O jornalista acha que Snowland é uma roubada.
Recebi olhares tortos quando anunciei, entre amigos, que meu próximo destino seria Gramado.
Uma jornalista de Porto Alegre não demorou em dizer “Bah, Gramado é o Projac da Serra Gaúcha”, em referência à cenografia de casas de estilo alpino e à sequência de lojinhas boutique da avenida principal.
Com uma estrutura capaz de envergonhar outros endereços turísticos do país, Gramado é um dos destinos nacionais mais procurados por brasileiros e até levou, recentemente, o título de melhor destino do Brasil, naquelas votações virtuais feitas por internautas.
Não que a cidade precise ser riscada da sua lista de viagens, mas ver um grupo de brasileiros carentes de neve, entocados numa construção fechada que imita uma estação de esqui, com um sol a pino do lado de fora, em pleno mês de março, foi uma das experiências mais deprimentes que senti em viagens.
Até vinho tinto descia melhor naquele dia de sol forte, na última semana de verão gaúcho. Se existisse, San Carlos de Bariloche se reviraria no caixão.
Como todo destino popular, Gramado também tem suas roubadas (e cada uma delas pode ser evitada para garantir uma viagem menos traumática):
Trânsito caótico.
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