Será amanhã a leitura do relatório do deputado Marlon Santos, que apura as denúncias de malfeitos praticadas pelo deputado do PDT, dr. Bassegio. Ele é acusado de confiscar dinheiro de funcionários do seu gabinete na Assembléia do RS.
Marlon Santos é corregedor da Comissão de Ética.
Foi pedida a cassação do deputado trabalhista.
Nova fase da Operação Pavlova foi desfechada hoje. Investigações atingem Confiança e Gboex.
Começou nova fase da Operação Pavolova na manhã desta segunda-feira, tudo com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Santo Antonio da Patrulha. A Polícia Federal, responsável pelas ações, também cumpre seis mandados de condução coercitiva.
Há dois meses, o editor passou informações sobre as investigações, todas elas no âmbito de apurações na seguradora Confiança e Gboex.
Nesta etapa, a PF apurou que parte do dinheiro desviado
por duas seguradoras teria sido encaminhado por um dos investigados a um
servidor público que ocupou o cargo de superintendente nacional da
Superintendência de Seguros Privados (Susep). Posteriormente, os valores foram
depositados em contas de pessoas próximas ao então superintendente.
A suspeita é que o pagamento de propina estaria vinculado
à não intervenção da Susep na seguradora Confiança, que é do Gboex. Um dos indícios que reforçam
a tese é que, poucos meses após a saída do superintendente do cargo, a
seguradora foi liquidada extrajudicialmente.
Os investigados responderão por crimes contra o sistema
financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, entre outros, de
acordo com a participação individual no esquema.
Na ausência de Dilma, Lula vai a Brasília para coordenar ataques do governo e do PT ao MPF, Polícia Federal e Sérgio Moro
O
ex-presidente quer aproveitar a viagem de Dilma Rousseff aos EUA para articular
medidas que ajudem o partido a sair da crise. É o que informam todos os principais sites de hoje.
Lula vai a Brasília para articular uma reação à crise política
do PT(Heinrich Aikawa/Instituto Lula)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai aproveitar
o vácuo político deixado pela presidente Dilma Rousseff, em viagem oficial aos
Estados Unidos, e negociará com líderes do Congresso saídas para a crise política
agravada pela delação do empresário Ricardo Pessoa, da UTC. Em Brasília nesta
segunda-feira, 29, Lula terá conversas reservadas com parlamentares do PT.
Aliados do ex-presidente esperam uma nova rodada de críticas a Dilma no
encontro. Lula considera o governo "letárgico" e "apático"
diante das recentes denúncias de irregularidades e que o partido não pode ter a
mesma postura.
Lula deve cobrar uma nova agenda do PT no Legislativo.
Segundo interlocutores, ele considera que a sigla precisa pensar no "pós-ajuste
fiscal" e defender avanços alcançados durante os governos petistas. Um dos
alvos é o Plano Nacional de Educação (PNE), que, segundo Lula tem dito a
petistas, precisa ganhar amplo destaque na pauta do partido no Congresso.
Nesta segunda, marca de impostos pagos bateu em R$ 1 trilhão
O impostômetro bateu hoje em R$ 1 trilhão de impostos pagos pelos brasileiros. CLIQUE AQUI para examinar.
Petrobrás anuncia Plano de Negócios com fortíssimo recuo nos investimentos (US$ 15,1 bilhões) e forte venda de ativos (US$ 30 bilhões)
A Petrobrás informou há pouco ao editor que o Conselho de Administração da Petrobras
aprovou, no dia 26
de junho de 2015, o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019. O Plano tem como
objetivos fundamentais a desalavancagem da companhia e a geração de valor para
os acionistas. Investimentos e venda de ativos cobrem os próximos 4 anos.
O plano prevê o retorno da alavancagem às seguintes
metas: alavancagem líquida - Endividamento líquido/ (endividamento líquido +
patrimônio líquido) - inferior a 40% até 2018 e a 35% até 2020, e endividamento
líquido/EBITDA inferior a 3 x até 2018 e a 2,5 x até 2020.
Dentre as premissas consideradas no planejamento
financeiro do plano, destacam-se:
· Preços dos derivados no Brasil com paridade de
importação;
· Preço do Brent (médio): US$ 60/bbl em 2015 e US$ 70/bbl
no período 2016-2019;
· Taxa de câmbio (média): conforme a tabela ao lado.
O montante de desinvestimentos em 2015/2016 foi revisado
para US$ 15,1 bilhões (sendo 30% na Exploração e Produção, 30% no Abastecimento
e 40% no Gás e Energia). O plano também prevê esforços em reestruturação de
negócios, desmobilização de ativos e desinvestimentos adicionais, totalizando
US$ 42,6 bilhões em 2017/2018.
A carteira de investimentos do plano prioriza projetos de
exploração e produção (E&P) de petróleo no Brasil, com ênfase no pré-sal.
Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à
manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento da produção de
petróleo e gás natural. Os investimentos totais foram reduzidos em 37% quando
comparados ao plano anterior e estão distribuídos conforme a tabela a seguir:
* Inclui investimento em negócios internacionais (US$ 4,9
bilhões).
** Inclui Distribuição (US$ 1,3 bilhão).
Dos investimentos da área de E&P, 86% serão alocados
para desenvolvimento da produção, 11% para exploração e 3% para suporte
operacional. Serão destinados US$ 64,4 bilhões a novos sistemas de produção no
Brasil, dos quais 91% no pré-sal. Na atividade de exploração no país, os
investimentos estão concentrados no Programa Exploratório Mínimo de cada bloco.
No Abastecimento, serão investidos US$ 12,8 bilhões,
sendo 69% em manutenção e infraestrutura, 11% na conclusão das obras da
Refinaria Abreu e Lima, 10% na Distribuição. Os demais 10% incluem
investimentos no Comperj para recepção e tratamento de gás, manutenção de
equipamentos, dentre outros.
A área de Gás e Energia tem alocados US$ 6,3 bilhões, com
destaque para os gasodutos de escoamento do gás do pré-sal e suas respectivas
unidades de processamento (UPGNs).
As metas de produção de óleo, LGN (líquido de gás
natural) e gás natural no Brasil foram atualizadas, refletindo postergação de
projetos de menor maturidade ou atraso na entrega das unidades de produção,
principalmente em função de limitações de fornecedores no Brasil.
A companhia espera alcançar uma produção total de óleo e
gás (Brasil e internacional) de 3,7 milhões de boed em 2020, ano no qual
estimamos que o pré-sal representará mais de 50% da produção total de óleo.
O plano prevê a adoção de medidas de otimização e ganhos
de produtividade para reduzir os gastos operacionais gerenciáveis (custos e
despesas totais, excluindo-se a aquisição de matérias-primas). Ações já
identificadas demonstram que esse resultado pode ser alcançado por meio de
maior eficiência na gestão de serviços contratados, racionalização das
estruturas e reorganização dos negócios, otimização dos custos de pessoal e
redução nos dispêndios de suprimento de insumos.
Ressaltamos ainda que a companhia está sujeita a diversos
fatores de risco que podem impactar adversamente suas projeções de fluxo de
caixa, tais como:
• Mudanças de variáveis de mercado, como preço do
petróleo e taxa de câmbio;
• Operações de desinvestimentos e outras reestruturações
de negócios, sujeitas às condições de mercado vigentes à época das transações;
Presidente do Paraguai confirma manutenção da quota de US$ 300 para compras nos free shops
Gracias a la gestión del Gobierno Nacional, la cota de
US$300 con el Brasil se extiende por un año mas.
A notícia acima é do Twitter do próprio presidente do
Paraguai, edição desta segunda-feira. O que se percebe é que não foram apenas
pressões políticas internas que levaram o governo Dilma ao recuo. CLIQUE AQUI
para examinar mais posts do presidente do Paraguai.
Até o início desta manhã, a medida brasileira não tinha sido publicada no Diário Oficial da União.
Empiricus diz que maior crise econômica da história brasileira já tem data para começar: 15 de setembro. Leia o estudo.
CLIQUE AQUI para ler todo o documento, distribuído nesta manhã de segunda-feira. -
No ano passado, em plena campanha eleitoral, a consultoria Empiricus assombrou o País com previsões catastróficas sobre o que aconteceria este ano na economia, tudo em função da análise dos números e da rota econômica perseguida pelo governo Dilma.
A empresa foi censurada de modo selvagem pelo governo e pelo PT.
A voz da Empiricus não foi a única a fazer advertências.
Desta vez, hoje, seus analistas voltam à carga.
Em certa medida, a entrevista a seguir de Armínio Fraga faz coro com a Empiricus, que adverte:
No ano passado, em plena campanha eleitoral, a consultoria Empiricus assombrou o País com previsões catastróficas sobre o que aconteceria este ano na economia, tudo em função da análise dos números e da rota econômica perseguida pelo governo Dilma.
A empresa foi censurada de modo selvagem pelo governo e pelo PT.
A voz da Empiricus não foi a única a fazer advertências.
Desta vez, hoje, seus analistas voltam à carga.
Em certa medida, a entrevista a seguir de Armínio Fraga faz coro com a Empiricus, que adverte:
O Brasil corre sério risco de perder seu grau de
investimento, com consequências devastadoras.
Mais inflação. Mais juro. Mais desemprego. Mais recessão.
E o golpe fatal se dará em setembro, quando o alfinete do
Banco Central americano estourar as bolhas que se formam por todo o Planeta.
O início da maior Crise Econômica da História já tem data
marcada: 16 de setembro de 2015.
Estamos frágeis, não fizemos o dever de casa.
O que resta agora é proteger as suas finanças e o seu
emprego – IMEDIATAMENTE.
PGR pedirá ao STF autorização para investigar a Lista dos 18 da UTC
Com a delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, UTC, fazendo furor em todo o País, o que acontecerá como desdobramento é a abertura de novos procedimentos de investigação no âmbito da Procuraria Geral da República, já que a maior parte dos 18 nomes listados nas denúncias é de gente com foro privilegiado.
Rodrigo Janot pedirá autorização do STF para ouvir os políticos.
Até agora, todos os políticos envolvidos no escândalo do Petrolão, exceção dos cassados, estão leves, livres e soltos.
Rodrigo Janot pedirá autorização do STF para ouvir os políticos.
Até agora, todos os políticos envolvidos no escândalo do Petrolão, exceção dos cassados, estão leves, livres e soltos.
Entenda o estágio atual da reforma política que acaba de chegar ao Senado
A análise a seguir é do colunista da Folha, Sanmuel Pessoa. Ele informou ontem que a semana passada, foi constituída a comissão de 28
senadores responsável por formulações de propostas para a reforma política, com
a presidência de Jorge Viana, do PT do Acre, e a relatoria de Romero Jucá, do
PMDB de Roraima.
Acompanhe:
A Câmara terminou de votar a PEC (Proposta de Emenda à
Constituição) da reforma política. A principal alteração foi o fim da
reeleição. Penso que essa mudança foi muito ruim. Atende mais às conveniências
dos parlamentares do que às necessidades de melhoria de nosso sistema político.
No parlamentarismo, o tempo do mandato é determinado por
uma regra que os economistas chamam de "dependente do Estado".
Enquanto o governo corre bem, continua.
No presidencialismo, em razão de sua natureza, a regra é
dependente do tempo. Após um intervalo de tempo previamente estabelecido, novas
eleições são marcadas e termina o mandato do titular do cargo.
A regra dependente do tempo pode determinar mandato muito
curto para um bom governante e muito longo para um governante ruim. O instituto
da reeleição é a forma de solucionar esse difícil conflito. Trata-se de um
longo mandato, de oito anos no nosso caso, com possibilidade de haver troca do
mandatário no meio.
Se o governo for bem, o mandato será de oito anos; se for
mal, será de quatro. Não consigo enxergar solução melhor para esse difícil
dilema do presidencialismo.
Há críticas de duas ordens ao instituto da reeleição.
Primeiro, que estabelece regras injustas, com concorrência desleal a favor do
titular do cargo. Na verdade, não é nada óbvio que a probabilidade de reeleição
seja tão alta como se pensa. Alberto Carlos de Almeida, em artigo no
"Valor" há duas semanas, indica que a probabilidade de reeleição dos
titulares que se recandidatam foi, desde 1998, inferior a 70%.
Adicionalmente, como documentado em artigo recente dos
professores da FGV Daniela Campello e Cesar Zucco Jr., esse elevado índice de
reeleição está associado à situação externa favorável e menos ao instituto da
reeleição em si. Ou seja, agora que a onda externa se reverteu, a probabilidade
de reeleição reduzir-se-á muito.
A segunda crítica alega que a reeleição eleva a
corrupção. O argumento padrão da ciência política afirma o contrário. Ao
estender o tempo potencial do governo, estimula-se o comportamento correto no
primeiro mandato. A evidência recente é que não há grande correlação entre
corrupção e o instituto da reeleição.
Parece que o grande determinante da corrupção é a
existência de mecanismos de controle eficazes. Ou seja, no Brasil a agenda de
combate à corrupção do Executivo, em nível local, passa pelo aperfeiçoamento do
funcionamento dos Tribunais de Conta dos Estados (TCEs), que sabidamente têm
funcionado muito pior do que o TCU.
Para alguns, os enormes problemas econômicos pelos quais
temos passado constituem sinal claro de mau funcionamento do sistema político.
Penso o contrário. Nossos descaminhos econômicos decorrem de particular
ideologia que tentou tropicalizar o modelo de desenvolvimento sul-coreano. Deu
tudo errado.
Foram os políticos petistas que forçaram a arrumação de
casa. A política está corrigindo os erros da ideologia.
A verdadeira reforma política é o fim da coligação para
eleição proporcional, que, de fato, desvirtua o instituto do voto proporcional,
torna o sistema muito opaco (vota-se em um partido e elege-se candidato de
outro) e reduz muito a capacidade de responsabilização pelo eleitor do político
e do partido.
Entrevista, Armínio Fraga, Folha - Temos hoje um país que está morrendo de medo
Nesta entrevista para a repórter Raquel Landim, o ex-presidente do Banco Central e assessor econômico de Aécio na campanha, diz que é preciso discutir o tamanho do Estado.
Leia toda a entrevista, publicada neste domingo pela Folha de S. Paulo:
Principal assessor econômico do candidato derrotado à
Presidência Aécio Neves (PSDB), o economista Armínio Fraga diz que hoje o
Brasil está morrendo de medo de tudo: recessão, inflação, desemprego.
"A campanha foi um show de mentiras. Agora o custo é
este: um país morrendo de medo", disse à Folha.
Na época, a presidente Dilma foi acusada de disseminar
entre a população o medo de crise e arrocho se houvesse vitória da oposição.
Ele afirma que Dilma expõe o ministro Joaquim Levy
(Fazenda) ao escalá-lo para discutir o ajuste fiscal com o Congresso.
"Mandaram o general para a linha de frente com uma
espada na mão", comparou.
Para o economista, que presidiu o Banco Central no governo
FHC e hoje é sócio da Gávea Investimentos, o governo deveria ter optado por uma
meta de superavit primário (receitas menos despesas) menor neste ano. A seguir,
trechos da entrevista.
Folha - A economia brasileira amargará 1,5% de recessão
neste ano. O que está ocorrendo?
Armínio Fraga - O governo chutou o pau da barraca [do
gasto público] nas eleições e agora paga a conta. Isso já tinha acontecido no
início do primeiro mandato da presidente Dilma. A situação hoje é pior porque o
país entrou muito torto na história. A evolução da dívida é assustadora, e a
recessão morde firme. É possível ver isso na indústria, no setor imobiliário.Hoje o quadro está sendo tratado de maneira mais
razoável, mas ainda insuficiente. O ajuste fiscal não vai resolver tudo. É
preciso cortar mais o gasto, que é rígido.
Os empresários reclamam que o governo cortou
investimentos, mas não reduziu gastos. Qual é a sua opinião?
O ajuste fiscal requer um debate profundo sobre o tamanho
do Estado. Não vou nem discutir qual é o tamanho do Estado ideal. Alguns países deram certo com um Estado grande, como os
escandinavos. Outros funcionam com um Estado menor, como os EUA. Só que o
Estado precisa ser funcional e hoje temos um Estado meio capturado. Sem essa discussão, o ajuste está sendo feito do jeito
que dá. Algumas medidas são boas, mas há problemas. Surgiu essa história de
acabar com o fator previdenciário [que desestimula a aposentadoria precoce],
que considero uma loucura.
O PSDB votou contra o fator previdenciário. O que você
acha da posição do partido?
Não falo pelo PSDB. Tenho simpatia pelo partido e gosto
de trabalhar com o ex-presidente Fernando Henrique e com o Aécio. O partido foi infeliz no tema do fator previdenciário,
mas tem agido bem. O PSDB tem que ser o bastião de grandes ideias e princípios.
Nessa confusão toda, não é fácil.
Qual é o efeito da crise política na economia?
A situação política é caótica. O país tem 32 partidos, 29
representados no Congresso e quase não existe discussão de programa de governo. Há essa percepção de que a política está terceirizada
para o PMDB, mas claramente o PT não está satisfeito. A oposição tenta se
posicionar, mas ainda não engrenou o ritmo.
Por que o governo não faz reformas estruturais?
O Levy lida com muitas restrições, inclusive da chefe
dele, que é responsável por tudo isso que está aí. É uma situação muito
constrangedora. Ele está muito exposto [negociando com o Congresso].
Mandaram o general para a linha de frente com uma espada na mão, algo que não
se via há 500 anos. É da época de Alexandre, o Grande.
Na sua opinião, o governo deveria reduzir a meta de
superavit primário?
O superavit de 1,2% do PIB foi planejado com estimativas
muito otimistas para a economia. Desde o início, o governo deveria ter optado
por uma meta menor no primeiro ano e mais ambiciosa nos dois anos seguintes.
Agora, mexer na meta não é fácil.
Mas a arrecadação não está correspondendo às
expectativas. Não é melhor assumir que não dá para cumprir a meta?
Não sei o que eles vão fazer. A minha opinião é que
deveriam ter colocado uma meta menor neste ano e deixado claro qual é o
pagamento das "pedaladas" passadas. Classificar direito o que é uma
conta do passado e o que é um ajuste permanente.
O governo tem armas para combater a recessão?
A capacidade de reação do governo está prejudicada pela
inflação alta e por um Orçamento muito precário. Portanto, as ferramentas anticíclicas tradicionais não
estão disponíveis em razão de uma herança que Dilma deixou para ela mesma. É uma situação muito difícil, e quem vai pagar o pato,
como sempre, é a população.
Até quando vai a recessão?
É preciso não confundir. Vivemos um ciclo de curto prazo
provocado pelo aquecimento da economia antes das eleições e temos um problema
de médio prazo. Daqui a um ano ou um ano e meio, podemos até sair do
ciclo de curto prazo, mas teremos questões estruturais. Agora, se ficar claro que existem respostas para as
questões estruturais, ajuda a quebrar o ciclo porque as empresas se animam a
investir.
O governo está tentando estimular investimentos com o
programa de concessões de infraestrutura.
Sim. Mas tem tido uma imensa dificuldade de executar os
projetos. E vão utilizar esse dinheiro para vencer as contas do ano, enquanto
deveriam abater dívidas. Na campanha eleitoral, você foi criticado por dizer que o
país entraria em recessão, e hoje isso se concretizou. Como você se sente? Aquilo foi um grande teatro, um show de mentiras. O Aécio
e o Fernando Henrique falaram isso o tempo todo. O custo é este: temos um país
morrendo de medo.
Com medo de quê?
De tudo: recessão, desemprego, inflação. Não sou
político, vivo de administrar o dinheiro dos meus clientes. Se for pessimista,
estou acabado, mas tenho que ser realista. A situação não está boa.
As empresas estão demitindo. A situação vai piorar?
Infelizmente, acredito que não chegamos ao fundo do poço.
Espero estar errado, mas analiticamente não estamos nem perto disso. Havia um represamento de demissões em razão das
incertezas que as eleições geram. Agora a situação ficou clara e as empresas
demitem.
Esse ciclo, no entanto, ainda mal começou.
Qual é o impacto do aumento do desemprego?
As centrais sindicais, que sempre foram a base do PT, já
estão reclamando. Existe uma briga no próprio governo. Pode gerar mais
manifestações de ruas e mais dificuldades para aprovar o ajuste fiscal.
Governar nesse contexto não é fácil.
O BC exagerou na alta de juros para atingir a meta de
inflação de 4,5% no fim de 2016?
É uma meta muito ambiciosa. Dá para chegar a esse
resultado em dois anos, mas vai exigir disciplina e um pouco de sorte. Talvez
fosse mais fácil deixar para 2017.O problema é que a inflação está acima da meta há
bastante tempo, as contas públicas se deterioraram e o país ameaça perder a
classificação de risco. Se o governo tivesse mais credibilidade, poderia ser
mais gradual.
Cerveró dá sinais de que também fará delação premiada. Alvo será o PMDB.
O ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, apontado como elo de ligação com o PMDB, via lobista Fernando Baiano, iniciou negociações para fazer delação premiada.
Seu operador, Fernando Baiano, até agora não falou e avisou que não falará.
O editor soube que os procuradores federais já tentaram convencer Fernando Baiano, mas ele permanece irredutível.
No Paraná, o lobista do PMDB recebeu o seguinte aviso:
- Aqui dentro, você está protegido, mas se sair, não podemos garantir sua segurança.
Seu operador, Fernando Baiano, até agora não falou e avisou que não falará.
O editor soube que os procuradores federais já tentaram convencer Fernando Baiano, mas ele permanece irredutível.
No Paraná, o lobista do PMDB recebeu o seguinte aviso:
- Aqui dentro, você está protegido, mas se sair, não podemos garantir sua segurança.
Bolsas da Ásia e da Europa abrem em forte queda depois do Domingo Negro Grego
Mercados asiáticos fecharam em queda diante da
possibilidade de calote da Grécia; principais bolsas europeias também operam em
baixa nesta segunda-feira.
MPF manda PF investigar Eduardo Antonini, ex-presidente da Grêmio Empreendimentos
Este não é um caso recente, mas permaneceu na mira das
investigações da Operação Lava-Jato. Trata-se do suposto recebimento de R$ 500 mil pelo
ex-presidente da Grêmio Empreendimentos Eduardo Antonini.
O Ministério Público Federal enviou na
sexta-feira requisição à Polícia Federal para que um inquérito seja aberto a
fim de apurar o pagamento a Antonini, além de outras duas remessas de dinheiro
que chegaram ao Estado.
Eduardo Antonini nega tudo. Antes da deflagração da 1ª fase da Lava-Jato, em março de 2014, a PF fez escutas telefônicas e descobriu que o doleiro Alberto Youssef mandou um de seus mensageiros entregar R$ 500 mil na casa de Antonini, no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre. O dirigente esportivo diz que nunca viu e nem teve relações com Youssef.
Não há acusação, mas apenas investigações, porque a PF e o MPF querem esclarecer de vez o que aconteceu.
Polícia Civil do RS faz prisões e apreensões na subsidiária de gás da Petrobrás em Canoas
O Departamento Estadual de Investigação Criminal (DEIC) da
Polícia Civil do RS confirmou ainda há pouco que cumpre 25 mandatos judiciais — 12 de prisão temporária e 13 de
busca e apreensão — na subsidiária da Petrobrás em Canoas, na Região Metropolitana, a Liquigás, desde esta madrugada.
A Operação P13 investiga fraude na Liquigás. Já foram presos empresários do ramo de distribuição de gás,
terceirizados e funcionários da Petrobras.
A investigação começou em 2012, quando a Liquigás
verificou que estava sendo roubada.
A empresa calcula que aproximadamente 20 toneladas de gás
eram desviados por mês, gerando um prejuízo de pelo menos R$ 1 milhão à
empresa. A fraude teria durado cerca de cinco anos.
Dia amanhece com nuvens, frestas de sol e ameaça de chuva em Porto Alegre
A chuva voltra a atingir o Rio Grande do Sul nesta
segunda-feira, mas Porto Alegre amanheceu com tempo bom e quente, apesar da grande quantidade de nuvens. Na metade Oeste, a chuva deve chegar desde as primeiras horas do
dia. Em outras regiões do Estado, o sol chega a aparecer, mas no decorrer do
período a nebulosidade aumenta e o tempo fechado se espalha. Pode chover forte
em alguns pontos e com altos volumes.
Em Porto Alegre, o dia será como se apresenta agora (7h57min), de sol e nuvens com céu
passando a nublado e encoberto. A chuva deve chegar à Capital na próxima noite
ou madrugada. Os termômetros devem ficar acima dos 12 graus.
Bancos gregos amanhecem fechados. Curralito limita saques a 60 euros. Bolsa também fechou. Restrições irão até 6 de julho. País beira à falência.
A Grécia amanheceu nesta segunda-feira com os bancos
fechados após a imposição esta madrugada de um 'curralito', que limita a 60
euros as retiradas com dinheiro dos caixas automáticos e contém medidas de
controle de capitais que superam amplamente as vividas há dois anos no Chipre.
Segundo o decreto oficial, as entidades bancárias gregas
fecharão até o dia 6 de julho, período que pode ser modificado por decisão do
Ministério das Finanças.
O mesmo ocorre com a Bolsa de Atenas.
O documento especifica que o primeiro dia do fechamento
dos bancos, os caixas funcionarão no máximo por 12 horas.
Poderão ser realizados pagamentos com cartão no interior
do país assim como transações internas através dos serviços bancários das
páginas na internet.
Os saques com cartões pré-pagos poderão ser feitos com o
limite que tinham antes do começo destas restrições.
As medidas não serão aplicadas aos turistas, que poderão
realizar transações e retiradas de dinheiro nos caixas automáticos utilizando
os cartões de crédito ou débito emitidos em seus países de origem.
Em relação às transações para o estrangeiro, poderão ser
realizadas todas aquelas que se considerem básicas como a compra de remédios ou
o pagamento de custos médicos.
O decreto fala também que o pagamento das pensões está
excluído das restrições e enfatiza que os bancos anunciarão em que escritórios
será realizado o pagamento das mesmas.
O 'curralito' entra em vigor em um momento especialmente
sensível, pois coincide com o pagamento de pensões e salários, assim como
vencimento de faturas.
Estas são as empresas mais inovadoras do Brasil, segundo a Forbes
Cristália, Elektro, Embraer, Granbio, Natura, Netshoes, O
Boticário, Sem Parar, WEG e Whirpool
Lula e Alexandrino eram tão íntimos que se beijavam no rosto quando se encontravam
Lula e Alexandrino costumavam cumprimentar-se com beijos no rosto. Ao ser preso, o lobista disparou três telefonemas: dois para familiares e um para o Instituto Lula. Paulo Okamoto, CEO do Instituto, disse que Alexandrino enganou-se ao procurar por uma tal de Marta. É possível. -
No RS, o diretor da Odebrecht e Braskem, Alexandrino Alencar, além de membro proeminente do Conselhão do Tarso e da Fiergs, também fez amizades muito fortes entre políticos, empresários, jornalistas e publicitários, sempre distribuindo fartos patrocínios.
Ele agora está preso no Paraná.
Em São Paulo, a Polícia Federal encontrou fotos de Lula na sua mesa de trabalho na Odebrecht, todas elas espalhadas ao lado de fotos da família.
A intimidade do lobista com o ex-presidente pode ser medida melhor pela leitura da reportagem a sguir.
Alexandrino Alencar costumava tratar Lula com reverência, chamando-o de "presidente" ou "chefe", deferências que não merecia nem seu superior, Marcelo Odebrecht.
No RS, o diretor da Odebrecht e Braskem, Alexandrino Alencar, além de membro proeminente do Conselhão do Tarso e da Fiergs, também fez amizades muito fortes entre políticos, empresários, jornalistas e publicitários, sempre distribuindo fartos patrocínios.
Ele agora está preso no Paraná.
Em São Paulo, a Polícia Federal encontrou fotos de Lula na sua mesa de trabalho na Odebrecht, todas elas espalhadas ao lado de fotos da família.
A intimidade do lobista com o ex-presidente pode ser medida melhor pela leitura da reportagem a sguir.
Alexandrino Alencar costumava tratar Lula com reverência, chamando-o de "presidente" ou "chefe", deferências que não merecia nem seu superior, Marcelo Odebrecht.
Lula e Alexandrino Alencar, o seu companheiro de viagens
A seguir, uma das devastadoras reportagens de capa da revista Época desta semana, na qual são listadas as viagens feitas por Lula a serviço das empreiteiras. Os jatos usados foram das próprias empresas ou pagos por elas. Seu mais constante companheiro de viagens foi o lobista da Odebrecht, Alexandtrino Alencar. A revista lista viagens conjuntas para uma dezena de Países: Cuba, Colômbia, Peru,Venezuela, Panamá, Equador, Guiné Equatorial, Angola, Gana, República Dominicana. Tudo pago por empresas como Odebrecht, Coteminas, Kroton, Camargo Correia, Queiroz Galvão, Brasif, OAS, Estados Unidos. Em todos eles, saíram negócios, em sua maioria financiados com dinheiro farto e barato do BNDES.
Leia tudo, porque vale a pena, e reserve como arquivo:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acomodava-se no
Gulfstream G200, avião executivo com altura de cabine de quase 2 metros, naquele
21 de maio de 2011. O jatinho é um dos maiores de sua classe, a executiva. Tem
mesa de reunião, acabamento em madeira de lei e pontos USB para laptops. A
viagem de cerca de 5.000 quilômetros do Panamá a São Paulo aconteceu na
aeronave prefixo PR-WTR. Lula não estava sozinho.
Voava ao lado do lobista da Odebrecht Alexandrino
Alencar( ao fundo, de gravata), preso recentemente na Operação Lava Jato,
acusado de ajudar a empreiteira a operar as propinas do petrolão no exterior.
Alexandrino pediu demissão na semana passada de seu cargo na Odebrecht e teve a
prisão preventiva decretada pelo juiz Sergio Moro.
Em seu despacho, Moro escreveu: “Além das provas em geral
do envolvimento da Odebrecht no esquema criminoso de cartel, ajuste de
licitações e de propina, há prova material de proximidade entre Alberto Youssef
e Alexandrino Alencar”. Naquele dia de maio de 2011, Lula passou pelo sistema
de migração da Polícia Federal às 7h07; o lobista, quatro minutos depois.
Estavam juntos, como juntos estavam em mais aventuras do que admitem até hoje.
ÉPOCA obteve um relatório da PF com as entradas e as
saídas do Brasil de Lula e do lobista Alexandrino, entre 2011 e o início deste
ano. Há a comprovação de duas viagens da dupla, que já haviam sido noticiadas
(para Cuba e para Guiné Equatorial), e a revelação de que ambos estiveram
juntos em mais quatro ocasiões (nessa viagem para o Panamá; numa outra para
Colômbia, Peru e Equador; numa terceira para Portugal; e numa quarta para a
África, passando por Angola e Gana).
Além de atestar que a relação de Lula e Alexandrino era
muito próxima, as planilhas da PF permitem, pela primeira vez, conhecer o
sistema Uber particular de Lula – quem banca e como viaja o ex-presidente pelo
mundo afora. São 78 trechos internacionais. As planilhas não identificam
destino e origem das viagens. Mas apontam quem são os donos das aeronaves: em
alguns casos, empreiteiras, bancos, importadores e companhias têxteis. Em
outros, empresas alugando jatinhos de companhias de táxi-aéreo.
As viagens de Lula e Alexandrino não foram ocasionais. Os
dois são amigos. Depois das viagens que faziam juntos, costumavam se
cumprimentar com afetuosos beijos no rosto. Na sala de Alexandrino, na sede da
Odebrecht em São Paulo, uma foto com Lula dividia espaço com retratos de
familiares do executivo. Quando se referia a Lula, Alexandrino o chamava de
“presidente” ou de “chefe” – deferência não dispensada nem sequer ao próprio
Marcelo Odebrecht.
Tamanha era a intimidade entre os dois que Alexandrino
acompanhava Lula em reuniões e eventos restritos a autoridades de Estado, mesmo
quando o tour não era bancado exclusivamente pela Odebrecht. Numa excursão pela
América do Sul, Lula viajou com uma comitiva de executivos da OAS, da Camargo
Corrêa, da Andrade Gutierrez e da onipresente Odebrecht – todas acusadas de
participar do cartel do petrolão. A viagem começou pela Colômbia: Lula embarcou
em 3 de junho de 2013, às 9h41, de São Paulo para Bogotá. Lula foi a bordo do
mesmo jatinho que o levara ao Panamá, dois anos antes.
O lobista da Odebrecht (Alexandrino, não Lula) havia
embarcado horas antes, às 7h39, para a capital colombiana. Lá, eles se
encontraram com o presidente do país, Juan Manuel Santos, e participaram de
encontros com empresários. Lula e Alexandrino seguiram então para o Peru, onde
foram recebidos pelo então chefe de Estado, Ollanta Humala. Em fotos oficiais,
o lobista da Odebrecht aparece a um passo de Lula. Os dois não param de rir. O
périplo político da dupla terminou no dia 8 de junho de 2013, data em que ambos
regressaram ao Brasil, em voos diferentes.
Em encontros com autoridades estrangeiras, Lula sempre
defendia o interesse das empresas brasileiras em fazer negócios com o país de
destino. “Por isso, a gente fazia questão de bancar as viagens dele”, disse um
executivo de uma grande empreiteira antes de ser preso na última fase da Lava Jato. O investimento se mostrava
certeiro.
Em 13 de março de 2013, por volta das 8 horas, Lula e Alexandrino
embarcaram no aeroporto de Guarulhos com destino a Nigéria, Benin, Gana e Guiné
Equatorial. Quatro meses depois dessa passagem de Lula pela África, a Odebrecht
ganhou um contrato de uma obra de transporte com o governo ganês, contando com
US$ 200 milhões do BNDES. Em 17 de abril do mesmo ano, o presidente de Gana,
John Mahama, visitou o Brasil para lançar o seu livro Meu primeiro golpe de
Estado. Aproveitou para ter reuniões reservadas com Lula e representantes da
Odebrecht, segundo telegramas do Itamaraty.
Em alguns casos, era o próprio Lula quem decidia quando e
para onde queria viajar. Em mensagens de celular enviadas em 12 de novembro de
2013, Léo Pinheiro, presidente da construtora OAS, outro amigo de Lula preso na
Lava Jato, e o diretor da área internacional da companhia, Augusto César Uzeda,
acertavam detalhes dos preparativos para uma viagem do petista, a quem chamam
de “Brahma”.
“O Brahma quer fazer a palestra dia 24/25 ou 26/11 em
Santiago”, diz Léo Pinheiro. “Amanhã começamos a organizar, o avião é por nossa
conta”, escreve Uzeda. No dia 26 de novembro, às 10h53, conforme o combinado, o
ex-presidente passou pela imigração e, em seguida, embarcou no mesmo Gulfstream
G200, alugado da Global Aviation. No Chile, ele participou do seminário
Desenvolvimento e integração da América Latina. No dia 10 de dezembro de 2013,
um consórcio integrado pela OAS, a sul-coreana Hyundai, a francesa Systra e a
norueguesa AasJakobsen venceu a licitação para a construção de uma ponte de
2.750 metros sobre o Canal de Chacao, considerado o mais longo da América
Latina, depois de apresentar a única oferta. O valor estimado do investimento
da obra é de US$ 680 milhões.
Numa viagem de Lula e Alexandrino para Cuba, República
Dominicana e Estados Unidos, em janeiro de 2013, a Odebrecht pagou, por meio de
sua parceira comercial D.A.G. Construtora, R$ 435 mil para fretar uma aeronave
da Líder Táxi-Aéreo, segundo revelou o jornal O Globo em abril deste ano. Em
2011, Lula incluiu Alexandrino numa viagem à Guiné Equatorial em que ia como
chefe da delegação brasileira participar da Assembleia da União Africana, de
acordo com reportagem da Folha de S.Paulo.
Documentos obtidos por ÉPOCA revelam que empresas de
diversos setores bancaram as viagens de Lula pelo mundo afora. Ainda no ramo
das empreiteiras, no dia 5 de setembro de 2011, por volta das 11h30, o
ex-presidente embarcou numa aeronave modelo Falcon 900EX Easy no aeroporto
internacional do Recife.
A operadora do jato é a Morro Vermelho Táxi-Aéreo, do
grupo Camargo Corrêa – que, além de cobrir as despesas com o avião, doou R$ 3
milhões ao Instituto Lula e repassou R$ 1,5 milhão para a empresa do líder
petista LILS Palestras Eventos e Publicidade entre 2011 e 2013. Meses antes, em
fevereiro, Lula viajara a bordo de um Cessna C750, da companhia têxtil
Coteminas, do empresário Josué Gomes da Silva, e embarcara num Bombardier
BD-700 Global Express, pertencente à mineradora Vale, com destino a Guiné, onde
participou de um evento de início das obras de reconstrução de uma ferrovia.
Outros aviões de grandes empresários brasileiros também
já estiveram à disposição das viagens do ex-presidente petista entre 2011 e
2014: o de Sérgio Habib, da montadora JAC Motors; o de José Seripieri Junior,
dono da operadora de de saúde Qualicorp; de Jonas Barcellos, da empresa de
máquinas Brasif e conhecido como o “rei dos free-shops”; Marcelo Henrique
Limirio Gonçalves, fundador da Neo Química e sócio da Hypermarcas. Além deles,
de Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto, ex-ministro do Turismo no governo Lula
e conselheiro de Administração da empresa de educação Kroton.
Procurada, a Odebrecht informou que pagou as despesas das
viagens do ex-presidente para Angola, Gana, Panamá, Peru, Portugal e República
Dominicana. A empresa ainda disse que o ex-diretor de relações institucionais,
Alexandrino Alencar, acompanhou Lula a todos esses destinos – e que o executivo
“não participava de reuniões do ex-presidente, além daquelas estritamente
relacionadas às palestras que o ex-presidente faria”. Além disso, a empresa
confirma que fez doações ao Instituto Lula, mas não revela valores. A Camargo
Corrêa, dona da Morro Vermelho Táxi-Aéreo, diz que patrocinou as palestras do
ex-presidente Lula em Portugal, em setembro de 2011; em Moçambique e na África
do Sul, em novembro de 2012; na Colômbia, em julho de 2013.
A Vale informou que Lula fez apenas uma viagem em
aeronave da empresa. A Queiroz Galvão informa que contratou Lula para três
palestras na América Latina e na África em 2011 e em 2013 como uma forma de
patrocinar eventos promovidos por entidades de fomento ao desenvolvimento
econômico e social. “Tais contratações se deram de forma legal e declarada aos
órgãos competentes. Em nenhuma dessas situações houve utilização de aeronave de
propriedade da empresa para transporte do palestrante”, diz a companhia. A
Brasif afirmou que cedeu ocasionalmente a aeronave para Lula, sendo algumas
vezes a convite da própria empresa. O empresário Josué Gomes afirmou que, em
2011, o assunto já “foi o objeto de reportagens”.
Sérgio Habib e Marcelo Henrique Limirio Gonçalves não
responderam até o fechamento desta edição. Walfrido Silvino dos Mares Guia
Neto, por meio de sua assessoria, disse que Lula realizou 14 viagens entre 2013
e 2015 em sua aeronave Cessna Citation CJ3. Já a OAS disse que não vai
responder às perguntas feitas por ÉPOCA.
Procurado, o Instituto Lula informou por meio de sua
assessoria de imprensa que tem como política divulgar as viagens do
ex-presidente ao exterior. “As viagens do ex-presidente Lula ao exterior não
foram de turismo ou passeio. Foram dando palestras, falando bem do Brasil no
exterior para investidores e autoridades estrangeiras, estimulando a
participação de jovens na política e divulgando políticas sociais de combate à
fome em eventos na África, América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia”, diz
o Instituto Lula. “No caso de atividades profissionais, palestras promovidas
por empresas nacionais ou estrangeiras, o ex-presidente é remunerado, como
outros ex-presidentes que fazem palestras.
O ex-presidente já
fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores
– tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos
países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e
Itália, entre outros. Como é de praxe, as entidades promotoras se
responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem”, complementa. “A
maioria das viagens do ex-presidente ao exterior não foram pagas pela
Odebrecht, que contratou palestras para empresários e convidados em países onde
a empresa já atua”, reitera. Além disso, o Instituto diz que todas as doações
recebidas são contabilizadas e foram pagos todos os impostos correspondentes.
Conforme ÉPOCA revelou em maio, o Núcleo de Combate à
Corrupção da Procuradoria da República no Distrito Federal iniciou uma
investigação para apurar se o ex-presidente praticou tráfico de influência
internacional junto a chefes de Estado e autoridades em favor da Odebrecht,
maior beneficiária dos financiamentos do BNDES no exterior. O MPF está
analisando as relações entre o ex-presidente e a construtora baiana, sobretudo
com o lobista Alexandrino Alencar. Lula está passando por uma turbulência sem
fim.
Análise, economia, Carlos Brinckman - Confiar, crer e acreditar
A
inflação continua subindo acima das expectativas, o Produto Interno Bruto cai
mais do que se esperava, os vários poderes da República se distraem arrancando
(para eles mesmos) cada vez mais de uma riqueza cada vez menor. Joaquim Levy? E
como empresários e trabalhadores confiarão em Joaquim Levy se as próprias
forças do Governo em que ele trabalha o hostilizam e sabotam?
Em economia, como em política, há um fator invisível que determina o futuro: a confiança. Confiar significa compartilhar a fé; dar crédito a alguém ou a alguma coisa. Quem não confia não investe, porque não tem lá muita certeza de que vai receber seu dinheiro de volta. Não investe, não exporta, não cria empregos, não ousa. Para que correr riscos, se sabe que é visto como vaca leiteira?
Em economia, como em política, há profecias auto-realizáveis. Se o público acredita que um banco vá quebrar, o banco vai quebrar, porque todos irão retirar seu dinheiro antes da quebra. Se o público acredita que o Governo é fraco, sem força para cumprir suas promessas, o Governo será fraco até prova em contrário.
Quem pode pedir confiança ao cidadão? O PSDB vota no Congresso contra aquilo que defende e que sempre defendeu, para enfraquecer ainda mais o Governo. O PT vota contra aquilo que defende e que sempre defendeu, para garantir seus cargos. Governistas votam contra o Governo, embora Governo sejam.
Quando não dá para confiar no Governo nem na oposição, a inflação dispara para cima, o PIB dispara para baixo, o emprego some.
E a esperança desaparece.
Em economia, como em política, há um fator invisível que determina o futuro: a confiança. Confiar significa compartilhar a fé; dar crédito a alguém ou a alguma coisa. Quem não confia não investe, porque não tem lá muita certeza de que vai receber seu dinheiro de volta. Não investe, não exporta, não cria empregos, não ousa. Para que correr riscos, se sabe que é visto como vaca leiteira?
Em economia, como em política, há profecias auto-realizáveis. Se o público acredita que um banco vá quebrar, o banco vai quebrar, porque todos irão retirar seu dinheiro antes da quebra. Se o público acredita que o Governo é fraco, sem força para cumprir suas promessas, o Governo será fraco até prova em contrário.
Quem pode pedir confiança ao cidadão? O PSDB vota no Congresso contra aquilo que defende e que sempre defendeu, para enfraquecer ainda mais o Governo. O PT vota contra aquilo que defende e que sempre defendeu, para garantir seus cargos. Governistas votam contra o Governo, embora Governo sejam.
Quando não dá para confiar no Governo nem na oposição, a inflação dispara para cima, o PIB dispara para baixo, o emprego some.
E a esperança desaparece.
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