Numa entrevistas intitulada "Conseguimos destravar obras de infraestrutura, diz João
Victor", a jornalista Fernanda Nascimento demonstra de que modo autista o governo gaúcho do PT administrou e avalia o que fez no Estado. Foi um governo desastroso. A herança maldita deixada por Tarso para Sartori não se mede apenas pelo pior PIB médio dos últimos três governos, mas por um déficit público de dimensões oceânico e uma administração que pensou pequeno demais durante quatro anos. Leia tudo:
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística
(Seinfra), João Victor Domingues (PT), deixa o cargo ao final deste ano e
avalia
que o grande legado do governador Tarso Genro (PT) no setor foi alinhar
as obras de infraestrutura rodoviária ao desenvolvimento econômico.
"Terminar e garantir que todos tenham os acessos asfálticos significa
fortalecer a agricultura familiar e dotar os municípios da infraestrutura
necessária para atração de investimentos", avalia.
Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, o secretário
afirma que a crise entre a Seinfra e o Departamento Autônomo de Estradas e
Rodagens (Daer) - agravada durante a gestão de Beto Albuquerque (PSB) na pasta
- está superada. João Victor avalia ainda que a Empresa Gaúcha de Rodovias
(EGR) vive um momento consolidação, após a enxurrada de críticas recebidas ao
assumir os pedágios comunitários, mas admite que a empresa poderia ter sido
criada com mais antecedência. "Teve um hiato de tempo contra nossa
vontade, porque as licitações feitas deram desertas, e a EGR demorou a entrar
em funcionamento".
Para João Victor, o papel do PT no próximo período é o de
"defender o legado do nosso governo". Sobre o futuro pessoal, afirma
que seguirá na infraestrutura, no governo federal ou em alguma prefeitura do
partido no Estado.
Jornal do Comércio - Qual a avaliação deste período à
frente da Seinfra?
João Victor Domingues - A secretaria tem oito órgãos
(CEEE, Daer, DAP, CRM, Sulgás, SPH, Suprg e EGR), mas a prioridade, já que
tivemos problemas no início da gestão, foram os investimentos em infraestrutura
rodoviária. E isso se refletiu em ligações regionais, duplicações e acessos
municipais. Tratamos de organizar o trabalho em três diretrizes: planejamento,
capacidade de gestão e execução dos investimentos. A capacidade de gestão foi
não ceder para burocracia e encontrar soluções para destravar as obras. Na
questão do planejamento, é a primeira vez que o Rio Grande do Sul tem um plano
de obras rodoviárias vinculadas à estratégia de desenvolvimento econômico.
JC - Como esta estratégia impacta na realização das
obras?
João Victor - A prioridade foi o fortalecimento da
agricultura familiar vinculada às cadeias tradicionais, de leite, frango,
suínos e grãos. Terminar e garantir que todos tenham os acessos asfálticos
significa fortalecer a agricultura familiar e dotar os municípios da
infraestrutura necessária para atração de investimentos. Cidades com 5 mil
habitantes e 3 mil eleitores nunca eram prioridade e isto está acontecendo. O
que não consegui fazer estará pronto para o próximo governo, que entrará em uma
situação absolutamente confortável, do ponto de vista de investimentos, das
soluções de gestão e planejamento dos planos de obras.
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* Nas fotos, João Victor e estado da RS 529 neste final de semana, como há 40 anos.