Retração econômica deixa mais pobre a Páscoa dos gaúchos

A tradição de se reunir em volta de uma mesa farta, principalmente com receitas baseadas em frutos do mar, e de presentear os familiares mais próximos com chocolates começa a sentir os reflexos da recessão econômica encarada pelo País.

´É o que registra o diário gaúcho Jornal do Comércio em reportagem especial publicada hoje.

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Na quarta-feira, o movimento nas lojas especializadas em chocolate e nos grandes comércios varejistas de Porto Alegre,l comprovavam que os consumidores continuam investindo na data, mas estão mais cautelosos e seletivos do que em outros tempos. Preocupados com a crise econômica e falando muito em inflação, os gaúchos estão avaliando o preço de cada produto colocado na cesta de compras e optam por bombons e barras de chocolate no lugar dos ovos de Páscoa.

Proprietária da loja Cacau Show no Shopping Praia de Belas, Juliana Enderle da Fontoura nota que o poder de compra mudou de um ano para o outro. "Os clientes estão comprando menos, escolhendo itens mais baratos e focados naquelas pessoas especiais. Não é mais como antes, que o consumidor chegava na loja e 'baixava' os ovos sem olhar o preço", disse a empresária, projetando uma queda de 15% no faturamento da loja em comparação com o mesmo período do ano passado.

Nem a fila grande de compradores na porta do estabelecimento trazia otimismo para as projeções de Juliana. "Não pensem que isso é bom sinal para as vendas. Quanto maior a crise, mais as pessoas deixam para fazer as compras na última hora",destaca a empresária.
Em média, 75% das vendas de artigos pascais são efetuadas nos últimos cinco dias. Ciente disso, a loja realiza nesta quinta-feira uma promoção de ovos de 350 gramas a R$ 29,90.

Com movimento mais tímido, a loja de chocolates artesanais feitos em Gramado da marca Prawer, também no Praia de Belas, estima vendas 20% abaixo das do ano passado. "A população está mais apreensiva", admite a gerente do estabelecimento, Adriana Oliveira.


O panorama mostrado pelos lojistas é ainda mais pessimista do que o esperado pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA). "Acreditamos que as vendas do varejo, no primeiro trimestre, deverão reduzir em 6%, em relação ao mesmo período de 2014", avaliou o presidente da entidade representativa do comércio, Gustavo Schifino. "Além disso, estamos apostando que as vendas de produtos úteis e com maior durabilidade, como roupas, acessórios e livros, irão superar a procura pelos ovos de chocolate, que anteriormente lideravam as vendas", adianta o dirigente.

Compradores optam por diminuir número de presenteados

A publicitária Daniela da Silva Fraga e o seu esposo João Fraga, médico, estão entre os que aproveitaram os dias anteriores ao feriado para garantir os presentes de Páscoa, porém, este ano, estão com uma estratégia diferente. O casal optou por não presentear uma parte da família, nesse caso, os adultos, e diminuiu consideravelmente os itens no carrinho. Vale tudo para economizar. "Estamos levando presente apenas para os afilhados, até porque eles são pequenos e ainda acreditam no Coelho da Páscoa. Os ovos são uma opção cara de presente", lamentou Daniela. Os ovos em geral estão 10,9% mais caros, segundo pesquisa da Agas.

Além das crianças, poucos devem receber chocolate em formato de ovo. Os bombons, modelos trufados e barras são a melhor opção para quem precisa controlar os gastos mas não quer abrir mão do doce tradicional da época. Zuleika Maria Marques, dona de casa, também diminuiu a quantidade de chocolate na sacola. Esta Páscoa será um ovo para cada presenteado (ano passado foram três) e apenas para o marido, os dois filhos e as duas noras. "Já estamos sentindo a tão falada inflação nas contas essenciais", adverte.

Pesquisa da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) no País mostra que 68% dos entrevistados pretendem gastar menos na Páscoa.

Na contramão, supermercados esperam um aumento nas vendas de chocolates

Ante um cenário de retração nas vendas, os supermercadistas parecem não ter do que reclamar. Mesmo com crescimento menor do que nos anteriores, o setor projeta um crescimento real médio de 2% na festividade este ano, na comparação com a Páscoa de 2014. Os grandes varejistas gaúchos apostam em ovos menores, barras de chocolate e bombons para alavancarem as vendas.

Levantamento da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) aponta que dois em cada três supermercadistas projetam vendas de ovos no mesmo patamar que em 2014. O crescimento maior deverá ser registrado na comercialização de barras (18%) e bombons (12%).

Ao todo, os supermercados irão comercializar 9 milhões de ovos de chocolate, que deverão alavancar um faturamento de ?R$ 104 milhões para o setor - 12% deles produzidos pela indústria gaúcha. Conforme a Agas, nove em cada 10 consumidores vão comprar seus chocolates em lojas do setor.


O diretor do supermercado Nacional da avenida Nilo Peçanha, da rede Walmart, Fábio Lucas dos Santos comemora o crescimento de 10% nas vendas de ovos de Páscoa e de 8% em colombas e trufas. "Mais uma vez a data reafirma seu posicionamento como a segunda data comemorativa mais importante para o nosso setor", refletiu Santos. 

PSDB decjde se Aécio deve ou não participar das manifestações do dia 12

Após aproximação com os movimentos ‘Fora, Dilma’, cúpula do PSDB se reúne na semana que vem para decidir se o senador Aécio Neves (MG) participará das manifestações marcadas para o dia 12.

O líder no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse ser favorável

Ao contrário de Sartori, Fortunati não deu folga para os servidores.

A Concepa acha que 118 mil carros sairão de Porto Alegre pela freeway. Vão todos para as praias do Litoral Norte e de SC. A Serra também é destino procuradíssimo. Em Gramado, não há mais vaga nos hotéis. 50 mil pessoas sairão pela rodoviária de Porto Alegre, mas o destino preferido são cidades do interior, as de origem dos passageiros. 

Ao contrário dos servidores do governo estadual, liberados do trabalho a partir de hoje ao meio dia, que nem feriado é, na prefeitura de Porto Alegre todos trabalharão normalmente.

Algumas repartições públicas começaram o feriadão muito antes, ontem, como é o caso da Justiça do Trabalho do RS.

Os contribuintes que bancam todos os salários dos servidores públicos de todas as esferas, trabalharão normalmente nesta quinta, inclusive bancos, indústria e comércio.

Diárias no Tribunal de Justiça do RS já estão 24% mais caras

As diárias pagas aos desembargadores do Tribnal de Justiça do RS engordaram 24%. O magistrado que viajar para fora do Estado, terá direito a diárias de R$ 1.125,43. Dentro do Estado, o valor é de 761,78.

Diárias para o exterior valem R$ 2.300,00.

Nomeações no terceiro escalão causam atritos entre lideranças governistas do interior do RS

Já são relevantes os ruídos causados no interior em função de nomeações de adversários de líderes locais do PMDB para cargos de terceiro escalão.

Os casos mais estridentes ocorrerem na secretaria da Educação e na Corsan.

Em Osório, o deputado Alceu Moreira chegou a perder as estribeiras por causa da nomeação local de um chefete da área da educação.

Braskem tira nota para dizer que não é investigada, mas que ela mesma se investiga

A Braskem, controlada pelo grupo Odebrecht, dona do Pólo Petroquímico de Triunfo, RS, publicou nota paga nos principais diários gaúchos de hoje, informando o seguinte:

1) A companhia não foi intimada pela PF ou MPF para falar sobre denúncias que a envolvem no Lava Jato.
2) Proativa e voluntariamente, procurou as autoridades da área para esclarecer pontos levantados nas investigações.
3) Já contratou escritórios de advocacia no Brasil e Estados Unidos para conduzir investigações internas.
4) CVM, no Brasil, e SEC, nos EUA, estão sendo abastecidos com informações.

A Braskem avisou que manterá o mercado informado sobre tudo.

Tarso é o redator do manifesto da corrente petista que critica acidamente o governo Dilma

Com tom  ácido em relação ao próprio governo que deveria apoiar, o de Dilma Roussef, do PT, a corrente Mensagem ao Partido, divulgou manifesto redigido pelo ex-governador Tarso Genro, no qual afirma que o segundo mandato de Dilma começou com "uma clara inflexão conservadora na gestão macroeconômica, contraditória com o programa eleito". O texto "Mudar Mais: por um ciclo de mudanças democráticas no País" diz que os maiores erros, nos últimos anos, foram cometidos pelo Banco Central, define a taxa básica de juros (Selic) como "escandalosa" e cobra a rejeição das tentativas de desmontar a política de desenvolvimento.

Curiosamente, um ministro de Dilma, o da Justiça, de José Eduardo Cardoso, também assina o manifesto de críticas ao governo ao qual pertence. 

O governo e o PT perderam o eixo e não conseguem reencontrá-lo.

Outras correntes internas do Partido também emitiram manifestos de críticas. 

"É preciso superar esse impasse ou o segundo governo Dilma trabalhará, na melhor das hipóteses, com um cenário de baixo crescimento e eventual crescimento do desemprego (...), em um contexto de ajuste fiscal vicioso", destaca o documento da Mensagem ao Partido.

Vaccari, fora ! - Mesmo sem citar o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o grupo de Cardozo e Tarso deixou claro que defende o afastamento do dirigente. Vaccari se tornou réu numa ação penal da Operação Lava Jato, acusado de participar do esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás. Ele responde a processo por corrupção e lavagem de dinheiro e nega as denúncias."(...) Combateremos sem trégua a corrupção, a conciliação com a corrupção e a convivência com a corrupção. Além disso, filiados com função dirigente na condição de réu ou sob inquérito criminal em processos de apuração de corrupção devem ser afastados preventivamente, garantindo direito de defesa, enquanto perdurar esses processos", diz o texto.

Secretário da Receita Federal esfria noticiário sobre Operação Zelotes

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, negou ontem a tarde que as reuniões do Carf foram suspensas por tempo indefinido, ao contrário do que divulgou o ministério da Fazenda.

A Operação Zelotes prossegue suas investigações, mas não estão previstas prisões de empresários supostamente envolvidos no esquema de propinas.

Jorge Rachid, secretário da Receita Federal, disse que "as decisões irregulares do colegiado serão reexaminadas, mas só serão revistas as que tiverem manipulação comprovada".

As declarações do secretário esfriaram os ânimos do noticiário sobre a Operação Zelotes.

- Ao contrário do que faz o governo com ministros e outros detentores de cargos de mando, a Receita Federal resolveu afastar os conselheiros do Carf suspeitos de receber propinas, mas não identificou publicamente nenhum deles. 

Eis as 74 empresas investigadas pela Operação Zelotes

Confira a lista das empresas que estariam sendo investigadas pela PF, segundo o jornal Folha de S. Paulo, e dos valores contestados. Do RS estão incluídos Copesul, RBS, Gerdau, Marcopolo, Avipal/Granóleo, Mundial-Eberle.

Banco Santander - R$ 3,34 bilhões
Banco Santander 2 - R$ 3,34 bilhões
Bradesco - R$ 2,75 bilhões
Ford - R$ 1,78 bilhões
Gerdau - R$ 1,22 bilhões
Boston Negócios - R$ 841,26 milhões
Safra - R$ 767,56 milhões
Huawei - R$ 733,18 milhões
RBS - R$ 671,52 milhões
Camargo Correa - R$ 668,77 milhões
MMC-Mitsubishi - R$ 505,33 milhões
Carlos Alberto Mansur - R$ 436,84 milhões
Copesul - R$ 405,69 milhões
Liderprime - R$ 280,43 milhões
Avipal/Granoleo - R$ 272,28 milhões
Marcopolo - R$ 261,19 milhões
Banco Brascan - R$ 220,8 milhões
Pandurata - R$ 162,71 milhões
Coimex/MMC - R$ 131,45 milhões
Via Dragados - R$ 126,53 milhões
Cimento Penha - R$ 109,16 milhões
Newton Cardoso - R$ 106,93 milhões
Bank Boston banco múltiplo - R$ 106,51 milhões
Café Irmãos Júlio - R$ 67,99 milhões
Copersucar - R$ 62,1 milhões
Petrobras - R$ 53,21 milhões
JG Rodrigues - R$ 49,41 milhões
Evora - R$ 48,46 milhões
Boston Comercial e Participações - R$ 43,61 milhões
Boston Admin. e Empreendimentos - R$ 37,46 milhões
Firist - R$ 31,11 milhões
Vicinvest - R$ 22,41 milhões
James Marcos de Oliveira - R$ 16,58 milhões
Mário Augusto Frering - R$ 13,55 milhões
Embraer - R$ 12,07 milhões
Dispet - R$ 10,94 milhões
Partido Progressista - R$ 10,74 milhões
Viação Vale do Ribeira - R$ 10,63 milhões
Nardini Agroindustrial - R$ 9,64 milhões
Eldorado - R$ 9,36 milhões
Carmona - R$ 9,13 milhões
CF Prestadora de Serviços - R$ 9,09 milhões
Via Concessões - R$ 3,72 milhões
Leão e Leão - R$ 3,69 milhões
Copersucar 2 - R$ 2,63 milhões
Construtora Celi - R$ 2,35 milhões
Nicea Canário da Silva - R$ 1,89 milhão
Mundial - Zivi Cutelaria - Hércules - Eberle - Não Disponível
Banco UBS Pactual SA N/D
Bradesco Saúde N/D
BRF N/D
BRF Eleva N/D
Caenge N/D
Cerces N/D
Cervejaria Petrópolis N/D
CMT Engenharia N/D
Dama Participações N/D
Dascan N/D
Frigo  N/D
Hidroservice N/D
Holdenn N/D
Irmãos Júlio N/D
Kanebo Silk N/D
Light N/D
Mineração Rio Novo N/D
Nacional Gás butano N/D
Nova Empreendimentos N/D
Ometo N/D
Refrescos Bandeirantes N/D
Sudestefarma/Comprofar N/D
TIM N/D
Tov N/D
Urubupungá N/D
WEG N/D

Total - R$ 19,77 bilhões

Sartori não substituirá Vinicius na Corag até decisão final sobre caso de Sossela

O governador José Ivo Sartori não substituirá Vinicius Ribeiro na presidência da Corag, pelo menos não até que o TSE examine recurso do deputado Gilmar Sossela, cujo mandado foi cassado pelo TRE do RS,.

O próprio Vinicius nem sequer substituirá a equipe do gabinete de Sossela até lá.

As chances do deputado cassado no TSE são muito grandes, porque pelo menos uma dezena de colegas seus chegaram a ter mandatos prejudicados pelo TRE do RS, mas conseguiram recuperá-los em Brasília.

DEM decidirá unir-se no dia 8 ao PTB

Dia 8 a Executiva do DEM decidirá se promove ou não fusão com o PTB. A seção do RS não quer saber da história, mas é minoritária.

Estes são os amigos dos petistas que oferecem propinas para se livrar do Imposto de Renda

Neste tópico intitulado "Leão Leão contra o Leão", o blog O Antanista pergunta esta tarde o seguinte:

- Onde estão os petistas na fraude da Receita Federal?

Leia a resposta:

O Antagonista fez a pergunta no dia em que a Zelotes foi deflagrada. Alguns nomes, muito timidamente, finalmente apareceram.
A Veja diz que entre os investigados está a Cimentos Penha, com débito de 109 milhões de reais. A empresa pertence a Victor Garcia Sandri, amigo de Guido Mantega, que tinha a prerrogativa de indicar conselheiros do Carf.
Outra investigada é a construtora Leão e Leão, principal doadora das campanhas de Antonio Palocci e acusada de pagar-lhe uma mesada de 50 mil reais.
É a Leão Leão fraudando o Leão do Imposto de Renda.


Vinicius Ribeiro assume na Assembléia do RS

Vinicius Ribeiro, suplente da bancada do PDT na Assembléia do RS, acaba de assumir a vaga aberta pelo deputado Gilmar Sossela, do mesmo Partido.

Ribeiro era presidente da Corag.

Sua vaga na estatal poderá ser preenchida por Flávio Lammel, ex-diretor do Banrisul.


Barusco, o delator dos US$ 100 milhões, apresenta provas contra propinas pagas pela Odebrecht

Os investigadores da Operação Lava Jato agora têm provas de que a empreiteira Norberto Odebrecht fez pagamentos de propina a funcionários da Petrobras.

O ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco guardou os comprovantes de depósito feitos pela offshore Constructora Internacional Del Sur, empresa que, de acordo com os investigadores, era controlado pela companhia para operar o dinheiro de corrupção em paraísos fiscais.

Barusco recebeu dinheiro da offshore por meio de uma conta bancária aberta por ele em 2008 em nome da offshore Pexo Corporation. Ele disse ter conseguido "identificar o recebimento de quase US$ 1 milhão depositados pela Odebrecht" nesta conta.

As cópias dos comprovantes entregues por eles aos investigadores da Lava Jato comprovam pelo menos dez depósitos realizados em 2009 pela offshore da Odebrecht à offshore de Barusco.

Ontem, foi identificado que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque também recebeu propina por meio dessa offshore no Principado de Mônaco. Ele recebeu dois depósitos em novembro de 2009, que somavam US$ 875 mil.

Bresser Pereira defende pacto político para defender a indústria de São Paulo contra os interesses do restante do Brasil

O ex-ministro faz propostas que só beneficiam a economia de São Paulo. O resto do País que trate de alimentar a fome da Fiesp. É a isto que leva a idéia do pacto, que sairia seguramente apenas entre os sindicatos dos trabalhadores do ABC e a Fiesp, ignorando o restante do País, tal como aconteceu até agora e que resultou numa indústria nacional superprotegida, ineficiente e até parasitária, engolida agora por um processo de desindustrialização acelerado.

Leia todo o artigo:

O Brasil precisa de um pacto que faça com que o câmbio flutue em torno do equilíbrio competitivo e acabe com a desindustrialização do país

A economia brasileira está semiestagnada se analisarmos no longo prazo. Desde 1980, o crescimento per capita é inferior a 1%, contra 4,1%, entre 1950 e 1979. No curto prazo, há também uma crise porque em 2014 não houve crescimento e hoje o país está entrando em recessão.
Não devemos, entretanto, exagerar a dimensão da crise econômica de curto prazo. O desempenho do governo Dilma, afinal, foi semelhante ao do governo FHC, e o de Lula só foi melhor porque se beneficiou de um boom das commodities.
Já a crise política que o governo Dilma enfrenta neste começo de segundo mandato é grave. Não é uma crise de Estado, cujas instituições estão fortes, mas de governo, porque, além de ter perdido apoio na sociedade civil --onde os ricos pesam mais--, perdeu popularidade.
Os erros econômicos e políticos cometidos pela presidente, somados à violenta queda no preço das commodities, ajudam a explicar a sua perda de popularidade.
A explicação fundamental, no entanto, está na hegemonia ideológica do conservadorismo liberal, que dá à crise econômica de curto prazo uma dimensão que ela não tem, que acusa a presidente de "estelionato" eleitoral porque ela está fazendo o que tem que fazer e que procura vinculá-la ao escândalo da Petrobras sem qualquer fundamento.
Felizmente, a democracia está consolidada no Brasil. São as instituições do Estado brasileiro que estão desvendando e processando os escândalos que se sucedem. O último dos quais --e de longe o mais custoso para a nação--, a quadrilha descoberta na Receita Federal, vem de longe e não envolve políticos, apenas empresas e funcionários.
Como informou Elio Gaspari nesta Folha, durante o período de Guido Mantega no Ministério da Fazenda os acordos criminosos entre empresas e funcionários "foram combatidos e gente séria estima que, se a taxa de malandragens era de 70%, hoje estaria em 30%".
O que fazer diante da crise política? Continuar a dar ênfase à falta de controle do governo sobre sua base aliada, principalmente o PMDB? Para quê? Para confirmar o que o governo está com grande dificuldade de governar? Continuar a promover manifestações de rua para mostrar indignação contra a corrupção? Para mostrar falta de apoio ao governo? Para gritar "fora Dilma"?
É, então, o golpe de Estado que se quer? Para obrigar Dilma a trair seus princípios e se submeter à política liberal e dependente que a oposição defende? Está claro que a presidente tem limitações e cometeu erros, mas é uma mulher corajosa e dotada de forte espírito público, que não trai seus princípios.
É óbvio que não é por aí que se enfrentará e que se resolverá a crise política atual, que inviabiliza o governo e prejudica o país. Dado que a democracia está consolidada no Brasil, e se nada for feito, teremos quatro anos de pouco governo.
A prioridade hoje é resolver a crise econômica de curto prazo, mas o ajuste fiscal que se impõe já está sendo feito. Apesar disso, não nos enganemos, o ajuste não resolverá a semiestagnação de longo prazo.
Para superá-la o Brasil precisa de um pacto político que faça a crítica da alta preferência pelo consumo imediato e que faça com que a taxa de câmbio passe a flutuar em torno do equilíbrio competitivo, eliminando a grande desvantagem que está desindustrializando o país.
Isso significa que o pacto não deve dar a vitória ao liberalismo dependente de direita, que é, por definição, incapaz de resolver esse problema estrutural, nem insistir em um desenvolvimentismo de esquerda avesso ao lucro das empresas, que também fracassou em lograr a retomada do desenvolvimento.
Esse grande acordo político deve ser desenvolvimentista porque é defensor de uma inserção competitiva na economia mundial, e não de uma inserção subordinada. Deve ser de centro, em vez de direita ou de esquerda, porque não deve dar preferência nem aos trabalhadores nem aos empresários.
Deve ter como pressuposto a rejeição do populismo cambial, o que caracteriza a política econômica brasileira desde 1994. Deve ser um acordo que garanta câmbio e lucro satisfatórios para os empresários, emprego e salários aumentando com a produtividade para os trabalhadores, e taxa de juros internacional para os rentistas.

* LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 80, é professor emérito de economia, teoria política e teoria social da FGV. Foi ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado e da Ciência e Tecnologia (governo FHC)


Anêmico, inchado, inadimplente, ainda assim o governo estadual resolve folgar a partir do meio dia de amanhã, dia útil de trabalho

Aviso ao lado: foi almoçar e só voltará na segunda-feira.


O governo gaúcho informou esta tarde que em virtude da Páscoa, os funcionários públicos estaduais não trabalharão quinta-feira a tarde, encerrando o expediente ao meio dia.

É um  privilégio inaceitável.

Um setor público acometido por fortíssima anemia financeira, não tem por que razão trabalhar menos, já que tem até o dever de trabalhar mais.

Além de que os contribuintes que pagam os salários do funcionalismo, sem exceção, trabalharão normalmente nesta quinta, um dia útil e não inútil.

- Pior ainda é a Justiça do Trabalho, porque desde hoje não trabalha mais, só voltando ao serviço na segunda-feira. Um feriadão totalmente injustificado. Não haverá expediente nos dias 1º, 2 e 3 de abril. A JT alega que cumpre os termos da Lei Federal 5.010/66. Medidas urgentes serão atendidas em regime de Plantão Judiciário. É o que diz, por exemplo, cartaz afixado nos portões da JT em Porto Alegre. Os contribuintes que pagam os serviços da Justiça do Trabalho, bancarão o feriadão totalmente injustificado. 

Hingel avisa que avanço estatal sobre o PIB destrói a competitividade da economia brasileira

Neste artigo publicado na edição deste mês da revista VOTO, intitulado "O diagnóstico econômico e as velhas práticas", o economista Ricardo Hingler demonstra que o avanço estatal sobre o PIB é que vem gradativamente retirando competitividade da economia brasileira e explica, em grande parte, o porquê da situação quase sem solução a que chegamos. O resto é acessório.

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Novo governo, velhas medidas. O que se tem visto nos primeiros meses de 2015, já sob a nova administração no Ministério da Fazenda, não passa de mais do mesmo. Antigos e conhecidos problemas aparecem com as explicações de sempre, em que o próprio erro nunca compõe as explicações apresentadas. Diagnóstico é uma palavra que estamos acostumados a ouvir na área médica, onde qualquer tratamento é precedido pela correta descrição do mal que atinge o paciente. Na economia, assim como em outras diversas áreas, nada se encaminha sem um diagnóstico adequado.
Atualmente, os sintomas que assolam a economia brasileira são públicos e evidentes: inflação acima do teto da meta; dólar em disparada; projeção de recessão; queda no emprego; produção industrial e vendas do varejo em desaceleração; baixos níveis de investimento; elevação dos juros básicos e do crédito; e comprometimento de cadeias que outrora estimulavam a matriz produtiva – onde o caso da Petrobras é apenas o mais evidente. A soma desses elementos justifica as baixas expectativas da sociedade, configurando uma crise gravíssima. Nesse cenário, quem a nega parece brincar de avestruz, com a cabeça enfiada em um buraco.
Quando se fala em diagnóstico, é evidente que existe um conjunto de fatores e de erros na condução da política econômica brasileira que podem explicá-lo. No entanto, aquele que me parece ser o mais evidente é o crescente inchaço do setor público. Essa expansão da máquina se apodera de parcelas crescentes da riqueza nacional, elevando a despesa e enviando sempre a conta para a sociedade – mediante aumento dos impostos.
Em uma análise rápida, vemos que, entre o primeiro ano do governo Sarney e o quarto ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, a carga tributária em relação ao PIB saltou de 24% em 1985 para quase 37% ao fim de 2014. As recentes medidas divulgadas pelo ministro Joaquin Levy trazem um receituário previsível. Nele, um conjunto de impostos e contribuições eleva significativamente a arrecadação, justamente em um momento no qual a economia vai desacelerar. Ao menos é o que apontam as previsões unânimes do mercado. Assim, o que se vislumbra é nada mais do que a continuação da pressão provocada pelos tributos.
Aumentar a carga tributária em uma economia em desaceleração é agir na contramão de tudo. Ações como essa estimulam a recessão. Lembrando: imposto onera custo de produção, gera aumento de preços, reduz lucratividade e capacidade de investimento – tanto de empresas e pessoas quanto do consumo. O efeito contracionista da economia se associa ao atual ciclo de expansão da taxa Selic. Aumentar a taxa básica de juros, tentando pelo menos trazer a inflação de volta aos 6,5% anuais, induz ainda mais à desaceleração. Nesse meio tempo, é preciso conviver com o aumento do dólar e seu efeito inflacionário. Isso sem esquecer as altas dos combustíveis e da energia elétrica.
O aumento do gasto público estará sempre no centro das explicações para a situação em que chegamos. Nenhuma economia passa incólume por uma expansão de carga tributária como a verificada no Brasil – agravada pelo fato de que o qualitativo do gasto é muito ruim. Basta ver a péssima qualidade dos serviços prestados e o baixo nível de investimentos. Podemos dizer que chegamos ao fim de um modelo que gerou uma questão estrutural sem volta. Dificilmente se retornará a níveis de carga significativamente inferiores aos atuais – o que seguirá afetando a competitividade da economia.


Lembrando dos déficits previdenciários do setor público e do privado, que também compõem o arcabouço de erros na gestão econômica dos últimos anos, pode-se dizer que o inchaço e o tamanho do Estado seguirão nos assombrando. Infelizmente, a conta começou a ser apresentada para a sociedade, que tende a conviver com tributos em alta e economia em baixa. A farra fiscal sempre cobrará seu preço. É somente questão de tempo. 

Entrevista, Ênio Bacci - Violência em Porto Alegre é pior do que a de Bogotá, a capital mundial dos assassinatos

ENTREVISTA
Ênio Bacci, deputado estadual PDT, ex-secretário da Segurança Pública do RS

O senhor ficou assustado com os altíssimos índices de violência registrados no último fim de semana
Foi um balanço assustador: 26 mortes violentas em todo o Rio Grande do Sul.

Porto Alçegre, como fica ?
Porto Alegre tem 32 assassinatos a cada 100 mil habitantes. O índice de homicídios da Capital supera o de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Bogotá, na Colômbia, considerada a capital dos assassinatos.

Inaceitável.
Sim, porque essa estatística de Porto Alegre representa mais que o triplo considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas.No Rio de Janeiro e em São Paulo, os números tiveram uma redução significativa nos últimos anos.
  
Reduzir a maioridade penal resolve ?
O problema é a impunidade. A impunidade gera mais crimes.

E então ?
A solução não está em um passe de mágica, mas em um conjunto de medidas que devem culminar na apuração do crime, o indiciamento e denúncia dos criminosos, o julgamento, a condenação e o cumprimento integral da pena. Não basta lei, não basta a prisão preventiva, tem que haver uma punição exemplar como resultado de um processo criminal.

O novo governo gaúcho alega que não tem dinheiro para nada.

Embora o Estado enfrente uma crise financeira que afeta a segurança pública, eu acredito que o Rio Grande do Sul poderá ter um pouco mais de paz para que a população não tenha mais medo de sair de casa.

Reprovação do governo Dilma vai para 64%, diz CNI/Ibope de hoje. 74% não confiam mais no governo do PT.

A reprovação do governo Dilma aumentou 37 pontos percentuais em relação a dezembro do ano passado e agora 64% dos brasileiros consideram a gestão da presidente ruim ou péssima.
Os dados constam de pesquisa do Ibope divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta-feira (1º). No fim do ano passado, havia 27% de insatisfeitos com o governo.
Por outro lado, somente 12% consideram a gestão Dilma ótima ou boa — uma queda de 28 pontos percentuais em comparação com dezembro de 2014, quando esse índice era de 40%. Outros 23% dos entrevistados consideram o governo regular, contra 32% registrados no fim de 2014.
Quanto á maneira de governar da presidente, 19% dos brasileiros aprovam Dilma Rousseff. Esse índice é 33 pontos percentuais menor que o registrado no último levantamento, quando 52% das pessoas ouvidas afirmavam aprovar Dilma.

Consequentemente, o índice de pessoas que desaprovam Dilma Rousseff como presidente subiu 37 pontos percentuais — passou de 41% em dezembro do ano passado, para 78% no levantamento de março deste ano.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 25 de março, quando 2002 pessoas foram ouvidas em 142 municípios brasileiros. O índice de confiança o levantamento é de 95% e a margem de erro é de dois pontos para mais ou pra menos.
Confiança

A pesquisa CNI/Ibope revela ainda que 24% das pessoas entrevistadas afirmam confiar na presidente Dilma Rousseff. Esse índice também caiu na comparação com o último levantamento, quando 51% disseram confiar na presidente.

Já o percentual das pessoas que não confiam em Dilma subiu 30 pontos percentuais, passando de 44% em dezembro do ano passado para 74% dos entrevistados em março deste ano, três meses depois de a presidente tomar posse para seu segundo mandato.

Além disso, para 76% dos entrevistados, o segundo governo de Dilma está sendo pior que o primeiro. Outros 18% consideram que a gestão está igual e somente 4% avaliam que o segundo mandato da presidente é melhor que o primeiro.

As perspectivas para os próximos anos de governo também não são boas. De acordo com a pesquisa, 14% das pessoas acreditam que o restante da gestão Dilma será ótima ou boa, enquanto 55% apostam que o governo será ruim ou péssimo.


Produção industrial cai 0,9% em fevereiro, diz IBGE

Em janeiro houve aumento de 0,3%, interrompendo dois meses de taxas negativas: -1,2% em novembro e -1,6% em dezembro. Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção da indústria nacional recuou 9,1%
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