Há oito anos os preços dos aparamentos e casas nas
principais cidades do País sobe sem parar. Há sinais de exuberância irracional.
Diante do cenário, o americano Robert Shiller, que percebeu antes de todos a
chegada da “bolha dos imóveis nos EUA”, avisou:
- Vem bolha aí.
. Este é o tema da reportagem de capa da revista Exame
desta semana, que o leitor leu, releu, estudou, anotou e passa os pontos
centrais para o editor (o texto completo vai no link a seguir).
. A revista avisa que a bolha imobiliária chegou, sim,
mas não chegou para toda a área, como esperava Shiller:
- Os números mostram que Shiller atirou no que viu e
acertou no que não viu.
. Os maiores símbolos da bolha não são apartamentos e
casas, mas prédios comerciais, galpões industriais e shopping centers novos.
. O problema é na área de mercado comercial e não
residencial.
. Há superoferta no mercado corporativo de imóveis. Em 2012 e 2013 ocorreram lançamentos totais
de R$ 25 bilhões, maior volume da história.
. Segundo levantamento da imobiliária Cushmann &
Wakefield, que administra o edifício corporativo Platinum Tower, Porto Alegre,
por exemplo, a taxa de desocupação de escritórios novos subiu de 13% para 18%
no ano passado. É o percentual mais alto da história. Na média, o aluguel comercial
caiu 15% em São Paulo, 10% no Rio e 7% no Recife. Na região do Alphaville, SP,
¼ dos imóveis está desocupado.
. A revista Exame diz que não há risco de bolha
imobiliária no Brasil, porque este dado explica tudo:
- O crédito imobiliário equivale a 75% do PIB dos EUA,
número que no Brasil é de apenas 8%.
. O segmento residencial parece estar noutro País, diz
Exame. Ele é favorecido por desemprego baixo e crédito farto. O crédito para a
compra de residências dobrou em três anos e isto não terminará tão cedo.
. É claro que o mercado residencial não apresentará mais
altíssimas taxa sde valorização, mas os ganhos não serão inferiores aos da taxa
inflacionária.
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