SBPC pede explicações sobre contrato do MEC com projeto de Nicolelis

Vista aérea das instalações do Campus do Cérebro. Fonte: Google Maps. Para ver um mapa de localização, clique aqui

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está cobrando esclarecimentos do Ministério da Educação (MEC) sobre o contrato de R$ 247,5 milhões que foi assinado com o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont para financiar projetos do neurocientista Miguel Nicolelis no Rio Grande do Norte.

Numa carta publicada em seu site oficial, a SBPC revela ter solicitado informações ao MEC e recebido, no dia 14 de novembro (dez dias após o conteúdo do contrato ter sido revelado aqui), uma mensagem de resposta do secretário-executivo da pasta, Luiz Cláudio Costa. “A mensagem, contudo, não esclarece um aspecto fundamental: os critérios utilizados pelo MEC para a concessão dos vultosos recursos ao referido Instituto de Pesquisa. Não informa, também, os nomes dos especialistas consultados pelo MEC e que, por suposição, aprovaram a concessão dos recursos”, diz a carta da entidade, assinada por sua presidente, a bióloga Helena Nader.

Leia a íntegra da carta da SBPC aqui:. A mensagem do secretário-executivo do MEC não foi divulgada pela entidade.

O contrato milionário foi assinado e publicado no Diário Oficial da União em julho deste ano, mas seu conteúdo só se tornou conhecido no início de novembro, por meio de uma reportagem publicada neste blog (veja o post anterior: MEC vai investir quase R$ 250 milhões em projeto de Nicolelis).

CLIQUE AQUI para ler e entender melhor. 

4 comentários:

Anônimo disse...

Novo MEColão! Mais um assalto PeTralha!

Anônimo disse...

Licitar para que se a ordem agora é roubar pelo partido do poder?

Anônimo disse...

Vergonhoso
Tudo isso pq mostrou aquele projeto tosco na inauguracao da copa?
Alias, quais sao as outras fontes publicas que forneceram 247 milhoes ao Nicolelis e nao aos outros grupos de pesquisa?
A resposta nao parece um esclarecimento e sim uma confissao de culpa!

Lucas

Anônimo disse...

Alguns Brasileiros como eu não conseguem entender anomalias como a criação do CNPq e Capes, resultado da vaidade na divisão do poder ao invés do objetivo científico conjunto. Estes mesmos questionam o pesquisador Nicolelis que criou o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont, aliás a verba destinada recentemente será gerida pela Universidade do Rio Grande do Norte. Fico me perguntando como um país como o EUA confiou pesquisas estratégicas do genoma humano a um Brasileiro como ele? São conceitos completamente diferentes, aqui ainda voa alto a vaidade e inveja.
Na dúvida, solicitem a auditoria de um Tribunal de Contas, nada como a publicidade absoluta para resolver estes casos. Enquanto isso na comunidade científica internacional ficamos mais conhecidos, infelizmente.
Ricardo Porto Alegre.