Depois de invadirem, depredarem e vandalizarem a Câmara de Porto Alegre, os militantes do Bloco dos Pelados refluíram, mas agora avisam que vão depredar tudo de novo para defender suas consignas. Por trás deles, estão sindicatos, como o de Vera Guasso, cujas contas e atas precisam ser investigadas pela CPI em andamento na Câmara de Porto Alegre, já que suas ações contrariam a lei.
O chamado Bloco dos Pelados quer recrudescer em Porto
Alegre, com apoio do PSTU, PSOS, sindicatos e ONGS atrelados aos dois Partidos.
Seus militantes e dirigentes reuniram-se na sede do Sindicato do pessoal de TI,
cuja dirigente eternizada na função é Vera Guasso, conhecida candidata de si
mnesma a tudo que é cargo. Na reunião, eles decidiram voltar às ruas e depredar
o que encontrarem pela frente. Entre os possíveis alvos mencionados por alguns
participantes do encontro estão o Tribunal de Justiça, o Palácio Piratini (sede
do governo estadual), Federasul e meios de comunicação, como o Grupo RBS. O material a seguir é do jornal Zero Hora:
Em reunião da terça-feira, integrantes de um bloco que
participa dos protestos em Porto Alegre discutiu futuros atos, entre eles ações
violentas. Participaram do encontro militantes de sindicatos, partidos e
movimentos sociais. Durante os debates, que duraram três horas, houve defesas
de ações violentas para chamar a atenção. Entre elas, depredações. Entre os 200
manifestantes na reunião, havia militantes de PSOL, PSTU, PT, Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sindbancários, Sindicato dos Correios,
DCE da PUC-RS, ewstudantes da UFRGS, Movimento Pula Roleta, PoA Protesta e
Movimento de Proteção Indígena. O encontro foi convocado pelo Bloco de Luta em
Defesa do Transporte Público, um dos principais grupos organizadores de
protestos no Rio Grande do Sul e foi realizado das 18h às 21h. A reunião foi na
sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados
(Sindppd-RS), na Rua Washington Luís, centro da Capital. Segundo relatos
colhidos por Zero Hora, todos participantes tiveram de se identificar e dizer
os motivos pelos quais estavam ali. No momento da entrada, todos tinham de
abrir bolsas e mochilas para provar que não carregavam gravadores. Em meio às discussões, foram feitas defesas veementes de
depredações como forma justa de chamar atenção às demandas do grupo. Um dos
participantes, que se disse estudante de Engenharia da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS), declarou:
– Nós vamos para a rua novamente. Se tiver de depredar
prédio público, vamos depredar. Se tiver de incendiar ônibus, vamos fazer isso.
Porque agora o Brasil acordou para combater esses políticos corruptos.
. Para se manter na vanguarda conceitual do movimento, o Bloco
de Luta decidiu que irá resgatar três antigas demandas, colocando-as no patamar
de importância em que está a reivindicação pela redução da tarifa de ônibus
para R$ 2,60.
Dentre as demandas, estão a qualificação da saúde
pública, a destinação de 10% do produto interno bruto (PIB) para a Educação e
de 2% do PIB para investimentos em políticas de transporte público.