Dana para 15 dias para ajustar produção e não demitir agora

A Danam ex-Albarus, deu férias coletivas de 15 dias ao seu pessoal de Gravataí. Tudo começou ontem.  

Varejo debate com governo jornada mais flexível contra crise

Um grupo formado por quinze entidades de comércio e serviços discute com o governo a possibilidade de flexibilizar a jornada de trabalho no setor como uma forma de driblar a crise, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta segunda-feira. A ideia principal é instituir uma "cota flex" nas lojas, na qual os horários de trabalho correspondam com o movimento dos clientes.

Para os executivos do segmento, a legislação trabalhista, que estabelece 8 horas diárias e limites de duas extras por dia, foi feita para atender ao setor industrial, na década de 40, e precisa ser modernizada. "Com a jornada atual, o varejo tem quadro de funcionários maior do que precisa em alguns momentos e menor do que o necessário em outros", afirmou o consultor Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

Segundo as medidas que estão em discussão, trabalhadores de terceira idade, jovens e estudantes poderiam trabalhar, por exemplo, de quinta-feira a domingo, ou apenas duas vezes por semana, de acordo com a demanda do estabelecimento. "Ninguém quer retirar direitos do trabalhador. A ideia é permitir formas menos engessadas de contratações", afirma Adriana Flosi, vice-presidente da federação das associações comerciais de São Paulo (Facesp).

Os executivos do setor também citam exemplos no exterior para defender a viabilidade da medida. Na loja Victoria's Secret, em Nova York, há um cadastro de cerca de 200 vendedoras que são acionadas segundo a sua disponibilidade para o trabalho. No Walmart, também nos Estados Unidos, pessoas acima de 55 anos são chamadas para trabalharem como repositores de prateleira nos horários de menor fluxo de clientes, relatam os empresários. "São grupos, com jornadas móveis e muitos trabalham para complementar a renda", afirma Ivo Dall'Acqua Junior, vice-presidente da FecomercioSP.


As conversas com o governo se iniciaram em maio, e ganharam força com o cenário adverso enfrentado pelo setor: queda nas vendas e na receita e demissões em massa.

Artigo, David Coimbra, Zero Hora - Quem é a elite perversa de Lula

Lula acha que os governos do PT são criticados e que a popularidade de Dilma é de apenas 7% porque graças a ele, Lula, os pobres agora viajam de avião e comem em restaurantes.

Sério, ele pensa isso.

Sua frase, durante um discurso para 200 pessoas no ABC paulista, no fim de semana, foi a seguinte:

"Eu ando de saco cheio. Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa neste país".

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É estranho. Jurava que a elite amava Lula. Afinal, vejamos:

1. Nunca na história deste país, os banqueiros obtiveram tantos lucros como nos governos do PT;

2. A elite política, representada por Maluf, Sarney, Calheiros, Temer, entre outros, sempre esteve fechada com Lula. Um de seus aliados, Fernando Collor, inclusive, pôde montar uma linda coleção de carros de playboy durante as administrações petistas;

3. Empresários emergentes, como Eike Batista, emergiram de vez graças a generosos empréstimos do BNDES, mesmo que depois tenham submergido;

4. Há vários amigos próximos de Lula morando atualmente no Paraná, todos com sobrenomes famosos, como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Um deles até o apelidou, carinhosamente, de "Brahma".


Esses é que são a elite do Brasil. A elite do Brasil mora em tríplex, como Lula. Roda em Maseratis, como Collor. Tem contas na Suíça, como Odebrecht. Assalariados, como eu e a maioria dos meus amigos, não pertencemos à elite. Mas Lula quer dizer que sim. Quer dizer que eu, filho de professora primária e neto de sapateiro, que sustento minha família com meu salário, amigo de aposentados que ganham mil reais por mês, de funcionários públicos que pagam aluguel, de jornalistas que andam de ônibus, Lula quer dizer que eu e toda essa gente que sofre com o desconto do Imposto de Renda, com a falta de água e de luz a cada chuva, com as ruas esburacadas, com os assaltos, com a educação deficiente, com os hospitais lotados e com o preço do tomate, Lula quer dizer que nós somos da elite?

PR e SC ultrapassaram o RS nos financiamentos concedidos pelo BRDE

Embora com economia mais forte do que as do PR e SC, o RS ficou em último lugar nas contas de financiamento do primeiro semestre. O governo e a economia gaúchos crescem como o rabo do cavalo, ao contrário de catarinenses e paranaenses. E o viés vai de mal e pior. -

Os financiamentos contratados no BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) cresceram 56,7% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período do ano passado.

O valor total atingiu R$ 1,85 bilhão de janeiro a junho deste ano. Nos primeiros seis meses de 2014, o montante havia ficado em R$ 1,18 bilhão.

Mesmo com a crise, houve avanço na tomada de crédito entre todos os segmentos atendidos pela instituição.

A área agropecuária foi a responsável pela contratação de um terço do total, puxada sobretudo por cooperativas.

"A alta do dólar foi benéfica para as exportações de vários produtos, o que impulsionou os investimentos", afirma o presidente do BRDE, Neuto Fausto de Conto.

O receio em relação a uma nova escalada dos juros também fez com que empresas antecipassem os financiamentos. O banco opera com recursos de BNDES e Finep, entre outras instituições, além de caixa próprio.

R$ 954,8 milhões foram os financiamentos no Paraná no primeiro semestre
R$ 473,1 milhões foi o total contratado em Santa Catarina

R$ 422,1 milhões foi o montante no Rio Grande do Sul 

É falha da GVT ou ataque de hackers ao editor ?

A GVT voltou a prestar serviços de Internet ao editor as 11h50min, 2 horas depois de iniciado seu apagão. A GVT não se explica. 

O editor recebeu a mensagem abaixo sobre o que ocorre com a GVT e transcreve:

Existe uma empresa especialista em ataques hackers que descobriu este ataque sistemático que é feito no Brasil. Podes procurar no Google pelo texto do especialista  Karspersk, que descobriu que hackers fizeram um ataque massivo contra roteadores no Brasil, infectando milhões de roteadores das empresas operadoras. O texto em inglês é assim:

- Hackers make a silent attack on millions of routers of internet of Brasil. 

 Acabei de ler sobre o seu relato de falhas de conexão da operadora GVT.

Quero avisar que estas "falhas" não são problema de competência, nem de infraestrutura, mas um ataque feito contra todas as operadoras e pessoas específicas do Brasil.
    
O que está ocorrendo é um ataque sistemático por hackers contra pessoas públicas no Brasil consideradas de "direita" ou que defendam o sistema capitalista.
    
Os hackers se consideram anarquistas ou provocadores, mas já atacaram as conexões e internet do Lobão, do Felipe Moura, do Reinaldo Azevedo, até da Veja. As empresas de telefonia não admitem o fato para não admitirem sua fragilidade. As evidências acumuladas de "falhas" são grandes. São os mesmos hackers que atacaram o sistema bancário do Brasil em 2013 e os sites governamentais. Eles são um dos grupos da parte brasileira do grupo que se denomina Anonymous. 
of Brasil.

Raul Pont ignora o PT e critica o PMDB por se aliar ao PT

Nesta divertida mas ao mesmo tempo reveladora e patética entrevista para a repórter Livia Araújo, intitulada "Para Raul Pont, PMDB já deveria ter rompido com governo", o ex-prefeito de Porto Alegre, ex-deputado e líder inconteste dos xiitas do PT do RS, a DS, fração neotrotskista anti-diluviana, chega ao extremo de reclamar que o PMDB rompa com o seu Partido e não o contrário, o que seria o normal.

Afinal, ensina o líder neotrotskista petista, o PMDB deveria ter coerência programática, esquecendo que este tipo de lição deveria ser aplicado pelo seu próprio Partido, que foi quem buscou e mantém a aliança, até porque sem ela já estaria apeado do governo. Raul Pont, incomodado com a podridão do PT, a exemplo do que já fazem companheiros eus como Tarso e Olívio, tenta escapar da contaminação e anuncia adesão á tese de uma Frente Ampla de Esquerda, na qual a sigla, suas consignas e lideranças nacionais, desapareceriam no conjunto de forças aliadas como PSOL ou PSTU.

Leia a íntegra da entrevista publicada pelo Jornal do Comércio.

Faça um esforço e vá até o final. Afinal de contas, Raul Pont 

Afastado de cargos eletivos desde o início de 2015 - no ano passado, não quis tentar a reeleição para a Assembleia Legislativa - o ex-deputado Raul Pont (PT) está "um pouco mais livre de horário, mas não de trabalho". Dedicado atualmente à articulação interna das executivas estadual e nacional da legenda, Pont vê-se às voltas com a discordância do PT gaúcho em relação à atual política econômica do governo Dilma Rousseff (PT), questionando também as alianças com partidos que vem dificultando as relações entre os poderes Executivo e Legislativo.

Nesse aspecto, critica especialmente a postura do PMDB, defendendo que o principal aliado do PT no governo federal, "por coerência programática, já deveria rompido" a aliança. Pont cita o comportamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - que formalizou sua oposição ao governo -, observando que, se Cunha não fala pelo PMDB, é justo que seja cobrado dele "um mínimo de disciplina partidária em relação ao cargo que ele ocupa". O petista faz coro ao ex-senador Pedro Simon (PMDB), para quem o parlamentar deveria ser afastado do comando da Câmara para responder às acusações que sofreu no âmbito da Operação Lava Jato.
Sobre as eleições municipais de 2016, Pont defende a consolidação de uma frente ampla de esquerda. "É possível construir um campo de alianças que não seja tão esquizofrênico quanto o que a gente tem hoje."

Jornal do Comércio - Como o senhor avalia a política de alianças do governo federal? Em nome da governabilidade, não se concedeu demais, a ponto de perder a governabilidade?

Pont - Acho que sim. Esse debate não é novo, pois com a vitória do presidente Lula (PT) em 2002, e para garantir aquela oportunidade, elegemos 91 deputados (federais). Não chegamos nem a ter 20% do Parlamento. Hoje, temos 12% ou 13% da Câmara Federal. Isso mostra a contradição entre um sistema eleitoral que permite que você eleja a presidente da República e não lhe dê nenhuma governabilidade pelo processo eletivo. Essa é a prova mais cabal de que o sistema eleitoral que temos é completamente esquizofrênico, pois não dá governabilidade a quem governa, que é o poder Executivo. É um conflito para o qual precisamos ter uma saída.

JC - Existe o flerte do PMDB com uma possível ruptura?

Pont - Bem, mas o PMDB faz isso mesmo ou é só uma ameaça? Por coerência programática, ele já deveria ter rompido. Se não concorda, como foi feito esse acordo? Se é construída uma aliança que teoricamente tem um programa, os partidos que compõem isso deveriam ter o mínimo de fidelidade com esse programa. Mas não é isso o que ocorre, porque o partido não tem lealdade com o seu interior, não tem uma direção nacional que funcione efetivamente como tal, é uma federação de interesses regionais.

JC - Mas havendo essa ruptura, não se agravaria o quadro de instabilidade política?

Pont - Se houvesse ruptura, complicaria ainda mais a relação do governo com o Parlamento. Mas me fio nas declarações do vice-presidente Michel Temer (PMDB) de que a posição do Cunha é pessoal. Tenho ouvido declarações de quadros como Pedro Simon, que acha que ele deveria ser afastado para que responda às acusações presentes na delação. E se ele não fala pelo partido, é justo que o PMDB cobre dele um mínimo de disciplina partidária em relação ao cargo que ocupa. No Rio de Janeiro, nosso apoio ao prefeito e o compromisso com o governo (ambos do PMDB) pode nos prejudicar. Pagaremos um preço, mas não nos colocamos em oposição. Queremos a mesma reciprocidade em relação ao Cunha. Mas, a longo prazo, isso nos obrigará a repensar essa política de alianças, pois os desgastes são maiores que os ganhos.

JC - Nesse contexto, a retomada de uma discussão sobre parlamentarismo é legítima?

Pont - Legítima, é. Só não pode ser casuística, não pode servir, como já ocorreu no Brasil na derrubada do Jango (ex-presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar em 1964). Eu simpatizo com o parlamentarismo. Se não fosse essa conjuntura, diria que a discussão é legítima. Só que esse parlamentarismo que o Cunha está defendendo agora é casuístico, ele só sobrevive com esse voto nominal, fisiológico. O parlamentarismo pressupõe um sistema partidário muito sólido. E que não combina com 30 e tantos partidos como há no Brasil.

JC - Em relação às discussões sobre um processo de impeachment contra a presidente, o senhor acredita na tese de quadros do PT que falam em golpismo?

Pont - Acho que sim. O noticiário que reproduziu os debates e o discurso da última convenção do PSDB atestam isto. Vários dos principais dirigentes, como o (José) Serra, Aécio (Neves) e o Fernando Henrique Cardoso, tinham discursos claramente golpistas, em cima de uma crise econômica que não é terminal, nem grave. A maioria dos países europeus tem relação dívida/PIB maior que a nossa. O que temos é uma crise política seríssima, dada por essa esquizofrenia que avançou enormemente nos poderes Executivo e Legislativo. Não foram poucas as pessoas do PT que resistiam a que tivéssemos de construir uma governabilidade clássica, do presidencialismo de coalizão brasileiro.

JC - Com a "Carta de Porto Alegre", após o 5º congresso do Partido dos Trabalhadores, como o PT gaúcho se posiciona em relação às políticas do governo federal e à sigla?

Pont - É evidente que o partido apoia o governo, fez campanha e elegeu a Dilma. Esta política que vem sendo dirigida pelo ministro (da Fazenda, Joaquim) Levy, no sentido de corte orçamentário e elevação da taxa de juros como elemento para combater inflação, a austeridade no gasto público, enfim, não combinam com o nosso programa e não é o que dissemos que faríamos na campanha (presidencial). Por isso, aqui no Rio Grande do Sul, a maioria dos deputados estaduais e federais têm tido uma postura muito crítica. 

JC - É isso que motiva o PT gaúcho a tentar realizar um novo congresso em nível nacional?

Pont - É que o congresso, para nós, foi um pouco frustrante. O campo majoritário dentro do partido tinha um certo controle sobre os delegados, que estavam lá mais para seguir orientações e menos para o debate. Aqui, o debate foi tão proveitoso que tiramos um conjunto de posições que não eram mais do campo majoritário ou minoritário. Aprovamos uma série de posições que foram levadas ao congresso. Mas a maioria acabou saindo pela tangente para não tomar posição. O tema aprovado no final faz uma avaliação crítica da política econômica, mas de uma forma muito tênue. Não confronta nem dá uma orientação firme.

JC - O que faltou discutir de forma mais contundente?

Pont - O governo está mantendo um conjunto de políticas sociais. O salário-mínimo vai continuar crescendo conforme a regra anterior. O problema é que, se o crescimento é muito baixo, a regra do mínimo fica inalterada, corrigindo praticamente só a inflação. Essa não é uma política de garantir recursos para que as empresas públicas tenham acesso a crédito e financiamento para poder alavancar necessidades de infraestrutura e logística. Não acreditamos que essa política de concessões que o governo está fazendo tenha respostas dos investidores. Não adianta dizer que somos favoráveis às PPPs (parcerias público-privadas), porque, para aquelas de que o País necessita, não há parceiros. Os parceiros querem a coisa pronta e com uma perspectiva de lucro muito alta e imediata. Com uma taxa de juros de 14%, quem é que vai fazer investimento produtivo?

JC - A conjuntura adversa enfraqueceu o PT? O ex-presidente Lula usou expressões como "volume morto" para definir a situação da sigla.

Pont - É uma figura de linguagem usada pelo Lula. Não foi feliz, mas acho que isso foi bastante explorado pelos meios de comunicação, já que a expressão "volume morto" nasceu com a crise do sistema dos reservatórios de São Paulo, portanto é uma má imagem. Acho que o partido vem sendo acusado de não ter respostas suficientemente rápidas ou não assumir o protagonismo devido. Mas há coisas pelas quais a sigla é responsabilizada injustamente. Reconheço que haja um desgaste, mas discordo que não haja recuperação e que teríamos de construir outras alternativas partidárias. A nossa luta para mudarmos a orientação do governo é por acreditarmos nele e no partido.

JC - Levando em conta os fatos mais recentes de nossa política, como o senhor vê a democracia hoje?

Pont - O processo democrático brasileiro corre sérios riscos. Da Constituinte para cá, esperávamos construir um sistema melhor e mais sólido, mas isso não aconteceu. A solidez e a estabilidade dos países democraticamente mais estáveis é dada pelos sistemas partidários. O sistema eleitoral no Brasil é exatamente o oposto, faz de tudo para enfraquecer o partido e fortalecer o indivíduo. A cada eleição, mais que dobram os recursos privados para o financiamento de candidaturas, tornando o Parlamento cada vez menos legítimo. O debate foi transformado em um processo de controle do poder econômico, fisiológico. Atualmente, é comum as pessoas falarem em bancada do agronegócio, dos bancos, das igrejas. Vivemos uma situação duríssima, na democracia brasileira, pela sua desqualificação.

JC - O debate sobre privatizações no Rio Grande do Sul durante o governo de Antônio Britto (PMDB, 1995-1998) voltou na gestão José Ivo Sartori (PMDB). Qual é a sua avaliação?

Pont - É uma péssima saída. Se o governo quer enfrentar mesmo um déficit, tem de ter uma política de crescimento. Não tem como sair da crise sem crescer. Os aumentos de tributos têm de ser seletivos. Sou a favor dos impostos sobre heranças e doações de grandes fortunas. No Estado, criar um fundo complementar, junto ao fundo que o Tarso (Genro, PT) já criou e que já está acumulando para sustentação futura do regime próprio dos funcionários. Claro que nenhuma coisa dessas vai resolver imediatamente o problema, mas isto é política de Estado, de longo prazo.

JC - Como está sua vida sem exercer um cargo eletivo?

Pont - Um pouco mais livre de horário, mas não de trabalho. Eu tenho me dedicado ao partido. Então, tem muita reunião no Interior, acompanhamento de prefeituras, formação de políticos e da juventude. A gente também vê como está a preparação para o ano que vem, quem vai ser o candidato. Claro que a gente não substitui o município, mas vai lá e dá nossa opinião.

JC - Nas eleições de 2016 em Porto Alegre, que quadro o senhor enxerga como candidato a prefeito? O PT vai ter candidatura própria?

Pont - Estamos procurando recompor uma frente de esquerda. Nós não podemos ser o fiel da balança, e nem temos aqui nenhuma bula papal para dizer quem é esquerda e quem é direita. O PSB apoiou o Aécio no segundo turno. Achamos isso um equívoco. Queremos diálogo com socialistas, com o PCdoB, que é um parceiro mais sólido e está no governo conosco. O melhor que deveríamos fazer é ter uma política de construção de um campo de alianças mais à esquerda, que não seja tão esquizofrênico quanto o que a gente tem hoje.

JC - Independentemente de que partido venha o candidato?

Pont - Isto é um objetivo estratégico para nós, que não é só para as eleições. O PT não é o único partido da esquerda, mas por sermos o maior, temos mais responsabilidade em querer algo mais duradouro. Achamos que é possível construir um processo de identidade programática nesse campo. Como há dois turnos, se não houver condições, já poderíamos anunciar ao eleitor uma identidade programática. Já no primeiro turno diríamos que, com tais partidos, temos afinidade e esperamos reciprocidade. Mas não podemos fazer isso por imposição ou artificialismo. O Tarso foi ao Rio de Janeiro para falar com o (Roberto) Amaral (PSB), com o Marcelo Freixo, do P-Sol (para configurar uma frente de esquerda). Essa é uma tarefa à qual estamos dando muita importância e queremos sinalizar, do Rio Grande do Sul para os demais estados, que o PT deve fazer isso.

Perfil


Raul Jorge Anglada Pont nasceu em Uruguaiana em 1944. Iniciou a trajetória política durante o curso de Ciências Econômicas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Perseguido na ditadura militar, foi torturado e preso. Mudou-se para São Paulo. Nos anos 1970, retornou ao Estado. Em 1980, participou da fundação do PT e assumiu como membro do diretório nacional. Em 1986, foi eleito deputado estadual constituinte. Em 1990, conquistou uma vaga como deputado federal. Dois anos depois, foi eleito vice-prefeito de Porto Alegre, na chapa encabeçada por Tarso Genro (PT). Em 1996, foi eleito prefeito da Capital. Em 2003, retornou à Assembleia Legislativa. Em 2004, foi novamente candidato à prefeitura da Capital, derrotado, no segundo turno, por José Fogaça (à época, do PPS) - encerrando a hegemonia petista de 16 anos. Foi reeleito para a Assembleia em 2006 e 2010. Com o fim do seu mandato neste ano, passou a atuar exclusivamente em atividades do PT

Artigo, blog de Ricardo Noblat - Acabou o sonho

Foi brincando em uma poça de água suja da favela de Manguinhos, Zona Norte do Rio, que ele ganhou notoriedade e entrou para os anais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das joias da coroa dos governos Lula e Dilma.
Desde o último dia três, o corpo de Christiano jaz em uma cova rasa no Cemitério de Inhaúma.
A história de Christiano tem lugar garantido na memória da maioria dos 37 mil habitantes de Manguinhos, um lugar miserável controlado pelo Comando Vermelho, facção criminosa que explora o tráfico de drogas.
Entre os oito anos de idade quando foi catapultado para o estrelato, e os 15 quando morreu cheirando crack, Christiano subiu ao céu e desceu ao inferno sem compreender direito o que lhe acontecia.
Com ele ascendeu e agora começa a descer uma humanidade resgatada da miséria para o consumo de bens supérfluos que jamais haviam estado ao seu alcance.
Bens que poderiam ter sido trocados por outros essenciais e duradouros como educação, saúde, segurança e transporte coletivo, por exemplo.
Mas quiseram os donos do poder político do país que não fosse assim. Afinal, gente alimentada e instruída costuma ser mais exigente.
Christiano deixou de ser um menino igual aos outros de Manguinhos quando Lula, às vésperas de viajar ao Rio para o lançamento de obras do PAC em favelas, viu uma foto dele na capa do jornal carioca “Extra”.
Sorridente, Christiano fingia nadar num vazamento de água no meio de uma rua. Era uma das poucas diversões a que tinha direito por ali. Lula então teve uma ideia. E ordenou a assessores que localizassem o menino.
No dia 7 de março de 2008, Christiano foi a principal estrela do comício que reuniu no Complexo do Alemão o presidente da República, ministros de Estado – entre eles, a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff -, governador, prefeito e demais autoridades civis, militares e eclesiásticas. 
Na ocasião, Lula anunciou que Manguinhos ganharia uma piscina para que Christiano e meninos de sua idade pudessem nadar. Foi delirantemente aplaudido.
Ao se despedir de Lula naquele dia, Christiano descobriu que seu nome mudara. As pessoas passaram a chama-lo de Lulinha.
Simpático, gentil, caiu no gosto da comunidade. Passou a ser paparicado por todos. E ele gostou disso.
Um clube de classe alta da Barra da Tijuca chegou a conferir-lhe o direito de livre acesso às suas instalações para que aprendesse a nadar. Não deu certo. Faltou dinheiro para o transporte de Christiano.
Abandonada ainda jovem pelo marido, Dona Bianca Pereira, 35 anos, sempre deu duro como faxineira para sustentar Christiano e as filhas Sthepannie, 14 anos, e Milhena, 12 anos. Sthepannie está grávida de seis meses.
No que pode, dona Bianca tentou satisfazer as vontades deles. Do mais velho de preferência. “Dei de um tudo a Christiano para que ele não se metesse com drogas”, conta dona Bianca. “Até roupa e tênis de marca eu dei”.
Deu também à família uma televisão de tela plana e um computador.
Promovida à mãe de Lulinha, recebeu do governo um apartamento de dois quartos. E viu com orgulho o filho, alçado pela propaganda oficial à condição de redentor das favelas, encontrar-se com Lula pela segunda vez.
Foi na entrega, em maio de 2009, de 20% das obras do PAC em Manguinhos. Quantas pessoas desfrutaram o mesmo privilégio?
De calção de banho, touca e óculos especial providenciados pelo cerimonial da presidência da República, Christiano inaugurou a piscina prometida por Lula. Foi a última vez que nadou ali.
A piscina fica dentro de uma escola que ele, por ser fraco nos estudos, não pode frequentar. Desde então, dona Bianca sentiu que seu filho, aos poucos, foi murchando. Não quer acreditar que o perdeu para o tráfico.

Christiano morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento da favela onde está afixado um gigantesco retrato dele como menino símbolo do PAC.

Estado Islâmico executa gays jogando-os dos altos dos prédios.

Só em 2015, grupo diz ter executado 23 homossexuais em áreas sob seu controle na Síria e no Iraque.

A informação é da BBC. A foto ao lado também é da BBC.

Aqueles que sobrevivem ao martírio são apedrejados em praça pública, sob aplausos das multidões que acompanham o evento. Veja o vídeo.

Só neste ano, o 'EI' diz ter morto 23 gays em áreas controladas pelo grupo na Síria e no Iraque.
Taim, um estudante de Medicina de 24 anos, contou à BBC como escapou desse destino numa fuga do Iraque ao Líbano.

"Na nossa sociedade (iraquiana), ser gay é igual a uma sentença de morte. Quando o 'EI' mata gays, muitos ficam felizes porque pensam que somos doentes.


Dólar já beira os R$ 3,40

A Bolsa de Xangai ca´pia 8,5% as 11h.

O dólar opera em alta nesta segunda-feira, em meio a preocupações com a situação fiscal do Brasil, as crises econômica e política, além da  nova queda da bolsa chinesa.

Perto das 10h50, ainda há pouco, a moeda norte-americana tinha alta de 0,3%, a R$ 3,3571 na venda. Veja cotação.

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta, após ultrapassar a barreira dos R$ 3,35, ainda refletindo preocupações com os riscos ao grau de investimento brasileiro.

A moeda norte-americana, pressionada por preocupações com as condições fiscais do Brasil, subiu 1,55%, cotada a R$ 3,3470 na venda.Foi o maior patamar de fechamento desde 31 de março de 2003, quando ficou em R$ 3,355. Na semana passada, o dólar subiu 4,79%. No mês e no ano, há alta acumulada de 7,66% e 25,89%, respectivamente.

GVT piora de novo na Internet

Mais uma vez a GVT claudica com seus serviços de Web. Os maus serviços da tele pioraram dramaticamente depois que foi absorvida pela Telefonica.

O editor está sem os serviços desde as 10h.

Só o salva a Claro e seus serviços reduntantes de wireless no notebook, iPad (Claro) e iPhone (Telefonica).

Governo e aliados aumentam pressões sobre o Tribunal de Contas da União

O governo Dilma Rousef e seus aliados ampliaram formidavelmente a gama de pressões que exercem sobre o Tribunal de Contas da União. É tudo temor de rejeição das contas da presidente, caso que poderia levar ao impeachment.

Nesta quinta, os governadores amigos serão chamados a Brasília para ouvir apelos e pressões, tudo destinado a mudar os votos dos ministros do tribunal.

Além das denúncias contra o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, cada dia mais radicais e ferozes, os governistas tentam criar constrangimentos para os demais ministros.

A nota a seguir é desta manhã e revela o grau de desespero do governo:

O ex-tesoureiro da prefeitura de Campina Grande (PB) Rennan Farias afirma em entrevista ao jornalFolha de S. Paulo que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo (PMDB-PB) recebeu dinheiro desviado de obras da administração municipal em 2010, durante a campanha para o Senado. Farias diz que ele mesmo fez as entregas "diretamente no apartamento" de Vital, no bairro da Prata, em Campina Grande. "Eu deixava lá o pacote, depois ele fazia toda a repartição e resolvia seus problemas de campanha", disse ao jornal o ex-tesoureiro. O peemedebista, eleito senador naquele ano, será um dos nove ministros que vai analisar as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff.

CLIQUE AQUI para ler comentário de Reinaldo Azevedo sobre as pressões em cima dos ministros. Três dos nove votos são alvo de denúncias infamantes e ferozes por parte dos governistas. 

Opinião do leitor - Sartori fez bem em ir à Festa da Colônia

O editor recebeu há pouco o e-mail a seguir de Floriano Molon, criador da Festa da Colônia de Otávio Rocha. Ele não gostou da nota veiculada ontem neste espaço e cujo objetivo foi o de fazer crítica bem humorada à agenda do governador em plena crise fiscal. O editor é de região de colonização alemã, é filho e neto de colonos, e comemorou o Dia do Colono durante toda a sua infância e juventude.

Bom dia: sou seu leitor diário, e como criador da Festa da Colônia de Otávio Rocha, e presidente do evento, por dezenas de anos,  fiquei muito triste com o seus comentário, inclusive escrevendo que transcrevia tudo e não foi o caso, abaixo está a notícia completa. Uma das festas mais antigas do Estado, que homenageia os imigrantes, tanto alemães, como italianos e outras etnias, foi relegada a festim de fundo de quintal. Lá estiveram ao longo desses anos vários governadores, que vieram homenagear os imigrantes, colonos e motoristas, em tempos bons ou ruins. O Governador sabe muito bem o que os gringos pensam: Favorecer a poupança e só GASTAR naquilo que dá para pagar!  
Floriano Molon

Marchezan Júnior intervem no PSDB de Porto Alegre

O interventor federal e deputado Marchezan Júnior, decretou intervenção no diretório do PSDB de Porto Alegre.

Há apenas dois meses, o deputado perdeu a disputa local e com isto abalou suas chances de sair candidato a prefeito da Capital.

Agora é ele quem manda no Partido.

O PSDB passa por crise sem precedentes no RS.

RS receberá, amanhã, novos investimentos industriais (R$ 50 milhões)

O governo estadual confirmou pasra amanhã a assinastura de três protocolos de intenções com empresas interessadas em investir no RS.

Os investimentos totais são calculados em R$ 50 milhões.

Virão a Multplast, Osório; a Provento m(módulos fotovoltaicos), Rio Grande, e a Rail Investment (dormentos metálicos de trem), Cacequi.

Contas do governo Tarso: TCE contrariará de novo Da Camino ?

Será nesta quarta-feira o julgamento das contas de 2014 do governo Tarso Genro. O procurador Geraldo Da Camino já costurou seu parecer contrário à aprovação.

Durante todos os anos do governo Yeda e do governo Tarso, Da Camino apresentou pareceres contrários, mas foi desautorizado pelo pleno do TCE.

Padilha atrai prefeito socialista de Rosário do Sul

O ministro Eliseu Padilha atraiu para o PMDB o prefeito socialista de Rosário do Sul, Luiz Henrique Antoniello.

Ele virá acompanhado por 200 socialistas da região.

Monadora chinesa Yunlihong desistiu do RS

A montadora chinesa Yunlihong desistiu de implantar a fábrica de caminhões que o governador Tarso Genro chegou a anunciar para Camaquã.

Encorajado pelo exemplo do dono da UTC, o homem que conhece os segredos de Lula vai falar

A revista Veja, que na sua edição deste final de semana revelou que Leo Pinheiro vai falar, foi encorajado pelo exemplo da delação feita pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC. Ele encorajou o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro a oferecer-se para negociar um acordo semelhante com o Ministério Público. Pinheiro e Pessoa são amigos. Estudaram juntos e trabalharam no mesmo período na construtrora Odebrecht. Em maio, Pessoa tornou-se o 16º delator da Lava Jato.

Leia mais:

Apontado pelos investigadores como o chefe do grupo que durante a última década operou o maior esquema de desvio de dinheiro público da história do país, o dono da UTC revelou, entre outras coisas, ter sido pressionado por Edinho Silva a dar 7,5 milhões de reais à campanha de reeleição de Dilma Rousseff. Ele entregou à Justiça dezenas de planilhas com movimentações financeiras, manuscritos de reuniões e agendas que fazem do seu acordo de delação um dos mais contundentes e importantes da Operação Lava Jato.


Agora, seu amigo Léo Pinheiro decidiu fazer o mesmo. 

Como revelou reportagem de VEJA desta semana, o executivo da OAS, atualmente em prisão domiciliar, está disposto a fornecer à Justiça provas de que o ex-presidente Lula sabia do esquema de corrupção na Petrobras e se beneficiou dele. As tratativas para o acordo de delação estão sendo feitas na Procuradoria Geral da República em Brasília porque as revelações do executivo incluem, além do ex-presidente, políticos detentores de foro privilegiado.

Falta de segurança produz linchamento de ladrão em Viamão

O virtual colapso dos serviços de segurança pública no RS acabaram produzindo, ontem, o que já se esperava: um homem foi agredido por moradores após um assalto, na noite deste domingo, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. 

O povo começa a se defender como pode.

A vítima, entre 40 e 50 anos, e um comparsa teriam cometido um roubo a um casal no centro da cidade. Cerca de 15 pessoas que estavam no local abordaram um dos bandidos e o espancaram até a morte. 


Pouco depois do linchamento, o outro  homem foi detido pela polícia. .

Semana será de sol, céu azul e temperatura alta no RS

As projeções para os próximos dias no Estado são de um longo período de sol e calor, que se estenderá até o começo de agosto. Isso ocorrerá, segundo a MetSul Meteorologia, devido a um sistema de bloqueio atmosférico, que concentrará chuvas no Centro da Argentina e Uruguai. 

A manhã, no entanto, abriu com forte cerração em Porto Alegre (8h03min), embora prenunciando tempo bom, porque franjas de céu azul já aparecem. Domingo foi dia de céu fechado na Capital. 

Conforme a MetSul, nesta semana  haverá vários dias com temperaturas perto ou mesmo acima dos 30°C na região de Porto Alegre e em cidades do interior. 


Em Porto Alegre, as temperaturas variarão entre 12°C e 21°C. No Estado, a mínima e a máxima prevista ocorrerá em Santa Rosa: 6°C e 24°C. 
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