O Brasil que nasce do 13 de março

No vídeo que os leitores poderão examinar no link, os jornalistas de VEJA Carlos Graieb, Augusto Nunes, Silvio Navarro e o cientista político Sérgio Praça analisam o maior protesto da história do Brasil pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As manifestações neste day after parecem demonstrar que o Planalto, o STF,  o Congresso e os líderes dos principais Partidos não entenderam ainda que o povo tem pressa e quer o fim do governo Dilma. Com raras exceções, todos prosseguem com a idéia de que podem ganhar tempo e por isto alimentam propostas escapistas, como as de colocar militantes e Lula nas ruas, sexta-feira, ou buscar novamente a saída esperta do parlamentarismo ou presidencialismo mitigado, conforme projeto encampado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Se for preciso - e certamente isto acontecerá - o povo terá que voltar às ruas novamente, mas da próxima vez sem as rosas pintadas que saíram ontem das manifestações ocorridas no Brasil (veja foto ao lado).

CLIQUE AQUI para ver e ouvir o video dos jornalistas de Veja.

Irã e queda das cotações das commodities frustram acordo da OPEP para redução da produção de petróleo.

Londres, via WhatsApp

Os preços do petróleo prosseguem com alto grau de volatilidade. Os membros da OPEP forçam altas artificiais, mas elas não se sustentam porque o reingresso do Irã no mercado mundial e a queda do consumo de commodities na China, empurram os preços para baixo.

No Reino Unido, o preço da gasolina vendida ao público permanece em 0,99 pounds por litro, o menor preço em 5 anos. O valor é baixíssimo para quem recebe em libras esterlinas.

Bolsas da Ásia e da Europa abrem a semana em alta

Londres, via WhatsApp

Neste momento, 10h03min, hora do Brasil, céu claro e 9 graus em Londres.
As Bolsas da Ásia fecharam em alta:
Xangai, 1,75%
Hong Kong, 1,17%
Tóquio, 1,74%

Na Europa, neste momento, as Bolsas também trabalham em alta:
Londres, 0,31%
Paris, 0,47%
Frankfurt, 0,60%

Intenções de votos na Avenida Paulista: Aécio, 29,1%; Bolsonaro, 16%; Lula, 2,1%. Nenhum levou 20,5%.

Jair Bolsonaro foi a grande surpresa na pesquisa feita em SP pelo Instituto Paraná Pesquisas, mas 20,5% dos eleitores não querem nenhum dos nomes apresentados atualmente. 

O editor recebeu os resultados da pesquisa nesta madrugada.

Ao entrevistar os manifestantes de ontem na Avenida Paulista, o Instituto Paraná Pesquisas encontrou os seguintes resultados sobre intenções de votos para presidente, quando o cenário apresentado foi com Aécio como candidato do PSDB (Alckmin liderou o outro cenário):

Aécio, 29,1%
Jair Bolsonaro, 16%
Marina Silva, 12,2%
Caiado,3,9%
Ciro Gomes, 3,8%
Cristóvão Buarque, 3,4%
Alvaro Dias, 2,2%
Lula, 2,1%
Eduardo Paes, 0,4%
Não sabe,6,4%
Nenhum, 20,5%

Média e baixa renda formam o perfil dos manifestantes de ontem no Brasil.

Uma pesquisa Datafolha realizada neste domingo aponta que o perfil dos manifestantes que foram à avenida Paulista são de renda baixa a média. Este tipo de cenário não é muito diferente do que foi encontrado em outras cidades, inclusive Porto Alegre. 

Acompanhe os dados mais relevantes da pesquisa do Datafolha:

- Curso superior, 77% dos entrevistados.
- Empresários, 12%.
- Renda familiar, entre 2 e 20 salários mínimos - 57% (2 a 5 mínimos, 31%).
- Brancos, 77%.
- Desvinculados de qualquer grupo promotor dos protestos, 94%.

CLIQUE AQUI para saber mais. 

86,3% dos manifestantes da Avenida Paulista acham que Dilma deveria renunciar

A pesquisa a seguir foi feita durante o domingo na avenida Paulista, que segundo os organizadores da manifestação pró-impeachment reuniu 2,5 milhões de pessoas.

O serviço é do Instituto Paraná Pesquisas. Os resultados foram enviados ao editor nesta madrugada.

O que acham os manifestantes sobre o que deve ser feito com Dilma:
Impeachment, 45,2%
Cassação do mandato pelo TSE, 28,8%
Não sabe, 6,2%

A uma pergunta específica sobre a renúncia, revela a pesquisa:
Deveria renunciar, 86,3%
Não deveria, 11,1%
Não sabe, 2,7%

90,3% dos manifestantes consideram ruim (10,5%) ou péssimo (79,8%) o governo Dilma Roussef. Acompanhe os resultados da pesquisa:
Ótimo (1,9%) e bom (2,3%) = 4,2%
Regular, 5,1%
Ruim (10,5%) e péssimo (79,8%) = 90,3%
Não sabe, 0,5%

Mercado revisou para baixo as expectativas para o IPCA deste ano

O mercado fez poucos ajustes de suas projeções, com destaque para a revisão baixista das expectativas para o IPCA deste ano, conforme apontado pelo Relatório Focus, com estimativas coletadas até o dia 11 de março, divulgado há pouco pelo Banco Central. 

A mediana das expectativas para o IPCA de 2016 recuou de 7,59% para 7,46% e se manteve em 6,00% para 2017. As estimativas para o PIB em 2016 passaram de uma queda de 3,50% para outra de 3,54% e, para o ano que vem, mantiveram-se estáveis, apontando expansão de 0,50%. A mediana das projeções para a taxa Selic ficou inalterada em 14,25% para o final de 2016 e em 12,50% para o próximo ano. Por fim, as estimativas para a taxa de câmbio caíram de R$/US$ 4,30 para R$/US$ 4,25 no final deste ano e de R$/US$ 4,40 para R$/US$ 4,34 ao final do ano que vem.

A rua dá à crise aparência de fenômeno terminal

A margem de manobra do governo Dilma, que já era mínima, estreitou-se muito neste domingo. Estavam sobre a mesa três ingredientes explosivos: a degradação moral, a paralisia política e a asfixia econômica. Faltava à mistura uma dose de povo. Não falta mais. O novo ronco emitido pelo asfalto dà à megacrise a aparência de um fenômeno terminal. O coro de ‘fora Dilma’ tende a virar a trilha sonora do resto do mandato da presidente, dure o quanto durar.

Dilma discute com seus operadores políticos os termos da reação do governo. Mas não parece haver muita gente interessada em ouvir. Até os supostos aliados de Dilma no Congresso avaliam que o Planalto não tem nada de novo a dizer. A essa altura, o que se poderia esperar de Dilma é atitude. Mas desde janeiro de 2015, quando assumiu a herança indigesta que legara para si mesma no primeiro mandato, a presidente não tem conseguido oferecer senão a inação. Tudo já foi dito. E nada foi feito.

Dilma não consegue acompanhar o ritmo da crise.

Bandos criminosos do MST e MAB invadem fazenda em Lagoa Vermelha

Sob alegação de que querem comemorar o Dia Internacional de Luta contra as Barragens, cerca de 500 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram e ocuparam esta manhã a fazenda Gazola em Lagoa Vernelha, no Nordeste do RS.


A área tem 500 hectares e está localizada a dois quilômetros do Centro da cidade.

A invasão e a ocupação são atos criminosos.

MST e MAB são aparelhos dominados pelo PT e via de regra colocam-se a serviço dos interesses políticos do lulapetismo. 

Folha usa tom dramático para convencer o Congresso a fazer a sua parte

Ontem foi o dia das TVs. A Globonews permaneceu 24h no ar, todo ele dedicado á cobertura. No RS, a cobertura foi claudicante e sem vigor. 

Os jornais de hoje abriram generosas manchetes para os protestos de ontem contra o governo Dilma, que segundo as mais pessimistas contagens reuniram 3,3 milhões de brasileiros em todo o País, 140 mil dos quais em Porto Alegre.

Somente o jornal Zero Hora, Porto Alegre, decidiu dividir a capa entre os atos pelo impeachment (140 mil) e pró-Dilma (1,5 mil). 

O jornal Folha de S. Paulo, foto ao lado, utilizou letras garrafais, e em negrito, com um tamanho jamais usado, para mostrar o momento dramático e tentar fazer com que o Congresso compreenda isto e acelere o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff;.

A manchete desta segunda-feira será analisada no futuro como um dos registros históricos de um dos melhores momentos da Folha, algo semelhante ao que produziu o Correio da Manhã em l964, quando ajudou a acabar com o governo Goulart. 

Sol e temperatura amena dominarão o dia no RS

A manhã é de sol no RS nesta segunda-feira. Em Porto Alegre, a temperatura é amena as 8h30min. 

O ar seco e a presença do sol proporcionam aquecimento rápido já durante a manhã e a tarde será agradável. Em algumas regiões, deverá fazer um pouco de calor com máximas na casa dos 30ºC.

As temperaturas mínimas do dia rondarão os 11°C em São José dos Ausentes e os 12°C em Vacaria. As máximas podem chegar aos 32°C em Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 16°C e 30°C.

Opinião do editor: Saiba o que vai acontecer depois dos protestos deste domingo.

O sucesso retumbante dos protestos de hoje, superou todas as mais otimistas expectativas e foi pautado por uma única consigna.

Desta vez, a única palavra de ordem foi "Fora Dilma". É o impeachment que mobiliza os brasileiros, fartos das crises econômica, política e social. E para já.

O que vai acontecer a partir deste momento, é a imediata elaboração do recado rouco das ruas - pacífico por enquanto - por parte das lideranças políticas, porque cabe a elas dar solução ao nó institucional que coloca em xeque o mandato de Dilma Roussef.

Dentro dos quadros da ordem legal estabelecida, soluções velozes - as que se impõem - só podem ser alcançadas pela renúncia ou pelo impeachment. É certo que ainda que a presidente rumine no seu íntimo a idéia da renúncia, será inevitável que o processo de julgamento político retome seu curso de imediato, o que exige veloz resposta do STF ao rito parlamentar e instalação subsequente da Comissão Especial pela Câmara. Caso isto não aconteça nas próximas horas, mesmo que por meio de indicativos de concertação formal, o povo será chamado novamente às ruas e os acontecimentos voltarão ao ritmo das jornadas de junho do ano passado, até que se dê o que tem que se dar, ou seja, a deposição de Dilma.

É isto que o povo quer, porque todos desejam a imediata contenção das crises econômica, política e social.

A formação de um governo de união democrática nacional, como a que governou com Itamar Franco, permitirá botar um grilhão na crise política, devolvendo a governabilidade ao governo; estancar a crise econômica,  voltando ao mercado os fundamentos do plano real; e conter a crise social, devolvendo à sociedade brasileira o pleno império da lei e da ordem, mesmo em relação aos corruptos e desordeiros que ocupam ou ocuparam os mais altos cargos do País.

Protestos em Porto Alegre reuniram 140 mil manifestantes.

Os protestos de hoje em Porto Alegre reuniram 140 mil pessoas, segundo os organizadores, e 100 mil de acordo com a Brigada Militar.

Seja qual for o número, nunca, antes, na história de Porto Alegre, tanta gente reuniu-se num só lugar para pedir o impeachment de um presidente.

Todos querem Dilma fora do Palácio.

Jerônimo Goergen acha que Comissão Especial do Impeachment sairá na quinta-feira

O deputado Jerônimo Goergen, PP do RS, informou há pouco ao editor que as principais lideranças do País estão na avenida Paulista, que esvazia aos poucos.

Além de Jerônimo, do RS também estiveram Onyx Lonrenzoni, DEM, e  Darcísio Perondi, PMDB.

DEM, SDD, PSDB e PPS estão em peso, além de oposicionistas como Jerônimo, Perondi e Major Olímpio, este do PDT.

E agora ?, perguntou o editor ao deputado do PP. E ele:

- Quinta-feira assumiremos a Comissão Especial do impeachment. Não tem mais volta.

Lulapetistas gaúchos dispensam a mortadela e oferecem xixos e coxinhas na Redenção

Sem sanduíche de mortadela para oferecer ao público desavisado que foi até a Redenção, Porto Alegre, os lulapetistas que resolveram cotejar a manifestação pró-impeachment, acabaram sendo obrigados a assar xixos e coxinhas para distribuir durante sua manifestação.

O evento dos petistas, chamado por uma Frente que diz reunir 60 entidades, não conseguiu reunir mais de 350 pessoas.

Os atos públicos de hoje em Porto Alegre, demonstraram que 99% dos manifestantes que foram para as ruas apóiam o impeachment, contra apenas 1% dos que são contra ele.

Crianças, jovens e velhos bordaram a tarde do Parcão, Porto Alegre

Os manifestantes que se reuniram aos milhares no Parcão, Porto Alegre, a partir das 13h30min de hoje, foram de todas as idades, desde o netinho de apenas quatro anos do editor até vovós como a da foto.

A imensa maioria dos que foram para as ruas protestar, tinham entre 20 e 30 anos, portanto uma geração de homens e mulheres que acaba de despertar para a atividade política.

A roupa predominante foi o verde e o amarelo.

Ninguém foi impedido de apresentar suas consignas, já que ao ato estiveram representantes dos maçons, intervencionistas, religiosos, parlamentaristas, ecologistas e até gente que defende a volta dos Bragança ao trono brasileiro.

Todos eram anti-dilmistas, anti-petistas e anti-lulista.s

Ambulantes aproveitaram a tarde de sol para vender pixulecos (R$ 15,00 e R$ 35,00), faixas, camisetas, bonés, cornetas, além de bebidas e petiscos.

O local preferido dos manifestantes foi o entorno do Habib's, que se embandeirou para apoiar a multidão.

O policiamento discreto da Brigada nem teve que ser acionado, já que a massa humana foi impedida de sair em passeata pela cidade, o que produziu muito protesto e frustração.

Foi um excesso inaceitável de zêlo.

2 milhões vão para as ruas de SP contra Dilma, contra o PT e contra Lula

Datafolha assegura que foram 450 mil, ainda assim maior manifestação de todos os tempos, superando as Diretas Já e o maior dos eventos das jornadas de junho de 2013, segundo cálculos feitos e assinalados pelo próprio instituto de pesquisa.

É o número com o qual trabalham os organizadores. Caso isto se confirme, isto seria o dobro da maior manifestação da história de São Paulo, que foi a da melhor jornada dos eventos de julho de 2013.

A grande afluência de público confirmou as melhores expectativas dos organizadores.

Não foi por outra razão que as principais lideranças políticas, partidárias e da sociedade organizada resolveram concentra fogo em São Paulo.

Em todo o País o sucesso das concentrações e passeatas foi retumbante.

Provavelmente na expectativa de que seria assim, os líderes lulapetistas desistiram de medir força nas ruas.

A exceção foi Porto Alegre, mas o lulapetismo conseguiu emplacar poucos representantes na Redenção, num número calculado em algumas centenas, algo como 1% do que foi protestar contra Dilma, PT e Lula no Parcão.

Maior manifestação da história de Porto Alegre reuniu milhares de pessoas no Parcão

Os organizadores da grande manifestação de hoje a tarde em Porto Alegre - a maior de todos os tempos - usaram até drone para filmar e fotografar tudo.

A foto é das 16h30min.

140 mil pessoas estavam ali naquele momento.

A Brigada não quis fornecer números de pessoas presentes ao evento.

Cinco carros de som dividiram os manifestantes ao longo da avenida Goethe, tomada totalmente desde a rua 24 de Outubro até a rua Mostardeiro, ladeando o chamado Parcão, o Parque Moinhos de Vento.

Também o ,miolo do parque foi tomado completamente por milhares de portoalegrenses vestidos de verde e amarelo, portando cartazes e faixas com pedidos de apoio a Moro e de conclamação pelo impeachment de Dilma Roussef.

A Brigada Militar foi atendida no apelo para que os manifestantes não saíssem em passeata, o que prejudicou tremendamente a força dos protestos contra Dilma, o PT e Lula. Não houve um só incidente. Foi uma festa cívica inédita.

Fracasso retumbante no ato de apoio a Dilma em Porto Alegre

Apoio a Dilma reuniu 350 na Redençãp. Um fracasso retumbante dos liliputianas gaúchos.

Parcão, agora, sem espaço para respirar

Parcão, Pirto Alegre, neste momento, sem espaço para respirar,defronte o Habib's.
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