A plataforma P55 saiu do estaleiro de Rio Grande no dia 22 de dezembro. A Petrobrás tinha pressa e o cronograma estava atrasado.
São muito sérias as denúncias feitas por três técnicos de
radiologia industrial em relação ao modo apressado e heterodoxo com que foi
produzida a plataforma P-55 pela Quip, lançada ao mar no ano passado em Rio
Grande.
. A Quip é um consórcio resultante da associação da
Queiroz Galvão, UTC, Iesa e Petrobrás.
. Na ação trabalhista protocolada pelo advogado Newton
Ferreira dos Santos no dia 21 de setembro de 2012 e que tramita na 2ª. Vara do
Trabalho de Rio Grande, cujas cópias capa a capa estão com o editor, uma das
denúncias mais benignas é a que acusa a Quip por serviços entregues a
terceiros, cujas operações são até quarteirizadas. O editor leu tudo durante o final da semana e conferiu informações esta semana. A Quip manifestou-se nos autos de maneira ligeira e não foi convicente. O material que instruí as denúncias é muito mais consistente e revelador.
. O advogado Newton Ferreira dos Santos disse nos autos que por dinheiro algum embarcaria na P55, advertindo além disto para problemas semelhantes em outras plataformas.
. “Há uma rapinagem sem precedentes contra a classe
trabalhadora”, denunciaram os técnicos que reclamam em juízo o pagamento de
indenizações devidas, portanto com direitos trabalhistas fraudados, e cujo valor da causa é de R$ 25 milhões.
. Na ação 000.1250-40.2012.5.04.122, existem denúncias
pormenorizadas sobre relatórios técnicos fraudados, nos quais são atestados
serviços de radiologia industrial sobre soldagens nos casos da plataforma, o
que pode ter resultado em falhas estruturais.
. O advogado Newton Ferreira dos Santos chegou a chamar a
atenção do juiz do caso para a possibilidade de que desastre em alto mar poderá
ocorrer com a P-55, repetindo tragédias como a que tornou a Chevron famosa em
todo o mundo.
. O editor voltará ao assunto.