Foi um reconhecimento oblíquo de culpa, as declarações do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, sobre a falta de discrição da Polícia e do Ministério Público no caso das tropelias cometidas contra os oito prefeitos investigados no âmbito da Operação Cartola:
- (...) Em uma ou outra situação, pode ter havido um certo exagero.
. As declarações de Carlos Pestana secundaram outras manifestações de igual teor, mas estas de autor ainda mais ligado ao governador Tarso Genro, o seu chefe de Gabinete, Vinicius Wu:
- Há indícios de que houve excesso.
. Na semana passada, o governo falou o contrário disso.
. O governo que autorizou tudo, agora culpa a sua polícia. O editor vem insistindo no caráter truculento da Operação Cartola e na necessidade de que o governo se desculpe com os prefeitos, submetidos ao vexame do opróbio público em função do espetáculo midiático proporcionado pelos 500 homens armados até os dentes, cercando e invadindo as prefeituras.
. Contra a maior parte das prefeituras, como Osório, as investigações e inquéritos do MPC e da Polícia sequer possuíam uma única evidência ou indício de malfeitoria. Ficou na aposta. O editor leu cada uma das mil páginas do inquérito e do material já protocolado no Fórum de Alvorada e sabe do que fala. E do que vai falar.
. A Polícia Civil e o Ministério Público não são e não serão a Polícia Política do governo do Estado. Está em questão o modus operandi autoritário e não as investigações, denúncias e julgamentos que ocorrem e ocorrerão.
. A Famurs, os prefeitos humilhados e o Conselho Político do próprio governo, reclamaram dos excessos. O governo foi colocado contra a parede. Uma crise política de graves proporções surgiu na linha do horizonte.
. Não se trata de inibir investigações necessárias sobre malfeitorias, mas impedir violações aos direitos fundamentais das pessoas e ao estado democrático de direito.
. O jornal Zero Hora, privilegiado com informações antecipadas e exclusivas sobre a operação em curso, foi nesta quarta-feira ainda mais realista do que o rei, ao comparar prefeitos a traficantes de vilas. Eis o que escreveu a editora de Política na Página 10:
- Quando a polícia invade vilas para prender traficantes, ninguém diz que a operação foi pirotécnica.
- A RBS, que não parece parte interessada, mas que ajudou as investigações através de seu serviço jornalístico, está comprando briga com os prefeitos do RS. Como se sabe, a Polícia e o MPC jamais colocaram os prefeitos sequer como suspeitos, o que quer dizer que nem mesmo o juiz do caso mandou prender prefeito algum, negando-se a fazê-lo até no caso de 16 investigados do andar de baixo.
- (...) Em uma ou outra situação, pode ter havido um certo exagero.
. As declarações de Carlos Pestana secundaram outras manifestações de igual teor, mas estas de autor ainda mais ligado ao governador Tarso Genro, o seu chefe de Gabinete, Vinicius Wu:
- Há indícios de que houve excesso.
. Na semana passada, o governo falou o contrário disso.
. O governo que autorizou tudo, agora culpa a sua polícia. O editor vem insistindo no caráter truculento da Operação Cartola e na necessidade de que o governo se desculpe com os prefeitos, submetidos ao vexame do opróbio público em função do espetáculo midiático proporcionado pelos 500 homens armados até os dentes, cercando e invadindo as prefeituras.
. Contra a maior parte das prefeituras, como Osório, as investigações e inquéritos do MPC e da Polícia sequer possuíam uma única evidência ou indício de malfeitoria. Ficou na aposta. O editor leu cada uma das mil páginas do inquérito e do material já protocolado no Fórum de Alvorada e sabe do que fala. E do que vai falar.
. A Polícia Civil e o Ministério Público não são e não serão a Polícia Política do governo do Estado. Está em questão o modus operandi autoritário e não as investigações, denúncias e julgamentos que ocorrem e ocorrerão.
. A Famurs, os prefeitos humilhados e o Conselho Político do próprio governo, reclamaram dos excessos. O governo foi colocado contra a parede. Uma crise política de graves proporções surgiu na linha do horizonte.
. Não se trata de inibir investigações necessárias sobre malfeitorias, mas impedir violações aos direitos fundamentais das pessoas e ao estado democrático de direito.
. O jornal Zero Hora, privilegiado com informações antecipadas e exclusivas sobre a operação em curso, foi nesta quarta-feira ainda mais realista do que o rei, ao comparar prefeitos a traficantes de vilas. Eis o que escreveu a editora de Política na Página 10:
- Quando a polícia invade vilas para prender traficantes, ninguém diz que a operação foi pirotécnica.
- A RBS, que não parece parte interessada, mas que ajudou as investigações através de seu serviço jornalístico, está comprando briga com os prefeitos do RS. Como se sabe, a Polícia e o MPC jamais colocaram os prefeitos sequer como suspeitos, o que quer dizer que nem mesmo o juiz do caso mandou prender prefeito algum, negando-se a fazê-lo até no caso de 16 investigados do andar de baixo.