Chico Fraga conta tudo, aqui, sobre o procurador Adriano Raldi, a Polícia Federal de Tarso e a RBS.

A juíza Simone Barbisan, titular da  Vara da Justiça Federal de Santa Maria, RS, abriu prazo para que os advogados de defesa dos 32 réus denunciados no principal processo decorrente da Operação Rodin, possam manifestar-se sobre as notícias-crime apresentadas pelo professor Silvestre Selhorst contra autoridades da Polícia Federal e do Ministério Federal no Estado, como também sobre as denúncias circunstanciadas apresentadas em depoimento contra o delegado Ildo Gaspareto, acusado de promover torturas psicológicas contra os réus por ocasião da prisão de todos eles na carceragem da avenida Ipiranga, em Porto Alegre.

. Já foram ouvidos todos os acusados, mas as testemunhas só começarão a falar depois de apuradas as queixas-crimes e as denúncias de tortura na Polícia Federal.

. A própria juíza Simone Barbisan interrogou os acusados, embora os procuradores do MPF e os advogados de defesa também te4nham participado das discussões.

. Ex-secretário de Governo do prefeito Mário Roncheti, de Canoas, o advogado Francisco Fraga, o Chico Fraga, além de reafirmar o teor das queixas-crimes apresentadas pelo professor Silvestre Selhorst e as denúncias de torturas na Polícia Federal, atacou violentamente o procurador Adriano Raldi, que tem base em Canoas. No depoimento, Chico Fraga questiona possíveis opções sexuais do procurador do MPF e denuncia suas ligações com o PT, especialmente com a deputada Maria do Rosário. Num determinado trecho das suas acusações, o ex-secretário Chico Fraga avisa que nada tem contra Raldi:

- Até me sugeriram bloquear o alvará para a construção de uma mansão que ele estava construindo em Canoas, mas eu não quis fazer isto porque sou do bem.

. O depoimento completo de Chico Fraga vai a seguir em link. Vale a pena ler pelo conteúdo explosivo com que ele trata a política miúda de Canoas, mas também os detalhes escabrosos que nunca foram divulgados sobre o lado de dentro da carceragem do delegado Ildo Gasparetto, na época subordinado direto do então ministro Tarso Genro. Ele também conta detalhes muito interessantes e corrosivos sobre a proteção que recebeu a RBS no caso da Operação Solidária, poupada sistematicamente em todas as peças do inquérito feito pela Polícia Federal e nas denúncias do Ministério Público Federal. A RBS não repercutiu nenhum dos depoimentos feitos na Justiça Federal de Santa Maria, mas abriu uma exceção para o caso do lobista Lair Ferst, que sempre abrigou como principal denunciante quando tratou de desestabilizar o governo Yeda Crusius.

CLIQUE AQUI para ler todo o inédito depoimento. 

CLIQUE nas fotos para ver melhor. À esquerda, Chico Fraga. A outra foto é do procurador Adriano Raldi. 

62% aprovam desapropriação da YPF,mas 44% acham que governo é o culpado pela crise na produção de petróleo na Argentina

Pesquisa do La Nación, Buenos Aires:

Desapropriação da YPF-Repsol
Aprovam 62%, desaprovam 31%

Quem é o responsável pela baixa produção de petróleo?
Governo Nacional 44%, os donos da YPF 36%, não sabem 20% 

E o impacto na economia será?

Positivo 49%, negativo 31%, nulo 9%, não sabem 11% 

Impacto na imagem da Argentina no exterior.
Negativa 47%, positiva 22%, não afetará 18%, não sabem 13%.

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Socialista vence primeiro turno por 1% de diferença. Votos de extremistas de esquerda e de direita definirão o segundo turno na França.

A CNN acaba de informar que o candidato socialista François Hollandé apurou 28,6% dos votos, contra 27,3% de Nicolas Sarkozy, 18% da ultradireitista Marine Le Pen e 10,5% do ultraesquerdista Jean-Luc Mélencho, concluídas as apurações de 95% das urnas.

. A mídia e os institutos de pesquisa, que previam uma vitória socialista por larga margem, continuam apostando na vitória de Hollandé, mas uma simples operação aritmética recomendaria cautela aos torcedores do candidato socialista.

Ninguém mais trata dos R$ 2 milhões de serviços de consultoria amealhados pelo amigão de Dilma, seu ministro Fernando Pimentel

- A jornalista Mary Zaidan, neste artigo para o blog de Ricardo Noblat deste domingo, conta que em dezembro do ano passado vieram à tona os ganhos inexplicáveis do ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel em consultorias que lhe asseguraram rendimentos espetaculares de R$ 2 milhões.

Amigo de Dilma, um dos poucos que ela, sem a tutela do ex Lula, indicou para o seu governo, Pimentel, ao contrário de seus pares flagrados em “malfeitos”, continua ministro e primeiro conselheiro. É irremovível.
Ao que parece, pelo critério da presidente incensada por sua intolerância à corrupção, a punição ao malfeito varia de acordo com os valores envolvidos. O pecado de Antonio Palocci, removido sem dó por motivo idêntico, foi de imperdoáveis R$ 20 milhões.

Quando as denúncias apareceram, Pimentel até tentou detalhar o trabalho que teria prestado em 2009 e 2010 para a construtora mineira Convap e para Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Poucos dias depois, representações da Fiemg no interior do Estado que teriam sido beneficiadas com as consultorias, negaram, com todas as letras, a prestação do serviço.

Até hoje, procura-se, incansavelmente, alguém, um único ser que tenha usufruído das consultorias do petista, justificando assim a generosa remuneração.

Na Convap não foi diferente. Menos de um ano depois de pagar a última parcela pela consultoria não prestada, a construtora, em consórcio com a Constran, foi escolhida pelo prefeito de Belo Horizonte, o aliado Márcio Lacerda (PSB), para tocar as obras viárias do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) na Avenida Cristiano Machado, acesso ao aeroporto de Confins. Um contrato de R$ 36,3 milhões.
Nada sequer foi investigado.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

Apuração mostra socialista Hollande com 1% de vantagem sobre Sarkozy. Sarkozy irá para o segundo turno como favorito.

As agências noticiosas internacionais revelam as 16h53m deste domingo, que com 34% dos votos apurados, Hollande vencia com 27,5% dos votos, contra 26,6% de Sarkozy.

. A candidata da extrema direita, Marine Le Pen, supreende e consegue 19,9%, enquanto o esquerdista jean-Luc Mélenchon alcança 10,4%.

. Numa simples conta aritmética, Sarkozy seria o vencedor do segundo turno, já que contaria com os 19,9% de Marine Le Pen.

- Os resultados conhecidos até agora deixam mal a mídia e as esquerdas, que davam como certa a vitória fácil dos socialistas, o que parece muito pouco provável neste momento.
Postado por Polibio Braga Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut.

Prefeito Ary Vanazzi, PT, está às voltas com nova crise no Hospital Centenário. Morte de novo paciente provoca demissão do diretor Técnico.

A crise na administração do Hospital Centenário, São Leopoldo,cujo fechamento foi pedido pelo Sindicato Médico do RS e negado por decisão da Justiça, chegou ao seu ponto de ebulição neste final de semana com a demissão inesperada do diretor Técnico, o médico Breno Milmann, que não conseguiu suportar a desordem produzida pelo controlador, a prefeitura de São Leopoldo, RS. As precárias condições do hospital e a malversação de recursos da instituição, foram denunciadas pelo diretor Clínico, Carlos Arpini, que acabou sendo esfaqueado depois das suas primeiras entrevistas.

. O diretor Breno Milmann pediu demissão depois da morte do paciente Alessio Machado, 66 anos, que sfria de insuficiência cardíaca e faleceu neste sábado, após esperar durante quatro dias por uma transferência. O Simers denunciou que Alessio Machado foi mantido num ambiente provisório que não conta com recursos de UTI. O Sindicato Médico vai exigir que o Ministério Público faça alguma coisa.

- O caso do Hospital Centenário não é de fechamento, como pede o Simers, mas de intervenção imediata. Aliás, o próprio prefeito Ary Vanazzi, investigado por uma série de pesadas denúncias no âmbito da Operação Cosa Nostra, responsável em último caso pela desordem no Hospital Centenário, não tem mais condição alguma de permanecer no cargo. Isto só não aconteceu ainda porque ele e o seu Partido, o PT, controlam a Câmara de Vereadores (11 dos 13 vereadores) e são amparados pelo governo estadual, que controla a Polícia Civil, e o governo Federal. A mídia tem tratado o caso de São Leopoldo com cautela, mas a  cidade está dominada por quadrilhas de malfeitores, um dos quais foi preso na quinta-feira, apontado como responsável por ameaças de morte a adversários do prefeito Vanazi e da sua cunhada, a deputada Ana Afonso.

Análise, O Estadão deste domingo - Chávez, a Justiça e a droga (os compromissos de Chavez com a droga)

* A análise a seguir é do jornal O Estado de S. Paulo deste domingo.

Uma regra não escrita do jornalismo, para valorizar o inusitado sobre o esperado, diz que "cachorro que morde homem não é notícia, mas homem que morde cachorro é". Por esse critério, à primeira vista não seria notícia a denúncia de um ex-juiz da Suprema Corte da Venezuela sobre a interferência sistemática do governo Hugo Chávez nas decisões judiciais. Isso, de fato, não surpreende, tendo em conta o muito que já se sabe a respeito do controle autocrático exercido pelo caudilho sobre as instituições venezuelanas. Desconcertante e digna de manchetes seria a descoberta de que o chavismo passou a incentivar, ou ao menos respeitar, a autonomia dos tribunais do país - que forma com a liberdade de imprensa e a realização de eleições periódicas, livres e limpas o tripé em que se assentam as verdadeiras democracias.

Mas o relato de Eladio Aponte Aponte é notícia por desmontar a farsa chavista de que o regime do "socialismo do século 21" combate sem quartel o comércio da droga. O inexpressivo advogado militar, hoje com 63 anos, se beneficiou dos expurgos promovidos por Chávez em seguida à fracassada tentativa de golpe contra ele há dez anos para ascender na carreira até chegar à vice-presidência do mais alto tribunal do país, de onde foi destituído no mês passado pela Assembleia Nacional sob a acusação de acumpliciar-se com um presumível traficante. As afirmações de Aponte são certificadas pelas próprias confissões de sua submissão, anos a fio, aos ditames do Palácio Miraflores, a sede do governo venezuelano. Seria mais honroso para a sua biografia se ele não tivesse esperado cair em desgraça para expor os bastidores da Justiça bolivariana. Mas isso não reduz a gravidade de suas revelações.

Segundo a versão oficial, ele perdeu o cargo por ter autorizado a emissão de um documento especial de identidade para o empresário venezuelano Walid Makled, processado a portas fechadas sob suspeita de liderar uma gangue da droga e de lavagem de dinheiro. Aponte admite que conhecia Makled, mas não as suas atividades ilícitas quando liberou o documento. Há duas semanas, o ex-juiz fugiu para a Costa Rica, onde - significativamente - procurou a DEA, a agência norte-americana que comanda a repressão ao tráfico de entorpecentes. Levado aos EUA, ele deu uma entrevista bomba à Sol TV de Miami, em língua espanhola. Alegando ter acreditado no "processo revolucionário" em seu país, admitiu que dava sentenças como queriam os seus controladores do Executivo, identificando-os.

O vice-presidente Elías Jaua, apontou, participa das reuniões semanais do alto escalão chavista com juízes e promotores, que reduziram a Justiça venezuelana a "massa de modelagem". Certa vez, em 2004, o próprio Chávez lhe telefonou para recomendar que conduzisse "de maneira conveniente" o processo dos paramilitares colombianos presos em Caracas por alegada conspiração contra o governo. Ele diz ter recebido ordem também para soltar o tenente-coronel Pedro Maggino, preso sob a acusação de traficar duas toneladas de cocaína. Chávez tinha uma forte razão pessoal para proteger o militar. Ele tinha sido segurança de Elena Frías, mãe do caudilho. A intromissão dá a medida da leniência do autocrata com o narconegócio. Diversos militares venezuelanos, a começar do ministro da Defesa Henry Rangel, estão na lista negra dos EUA a esse título.

Também nisso Chávez segue os passos do seu nume tutelar, Fidel Castro, que autorizou os compañeros a mercadejar drogas e armas na África e serviu de inspiração para a narcoguerrilha das Farc na Colômbia. Em Cuba, o negócio terminou da pior forma para um dos chefes da operação, o general Arnaldo Ochoa Sánchez. Membro da cúpula do PC cubano e designado Herói da Revolução em 1984, Ochoa foi fuzilado cinco anos depois como "traidor" - desentendeu-se com Fidel sobre o tráfico. Na Venezuela, Aponte deixou claro na sua entrevista, os militares desempenham papel central na manipulação do Judiciário. Ironicamente, ele próprio é general da reserva.

No Presídio Central, governo do PT só tem dinheiro e vontade política para dar tratamento VIP a gays, bissexuais, transexuais, travestis e lésbicas

- O governo estadual do PT do RS não consegue resolver os graves problemas do Presídio Central, mas encontrou tempo, dinheiro e disposição para dar tratamento VIP, ali, para gays, bissexuais, transsexuais, travestis e lésbicas, sob o argumento de que eles podem sofrer assédio e violências sexuais indesejadas. Aliás, não se sabe o que fazem as bandidas lésbicas no Presídio Central, porque a rigor todas elas deveriam estar recolhidas no Presídio Madre Pelletier.

Será nesta segunda-feira, 14h, o anúncio da primeira grande melhoria determinada pelo governador Tarso Genro no Presídio Central de Porto Alegre, cuja superlotação (4.650 prisioneiros), instalações desumanas e serviços precários, foram consideradas “abjetas” pela OAB, Cremers, Ajuris e Crea do RS.

. O governo do PT resolveu começar por inaugurar celas específicas para atenção integral a prisioneiros gays, bissexuais, transsexuais, travestis e lésbicas.

. Todos ganharão celas em galerias especiais, instalações e serviços de primeiro mundo.

. Os bandidos LGBT ocupavam celas na companhia de prisioneiros condenados em processos por crimes sexuais, onde estavam sujeitos a assédios e violências sexuais

. Um “aprofundado estudo técnico e da segurança prisional”, levou o governo a optar por uma galeria exclusiva para quem não é heterosexual.

Editorial de Veja desta semana - Ética jornalística: uma reflexão permanente

É politicamente arriscadíssima a aventura abraçada pelo ex-presidente Lula e pelo PT, que resolveram instalar de qualquer maneira a CPI da Corrupção, visando embaralhar o iminente julgamento dos bandidos que integram a quadrilha do Mensalão, cujo chefe denunciado na ação principal pelo Procurador Geral da República é o ex-ministro José Dirceu, embora se saiba que o verdadeiro chefe foi Lula. O objetivo de Lula e do PT, é fazer manobras parlamentares, políticas, policiais e midiáticas, visando incriminasr pelo menos quatro ministros do STF, uma boa parte da própria imprensa, tendo Veja como alvo central, e também deputados, governadores e senadores da oposição. A CPI sairá, sim, mas já se percebe que mais uma vez o feitiço parece virar contra os feiticeiros, e quem mais está exposto no momento são os patifes ligados ao PT e a Lula. A revista Veja desta semana, depois de três semanas de ataques perversos que recebe por parte do Eixo do Mal, que na mídia conta com o apoio de conhecidos comensais das fartas verbas publicitárias do governo federal, finalmente resolveu reagir. O material a seguir é um resumo da carta do diretor de Redação, Eurípides Alcântara, mas vale a pena ler tudo que está no link. A preocupação de Veja com a ética do que fazem seus repórteres, nem de longe é a regra de toda a mídia brasileira, e sem dúvida alguma nada tem a ver com os delinquentes políticos envolvidos até aqui com Carlinhos Cachoeira e a Delta. Mesmo no RS, nos casos denunciados pelo editor (envolvimento do governo Olívio Dutra com a Delta), as notícias são abafadas. O que narra o editor é a verdadeira rota do jornalismo que trabalha com escrúpulos, embora isto nem sempre ocorra de verdade, porque a sociedade brasileira - nenhuma sociedade - é constituída apenas de anjos e arcanjos.

A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.
(...)
O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. Por essa razão, as relações do jornalista com suas fontes merecem uma reflexão permanente.
(...)
O ensinamento para o bom jornalismo é claro: maus cidadãos podem, em muitos casos, ser portadores de boas informações.
(...)
Uma informação de qualidade é verificável, relevante, tem interesse público e coíbe a ação de corruptos.
(...)
A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Entrevistar o papa não nos faz santos. Ter um corrupto como informante não nos corrompe.
(...)
O bom jornalismo é uma atividade de informação mediada. O jornalista não é um mero repassador de declarações. Ele tem o poder discricionário de não publicar uma acusação ou uma ofensa grave.
(...)
A regra para lidar com gravações ilegais que registraram atividades de cidadãos ou empresas privadas em seus negócios particulares é: descartar sem ouvir ou assistir – ou, alternativamente, entregá-las às autoridades.
(...)
As informações são tratadas em VEJA como portas que se abrem para a obtenção de novas informações. Todas elas são checadas.

CLIQUE AQUI para ler todo o texto.

Mulher do vice Temer e do filho de Sarney serão os próximos alvos do dossiê Cachoeira-Delta

A bela e jovem mulher do vice-Presidente da República, Michel Temer, pode ser a próxima vítima da onda de dossiês focados em triturar adversários, inimigos ou aliados nada confiáveis da máquina que aparelha o poder federal. Temer já teme que vazem na imprensa os elevados gastos mensais com compras feitas por sua discreta esposa. Os valores e bens adquiridos estariam acima da normalidade até para quem tem alto padrão consumista.

Mais preocupado que Temer – e que também anda com relações de atrito com a Presidenta Dilma Rousseff – é o Presidente do Senado. Tanto que José Sarney sentiu-se mal com informação de que seu filho Fernando seria um dos alvos preferenciais da fantástica fábrica de dossiês contra Carlinhos Cachoeira e seus aliados de lobby que tem na empreiteira Delta a principal base operacional-financeira. Sarney continua internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ser submetido a um cateterismo e uma angioplastia com a colocação de stent.

Embora negue antecipadamente, quem tem motivos para preocupações com os vazamentos do “Delta do Cachoeira” é Sérgio Cabral Filho. O governador do Rio de Janeiro chegou a encenar, no final de semana, que nada tem a esconder de suas relações de amizade com o dono da Delta, Fernando Cavendish. Caso estoure uma bronca maior em dossiês, será nada fácil explicar como a Delta é sempre contemplada pelo Governo Cabral com milionárias obras sem concorrência. Desde 2002, a empresa tem contratos de R$ 450 milhões com o Estado do RJ. Agora, o maior temor é que algum problema com a Delta afete as obras de conclusão do Estádio do Maracanã para a Copa de 2014.

Quem está bastante enrolado com denúncias sobre o esquema é o governador petista do Distrito Federal. Agnelo Queiroz teria intercedido em favor da construtora Delta, antes mesmo de tomar posse, pedindo a prorrogação de contratos. Quem ficou seriamente queimado, até agora, foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), apanhado em comprometedoras ligações telefônicas com o “Clube” de Carlinhos Cachoeira. Mas a PF já tem informações de que pelo menos 15 senadores, direta ou indiretamente, fariam parte do esquema.

Até o momento, só existe desconfiança – sem provas totalmente concretas – de que a Delta opere um esquema idêntico ao mensalão. A Polícia Federal desconfia dos recursos milionários repassados pela empreiteira a empresas com ligações diretas com o lobista-contraventor Carlinhos Cachoeira. Parte da grana teria sido usada para fazer doações e pagamentos ilegais a políticos. Desde 2003, a empreiteira recebeu R$ 3,6 bilhões em contratos com o Governo Federal do PT. Só os R$ 862,4 milhões em recursos federais que encheram os cofres da empresa no ano passado pagaram obras em 20 Estados.

O homem-bomba
Apontado pela Polícia Federal como tesoureiro do esquema de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva é o sujeito mais procurado do momento. Único foragido da Operação Monte Carlo, o contador de Cachoeira seria o elo financeiro do “clube” com os políticos.Caso reapareça vivo, Geovani deverá receber o convite de uma delação premiada para explicar como o bicheiro Carlinhos Cachoeira usou duas empresas de fachada — a Brava Construções e a Alberto & Pantoja — para movimentar R$ 39 milhões, entre 2010 e 2011, liberando os mensalões para os parceiros.

Agora está tudo entendido!
O Governo e o PT tudo fizeram para instaurar uma CPI para investigar a relação Demóstenes x Cachoeira. A ideia era colocar uma cortina de fumaça no julgamento do Escândalo do Mensalão, livrando a cara da quadrilha comandada pelo Zé Dirceu. Só que o tiro saiu pela culatra: as investigações da PF e da imprensa mostraram que o Cachoeira é muito mais ligado a políticos do PT e da base aliada que ao Demóstenes Torres. Aí tentaram cancelar a CPI, mas já era tarde. Agora são dois grandes escândalos para mostrar a verdadeira face desse governo. Sorte deles porque seus eleitores são analfabetos funcionais, e só entendem mesmo das esmolas que recebem. Quem elege essa turma não tem a mínima consciência de que a dinheirama roubada poderia ser aplicada em melhores escolas, melhores hospitais, melhor segurança pública etc.
É, o presidente Charles de Gaulle tinha mesmo razão: "Le Brézil ne pas un pays serieux"

* Material publicado por:
 Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
 Jorge Serrão

Isolada, Argentina de Cristina assusta os empresários

O clima de mal-estar em muitos países, até mesmo de sócios da Argentina no Mercosul, em relação a políticas e atitudes do governo de Cristina Kirchner não começou com a expropriação de 51% da Repsol-YPF. Em março passado, por exemplo, um grupo de 40 países apresentou uma queixa por escrito à Organização Mundial de Comércio (OMC) pelas barreiras impostas pela Casa Rosada ao comércio.

. O crescente protecionismo argentino também gerou críticas formais e enfáticas por parte dos governos do Uruguai e Paraguai e, menos ruidosas, do Brasil. A estratégia econômica e comercial da administração de Cristina provoca temor entre empresários locais e estrangeiros e, segundo analistas argentinos, poderia aprofundar o isolamento de um país que hoje está em quinto lugar no ranking de investimentos estrangeiros diretos na América Latina, abaixo dos vizinhos Brasil, Chile, Peru e Colômbia.

. O jornalista argentino Fernando Laborda publicou semana passada um artigo no “La Nación” intitulado “Brigados com o mundo”. No texto, Laborda comparou a expropriação da Repsol à invasão das Malvinas, comandada pelos militares argentinos em abril de 1982. “As comparações costumam ser odiosas. Mas vale lembrar que, durante os preparativos para a Guerra das Malvinas, muitos militares imaginaram que só enfrentariam o Reino Unido. Rapidamente descobriram que por trás dos britânicos estavam Estados Unidos e Otan.” (Charge: Financial Times)

Ministro da Saúde nega reunião com auxiliar de Cachoeira

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou ontem que teve contato com o ex-vereador do PSDB de Goiânia e auxiliar do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Wladimir Garcez, flagrado em conversa telefônica com o chefe falando sobre reunião com o ministro para discutir negócios do grupo na área da saúde. — Já falei que não (tive contato), nunca — disse Padilha, neste sábado, em evento da campanha de Fernando Haddad (PT) no auditório do Sindicato dos Engenheiros, no centro de São Paulo.

. Foi a primeira vez que o ministro falou publicamente sobre sua citação nos grampos da Operação Monte Carlo, revelada na última semana pelo jornal “Folha de S. Paulo”. Na gravação registrada em março de 2011, Garcez diz a Cachoeira que Padilha teria autorizado seu grupo a dar sequência a um negócio na área da saúde.

Delta recebeu aditivo em 60% dos contratos com Dnit

Suspeita de montar uma rede de influência tanto em governos estaduais como na União, a Delta Construções obteve aditivos que alteraram o valor de suas obras em quase 60% dos contratos firmados com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), um dos órgãos que concentram os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De um total de 265 empreendimentos tocados pela empreiteira a serviço da autarquia responsável pelas rodovias federais, 154 sofreram mudanças no valor originalmente previsto, custando mais caro na maioria dos casos e aumentando o valor das obras em cerca de R$ 400 milhões.

. Compilados pelo jornal O Estado de São Paulo, com base em balanço do Dnit sobre os contratos com a Delta, os dados se referem às obras de manutenção, adequação, duplicação e implantação de estradas, concluídas ou ainda em andamento. Da relação, constam intervenções iniciadas de 1996 a 2012. Maior construtora do PAC, com suas atividades concentradas principalmente no setor rodoviário, a empresa conseguiu contratos de R$ 4,3 bilhões de lá para cá, dos quais R$ 3 bilhões já foram pagos pela União. O protagonismo da Delta no carro-chefe do programa de infraestrutura da presidente Dilma Rousseff e a existência, segundo a Polícia Federal, de um “deltaduto” que se aproveitou do circuito financeiro de empresas de fachada do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, colocaram a empresa como alvo da CPI a ser instalada na quarta-feira.

. Instrumentos previstos para ajustar o preço dos serviços à realidade encontrada em campo, os aditivos contratuais acrescentaram R$ 395,5 milhões aos valores originais – aumento de 9,1%. A Lei de Licitações determina limite de 25%, exceto nos casos de conservação ou prestação contínua, cujos acréscimos podem ser maiores. Técnicos do Dnit sustentam que o porcentual referente à Delta está dentro do padrão de obras rodoviárias citado na literatura técnica, que prevê margem de erro de até 15% no preço de intervenções iniciadas a partir de projetos básicos.

Marchas de jovens em Brasília e no Rio cobram o julgamento do Mensalão: "Prendam os corruprtos e devolvam o nosso dinheiro"

As cidades de Brasília e Rio de Janeiro saíram na frente em suas manifestações em prol do julgamento do mensalão. Enquanto na capital federal o tempo ajuda, com sol aberto, no Rio, a cor cinzenta do céu afasta as pessoas da orla carioca, local dos protestos. Eram mais de 10 horas quando manifestantes começaram a se aglomerar no gramado da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Segundo cálculos da Polícia Militar, cerca de 1 500 pessoas participaram da concentração.

. Chama atenção a baixa faixa etária dos participantes. Segundo a reportagem do site da revista Veja, jovens universitários ou mesmo do ensino médio, trajando roupas pretas, compõem a maioria do grupo de manifestantes. Questionado se o apartidarismo do protesto poderia minar sua eficácia, Rafael Baianuk, estudante de 22 anos, afirmou: “Nosso mecanismo é fazer pressão para que eles [congressistas] mudem. Não é um apartidarismo passivo.”

. O contingente de pessoas aumentou à medida em que o grupo passou a se movimentar em direção à Praça dos Três Poderes, onde encerrarão a manifestação cantando o Hino Nacional. O número de participantes, porém, deve ficar abaixo da expectativa de 20 000 pessoas feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma das organizadoras do protesto.

. No Rio de Janeiro, aglomerados em frente ao Posto 9, na praia da Ipanema, o grupo de manifestantes conta com um carro de som para amplificar palavras de ordem e angariar assinaturas para um abaixo-assinado pelo julgamento do mensalão. Com o tempo ruim, os cariocas preferiram viajar ou ficar em suas casas. Com isso, o protesto do Rio foi esvaziado. Por volta das 11 horas, pouco pais de 60 pessoas estavam participando da manifestação e o abaixo-assinado contava com cerca de 400 assinaturas – a maioria delas de indivíduos que passavam no local.

. Os movimentos civis anticorrupção – muitos deles organizados nas redes sociais on-line – que realizam as manifestações pelo Brasil neste sábado já defenderam em seus protestos causas como a aprovação da Lei da Ficha Limpa, que entrou em vigor no começo deste ano.

Em gravação, Cachoeira diz que vai “matar a pau” na Caixa Econômica Federal

A revista ÉPOCA teve acesso com exclusividade a diálogos gravados que mostram como a turma do bicheiro Carlinhos Cachoeira atua para conseguir negócios milionários com a Caixa Econômica Federal. Em uma conversa gravada pela Polícia Federal, em 14 de abril de 2011, o empresário Cláudio Abreu, então diretor da Delta Construções para o Centro-Oeste, diz, aos gritos, para Cachoeira que eles haviam ganhado um grande contrato com a CEF: a construção em Brasília do Centro Tecnológico da Caixa, uma obra no valor de R$69,7 milhões.

. Cachoeira também tinha uma boa notícia para dar para o parceiro Cláudio Abreu. Ele diz que “a Marise” é a nova superintendente da Caixa Econômica em Goiás. Segundo Cachoeira, Marise havia sido indicada por Marcelo Limírio, do laboratório NeoQuímica, também sócio de Cachoeira. “Marise” é Marise Fernandes de Araújo, uma funcionária de carreira que assumiu a Superintendência da CEF 20 dias depois da conversa entre Abreu e Cachoeira. “Vou levar ela aí para você conhecê-la”, diz Cachoeira. Cláudio Abreu diz que é importante: “Sabe por quê? As obras de saneamento aí do PAC em Catalão, que nós vamos fazer. Isso tudo vai depender da superintendência”, afirma Abreu. Sete meses depois desse diálogo entre Cachoeira e Abreu, a empresa Delta foi contratada, no dia 22 de novembro de 2011, para fazer obras de saneamento em Catalão. Valor do contrato: R$ 25,1 milhões.

CLIQUE AQUI para ler a matéria completa na "Época".

19 viaturas são usadas para ir a festa do chefe da Polícia Civil em Porto Alegre

Clipping – Jornal Zero Hora – 21/04/2012

O chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Júnior, comemorou seu aniversário de 46 anos na noite da última quinta-feira com uma festa em um clube da zona sul da Capital. Durante as cinco horas de duração do jantar, na sede de Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), pelo menos 19 viaturas — cinco preto e branco e 14 discretas — foram empregadas por delegados e agentes. O aniversário de Ranolfo, definido como "evento institucional" pelo Departamento de Comunicação Social da corporação, mereceu destaque no site oficial da Polícia Civil. Na capa, entre notícias de crimes e dados oficiais, constava:
"Ocorre nesta quinta-feira (19/04), com a presença do secretário da Segurança Pública, Airton Michels, entre outras autoridades, o jantar de comemoração do aniversário do chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior".

Mais adiante, o texto informava:
"Os ingressos custam R$ 45,00 e estão à venda, até as 18 horas de quinta-feira (19/04) na Divisão de Comunicação Social, localizada no Palácio da Polícia, na Av. João Pessoa, 2.050, 3º andar, sala 411".
O jantar, que contou com a presença de desembargadores, magistrados, promotores e secretários de Estado, movimentou as autoridades gaúchas. Logo na entrada do clube, estava uma caminhonete Blazer, com sinalizador luminoso ligado. Dentro do estacionamento, havia outras duas caminhonetes com sinalizadores, ora ligados, ora desligados. No salão de festas da AABB, os 350 convidados eram recepcionados por seis policiais fardados do Grupamento de Operações Especiais (GOE) — uma equipe de elite da Polícia Civil. A função dos agentes, fardados e armados com pistolas, era de "garantir a segurança dos convidados", segundo a Comunicação Social da Polícia.

Carros do Interior sem logotipo
À medida em que o tempo passava, viaturas entravam e saíam do estacionamento da AABB. Zero Hora apurou que delegados e agentes de cidades como Santa Maria, na Região Central, e Montenegro, no Vale do Caí, utilizaram veículos oficiais sem logotipo.
A maior parte dos carros da corporação empregados nos deslocamentos era de Porto Alegre e da Região Metropolitana. Os veículos, a maioria Focus, estão lotados em delegacias como Roubos, Homicídios, Departamento de Investigação do Narcotráfico (Denarc). A festa se encerrou por volta da 1h.

ZH procurou o chefe de Polícia, Ranolfo Vieira Júnior, mas ele preferiu se manifestar apenas por meio da assessoria de Comunicação Social.

O que diz a Chefia de Polícia
"A festa de aniversário do chefe de Polícia é tratada como um evento institucional, que faz parte da história da corporação. Devido à grande presença de autoridades que eram esperadas, foi solicitado ao GOE que fizesse a segurança. Por isto, as viaturas ostensivas. Em relação às viaturas discretas, não temos a relação dos veículos presentes. Mas quem não estava em serviço, não deveria utilizar veículos oficiais. O critério é o seguinte: quem está de serviço ou de plantão de sobreaviso, que pode ser acionado urgentemente a qualquer momento, pode utilizar carro oficial em eventos sociais. É importante que fique claro que, embora seja um evento institucional, não há recursos públicos utilizados". (Foto: Ronaldo bernardi/Agencia RBS)

Delta deixa consórcio para reforma do Maracanã

Empreiteira número 1 do PAC e investigada na CPI que apura atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Delta Construções vai sair do Consórcio Maracanã Rio 2014, que faz a reforma do estádio. A decisão foi tomada pela Andrade Gutierrez e pela Odebrecht, que integram o consórcio. Elas devem comprar a parte da Delta, que deixou, na última semana, de fazer aportes de recursos para a obra, e até 1º de maio deve sair do grupo.

. Citada no inquérito da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, a Delta recebeu do governo do estado do Rio, no ano passado, R$ 1,4 bilhão para todas as obras no estado. A empreiteira, que detém 30% do consórcio, não comentou a decisão. A Odebrecht tem 49% e a Andrade Gutierrez, 21%.

Ex-diretor do Dnit, Pagot acusa assessores do Planalto de complô

Afastado do cargo na esteira da “faxina” no Ministério dos Transportes, o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot lançou nesta sexta-feira, 20, a suspeita de que assessores do Palácio do Planalto atuaram para derrubá-lo durante a crise na pasta, vazando informações de interesse da organização do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Pagot afirma que o subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, e o porta-voz da Presidência e do Palácio no Planalto, Thomas Traumann, repassaram dados de reunião sigilosa da presidente Dilma Rousseff com a cúpula dos Transportes, em 5 de junho de 2011, para o grupo de Cachoeira, cujos detalhes e frases, em seguida, foram reproduzidos pela revistaVeja.

. Pagot alega que, como diretor-geral do Dnit, afetou interesses da Delta Construções, o que teria motivado retaliação do grupo de Cachoeira. Ele cita, por exemplo, processo administrativo aberto contra a empreiteira no Dnit por irregularidades em obra da BR-116 no Ceará. O inquérito da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que motivou a criação da CPI do Cachoeira no Congresso, indica que Noleto tem ligações com o grupo do contraventor, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais no País.

CPI não teve o apoio de 21% dos congressistas (seis gaúchos)

O presidente da Câmara, o gaúcho Marco Maia (PT), e o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), não assinaram pedido da CPI do caso Cachoeira, criada anteontem pelo Congresso Nacional.

. No total, apenas 21% dos congressistas – 117 de 513 deputados e 9 de 81 senadores – não apoiaram a comissão. Entre os deputados estão Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), réus do mensalão, e Zeca Dirceu (PT-PR), filho de outro réu, o ex-ministro José Dirceu. O petista também prestou consultoria à empresa Delta – citada pela Polícia Federal como ligada ao empresário Carlinhos Cachoeira.

. Já entre os deputados gaúchos, não assinaram a CPI, além de Marco Maia (PT), os deputados José Otávio Germano (PP), José Stédile (PSB), Ronaldo Nogueira (PTB), Sérgio Moraes (PTB) e Vilson Covatti (PP).

CLIQUE na imagem acima e confira a lista dos senadores e deputados que não assinaram a CPI de Cachoeira.

Nova presidente do TSE diz que "mensalão pode ficar para julho"

A nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, disse ontem não ver impedimento em julgar o processo do mensalão no recesso do Judiciário, em julho, ou mesmo no segundo semestre deste ano, quando o país estará em processo eleitoral. Indagada se o julgamento do mensalão em período mais próximo ao das eleições municipais pode interferir nas disputas, a ministra disse: “O eleitor é que vai fazer a leitura (…) Isso interfere? Interfere. A sociedade tem as suas ideias e as ideologias estão aí. Os eleitores vão tomar tudo isso em conta.

. A opinião de Cármen Lúcia sobre julgar o mensalão em julho ou mesmo depois contrasta com a de outros colegas da ministra no STF. O presidente dessa corte, Ayres Britto, já manifestou preocupação sobre essa possibilidade e defende antecipar ao máximo a apreciação do caso. O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da ação, disse que apresentará seu relatório neste primeiro semestre.

. Com 58 anos completados anteontem, Cármen Lúcia afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.paulo que prefere ser chamada de “presidente” e não de “presidenta”, como Dilma Rousseff. Mineira de Montes Claros, ela disse que o mensalão tem de ser julgado “na hora em que estiver aprontado para ser julgado (…) quanto antes melhor. Não tendo em vista, como marco, eleições. Mas nem para incluir, nem para excluir”.
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