Nesta sexta-feira, logo depois que o governo estadual percebeu que a investida que o procurador Geraldo Da Camino fez sobre as contas da superintendência de Marketing do RS assumiu contornos políticos e eleitorais, a produção do programa Conversas Cruzadas, TV Com, da RBS, convidou para um debate os principais personagens do caso:
Geraldo Da Camino, MPC, e Ildo Gasparetto, Polícia Federal
Ricardo Englert, secretário da Fazenda, e Mateus Bandeira, presidente do Banrisul.
. Seriam dois advogados contra
dois economistas.
. Na quinta-feira, o presidente do Banrisul, Mateus Bandeira, contratou o advogado Fábio Medina Osório e avisou que em nome do banco e do governo iria ele ao debate.
. Seria um debate entre advogados.
. Da Camino e Gasparetto nem quiseram saber de conversa e avisaram a RBS que não iriam debater com “um advogado”, o dr. Fábio Medina Osório.
. O Dr. Medina Osório, o banco e o governo, não temem as investigações sobre as malfeitorias feitas às costas de todo mundo, mas sabe que precisa preservar a incolumibilidade do banco. As midiáticas operações da Polícia Federal e o teor espetaculoso das “revelações” feitas pelo MPC e pela PF, sempre acompanhadas com antecedência estratégica pela RBS, colocaram em risco sistêmico o Banrisul. É por isto que o advogado do banco mandou contratar uma auditoria internacional para avaliar os prejuízos e não temerá responsabilizar qualquer agente público – mesmo pessoalmente - eventualmente responsável por prejuízos.
. A chamada da PF ao caso por parte do MPC foi considerada inconsistente e inconstitucional e desta forma passou a ser tratada pelo governo do RS.
- Yeda sabe que seus adversários passaram a utilizar o episódio para alvejá-la eleitoralmente. Ela resolveu não esperar para dar respostas.