Entrevista, Gustavo Schiffino, CDL - Consumidores e empresários reduziram seu índice de confiança na economia

ENTREVISTA
Gustavo Schiffino, presidente da CDL de Porto Alegre

O Dia dos Namorados ajudou as vendas do varejo em junho ?
Com certeza, mas os números não se comparam aos do ano passado. A conjuntura é de turbulência para nós.

O consumidor compra menos ?
Com certeza, mas pior ainda são os indicadores que demosntram seu baixo índice de confiança na economia.

Não é o caso dos empresários.
É, sim. Também agora, nós estamos menos confiantes.

As liquidações vão ajudar ?
Pois achei que teríamos muitas liquidações depois do Dia dos Namorados, o que sempre ocorre, mas isto não aconteceu.

Muita gente me diz que o varejo reduz os preços para vender.
Não é fato. O que acontece é que há substituição de produtos por marcas mais baratas, o que é diferente. Não dá para perder margem mais do que já perdemos.

Dilma queria provas ? Pois aqui vai uma, com Ricardo Pessoa, UTC

Nos Estados Unidos, ontem, valentona, dona Dilma Roussef espinafrou Rciardo Pessoa, o dono da UTC, e aproveitou para falar mais uma vez sobre o que não entende, comparando as cruéis delações arrancadas mediante tortura da ditadura militar com o instituto legal da delação premiada instituída para a defesa do estado democrático de direito.

A presidente exigiu provas, alegando que nunca recebeu ou falou com o empreiteiro. 

Ao lado, vai uma das provas. 

Eles estão juntos, acompanhados de Marcelo Odebrecht, no lançamento da pedra fundamental do estaleiro Enseada do Paraguaçu, em 13 de julho de 2012, na Bahia. Pessoa é o terceiro da direita para a esquerda.

Marcos Coester diz que existe muito espaço para os gaúchos no novo Plano de Negócios da Petrobrás

Marcus Coester, o homem do Óleo & Gás da Fiergs, disse esta tarde ao editor que os cortes anunciados ontem pela Petrobrás não pioram e nem melhoram o estado atual do Pólo Naval de Rio Grande.

O que já está contratado, será mantido, e o que ainda não foi, dificilmente sê-lo-á.

Marcus Coester alerta para o tamanho do que ainda ficou dos investimentos previstos pela estatal para o período 2015-2019.

- São R$ 130 bilhões. Isto é dinheiro em qualquer lugar do mundo. Equivale a instalação de 130 montadoras de automóveis. 

No valor, existe muito espaço para os gaúchos.

Só a renúncia salvará dr. Basségio da cassação

Só um milagre salvará o deputado dr. Basségio de uma cassação, hoje, no final da tarde, na Comissão de Ética da Assembléia.

Na Assembléia, não existe milagre.

Se o deputado quiser preservar seus direitos políticos, deveria renunciar antes da cassação.

O corregedor, deputado Marlon Santos, dará mais ênfase à contratação de funcionário-fantasma por parte do colega, até porque hoube confissão explícita, mas não aliviará a mão no seu relatório.

A reunião será as 18h.

Joaquim Barbosa critica 'investida política' de Dilma contra delação: "A delação é exigência da lei"

Ex-presidente do STF falou sobre declarações da petista, que disse 'não respeitar delator' e comparou delação premiada à tortura. Ele acha que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao atacar a lei e, portanto, quem a aplica, no caso o Judiciário. 

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa comentou na madrugada desta terça-feira as declarações da presidente Dilma Rousseff, em Washington, sobre o depoimento demolidor do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, segundo quem a campanha da petista foi abastecida com dinheiro desviado de contratos da Petrobras.

O que ele escreveu no seu Facebook:

Há algo profundamente errado na nossa vida pública. Nunca vi um Chefe de Estado tão mal assessorado como a nossa atual Presidente. A assessoria da Presidente deveria ter lhe informado o significado da expressão 'law enforcement': cumprimento e aplicação rigorosa das leis. Zelar pelo respeito e cumprimento das leis do país: esta é uma das mais importantes missões constitucionais de um presidente da República!
Nossa Constituição outorga ao presidente a prerrogativa de vetar um projeto ou de impugnar uma lei perante o STF por inconstitucionalidade. Porém a Constituição não autoriza o presidente a "investir politicamente" contra as leis vigentes, minando-lhe as bases. Caberia à assessoria informar a Presidente que atentar contra o bom funcionamento do Poder Judiciário é crime de responsabilidade!
"Colaboração" ou "delação" premiada é um instituto penal-processual previsto em lei no Brasil! Lei!!

Questionada sobre as declarações de Pessoa, trazidas à luz por VEJA, Dilma proferiu a seguinte declaração: "Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora". Depois, a presidente recorreu aos livros de História. "Há um personagem que a gente não gosta, porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. E ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. Eu não respeito delator", afirmou, mencionando o homem que traiu os inconfidentes em Minas Gerais.

Saiba, aqui, quais os segredos do governador Raimundo Colombo para manter salários em dia e antecipar o 13o

A seguir, entrevista do governador Raimundo Colombo, Santa Catarinas, para o Grupo RBS, com destaque no Bom Dia SC desta terça-feira. Colombo também concedeu entrevistas na segunda para o Grupo SCC e para o Grupo RIC, que exibe a Record em Santa Catarina. 

Vale a pena examinar o video  para conhecer um pouco mais sobre a gestão catarinense e qual o segredo para a manutenção dos salários em dia, mais o luxo de antecipar 50% do pagamento do 13o salário, conforme o governador anunciou ontem.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir. 



RS não exportava carne há 15 anos para os Estados Unidos

O deputado Jerônimo Goergen, PP do RS,  avisou ao editor que a abertura de mercado norte-americano chegam num momento de retração econômica e aumento de impostos. -


O coordenador institucional da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Jerônimo Goergen está festejandoa abertura do mercado norte-americano para a carne in natura do Brasil. Eis o que ele mandou dizer ao editor nesta terça-feira de manhã:

-  A decisão é histórica e pode colocar a agroindústria nacional em outro patamar. Somente o agronegócio nacional poderia gerar uma notícia tão positiva num momento político e econômico negativo, de retração e aumento de impostos.

A abertura do mercado americano favorece 95% da agroindústria exportadora brasileira e caberá aos estados se habilitarem para a venda da carne in natura. 

O deputado gaúcho faz esta análise sobre os ganhos dos produtores:

- Para se ter uma ideia do peso que esta decisão representa, os Estados Unidos não importavam nosso produto há 15 anos. É preciso fazer uma saudação especial aos profissionais de defesa agropecuária, agentes que não medem esforços para elevar nosso status sanitário. A sanidade animal representa hoje a principal barreira comercial entre os países.


Pelo menos 14 estados brasileiros estarão aptos a vender carne in natura para os Estados Unidos. 

As regras demoram 60 dias para vigorarem, após a publicação no diário oficial norte-americano. “Temos que fazer uma força-tarefa entre indústria e governos para alinhar todas as exigências burocráticas e começar os embarques”, finalizou o parlamentar.   

Cortes na Petrobrás afetarão, sim, radicalmente, o Pólo Naval de Rio Grande

O repórter Rafael Vigna escreve hoje no Jornal do Comércio que o corte de investimentos da Petrobras não surpreendeu os representantes de entidades ligadas à indústria naval do Rio Grande do Sul, porque a redução dos aportes deve comprometer as novas encomendas, mas em pouco mudará o atual cenários dos estaleiros da QGI e Ecovix, em Rio Grande, e do Grupo EBR, em São José do Norte. Hoje em dia, o setor, que já empregou mais de 23 mil pessoas no Estado, na produção de seis plataformas, em 7 anos, conta apenas com 8 mil trabalhadores. No entanto, outras nove encomendas (duas delas com contratos ainda em discussão) somam investimentos iniciais já contratados no valor de US$ 7,55 bilhões.

O retrato é otimista demais para as circunstâncias, por pelo menos duas razões: 1) Os pesados cortes de investimentos anunciados pela Petrobrás, afetarão, sim, novas contratações. 2) Até agora a Petyrobrás não deixou claro o que fará com as plataformas encomendadas à QGI.

Ao contrário do que sugere a reportagem, os cortes da Petrobrás afetarão, sim, radicalmente, o Pólo Naval de Rio Grande, que terá sobrevida, é certo, escapando desta forma do triste destino do falido Pólo Naval do Jacuí, uma das invencionices do governo Tarso Genro. 

O leitor deve ler a reportagem a seguir de Rafael Vigna com óculos bem azeitados e espírito crítico:

Os projetos atuais serão responsáveis, na avaliação de dirigentes do setor, pela manutenção das atividades em Rio Grande e São José do Norte por pelo menos mais três anos - período que pode coincidir com a retomada do fôlego da Petrobras. Essa é a opinião do vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval (Sinaval), Eduardo Krause. "Ninguém pode dizer que essa situação não era esperada. Por outro lado, quem se preparou vai enfrentar melhor a crise, que não será tão longa. No caso específico de Rio Grande e São José do Norte, é claro que será sentido, principalmente no que tange à mão de obra. Mas o importante é que temos contratos em execução, diferentemente do que ocorreu em outras duas crises", defende.

A visão é compartilhada pelo coordenador do Comitê de Competitividade em Petróleo e Gás da Fiergs, Marcus Coester. "O anúncio fica bastante dentro do que se esperava. A novidade é, justamente, a reestruturação da Petrobras. Que haveria cortes de investimentos e vendas de ativos, isso já era esperado. No que se refere ao Rio Grande do Sul, o foco central da empresa na exploração e produção, mesmo que com cortes, manterá ativa toda a lógica do processo e de uma rica cadeia produtiva já instalada no Estado", afirma.


Neste contexto, no município de São José do Norte, a EBR já teve, pelo menos, oito descargas de barcaças para iniciar a construção dos módulos da P-74, orçada, inicialmente, em US$ 750 milhões. Aproximadamente 1,5 mil trabalhadores estão em atividade enquanto aguardam a chegada do navio casco da P-74, prevista para a segunda metade do próximo ano.

84,7% da população desaprova o governo Richa, diz Instituto Paraná Pesquisas

O governador Beto Richa enfrenta problemas parecidos com os de Dilma Roussef no Paraná, porque pelo menos 84,7% da população desaprova completamente seu governo.

Os dados acabam de desembarcar nesta páginas, enviados pelo Instituto Paraná Pesquisas.

Acompanhe:

Aprovação
Aprova, 13%
Desaprova, 84,7%
Não sabe ou não respondeu, 2,3%

Avaliação
Está melhor do que esperavas, 3,1%
Está pior, 80,7%
Igual, 15,3%
Não sabe ou não respondeu, 0,8%

Governo adia por um ano regulamentação de free shops nas cidades de fronteira

Sem respeitar o que foi aprovado no Congresso, o governo Dilma decidiu por conta própria adiar por um ano a regulamentação da lei que autorizou a criação de free shops nas cidades fronteiriças.


Governo Dilma doa R$ 2,5 milhões para governo petista do Acre mandar mais 45 ônibus de haitianos para o Sul

O governo Dilma alcançou R$ 2,5 milhões para o governo petista do Acre contratar mais 45 ônibus e enviar imigrantes haitianos para o RS, SC, Paraná e São Paulo.

Esta semana, mais dois ônibus chegarão a Porto Alegre.

O governo do Acre, no entanto, já melhorou sua comunicação com a prefeitura da Capital, porque um dia antes dos embarques envia lista com os nomes, sexo e procedência dos imigrantes.

A pefeitura avisou que seus limites orçamentários para casos iguais estão esgualepados.

Rosane Oliveira diz que governo Sartori paralisou o Rio Grande

O título da análise de hoje da editora de Política da RBS, Rosane de Oliveira, é o seguinte: "Seis meses de penúria e paralisia". Leia tudo:

Ao completar seis meses à frente do Piratini, o governador José Ivo Sartori não tem o que comemorar. São seis meses de paralisia, engessado pela crise das finanças públicas que reduziu os investimentos a quase zero e ameaça comprometer serviços essenciais. Todos os meses, para pagar em dia os salários, o governo escolhe quem vai sacrificar. Até aqui, as vítimas têm sido as prefeituras, os hospitais e os fornecedores de produtos e serviços.

O ajuste fiscal, que começou no primeiro dia de governo, com um decreto de corte de gastos, foi renovado em junho, no bojo do pacote de projetos entregue à Assembleia. As propostas mais polêmicas deverão ser encaminhadas ao Legislativo em julho e agosto, incluindo o aumento do ICMS.

Na coluna dos fatos positivos o governo contabiliza a celebração de contratos de gestão com todos os secretários, que terão objetivos a cumprir. São metas em geral modestas, compatíveis com a falta de recursos para a implementação de políticas públicas.

Em seis meses, o governo não conseguiu avançar no projeto de enxugamento da máquina pública, porque esbarra na exigência legal de consultar a população para vender ou liquidar estatais. O Piratini deverá propor a realização de plebiscito com a eleição de 2016.

Nestes 180 dias, nenhum edital de concessão de serviços à iniciativa privada foi publicado. Sartori argumenta que é preciso ter paciência e que não se pode correr o risco de uma concessão dar errado. Nas Parcerias Público-Privadas, o governo ainda busca um modelo que seja bom para o Estado e atraente para os investidores.

Seria diferente se Tarso Genro tivesse vencido a eleição? Provavelmente, não. Tarso teria as mesmas contas para pagar — incluindo os reajustes que concedeu para quitação até 2018 — e não contaria com os R$ 6 bilhões que sacou dos depósitos judiciais. Tarso apontava como saída a renegociação da dívida com a União, uma empreitada difícil, considerando-se a dureza do ajuste conduzido pelo ministro Joaquim Levy.


Lobista ligado a Dirceu faz acordo de delação premiada

Larussa Borges, repórter de Veja em Brasília, relembra hoje que Milton Pascowitch pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro apontada como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras.

Leia a reportagem assinad apor Larussa no site www.veja.com.br de hoje:

O empresário Milton Pascowitch, preso em maio na 13ª fase da Operação Lava Jato da Polícia Federal, celebrou acordo de delação premiada e prometeu contar às autoridades o que sabe sobre o escândalo do petrolão. Pascowitch é ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão e também investigado em um inquérito sobre o esquema de corrupção que envolve a Petrobras, que pode ter movimentado mais de 6 bilhões de reais. Sua delação, já homologada pelo juiz Sergio Moro, pode contribuir para que a força-tarefa consiga novos indícios da participação do ex-homem forte do governo Lula no propinoduto que sangrou os cofres da estatal.
Milton Pascowitch é o 18º delator da Lava Jato. Além de dar informações sobre o possível envolvimento de Dirceu com o esquema, as revelações do lobista podem abrir e reforçar novas linhas de investigação, principalmente sobre o bilionário mercado de exploração do pré-sal. Em depoimento, o ex-vice-presidente da construtora Engevix, Gerson Almada, disse ter pago até 0,9% para Pascowitch por contratos de sondas de exploração de petróleo da Petrobras com a empresa Sete Brasil.
Pascowitch foi preso no final de maio pela Polícia Federal. Com a delação, ele foi autorizado a cumprir prisão domiciliar com o uso de uma tornozeleira eletrônica. O empresário pagou parte da sede da JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu, apontada pelos investigadores do petrolão como um dos possíveis propinodutos para lavar dinheiro desviado da Petrobras. A empresa Jamp Engenheiros Associados, de propriedade do empresário, desembolsou 400.000 reais dos 1,6 milhão de reais utilizados na aquisição do imóvel que sediava a JD, em São Paulo. Mais: uma empresa de Milton Pascowitch também comprou um imóvel em nome de Camila, filha de Dirceu, no bairro da Saúde, na capital paulista.
O Ministério Público Federal investiga há meses a Jamp, considerada uma empresa de fachada suspeita de ser usada para lavar dinheiro do escândalo do petrolão. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o vice-presidente da Engevix, Gerson Alamada, disse que Dirceu fazia "lobby internacional" em nome da empreiteira, enquanto Pascowitch atuava como mediador das "relações partidárias" da construtora. A Engevix pagou pouco mais de 1 milhão de reais à JD Assessoria e Consultoria, empresa de Dirceu, conforme mostrou o site de VEJA. Pascowitch já havia sido detectado também na lista de supostos clientes da "consultoria" de José Dirceu. No rol de contratantes compilados pela Receita Federal, aparece a Jamp - ela pagou 1,457 milhão de reais para Dirceu.Sigilos - Condenado no julgamento do mensalão por corrupção ativa, José Dirceu é alvo de inquérito na Lava Jato e teve os sigilos fiscal e bancário quebrados em janeiro após o Ministério Público, em parceria com a Receita Federal, ter feito uma varredura nas empreiteiras investigadas na Lava Jato em busca de possíveis crimes tributários praticados pelos administradores da OAS, Camargo Correa, UTC/Constran, Galvão Engenharia, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. Os investigadores já haviam suspeitado que as empreiteiras cujas cúpulas são alvo de investigação, unidas em um cartel fraudaram contratos para a obtenção de obras da Petrobras, utilizavam empresas de fachada para dar ares de veracidade à movimentação milionária de recursos ilegais.

Ao site de VEJA, o advogado Roberto Podval, que integra a banca de defesa do ex-ministro da Casa Civil, disse que a delação do executivo "não muda nada" para o ex-ministro José Dirceu. "Dirceu não tem nenhuma ligação com a Petrobras", afirmou. "Para se fazer justiça e prender o Zé Dirceu é necessário prender todos os outros que foram citados". O advogado de Pascowitch, Theo Dias, declarou que não poderia comentar o caso.

A força do Sindicado de Ladrões

O editor recomenda a releitura do filme Sindicato de Ladrões, o clássico que consagrou Marlon Brando.

Só depois leia a nota a seguir sobre as relações da UTC com os sindicatos controlados pelo PT e pelo Solidariedade.

CLIQUE AQUI para rever algumas cenas escolhidas.

Ricardo Pessoa diz que pagou ao PT e à Força Sindical para evitar greves na UTC

Dono da UTC diz que pagou para o ex-ministro de Lima e atual relator da CPi da Petrobrás, tudo para usar a proteção do PT. 



Os repórteres Stelita Hass Carazzai e Flávio Ferreira, Folha de S. Paulo de hoje, informam que o dono do grupo UTC, Ricardo Pessoa disse, em delação premiada, que fez doações eleitorais aos deputados Luiz Sérgio (PT-RJ), atual relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, e Paulinho da Força (SD-SP), ex-presidente da Força Sindical, para evitar greves em obras de suas empresas.

Leia a reportagem, cujas revelações são corrosivas:

O objetivo das doações eleitorais, segundo Pessoa, era garantir acesso aos congressistas, que são ligados aos movimentos sindicais.

A colaboração do empresário com a força-tarefa da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, foi homologada na quinta (25) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki.

Em um de seus depoimentos, Pessoa contou que em 2011 houve uma grande paralisação na construção da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, com queima de cem ônibus e destruição de canteiros de obras, o que deixou as empreiteiras preocupadas.

Na época, a greve provocou uma mobilização de trabalhadores também em outras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), num efeito dominó.

A doação oficial de R$ 200 mil que a UTC fez em 2014 para a campanha do deputado petista Luiz Sérgio, disse, teve como objetivo evitar paralisações em um dos principais contratos executados pela companhia, a montagem de equipamentos da usina nuclear de Angra 3, no município de Angra dos Reis (RJ).

Luiz Sérgio foi prefeito de Angra entre 1993 e 1996. Foi também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), entidade ligada ao PT.

Luiz Sérgio também já foi ministro da Secretaria de Relações Institucionais no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

Um consórcio integrado pela empresa de Pessoa, a Odebrecht, a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez venceu licitação da Eletronuclear para montar parte dos equipamentos da usina atômica.

O custo total dos trabalhos, executados também por um outro consórcio de empresas, é de R$ 3,2 bilhões.

Já a doação a Paulinho da Força, de R$ 500 mil nas eleições de 2012 (quando o deputado concorreu à Prefeitura de São Paulo), foi motivada pelas obras da usina de São Manoel, na divisa entre Pará e Mato Grosso, afirmou.

A licitação da hidrelétrica foi vencida pela construtora Constran, do grupo UTC. Os sindicatos da região são ligados à Força Sindical, berço político de Paulinho e do Solidariedade.

OUTRO LADO

Os deputados Luiz Sérgio (PT-RJ) e Paulinho da Força (SDD-SP) negam ter recebido doações eleitorais da empresa UTC para evitar greves em obras da companhia.

Luiz Sérgio diz que a contribuição da UTC não tem nada de ilícito ou imoral e "soa como um elogio". "É uma doação legal, de um empresário forte que me reconhece como tendo uma boa interlocução com um movimento social".

Paulinho da Força diz que nunca sugeriu a Pessoa que iria ajudar a evitar greves.


"Ele nunca tocou nesse assunto comigo", disse o deputado, atual presidente do partido Solidariedade. Ele sustenta que jamais exigiu doações em troca de favores.

Câmara aprovará, hoje, redução da maioridade penal para 16 anos

A Câmara dos Deputados votará hoje o projeto que reduz a maioridade penal para 16 anos. A proposta será aprovada facilmente pelo plenário.

Tempo será fechado em todo o RS. Chuvas ocorrerão em alguns pontos do Estado.

O dia amanheceu com muitas nuvens sobre Porto Alegre e também sobre todo o Rio Grande do Sul, devendo chover na maior parte do Estado A MetSul alerta que há risco de precipitação forte em alguns pontos do Centro e do Norte do Estado, inclusive na Grande Porto Alegre. 

No decorrer do dia, especialmente da tarde para a noite, o tempo tende a melhorar e o sol pode aparecer em cidades do Oeste e mais ao Sul. A temperatura pouco varia por conta da instabilidade com elevada umidade. Esfria mais na fronteira com o Uruguai, à noite.

As mínimas rondam os 10°C em São José dos Ausentes e os 12°C em Santana do Livramento. As máximas, por sua vez, podem chegar a 21°C em Uruguaiana. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 15°C e 19°C. 



Dica de livro - Entenda melhor a crise das finanças públicas do RS

Quem ainda não compreendeu o drama das finanças públicas do RS deve comprar, ler e estudar imediatamente o livro "O Rio Grande tem saída ?", do economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos.

São consistentes 320 páginas.

Se não encontrar na livraria, contrate um exemplar com o autor, darcyfcs@terra.com.br

51% de todos os aposentados do serviço público estadual são professores. Aposentadorias precoces raspam os cofres públicos.

O ataque imediato às aposentadorias especiais de professores estaduais e pessoal da segurança é questão de sobrevivência imediata - e de justiça. O peso das aposentadorias, pensões e substituições sobre o caixa do Tesouro é insuportável há muito tempo.  - 

Não existe nenhum grupo de servidores estaduais que se aposenta tanto quanto o dos professores públicos gaúchos.

São 84.364 professores em casa, algo como 51% do contingente total de funcionários.

A área da segurança - brigadianos e policiais - ocupa a segunda posição, com 37.750.

Ambos contam com aposentadorias especiais.

As professoras aposentam-se com 25 anos de serviço e os professores com 30 anos.

O caso das mulheres é inaceitável.

No seu livro "O Rio Grande tem saída ?", Darcy Francisco Carvalho dos Santos revela que as mulheres com mais de 60 anos passaram de 52,7% da população em 1980 para 55,9% em 2010. Sua expectativa de vida é de 81 anos, 5 anos maior do que a dos homens.

A cada meia hora um professor estadual gaúcho vai para casa com salário integral, por vontade própria. Um por hora fica doente.

Neste primeiro semestre, a cada meia hora de cada dia útil de oito horas, um professor foi para casa, afastado por vontade própria da sala de aula. 

Foram 2.584 afastamentos.

Não existe nada igual em qualquer outra repartição do Estado.
Ninguém foi demitido, porque ao gerir o dinheiro dos contribuintes, o governo é bom patrão.

Sem contar 1.156 que pediram licença para tratamento de saúde, o que quer dizer que a cada hora de dia útil 1,1 professor fica doente no RS.

Uma epidemia. 

Os grandes números foram publicados hoje pelo jornalista Túlio Millmann, Zero Hora, mas o editor tratou de calculá-los sobre os 127 dias úteis do semestre, 8 horas diárias. Os dados são da secretaria estadual da Educação. 

Entenda como ficou o resultado:

Afastamentos
2.584 - 20 por dia ou  2,5 por hora.
Aposentados
1.448/11/1,3
Tratamento de saúde
1.156/9/1,1
Licenças-maternidade
574/4,5/0,6
Desligamentos pedidos
508  ou 4 por dia.
Mortes

53  ou  0,4 por dia.
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