Não há razão alguma para alarmar a população de Porto Alegre em relação ao aguçamento da pandemia de vírus chinês.
A taxa de ocupação de leitos despencou para o entorno dos 80% para todos os tipos de doenças, calculada sobre 783 posições disponíveis, e se mantém bem abaixo dos 90% há pelo menos dois meses, o que indica estabilidade. Em outubro, o Município iniciou o processo de reorganização da rede hospitalar, que estava mobilizada para atendimento à pandemia do coronavírus. Procedimentos e cirurgias que estavam represados desde março deste ano passaram a ser retomados nas instituições hospitalares com a reorientação de leitos e profissionais antes dedicados ao vírus chinês. Hospitais como o maior deles, o Moinhos de Vento, nem atendem mais casos de vírus chinês, a não ser que sejam muito graves.
A secretaria municipal da Saúde não atualiza os números nos seu site, mantendo informações defasadas, mas ontem o número de doentes com casos confirmados e suspeitos nas UTIs era de 247, abaixo dos 250 do dia anterior.
A prefeitura diz, no entanto, que outros indicadores, especialmente a busca ambulatorial por atendimento de síndrome gripal, vêm apontando aumento recente - o que sinaliza alerta para os próximos dias quanto à possibilidade de reversão da estabilidade