Editorial, Anibal Ribas, diretor.
Acuado em minha escrivaninha, fui humilhado com o aparato
policial militar, que invadiu sem mandado meu sagrado espaço de trabalho, para,
com arrogância e descontrole emocional, me darem ordem de prisão, atribuindo
crimes de injúria, calúnia e difamação e ameaçando colocar 56 processos contra
mim, se eu não me calasse, ou seja, segundo cálculo de um dos assistentes desta
vergonhosa mega operação (que envolveu 8 policiais militares fardados e uma
policial militar a paisana, 2 motos, 1 camionete e um veiculo de passeio) um
processo por cada policial da guarnição de Jaguarão, como se pudessem ordenar o
pensamento individual de outros. Não resisti e não resistiria, pois acredito
nas instituições democráticas de meu amado país, mas ao quererem que eu
assinasse 6 termos circunstanciados, pedi imediatamente a presença de meu
advogado, e me foi dito “assina ou te levamos algemado para a delegacia civil”
e eu insisti na presença de meu advogado, no que fui atendido, vigiado de perto
por 2 policiais militares dentro de meu escritório, fiz minha ligação enquanto
outros 6 policiais exibiam na frente do jornal suas fardas orgulhosos de seu
poder. Minha advogada chegou e me instrui a assinar tais termos o que fiz
contrariado, pois me senti intimidado. Cavalheiros da valorosa Brigada Militar,
se estiverem me lendo pelo Brasil a fora, por favor impeçam seus companheiros
de farda de cometerem abusos como este, pois como guardiões da ordem pública,
poderão estas ações erradas denegrir a tão prestimosa Brigada Militar. Não vou
me calar, darei queixa na corregedoria, na policia civil, ministério Público,
nas associações de imprensa brasileiras, irei aos meios de comunicação de massa
relatar este abuso de autoridade. Uma pena certa vez já silenciou canhões,
chegou a vez dos teclados cessarem os abusos.
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E-mail: jornal.pampeano@hotmail.com
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