
da navalha, situação que parece insustentável.
O governo tem trabalhado com unidade, mas apenas da mão para a boca, demonstrando completa falta de criatividade, força e vontade.
Só no campo político Sartori navega em águas calmas,
mantendo uma aliança partidária que garante hegemonia na Assembléia, enfrentando uma oposição desmoralizada pelo péssimo governo anterior e pelo
furacão do Petrolão.
A agenda do governo é medíocre.
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