Grande amigo, normalmente é ele quem me escuta. Ontem, foi diferente: assustado com a vida, larguei as lembranças, fechei as gavetas e fiquei ouvindo.
Ele me contou de tempos difíceis, discorreu sobre cuidados, discursou sobre o medo e, quando esfreguei os olhos, já manhãzinha, cumprimentando o sol que chegava, foi embora, falando de esperança.
Depois, pensativo, recolhi as lembranças, enxuguei uma lágrima, fechei as cortinas e fui dormir.
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