Se não for totalmente "torrada" pela usina de assassinato de reputações do PT, Kátia poderá ser nomeada por Dilma.
Cotada para integrar a equipe da presidente Dilma
Rousseff como ministra da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) recebeu
neste ano doações de uma empresa e de seu principal executivo envolvidos na
Operação Terra Prometida, da Polícia Federal, que investiga esquema bilionário
organizado por fazendeiros e empresários para a venda de terras destinadas à
reforma agrária.
De acordo com a prestação de contas enviada ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), Kátia Abreu recebeu R$ 350 mil em doações da trading
de grãos Fiagril, investigada no escândalo. Desse total, R$ 100 mil foram
repassados para a campanha do filho, o deputado Irajá Abreu (PSD-TO), que foi
candidato à reeleição. Preso na operação, Marino Franz, presidente da Fiagril e
ex-prefeito de Lucas do Rio Verde (TO), também doou R$ 200 mil para a senadora.
Ao todo, somando os recursos da empresa e de seu dono, foram repassados R$ 550
mil à campanha de Kátia Abreu.
A doação de Franz à senadora, que disputou a reeleição,
foi feita por meio do Comitê Financeiro do PMDB de Tocantins, para quem ele
destinou um total de R$ 450 mil. Ainda segundo os dados do TSE, além desses
recursos, Franz também repassou R$ 70 mil para candidatos a deputado federal
pelo PSDB e pelo PV do Mato Grosso


