Cientista político diz que Lista Burmann-Schlosser é resultrado do patrulhamento ideológico do PT

A situação envolvendo a UFSM e o suposto caso de racismo e, até mesmo, de perseguição aos israelenses, não chega a surpreender o analista de risco político e cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Kramer. Ele sustenta que as instituições públicas federais de Ensino Superior viraram um nicho para a propagação de ideais da extrema esquerda. 

O cientista político falou para o Diário de Santa Maria, conforme publicação de hoje. Leia o texto completo:

Kramer ainda é enfático ao dizer que, também na UFSM, a exemplo de outras universidades públicas, o patrulhamento ideológico e partidário é forte e tem seus braços dentro da instituição. O cientista político dá cores partidárias ao tema:

— Trata-se de um episódio lamentável e obscuro e que mostra até que ponto o petismo penetrou em todos os escalões do ensino universitário do Brasil. O petismo não tem o menor pudor em instrumentalizar as universidades brasileiras pela política externa petista em apoio à causa palestina e a de outros grupos extremistas que se valem da violência — avalia.

Kramer acredita que há em curso, no país, uma política externa lado B, que é feita por sectários do PT em paralelo àquela oficialmente do Palácio do Planalto:

— Assim como o patrimonialismo petista não enxerga fronteiras entre o público e o privado, e que não se ruboriza em colocar a mão no erário público o mesmo, aqui, se vê: uma nítida perseguição àqueles que eles entendem que, por algum, motivo, possam ser seus inimigos.

O cientista político faz uma provocação aos sindicatos e às entidades que encaminharam o documento à UFSM:


— O PT e esses aí da patrulha do politicamente correto seriam os primeiros a protestar se essa circular da Federal tivesse como objetivo saber, por exemplo, o número de estudantes cubanos ou palestinos ou de outras nações alinhadas a eles.

Reitor da UFSM resiste em admitir culpa na confecção da Lista Burmann-Schlosser

A polêmica em torno do ofício encaminhado pela reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o objetivo de identificar a presença de estudantes e professores israelenses na instituição segue ecoando dentro e fora da instituição, escreve hoje o Diárkio de Santa Maria, que é editado pelo grupo RBS. 

A seguir, leia entrevista do reitor Paulo Burmann ao jornal. Leia tudo:

Na terça-feira, o reitor Paulo Burmann abriu as portas do seu gabinete ao "Diário" e falou por cerca de 30 minutos. Burmann reconheceu que a UFSM fica um tanto chamuscada com o caso.

A imagem da instituição está abalada — admite Burmann.

O reitor sustentou que não errou no encaminhamento do caso, mas lamentou não ter dimensionado a repercussão política:

A universidade arriscou-se a responder um questionamento sobre um tema que poderia ter repercussão no cenário político de relações entre os povos.

Burmann argumentou ainda que não cabe a ele questionar o pedido com cinco perguntas, feito pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) e Associação dos Servidores (Assufsm), em nome do Comitê Santa-Mariense de Solidariedade ao Povo Palestino. O reitor alegou que a instituição apenas seguiu o que prevê a Lei de Acesso à Informação.

— O que está sendo posto é que a universidade estaria elaborando uma lista. Em nenhum momento, isso está sendo mencionado. Não existe lista — afirmou Burmann.

O reitor não escondeu seu descontentamento com a exposição da UFSM e avaliou que há falas oportunistas e discursos difamatórios em torno da Federal e, inclusive, direcionados a ele e a sua gestão.

Desde a última sexta-feira, o gabinete do reitor contabilizou seis reuniões. A última delas, na segunda, durou duas horas, com os diretores de centros. Ele pediu reserva ao tratarem do tema. A precaução é justificada pelo próprio Burmann para que a instituição não seja alvo de um desgaste ainda maior.

A entrevista do Diário foi acompanhada por dois assessores, um deles gravou a conversa. Ao final da entrevista, Burmann afirmou que, em apenas 10 dias, esse foi o segundo ataque à instituição. O primeiro, segundo ele, foi quando se anunciou a criação da Comissão da Verdade, o que gerou posições contraditórias.

Sem desdobramentos

O caso também está sendo acompanhado pela Polícia Federal, que instaurou um inquérito para investigar duas denúncias que envolvem a UFSM: racismo e falsificação de documento. Burmann foi, na última sexta-feira, espontaneamente, à delegacia de polícia. Por enquanto, o Ministério Público Federal ainda avalia se vai abrir ou não inquérito quanto ao caso.

Especialistas com os quais o "Diário" conversou acreditam que o caso não deve trazer sanções administrativas ao reitor da UFSM, uma vez que, embora o tema suscite bastante polêmica, Paulo Burmann apenas cumpriu a Lei de Acesso à Informação.

Lei gera interpretações divergentes

Não há consenso nem mesmo entre os especialistas na hora de interpretar a Lei de Acesso à Informação. O professor da Escola Superior do Ministério Público e advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos explica que os conceitos de direito à informação e o de publicidade das informações obtidas não podem ser confundidos. Ele sustenta que esse é o cenário no caso em discussão:

Há uma confusão de conceitos. Não se pode confundir o acesso à informação com a ampla publicidade dessas informações. Informação e publicidade não são a mesma coisa. Embora seja legítima essa pretensão de informação, a publicidade demasiada não é a intenção da legislação, o que se enquadraria nesse caso. Ambos os conceitos são bastantes largos e dão inúmeras correntes de interpretação.

Professora da UFSM e da Unifra e estudiosa da lei, Rosane Leal explica que antes de polemizar o tema é preciso destacar o aperfeiçoamento que a lei trouxe à sociedade. Ela enfatiza que o brasileiro dispõe, hoje, de ferramentas e mecanismos que permitem saber o que se passa em todos os poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal:

— A regra é permitir o acesso a quem pede esclarecimentos. O sigilo, em casos específicos, passa a ser exceção. A lei parte de um princípio básico de que vivemos sob um Estado democrático de direito e o acesso à informação deve ser regra. Claro que há exceções e, basicamente, são duas: informações em grau de sigilo, como questões de segurança nacional, e a outra exceção é a privacidade do cidadão.

A advogada que preferiu não emitir considerações sobre o caso envolvendo a UFSM afirma que o Estado tem como regra o dever de informar o que foi solicitado. Dessa forma, o brasileiro estará, segundo ela, exercendo sua cidadania de forma ativa.

Sem perspectiva de um consenso

A exemplo de tantas outras leis, a de Acesso à Informação também possibilita leituras diferentes e divergentes. Para o advogado e professor de Direito Administrativo, Giorgio Forgiarini, há, basicamente, duas posturas a serem adotadas quanto ao tema:

— A autoridade pode exercer o juízo de razoabilidade quanto ao fornecimento de informação. Ou seja, pode questionar se o pedido é pertinente ou não. Porém, há uma outra vertente em que se diz "pediu a informação e a informação é pública, então, a autoridade tem de fornecer.

Sobre a notícia-crime, apresentada ao MPF pelo professor universitário aposentado da UFRGS Luis Milmann, que defende que houve discriminação e preconceito contra o povo judeu, Forgiarini avalia que não há a tipificação de racismo ou qualquer indício de prática de injúria racial por parte da reitoria.

O advogado, escritor, jornalista e sociólogo Marcos Rolim, ressalva que o pedido das entidades no sentido de averiguar um possível convênio da UFSM com a empresa israelense Elbit é válido. Porém, ele vê como temerário o pedido de saber da presença de israelenses:

— A pretensão de identificar ou de efetuar levantamento sobre israelenses atuando na UFSM é descabida e potencialmente discriminatória. Acho que a UFSM deveria reconhecer que o tema foi, pelo menos, mal encaminhado pela instituição.


Sartori paga dívida atrasada com a União e põe em dia transporte escolar, saúde e hospitais

A secretaria da Fazenda confirmou para esta quarta-feira o pagamento da parcela atrasada da dívida com a União, no valor de R$ 280 milhões. O valor devia ter sido pago no final de maio. Já os demais repasses que estavam pendentes desde a virada do mês, por conta das liminares judiciais que obrigaram o depósito integral dos salários dos servidores públicos, estão programados para quinta-feira,  entre eles, os de transporte escolar, despesas na área da saúde e convênios com os hospitais.

O montante de pagamentos reprogramados supera os R$ 340 milhões.

Sinduscon constata que em abril despencaram 40,24% as vendas de imóveis novos em Porto Alegre

A taxa de velocidade de vendas (relação das vendas sobre as ofertas) de imóveis novos em Porto Alegre foi de 10,36% em abril, inferior à registrada em março, quando atingiu a 17,11%, segundo apurou a Pesquisa do Mercado Imobiliário da Capital realizada mensalmente pelo Departamento de Economia e Estatística do Sinduscon-RS. Em relação a abril de 2014, houve decréscimo, uma vez que nesse período a taxa foi de 12,75%.
          
Já a taxa média doze meses de velocidade de vendas em abril atingiu a 8,55%, resultado levemente inferior ao observado nos doze meses fechados em abril de 2014, quando foi de 8,68%. Esta taxa, por considerar um período mais abrangente livra o resultado de influências sazonais, possibilitando assim, maior consistência para fins da construção de análises de tendência.
          
Isoladamente, foram negociadas 349 unidades em abril, o que representou uma redução de 48,14% em relação a março passado, quando foram vendidas 673 unidades. Já na comparação com abril de 2014, a redução foi de 40,24% no número de unidades comercializadas.
          
Em temos acumulados nos últimos doze meses (maio/2014 a abril/2015) foram negociadas 4.082 unidades, o que significa uma diminuição de 16,95% comparativamente aos doze meses imediatamente anteriores, quando haviam sido vendidas 5.915 unidades.
         
Em abril passado, foram lançadas apenas 84 unidades em Porto Alegre. O acumulado de lançamentos nos últimos doze meses é de 2.065 unidades, um decréscimo de 48,19% se comparado com o mesmo período do ano anterior, quando foram lançadas 3.986 unidades.

           
- A pesquisa apontou ainda que 42,98% dos negócios realizados em abril foram com imóveis na planta, 48,14% estavam em obra e 8,88% concluídas.

Shopping Total resolveu enfrentar a crise com prêmios mensais durante o ano todo

A economia em recessão e a inflação em alta estão afugentando os consumidores dos pontos de venda, o que tem obrigado os marqueteiros do varejo a buscar alternativas para atrair e fidelizar clientes.

A questão toda é que a parafernália de promoções existentes no mundo já foram todas testadas e conhecidas.

"É aí que entra mais criatividade e ousadia", disse esta tarde ao editor a gerente de Marketing do shopping Total, Porto Alegre, Carol Toledo.

É que o shopping iniciou no dia 2 de maio, Dia das Mães, uma ação que foi intitulada "Ano Premiada", diferente de tudo o que se conhece. Acontece que pela internet, usando a página do Total, os clientes podem trocar cada R$ 100,00 de notas fiscais por um bônus, o que dá direito a disputa de um kit mensal de produtos da Tramontina. Não se trata de um kit qualquer. Em valor de mercado, ele pode representar até R$ 20 mil. E via de regra são kits customizados, próprios para o Dia dos Namorados, Dia dos Pais ou Dia das Mães.

A promoção irá até o dia 27 de dezembro, depois do sorteio de um pacote enorme de produtos da Tramontina, que poderá alcançar o valor de R$ 100 mil.

- A troca das notas por bônus pode ser feita pela Internet, pelo site do Total (www.shoppingtotal.com.br). Basta escanear ou fotografar as notas, enviar, e receber o bônus também pela web. 

ATS Hospitalar Home Care amplia e muda para dois andares do shopping Total

A ATS Hospitalar Home Care já contratou e começou a equipar 800 m2 de dois andares do prédio 1, onde se localiza o Supermercado Zaffari, shopping Total, Porto Alegre.

Outras duas operações de grande porte também estão programadas para o shopping, no caso o Café Colonial Bela Vista, cuja sede fica em Gramado, que ocupará o prédio principal onde ficava a cervejaria Brahma, e a unidade ampliada da Unimed.

Festival Mundial de Publicidade começará esta noite em Gramado

Programação: www.festiovalgramado.com.br

Abrirá esta noite, 21h, com palestra de João Dória Júnior ("Ou você muda ou mudam você") o 20o Festival Mundial de Publicidade, agendado para Gramado, e que durará até sextya-feira final da tarde.

São aguardadas 4 mil pessoas no Serra Park.

Muitos convidados estrangeiros e brasileiros chegaram ontem a Porto Alegre, como o dono do Grupo Bandeirantes, Johny Saad, que hoje tomou café da manhã no Sheraton.


MPF e PF só não investigarão Instituto Lula se não quiserem saber todos os malfeitos da Camargo Corrêa

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal até podem não querer investigar Lula, mas diante da informação a seguir, publicada hoje pelo Estadão, será impossível não apurar a contabilidade do Instituto Lula e da LILS Palestras Eventos e Publicidade, ambos do ex-presidente.

As informações do jornal foram obtidas na Polícia Federal, que fez as investigações e auditou as contas da Camargo Corrêa.

A empreiteira não pagou apenas R$ 3 milhões ao Instituto Lula, inclusive na forma de estranhíssimos "bônus eleitorais", mas pagou mais R$ 1,5 milhão por palestras do ex-presidentes no Brasil e no exterior. 

No total, foram R$ 4,5 milhões.

No período dos pagamentos, a Camargo Corrêa assinou polpudos contratos com a Petrobrás e com governos visitados por Lula como lobista de luxo. 

Leia:

A Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013. É a primeira vez que os negócios do ex-presidente aparecem nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobrás com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.


"São três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como “Contribuições e Doações” e “Bônus Eleitoral” para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011. A revelação sobre o elo da empreiteira – uma das líderes do cartel alvo da Lava Jato – com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado nesta terça-feira, 9, nos autos da investigação."

Olívio e PT calam diante da farra das privatizações e pedágios iniciada ontem pelo governo do PT

O PT do RS, sequer o ex-governador Olívio Dutra, não tossiu e nem mugiu diante do festival de privatizações e novos pedágios anunciados ontem pelo governo Dilma Roussef.

Não serão apenas parafusos.

Como os gaúchos lembram, Olívio Dutra repetiu durante toda a sua vida que "o PT não venderia sequer um único parafuso do setor público".

Foi com este discurso mentiroso que derrotou Britto na sua tentativa de reeleição.

UFRGS dará, dia 15, título de doutor honoris causa ao pesquisador de Israel, Moshe Vardi

A UFRGS entregará no dia 15 o título de Dougtor Hobnoris Causa ao pesquisador de Israel, Moshe Vardi.

A sugestão foi do Instituto de Informática.

No mesmo dia, Moshe Vardi dará aula magna sob o título "Se as máquinas são capazes de executar quase qualquer trfabalho que os humanos fazem, o que os homens farão no futuro ?"

Comissão de Educação do Senado recebe protesto contra Lista Burmann-Schlosser

Já está protocolado na Comissão de Educação do Senado o requerimento do senador Aloysio Nunes Ferreira, PSDB de São Paulo, pedindo um voto de repúdio à Lista Burmann-Schlosser, confeccionado pela Universidade Federal de Santa Maria.

A lista reunirá os nomes de alunos e professores israelenses dos diversos campus da UFSM, tudo para ser entregue aos amigos e aliados da Palestina, portanto dos terroristas do Hamas.

Na mesma reunião de ontem da Comissão de Educação, provocado pela senadora Ana Amélia, o ministro da Educação, Janine Ribeiro, reafirmou críticas feitas à Lista Burmann-Schlosser, mas não revelou se punirá ou não o reitor e seu vice-reitor.

Artigo, Astor Wartchow - O deboche e "extrativismo" das corporações(Caso Auxilio Moradia para o Judiciário)

O extraordinário romancista austríaco Stefan Zweig (1881-1942) tinha uma sincera afeição pelo Brasil, país que o acolhera em suas andanças finais, fugindo do domínio e ascensão nazista.
       
Motivado pela boa receptividade e ambiente fraterno, cunhou a célebre frase “Brasil, o país do futuro”, titulo do respectivo livro. Mais tarde, profundamente deprimidos com a questão do nazismo, o massacre humano e a destruição da Europa, Zweig e esposa se suicidam.
       
Os irônicos afirmam que a razão do suicídio teria sido a frustrante frase acerca do Brasil. Com certeza, não foi isso. Porém, se hoje vivo estivesse, Zweig teria, de fato, outra e profunda decepção, qual seja, seu equivocado prognóstico sobre o futuro do Brasil.
       
Não bastassem nossos miseráveis indicadores sociais, baixíssimo crescimento econômico, escolarização e educação precária, violência generalizada e crescente, corrupção sistêmica e sistematizada, líderes mentirosos e fanfarrões, aprofunda-se sem nenhum pudor o saque e o extrativismo classista.
       
Concomitantemente, esvaem-se a função e a credibilidade das instituições nacionais. Os poderes públicos e suas fontes de receitas são manipulados e sugados no limite das possibilidades pelas corporações. Igualmente inúmeros setores privados econômico-financeiros parasitam o entorno. 
       
A simpática e romântica retórica da supremacia do interesse público não resiste a tentação e o apetite da voracidade do individualismo e do poder das corporações.
       
A preconizada independência e harmonia dos três poderes de Estado não se confirma na prática e se revelam surpreendentemente subservientes, adesistas e combinadamente parasitários. Um atuante e interminável mutualismo predatório.
       
O refrão demagógico e ilusionista do “nunca dantes”, que originariamente tivera uma pretensão positiva, viu-se transformado atualmente no refrão do desastre ético-comportamental que a nação vivencia.
       
O exemplo mais recente do ânimo parasitário e extrativista foi a decisão que estendeu ao Poder Judiciário (que tem salários entre R$30.471,11 e R$ 21.101,25!) o direito retroativo a auxilio refeição (R$799,00) e auxílio-moradia (R$4.377,73).

      
Um deboche absoluto. O “país do futuro” insiste em permanecer no passado! 

Os anúncios feitos ontem por Dilma não são factóides do tipo PAC

O editor disponibiliza as opiniões a seguir, mas considera que os anúncios de ontem não podem ser comparados a todas as edições dos diversos PAC, porque desta vez trata-se de concessões de estradas, portos, aeroportos e rodovias para a iniciativa privada. O que aconteceu em Brasília, ontem, foi emblemático, mudando completamente a inflexão que os governos do PT vinham perseguindo, que era de estatização em cima de estatização. É certo que foi obrigado a isto em função da crise fiscal, desaceleração econômica e inflação alta que o próprio governo produziu com suas desvairadas políticas anticíclicas de intervenção estatal. O que resta saber é se Dilma levará adiante seus propósitos. 

No material a seguir, todo ele disponibilizado na TV Veja, Augusto Nunes e Rodrigo Constantino lançam dúvidas sobre o pacote de privatizações anunciado ontem por Dilma Roussef, dizendo que ela matou o PAC por falta de dinheiro e agora anuncia dinheiro grosso para novas obras de infraestrutura.

"Dilma segue conselho de Lula e cria agenda positiva para fugir da crise econômica e dos escândalos de corrupção", diz o colunista de VEJA Rodrigo Constantino. Augusto Nunes apresenta o novo "POC", após governo lançar pacote de concessões de obras para infraestrutura. No destaque internacional, Caio Blinder analisa a eleição de Erdogan e a primavera turca.

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Inflação do IPCA emplacou 8,47% no acumulado de um ano

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,74% em maio, ante 0,71% em abril, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quarta-feira. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,34% no ano e de 8,47% em 12 meses – acima do teto da meta do governo, que é 6,5%. 

IBGE: inflação medida pelo IPCA de abril fica em 0,71%, ante 1,32% em março


A energia elétrica voltou a ser a maior contribuição individual. O IBGE ressalta que é um dos principais itens na despesa das famílias e, por isso, pesa na estrutura do cálculo. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, o aumento da energia não foi tão alto em maio: +3,94%. Em 12 meses, no entato, é a quarta maior entre os locais pesquisados pelo instituto, acumulando aumento de70,07%.

Polícia Federal já começou a ouvir ex-diretores da seguradora Confiança

A Polícia Federal já começou a ouvir os ex-diretores da seguradora Confiança e também dirigentes do Gboex, que é seu controlador.

A Confiança está sob intervenção da Susep.

Banrisul eleva juros e restringe operações com crédito imobiliário

O Banrisul elevou os juros e passou a restringir pesadamente o crédito imobiliário.

Polícia Civil do RS pode parar a qualquer momento

Os sindicatos dos policiais civis gaúchos confirmaram nesta quarta-feira que poderão entrar em greve a qualquer momento.

Trata-se de paralisação política.

É um protesto contra os termos do ajuste fiscal que Sartori colocou em andamento.

Saiba o que está por trás do Congresso do PT que começa amanhã em Salvador

Neste artigo, publicado hoje no Correio do Povo, intitulado "A exaustão do PT", o jornalista Elio Gaspari conta o que está por trás do congresso que os petistas abrem amanhã em Salvador. Vale a pena ler a informação e a análise:

Começa amanhã e vai até o dia 14 o V Congresso do Partido dos Trabalhadores. Ele junta um cacique, uma dúzia de tendências e três grandes grupos: a turma dos eventos, que poderá ser apreciada no show da cerimônia de instalação do encontro; a turma que se aninhou no aparelho do estado e pessoas que procuram pensar o que esse partido é ou o que poderá ser. O que foi, ou quis ser, esqueça-se. As três turmas se superpõem, pois todos gostam de eventos, poucos se expressam sem blá-blá-blá e dezenas de milhares aninharam-se (um petista que foi levado para a administração da prefeitura de São Paulo em 1989 e pulou de cargo em cargo já completou 26 anos de carteira assinada.)

O presidente do partido, Rui Falcão, garante que não há crise e mostra um número: o PT tem 1,7 milhão de filiados, só neste ano abrigou 171 mil novos inscritos e há 47 mil pessoas na fila. O significado desses números é indiscutível. A qualidade das adesões é bem outra coisa. Outra estatística informa o seguinte: dois presidentes do partido e dois dos seus tesoureiros foram para a cadeia.

A maior crise do PT está na sua exaustão intelectual e a prova disso é o reerguimento da sua bandeira pela criação de um imposto sobre grandes fortunas. Deixe-se de lado a questão técnica. Pode ser uma boa ideia, até porque a  maioria dos milionários brasileiros é mão de vaca. O PT defende esse imposto desde sua criação, está no poder desde 2003 e fez rigorosamente nada. Pelo contrário. Lula corre o mundo em jatinhos de milionários, a consultoria José Dirceu assessorou a empresa de três bilionários (em dólares) da lista da revista Forbes. Já a firma do ex-ministro Antonio Palocci assessorou outro. O PT pode não ter descoberto a maneira de arrecadar impostos dos afortunados, mas mostrou-lhes como mimar petistas. A consequência perversa desse contubérnio já foi vista nos episódios em que ex-ministros foram vaiados em restaurantes onde raramente iam antes da vitória eleitoral de 2002. Depois veio o prazer do poder e mudaram costumes e gostos. O casal Lula achou razoável fazer um canteiro de flores vermelhas com forma de estrela nos jardins do Palácio da Alvorada.

Quando o PT estava na oposição e levantava a bandeira do imposto sobre grandes fortunas, isso poderia ser um projeto, ou mesmo demagogia. Hoje, é simples hipocrisia política de um partido que governa com a receita econômica defendida pelo candidato Aécio Neves. Petista gritando “fora Levy” faria melhor se murmurasse “fora eu”.

A rendição petista ao programa de Levy é um reflexo da exaustão intelectual do partido. Fernando Henrique Cardoso fez um arrocho para consertar estragos de governos anteriores. Roberto Campos, 30 anos antes, também. Levy tenta consertar estragos do mandarinato petista, potencializados no primeiro mandato da doutora Dilma. Ela pedalava as contas públicas, agora pedala uma bicicleta americana.


Numa das suas recentes propagandas de televisão, o PT informou: “Vamos para as ruas defender nossas bandeiras e nossas ideias”. Noves fora a bandeira vermelha, não se sabe de outras. Ideias novas e boas, nenhuma.

Judiciário, TCE, Defensoria e Ministério Público tentam arrombar a porta da LDO no RS

Já começaram as pressões dos chefes do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria e Tribunal de Contas sobre o governador Sartori e a Assembléia, tudo com o objetivo de alterar o ítem da Lei de Diretrizes Orçamentárias que trata do percentual de reajuste do orçamento de cada um deles.

Sartori propôs 3%.

A pedida é elevar o número para 8,25%, que é o índice de inflação prevista para este ano.

Se o governo e os deputados cederem, a porta será arrombada para todos.

GM e sistemistas de Gravataí dão férias coletivas para não demitir

A GM e seus sistemistas concederam férias coletivas para seus 10 mil empregados do complexo de Gravataí, RS.

Todos voltarão ao trabalho no dia 28

Como as demais montadoras, a GM não consegue vender tudo o que produz.

As férias coletivas visam impedir demissões imediatas, que serão inevitáveis no retorno ao trabalho.
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