Criticas de Dilma e isolamento podem tirar precocemente Levy do governo

Amigos do ministro Joaquim Levy (Fazenda) não apostam que ele fique no cargo por muito tempo. Isolado no governo, sem apoio do PT e aliados e hostilizado pelos sindicatos, não gostou de ter sido criticado publicamente por Dilma, após chamar de “brincadeira” e “grosseiras” as ações de política fiscal dos antecessores.

Levy também ficou sentido com a bronca por não atender prontamente as convocações Dilma. Controladora, Dilma saber de cada passo do ministro, mas às vezes Levy não pode atender a convocação imediatamente, e isso a irrita.

Levy também enfrenta dificuldade, dizem os amigos, de tomar broncas seguidas de esculachos, em meio a palavrões impublicáveis. As informações são do Diário do Poder.

IBGE: custo da contrução civil sobe menos em fevereiro

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi), divulgado nesta sexta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variou 0,18% em fevereiro, após uma alta de 0,21% em janeiro. O índice acumulado foi de 0,39%, e o resultado em 12 meses ficou em 5,67%.

Segundo o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 916,85 por metro quadrado em fevereiro, acima dos R$ 915,22 por metro quadrado estimados em janeiro. A parcela dos materiais variou 0,18%, enquanto o custo da mão de obra ficou também em 0,18% em fevereiro, ante 0,22% em janeiro.

Dólar tem maior valor desde 2004 e vai a R$ 3,059

O dólar subia mais de 1% ante o real pela quinta sessão seguida nesta sexta-feira, após absorver a notícia de que o mercado de trabalho dos Estados Unidos criou mais vagas do que o esperado em fevereiro, reforçando as apostas de que os juros devem começar a subir em breve na maior economia do mundo.

Às 12h05, a moeda norte-americana subia 1,51%, cotada a R$ 3,0595 na venda, perto da máxima, tendo atingido R$ 2,9832 na mínima da sessão. Na véspera, a divisa fechou acima de R$ 3 pela primeira vez desde agosto de 2004.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de 480 milhões de dólares.

Inflação em 12 meses fica em 7,7% e é a maior desde maio de 2005

O aumento dos preços registrado no Brasil em fevereiro ficou em 1,22%, o mais alto para o mês desde 2003. Considerando o período de 12 meses (de março de 2014 a fevereiro de 2015), a inflação acumulada é de 7,7%, a maior desde maio de 2005, quando foi de 8,05%.

O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos --ou seja, pode variar entre 2,5% e 6,5%.
Se a inflação passar desse teto, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, tem que fazer uma carta aberta explicando o motivo do descumprimento da meta.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo IBGE, que calcula o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Procurador acusa Luís Adams de fazer 'apologia à impunidade' em acordos de leniência

Adams, ao lado, falando em nome do governo Dilma, defende as empreiteiras sob o argumento de que o País para, o que é falso. Na verdade, ele tenta salvar os empreiteiros e por tabela Dilma e Lula - 

A disputa entre o Ministério Público e a Controladoria Geral da União para ver quem deve ou não ter o direito de fechar acordos de leniência com empresas investigadas na Lava Jato ganhou mais um capítulo. O procurador do Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas da União, Julio Marcelo de Oliveira, enviou mais um pedido ao ministro do TCU João Augusto Ribeiro Nardes solicitando que a CGU, ligada ao poder Executivo, se abstenha de celebrar esse tipo de acordo com as empreiteiras envolvidas na Lava Jato. O procurador acusa, indiretamente, integrantes do governo de fazer "apologia à impunidade". Oliveira também vê "terrorismo" nos argumentos do Executivo.
"Quem defende que apenas os executivos das empresas sejam punidos e que as empresas não devam ser punidas, faz apologia à impunidade", escreveu em sua petição ao TCU. Em declarações públicas realizadas em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff defendeu que apenas pessoas devem ser punidas e que empresas não podem ser destruídas. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado geral da União, Luis Inácio Adams corroborou a fala da presidente.

Procuradores temem que a colaboração das empresas com a CGU não seja tão frutífera e rigorosa como são os termos assinados com o Ministério Público. Na petição, Julio Marcelo escreve que um eventual acordo com a Controladoria não pode ser usado como "um pequeno e conveniente purgatório por onde as empresas podem escapar do inferno da inidoneidade para regressar felizes ao paraíso da impunidade".

Há cerca de um mês, Oliveira já havia enviado uma petição ao TCU com o mesmo objetivo. Entretanto, antes de decidir sobre a questão o ministro Nardes quis ouvir a CGU. Agora, neste novo texto, o procurador tenta rebater todos os argumentos apresentados pela Controladoria e reforçar o seu pedido para que o Tribunal de Contas não endosse esse tipo de acordo.


Na petição entregue na quarta-feira ao TCU, Julio Marcelo solicitou: "É preciso que se pare com a falácia de que se as empresas não fizerem acordo de leniência com a CGU e forem punidas, o Brasil vai parar, todas vão desaparecer, milhares de pessoas vão perder seus empregos. Isso é apenas terrorismo e chantagem. O que se espera que pare de funcionar efetivamente é o propinoduto alimentado por essas empresas para o enriquecimento ilícito de agentes públicos e o financiamento inadequado de partidos e campanhas políticas."

Advogado-Geral da União continua fazendo o lobby das empreiteiras sujas: "Operação Lava-Jato afeta meio milhão de empregos"

As 23 grandes empresas que estão diretamente envolvidas no caso correspondem a 13% do PIB, diz Luís Adams, advvogado-Geral da União, em nova investida pelas empreiteiras do dinheiro sujo da Petrobrás. Ao lado, MPF do Paraná mostrando o dutodo dinheiro sujo.

A cadeia econômica que tem no topo 23 grandes empreiteiras e empresas do setor de energia envolvidas diretamente no caso Lava-Jato tem abaixo de si cerca de prestadoras e fornecedoras de produtos e serviços, totalizando quase . Juntas, elas correspondem a do país. O cálculo é do ministro Luís Adams, da Advocacia-Geral da União (AGU), que se encontrou com empresários fluminenses na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) na quinta-feira.

Luís Adams acredita que a melhor saída para que a investigação dos atos de corrupção na estatal não acabem brasileira pode estar na efetivação de acordos de leniência, quando os grupos envolvidos assumem suas culpas e se comprometem a fazer uma série de medidas para pagar financeiramente pelos crimes cometidos e evitar futuros desvios de conduta, em troca da volta à condição de poderem fechar contratos com a área pública. O acordo passa pela AGU e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

- Nós compreendemos que existe uma relação de produção muito grande entre as empresas, que não existem sozinhas. É um encadeamento de várias atividades que se relacionam. Nós fizemos um levantamento inicial que identificou que esse núcleo de produção representa de 12% a 13% da atividade econômica do país e tem uma relação que vai a 50 mil empresas, desde fornecedores [de produtos], de mão de obra, investidores e bancos. Como essas 23 empresas têm uma forte participação em várias áreas de investimento, não só petróleo, uma situação de quebra impacta negativamente e profundamente nesta realidade - disse Adams, após a reunião, em entrevista a imprensa ao lado do presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvea Vieira.

 O advogado-geral da União ressaltou que o esforço do governo não é somente salvar as empresas, mas garantir e preservar a atividade econômica como um todo, mantendo o combate à ilegalidade.

- Preservar a atividade econômica não é incompatível com combater a corrupção. Temos institutos legais que viabilizam uma solução que permite o efetivo combate à corrupção com a submissão da empresa, mudança comportamental, colaboração, ressarcimento, associado à preservação. Mas nós não temos que transformar essas consequências em realidade traumática para 500 mil empregados e os milhares de investidores que apostaram nessa atividade econômica e que não têm nenhuma responsabilidade porque alguns agentes tiveram em relação à Lava Jato.

Luís Adams destacou que os acordos de leniência preveem uma série de requisitos, incluindo a participação direta de um integrante do governo dentro dessas empresas.

- Um dos elementos internacionais (dos acordos de leniência) é que há um tipo de monitoramento interno da empresa por parte de um agente indicado pelo Estado para acompanhar sua atuação e apurar se ela está efetivamente colaborando com a investigação. Esse é um desafio que a empresa terá que aceitar. Na medida em que há um acordo de leniência, impõe-se as condições mínimas para a própria empresa demonstrar que está procurando resgatar sua reputação junto à sociedade e ao Estado 


Outra medida obrigatória, segundo Adams, é o afastamento, ainda que temporário, até que se concluam as investigações, dos gestores das empresas acusadas. 

Dólar recua com investidores se desfazendo da moeda

O dólar à vista no balcão abriu nesta sexta-feira em baixa, com vendas para uma realização de lucros, após ter fechado na quinta-feira, no maior valor desde 13 de agosto de 2004 (R$ 3,009). Os investidores aguardam a divulgação, às 10h30min, do relatório oficial de emprego nos Estados Unidos, que tende a definir a direção dos negócios.

PSDB vai para a TV dizer que Dilma é mentirosa e falsa

A partir deste sábado, o PSDB levará ao ar comerciais em que acusa a presidente Dilma Rousseff de faltar com a verdade. A data para exibição dessas inserções coincide com o período para o qual estão programadas duas manifestações na Avenida Paulista.


Além do dia 7 de março, as inserções do PSDB serão veiculadas, em rádio e TV, nos dias 15 e 22. No dia 13, ocorrerá um ato da CUT em defesa da Petrobras, mas contra o ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma. Para o dia 15, domingo, estão marcados uma série de protestos pelo impeachment da presidente.

Cushman & Wakefield foi posta à venda

A Cushman & Wakefield, uma das maiores empresas de consultoria imobiliária do mundo, que opera inclusive em Porto Alegre, foi colocada à venda.cushman

A família italiana Agnelli, que controla a Cushman e também a Fiat, está tentando aproveitar os preços recordes dos imóveis em cidades como Londres e Nova York para obter um bom preço pela empresa.


De acordo com o The Wall Street Journal, a família contratou a Goldman Sachs e o Morgan Stanley para achar um comprado

Agritech, empresa do grupo Stédile, Caxias, exporta tratores e implementos para a República do Senegal

A República do Senegal, país situado na parte ocidental da África, adquiriu 59 tratores, 80 microtratores e 249 implementos agrícolas da Agritech, cuja fábrica localiza-se em Indaiatuba, SP, e pertence ao grupo Stédile, Caxias do Sul, RS. O primeiro embarque saiu ontem. 

A Agritech, pioneira na indústria brasileira ao fabricar linhas voltadas especialmente para a agricultura familiar,

A República do Senegal receberá 59 tratores modelo 1175 (75 cv), 80 microtratores modelo TC 14 (14 cv) e 249 implementos agrícolas, entre roçadeiras, encateiradores e sulcadeiras, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento agrícola do país, que tem mais de 70% de sua população economicamente ativa empregada no setor.
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O Programa Mais Alimentos Internacional estabelece uma linha de crédito concessional para o financiamento de exportações brasileiras de máquinas e equipamentos destinados à agricultura familiar e fornecer apoio a projetos de desenvolvimento rural para o fortalecimento da produção da agricultura familiar por meio da cooperação técnica e do intercâmbio de políticas públicas.

Coordenado pelo MDA, o programa tem a participação de mais de 100 empresas brasileiras, que exportam para seis países: Zimbábue, Moçambique, Senegal, Gana, Quênia e Cuba.

O governo brasileiro já aprovou R$ 1,2 bilhão em exportação de tecnologia de máquinas agrícolas, área em que o Brasil é referência mundial. A previsão é de que mais de 2,5 mil tratores sejam comercializados pelo programa. Além disso, mais de 60 mil equipamentos e máquinas agrícolas também serão usados nas lavouras dos países cooperantes.
Sobre a Agritech

 No final de 2014 a empresa atingiu a marca de 100 mil tratores produzidos pela sua fábrica, em Indaiatuba (SP). 

- A Agritech Lavrale – Divisão Agritech faz parte do Grupo Stédile e surgiu com a cisão da Yanmar do Brasil. A Agritech fabrica ainda os motores diesel Yanmar, implementos agrícolas e autopeças. A empresa faz parte do Grupo Francisco Stédile, de Caxias do Sul (RS), um dos mais respeitados grupos industriais do Brasil e que também engloba as empresas Agrale S.A., Germani Alimentos, Fazenda Três Rios e a Fundituba Indústria Metalúrgica.


Sigte:  www.agritech.ind.br

Inflação de fevereiro tem alta de 1,22%, aponta IBGE

Nos últimos doze meses, a taxa foi para 7,70%, a mais elevada desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%.

Faturamento da indústria despencou desastrosos 7,9% em janeiro no RS. Fiergs omite-se na crítica à desindustrialização.

Ao lado, Heitor Muller, que continua beijando a mão de Dilma, apesar da destruição da indústria do RS - A Fiergs informou ontem que o faturamento real da indústria gaúcha recuou pela quarta vez seguida e fechou janeiro com queda desastrosa de 7,9%, em comparação com dezembro de 2014. Este resultado impactou o Índice de Desempenho Industrial do Estado (-0,5%). 

A Fiergs não analisou as razões do desastre, omitindo-se mais uma vez em relação à desastrosa política econômica seguida pelo governo Dilma, apoiada sem restrições pela entidade.

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, preferiu fazer projeções dramáticas sobre o futuro, que vê ainda mais negro, embora compreenda as "razões" do governo, que não critica, até porque só fala sobre os efeitos e não sobre as causas da desindustrialização:

- A necessidade de ajustes em uma economia em situação de recessão, com o aumento de impostos, a retirada de incentivos e elevação dos juros e da energia elétrica, além da retirada de incentivos, deve agravar em muito as dificuldades do setor fabril. As empresas já vinham sendo afetadas por outra conjunção de fatores, como o desaquecimento da demanda e os baixos níveis de investimentos.

Todos os dados estão no site da Fiergs. 

Os demais componentes do Índice de Desempenho Industrial ficaram positivos nessa base de comparação, apesar de terem apenas recuperado parte das perdas dos meses anteriores: horas trabalhadas na produção (6,5%), utilização capacidade instalada (3,4%) e as compras industriais (2,8%). O levantamento é realizado mensalmente pela entidade.  Todos os indicadores mostraram forte desaceleração, sobretudo o faturamento real (-13,3%) e as compras industriais (-20,9%). A utilização da capacidade instalada apresentou a maior ociosidade dos últimos seis anos.

Além da intensidade, também chama atenção a ampla disseminação desse cenário no início do ano ante janeiro de 2014. De um total de 17 setores pesquisados, 13 desaceleraram. Pela influência no indicador geral, os destaques negativos foram Montagem de Veículos (-25,0%), Químicos e Refino de Petróleo (-12,1%), Produtos de Metal (-9,3%) e Máquinas e Equipamentos (-6,0%). 

O Exército de Lula, o MST, destrói 15 anos de pesquisa em biotecnologia

Em uma ação criminosa e obscurantista, 1.500 mulheres do Movimento dos Sem-Terra (MST) depredaram e destruíram, ontem, mudas de árvores transgênicas que eram objeto de pesquisa há quinze anos no interior de São Paulo. Repetiram o que já tinham feito em centros de pesquisa e experimentação científica do RS.

Elas invadiram e ocuparam um centro de pesquisa da FutureGene, empresa do grupo Suzano Papel e Celulose, em Itapetininga. A Polícia Militar teve de intervir, mas ninguém foi preso, de acordo com o Jornal Nacional, da TV Globo. A Polícia Civil investiga o caso e talvez nunca "descubra" nada., 

Não se sabe por que ninguém foi preso. 

O alvo da fúria do MST eram as mudas de uma espécie de eucalipto transgênico, H421. Com lenços encobrindo o rosto, barras de ferro, machados e facões em punho, elas bloquearam e picharam a entrada da empresa.


Assim que conseguiram entrar no local, foram direto à estufa onde os cientistas faziam testes com as mudas. Em um ato de selvageria - enaltecido em vídeo publicado pelo grupo, no qual a empresa é chamada de "maldita" - bateram com pedaços de pau nos viveiros, arremessaram as mudas geneticamente modificadas no chão e as pisotearam.

Artigo, Marta Suplicy, Folha de S. Paulo - A vaca vai pro brejo?

É um privilégio neste momento crítico da política brasileira voltar a este espaço que ocupei em 2011 e 2012. Já colaborei na Folha, em cadernos e anos diversos, exercendo atividade diferente da que tenho hoje. Tenho consciência da importância que foi chegar a milhares de pessoas quebrando tabus, defendendo os direitos do povo, das mulheres e minorias, avançando em temas de difícil aceitação.

Senadora, e com uma visão muito crítica da situação política brasileira, sinto-me no dever de exercer neste espaço a audácia e transparência que caracterizaram minha vida.


Em política existem duas coisas que levam a vaca para o atoleiro: a negação da realidade e trabalhar com a estratégia errada.

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Congresso poderá reduzir o tamanho do mandato de Dilma ?

O atual ministro de Ciência e tecnologia e ex-líder do governo, Aldo Rebelo (PCdoB), reconhece que a atual aliança partidária ainda procura lideranças para dar rumo, mas afasta possibilidade de ruptura no Congresso: 

-Ninguém vai cogitar a hipótese de reduzir o mandato presidencial. Há uma reação organizada aos efeitos indesejáveis da investigação da operação Lava Jato; mas destruir o patrimônio de interesse público e nacional é inadmissível. Fragilizar e expor a Petrobras e as construtoras é danoso para o País.

O encurtamento do mandato de Dilma seria uma solução menos traumática do que o impeachment.

É tudo gente da base aliada do governo Dilma, PT

Além de Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Renan Calheiros (PMDB), mais seis nomes de senadores foram incluídos na lista de pedidos de inquérito ao STF enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot: são eles: Lindbergh Farias (PT-RJ), Humberto Costa (PT-PE), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL) e Ciro Nogueira (PP-PI).

São todos da base aliada do governo Dilma, PT, o que inclui o próprio líder do Partido no Senado, dois ex-ministros da própria Dilma e um ex-presidente da República, que pode ser cassado pela segunda vez, agora como senador, por corrupção. 

A lista não inclui um só senador da oposição. 

Marta Suplicy irá para o PSB. Ela disputará a prefeitura de São Paulo com apoio do PSDB.

A senadora Matrta Suplicy, PT, decidiu ir para o PSB, e no ano que vem disputará a prefeitura de São Paulo com o apoio do PSDB do governador Geraldo Alckmin, que quer ser o candidato tucano à presidência.

Consultorias esperam inflação de até 9% para este ano

Por causa da forte elevação da tarifa de energia elétrica, consultorias independentes e ligadas a bancos revisaram para cima a projeção de inflação para este ano, que já chega a 8%. Se a expectativa se confirmar, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano será o maior desde 2003, quando a inflação fechou em 9,3% e também foi afetada pelo aumento da eletricidade e pela disparada do câmbio.

Eis três previsões:

Credit Suisse, 8%
trendências, 7,9%
LCA Colnsultores, 9,3%

Se a Odebrecht cair, Lula também cairá

O que segue está no site O Antagonista, escrito e dirigido por Diogo Mainardi (Manhattan Conection e ex-Veja) e Mario Sabino, ex-Chefe de Redação de Veja. No âmbito da grande mídia nacional são dois profissionais muito bem informados.

Enquanto os jornalões e grandes redes de TV fingem que estão revelando tudo o que acontece nos bastidores do petrolão, a mega roubalheira na Petrobras, O Antagonista foi atrás a partir de informações fragmentadas e que, a rigor, constituem apenas tiros n’água. O jornalismo de verdade exige o árduo trabalho investigativo e fontes altamente qualificadas.

Vejam o que descobriram:

César Mata Pires, fundador da OAS, é um homem desesperado. A sua empreiteira está afundando depois de deflagração da Operação Lava Jato. Desesperado e amargurado com a Odebrecht, com quem mantinha, digamos, acordos bastante lucrativos. Ele foi aconselhado a ameaçar Lula, como contaremos a seguir.
No dia 20 de fevereiro, reproduzimos aqui que César Mata Pires procurou Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da dita-cuja, para saber como era possível que a empreiteira comandada pelo menino não tivesse ninguém preso. Na mesma conversa, ele disse que não estava preocupado em salvar a própria pele, mas que não deixaria os seus herdeiros pagarem por "erros cometidos em equipe" -- menção a lambanças cometidas pela OAS com a cumplicidade da Odebrecht, que até agora vem se safando. A informação foi tirada de uma reportagem publicada pelo Estadão, cujo tema principal eram os encontros de Lula e Paulo Okamotto com empreiteiros à beira de um ataque de nervos. Ao jornal, a Odebrecht negou o encontro e a OAS saiu-se com uma evasiva.
O Antagonista resolveu apurar os desdobramentos dessa história e descobriu que César Mata Pires procurou também Emílio Odebrecht, pai de Marcelo e presidente do Conselho de Administração da empresa. O encontro foi na ilha de Kieppe, na baía de Camamu, no sul da Bahia, de propriedade dos Odebrecht. O dono da OAS formulou a mesma pergunta a Emílio: como era possível que a empreiteira dele não tivesse ninguém preso, ao passo que a sua estava com toda a diretoria em cana. E acrescentou: o que eu posso fazer para salvar a OAS?
A resposta de Emilio Odebrecht foi: "Procure Lula".
Emílio contou-lhe então que, temendo pela prisão de Marcelo, foi direto ao ponto com o petista. Emílio Odebrecht disse a Lula o seguinte: "Se for preso, o Marcelo não aguentará a pressão: ele vai abrir a boca e contará tudo o que sabe sobre as suas relações com a Odebrecht."
O Antagonista revelou que Lula interferiu para que Renato Duque fosse solto, depois de ser ameaçado pela mulher do ex-diretor da Petrobras, operador do PT na estatal. Não se sabe se Lula moveu um dos seus tentáculos para manter, até o momento, graúdos da Odebrecht fora da prisão. Não se está insinuando, aqui, nada contra a Justiça. O empenho dos procuradores da Lava Jato em incriminar a empreiteira é grande, assim como o do juiz Sergio Moro. A nossa impressão é de que a Odebrecht será pega no momento certo pelos bravos paranaenses.
O único fato da nossa apuração -- e fato assombroso, por mais que conheçamos as relações promíscuas entre a Odebrecht e Lula -- é que Emilio Odebrecht ameaçou Lula e recomendou a César Mata Pires que fizesse o mesmo com o petista se quisesse salvar a sua empresa.

A única certeza da nossa apuração é que,se a Odebrecht cair, Lula também cairá.

Governo lança marca-conceito "Todos pelo Rio Grande"

A nova marca do governo gaúcho traz consigo um conceito: “Todos pelo Rio Grande”. A criação inova ao transformar o próprio slogan em um elemento visual. O Piratini avisou que a frase e o desenho reproduzem valores e diretrizes que estavam presentes desde o discurso de posse e que têm sido repetidos pelo governador José Ivo Sartori, como união, solidariedade e espírito comunitário. “É um chamamento realista, que reconhece os desafios do Estado, mas ao mesmo tempo olha para frente”, explicou o secretário de Comunicação, Cleber Benvegnú. 

A marca é assinada pelos publicitários gaúchos Newton Bento e Renato Konrath, que cederam a criação sem custo para o Governo do Estado. 
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