Pozzobom acha que "ódio" na Internet já passou dos limites

O deputado Jorge Pozzobom, PSDB, está alarmado com o altíssimo grau de ebulição que alcançaram campanhas de ódios pela Internet.

"As redes sociais não poupam ninguém e muitas vezes permitem o trânsito de crimes graves", disse o tucano ao editor, falando nesta quinta-feira sobre a audiência pública da qual participou ontem na Assembléia do RS.

Ele contou que ao trabalhar como relator do projeto da deputada Regina Becker, PDT, que previa o fim dos sacrifícios de animais em cerimônias religiosas, foi e continua sendo insultado pelas redes sociais:

- Na Comissão de Constituição e Justiça, meu parecer contrário ao projeto foi aprovado por enorme maioria. Mesmo assim, recebi insultos graves pela Internet. Um navegador que já identifiquei, chegou a me mandar uma foto em que eu aparecia com minha filha e um cão de estimação, emoldurado pela seguinte pergunta: "Quem você mataria primeiro ?".

A audiência pública de ontem a noite foi pedida pela deputada Manuela D'Ávila, também objeto de frequentes campanhas de difamação pela Web. Manuela aparelhou a reunião e recheou a audiência com a presença de Jorge Pozzobom, que não poupou os dois lados do debate político:

- A campanha eleitoral do ano passado foi marcada por níveis jamais vistos de ódio e rancor.

A audiência por pouco não terminou em pancadaria, tudo porque Manuela conduziu a discussão de modo rancoroso e rançoso.

Pozzobom quer bater seu recorde de 495 atos legislativos de 2014

O deputado Jorge Pozzobom, PSDB do RS, quer bater seu próprio recorde de relatorias de propostas em andamento na Assembléia Legislativa.

Neste momento, ele é relator de 196 delas.

No ano passado, contando relatorias, projetos e demais atos legislativos, o deputado tucano somou 495 no seu ranking de trabalho.

Jorge Pozzobom é candidato a presidente do PSDB do RS nas eleições de julho.

Vaccari ameaça "dedar" a cumpanherada petista com delação premiada

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que está preso em Curitiba, deixou a direção do partido em pânico. Sentindo-se “abandonado”, ameaça fazer acordo de delação premiada e revelar à Justiça o papel da “cumpanherada” no assalto à Petrobras. Ligado a Lula, de quem é homem de confiança, Vaccari mandou recados exigindo “postura firme” do partido em sua defesa, inclusive fazendo pressão no Judiciário.
Familiares e amigos próximos de João Vaccari se dizem preocupados com informações sobre o “estado depressivo” do petista, na cadeia.
Acordos de delação na Lava Jato têm sido propostos pelos acusados ao final do primeiro mês de prisão. Vaccari está preso há 36 dias.
Vaccari tem muito a revelar: segundo o ex-gerente Pedro Barusco, o PT recebeu até R$ 200 milhões de propina, entre 2003 e 2013.
Segundo o site Diario do Poder, Vaccari anda preocupado com a situação da família, inclusive da cunhada que chegou a ser presa. Ele exige imunidade para todos eles.

Amcham Porto Alegre promove "Comunicação por Atitude"

A Amcham Porto Alegre promove nesta sexta-feira (22/5), às 8h, no Amcham Business Center, um encontro para discutir a importância das empresas investirem em ações culturais e sociais para construção, fixação e renovação de suas marcas, para além de seu corebusiness.

O evento é gratuito e exclusivo aos associados da Amcham Porto Alegre. 

Mais informações: rafaela.perrone@amchambrasil.com.br ou fone (51) 2118-3736

"Prévia" do PIB aponta queda de 0,81% no 1º trimestre

 Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de março registrou baixa de 0,81% no primeiro trimestre do ano na comparação com o trimestre anterior, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC). É a segunda queda seguida - nos três últimos meses do ano passado, o recuo foi de 0,21%. 

Em março, a atividade econômica apresentou queda de 1,07% na comparação com fevereiro, a maior queda do PIB mensal desde junho de 2014, quando foi registrada uma contração de 1,42%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi maior, de 2,7%. 

Os percentuais, divulgados hoje pelo BC, têm ajuste sazonal. Isso significa que estão descontados os efeitos que as diferentes épocas do ano têm sobre a economia. Levando-se em conta o período acumulado de doze meses, houve recuo de 1,18%.

Ex-ministro José Dirceu recebeu mais de R$ 1,4 mi de lobista preso pela PF hoje

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta quinta-feira que a empresa JD Consultoria, de propriedade do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu recebeu mais de R$1,4 milhão em pagamentos da Jamp Engenheiros Associados LTDA, que pertence a Milton Pascowitch, preso nesta quinta-feira na 13ª Fase da Operação Lava-Jato. De acordo também com o MPF, Pascowitch seria operador de esquema de propina para o PT, por meio da empresa Engevix, cujo vice-presidente, Gerson Almada, está em prisão domiciliar. Os valores desse repasse, no entanto,  não foram revelados pelo MPF, que na manhã desta quinta-feira, em Curitiba, representantes da insituição deram entrevista coletiva à imprensa para detalhar a operação deflagrada hoje.

Na 13ª fase da Operação Lava-Jato, ocorrida hoje, o lobista Milton Pascowitch, apontado como operador de propinas da empreiteira Engevix na Diretoria de Serviços da Petrobras, foi preso preventivamente, em São Paulo O irmão de Milton, José Adolfo Pascowitch, foi levado coercitivamente para depor na Polícia Federal.


Foram feitas busca e apreensão na casa dos irmãos e também na casa de Henry Hoyer de Carvalho. Hoyer é apontado como operador do PP.

Governistas adiam votação da MP que restringe seguro-desemprego e abono salarial. MP corre risco de desaprovação.

Sindicalistas jogaram dólares falsos no plenário. -


Depois de uma rebelião da base aliada e com risco de ser derrotado, o governo precisou pedir que o Senado adiasse a votação da Medida Provisória 655, que endurece as regras para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. 

Seria a primeira medida do ajuste fiscal analisada pelo Senado este ano.

A votação ficou para a próxima terça-feira e a expectativa é que até lá o governo negocie com senadores para conseguir uma maioria segura para a votação.

O Palácio do Planalto foi informado de que havia risco de derrota, já que o governo teria apenas de três votos a cinco votos de vantagem. O adiamento vai dar ao governo e aos líderes tempo para achar uma saída que evite uma derrota da presidente Dilma Rousseff em um dos pilares do ajuste fiscal.

Secretários gaúchos assinarão, esta tarde, 100 contratos de gestão

Está confirmada para as 15h a coletiva que concederá o secretário Geral do governo Sartori, Carlos Búrigo, que falará sobre os 100 pontos listados para que os secretários estaduais trabalhem até o final do ano.

Em seguida, cada secretário assinará um contrato de gestão para a realização do que foi programado.

Ainda não é o pacote de ajustes prometido por Sartori, mas a programação desta tarde dará boa pista sobre o que trabalhas o Piratini

Desemprego chega a 6,4% em abril, pior taxa desde 2011

Segundo IBGE, o rendimento médio dos trabalhadores caiu 0,5% no mês; mercado de trabalho sente os efeitos da crise econômica

Pascovitch, preso hoje, era operador das propinas do Estaleiro Rio Grande, RS

Milton Pascovitch, preso hoje de manhã na nova etapa da Operação Lava Jato, é o operador das propinas pagas pela Engevix e pelo Estaleiro Rio Grande, este sob controle da Quip e da Engevix, em Rio Grande, que se encontra em situação financeira complicada (leia nota abaixo).  

Com a prisão de hoje, os procuradores da Lava Jato devem obter mais provas contra José Dirceu e Renato Duque. E, também, contra Antonio Palocci.

Pólo Naval de Rio Grande poderá acabar, hoje, na sede da Petrobrás, Rio

Será hoje, nlo Rio, a reunião que poderá decidir o futuro do Pólo Naval de Rio Grande, porque Petrobrás e estaleiros QGI decidirão os termos dos aditivos aos contratos de construção das plataformas de petróleo P-75 e P-77.

A QGI avisou que sem os aditivos vai parar as obras.

PT do Rio avisa: "Go home, Tarso"

O projeto do ex-governador Tarso Genro de soldar uma frente de esquerda sob o comando do PT do Rio, tudo para acabar com a hegemonia do PMDB no Estado, esbarrou na vontade do próprio PT.

O recado é do vice-prefeito do Rio, Adilson Pires, PT:

- Falei com Tarso na semana passada. O pensamento dele não é o mesmo da maioria do Partido. Ele nãso terá o apoio do PT.

Tarso Genro não vai desistir.

Ele não é homem disto.

O ex-governador procura um apartamento para alugar no Rio e ficará lá uma semana por mês.

Entrevista, Frederico Antunes - Queremos imediata anistia fiscal no RS

ENTREVISTA
Frederico Antunes, deputado estadual do PP

O senhor está defendendo imediata anistia fiscal para os devedores do Estado ?
Defendo o imediato Refis. Ninguém está conseguindo pagar suas contas em dia, nem mesmo o governo, mas muito menos os pequenos e microempresários do nosso Estado. Recebo informações sobre empresas fechando, desempregando e deixando de pagar impostos, portanto. Não há mais cobertor curto, mas cachecol curto.

Ninguém paga mais nada ?
Tu sabes que não é isto. Refis é para reduzir valores de multas e correção, além de parcelamento que permita ao sujeito pagar o que deve e não consegue pagar. O devedor quer pagar, precisa sobreviver para ter renda, garantir emprego e gerar impostos, e o governo precisa desse dinheiro, que de outro modo não entra.

O que pensa o governo ?
Não nos disse nada até o momento, mas não dá mais para segurar.

E agora ?
O problema não foi o governo Sartori quem criou. É uma crise econômica nacional, decorrente de uma administração federal e da administração tarsista, que fizeram governos irresponsáveis e gastadores, comprometendo profundamente a saúde da nossa economia, das empresas e das pessoas. É o que se vê.

Acre começa a despachar para o RS um total de 10 ônibus lotados de refugiados do Haiti

O governo petista do Acre confirmou que a partir de hoje e até o final do mês, partirá para Porto Alegre um ônibus por dia com refugiados do Haiti e do Senegal.

A prefeitura e o governo estadual já se organizam para acolher os 440 imigrantes.

Greve dos municipários de Porto Alegre entra no segundo dia

Desde as 7h30min, grevistas voltaram a obstruir as entradas da chamada Prefeitura Nova, o prédio das secretarias, localizado atrás da velha prefeitura.

A greve dos municipários entrou hoje no segundo dia.

A adesão ao movimento, segundo os líderes sindicais, é de 70%.

Eles querem 20% de reajuste salarial.

Lava Jato: Polícia Federal iniciou, esta manhã, novas prisões e buscas e apreensões em Minas, Rio e SP

Sem tréguas e por isto em nova operaçãso, a Polícia Federal  desencadeou na madrugada desta quinta-feira a 13º fase da Operação Lava-Jato. Nese momento, 8h16min, são cumpridos seis mandados judiciais — quatro de busca e apreensão, um de condução coercitiva (quando o intimado é obrigado a prestar depoimento) e um de prisão preventiva.

O mandado de prisão preventiva é contra o empresário Milton Pascowitch, apontado pela força-tarefa como um dos operadores de propina na Diretoria de Serviços da Petrobras, que era comandada por Renato Duque. Ele prestava serviços para a Ecovix, empresa de construção naval. Pascowitch será levado para a Superintendência da PF em Curitiba (PR).

Um mandado de busca e apreensão é cumprido em Itanhandu (MG), outro no Rio de Janiero e dois em São Paulo.

Artigo, Guilherme Fiuza, revista Época - Lava Jato toca a campainha do Palácio

O doleiro do petrolão afirmou, em delação premiada, que o Palácio do Planalto sabia do esquema. Citou pelo menos três ex-ministros de Dilma cujos nomes ouviu várias vezes nos momentos decisivos das operações criminosas. Alberto Youssef disse também aceitar acareações com qualquer um. O esquema bilionário que funcionou mais de década exatamente sob os governos do PT, operado por diretores da Petrobras nomeados ou protegidos pelo grupo político governante, chegou à sua hora da verdade. Ou o Brasil acredita que o doleiro Youssef botou a República debaixo do braço e fez o governo inteiro refém, ou o comando da quadrilha terá de aparecer.

Youssef afirmou, em seu depoimento à CPI da Petrobras em Curitiba, que se sentia “”mais seguro” em suas operações criminosas por saber que tinha a proteção do Palácio do Planalto. Marcos Valério não chegou a dizer literalmente a mesma coisa, mas o julgamento do mensalão mostrou que ele também era assegurado pelo Palácio – tanto que o então ministro-chefe da Casa Civil acabou condenado e preso. Nos dois megaescândalos, dois tesoureiros do PT presos, acusados de participar de desvios de dinheiro de estatais para o partido. E o Brasil, chupando o dedo, não liga lé com cré e se recusa a entender que esse é um padrão de governo.

Aliás, “a única forma de governar o Brasil” — como Lula teria afirmado a José Mujica, ex-presidente do Uruguai. Os dois ex-presidentes naturalmente negaram que se tratasse do reconhecimento do escândalo, mas o livro que traz essa passagem é absolutamente claro ao contextualizá-la como referência ao mensalão. Um dos autores do livro, Andrés Danza, declarou não ter dúvidas de que assim a fala de Lula fora entendida por Mujica — com quem, aliás, Danza tem excelente relação. Possivelmente o ex-presidente uruguaio, chapa de Lula, achou que expondo a confissão de “”culpa” do colega brasileiro em relação ao escândalo iria humanizá-lo. É um tipo de humanismo que passarinho não bebe.

A tolerância do Brasil com os métodos escancarados do PT beira o masoquismo. A pessoa em quem Dilma Rousseff mais investiu para ser seu braço direito no governo chama-se Erenice Guerra, investigada em dois escândalos de tráfico de influência dentro do Palácio — este que Youssef diz que o fazia sentir-se seguro, o mesmo de onde foi engendrado o mensalão. É uma vertiginosa sucessão de coincidências. Ou então o Brasil gosta de apanhar.

Gosta porque não se mexe. Está esperando a Justiça capturar a quadrilha. E vai esperar sentado. A domesticação da corte máxima dessa Justiça apresenta neste exato momento mais um capítulo circense – talvez o de maior audiência, pelo que tem de bizarro. O país assiste à indicação de mais um soldadinho petista para o Supremo Tribunal Federal – um simpatizante do MST, para ter uma ideia do nível de aparelhamento a que está chegando a Justiça brasileira, esta que a platéia está esperando pegar os chefes do bando. O novo indicado por Dilma para o STF tem até site feito pela mesma pessoa que faz o do PT, provando que a independência não livra ninguém dos sortilégios da sincronicidade.

O Congresso Nacional teria a chance de devolver essa carta marcada ao Planalto, reprovando a indicação de Luiz Edson Fachin ao Supremo. Mas o Congresso é… o Congresso. E assim o país vai assistindo candidamente ao adestramento das suas instituições pelos companheiros progressistas, que conseguiram subjugar até as contas públicas — travestindo o balanço governamental através da contabilidade criativa e das já famosas pedaladas fiscais (tão famosas quanto impunes). Claro que a lavagem cerebral companheira já chegou forte a escolas de todo o país — sendo que até colégios militares andam sendo coagidos a ensinar o conto de fadas petista, coalhado de ideologias exaltando as pobres vítimas do capitalismo que mandam no Brasil (pelo visto, para sempre).

O Congresso Nacional está em cima do muro, o governo está atrás do muro e o Supremo está atrás do governo. Só o povo, com ou sem panelas, pode afrontar essa barricada no coração do Estado brasileiro e libertá-lo — exigindo que a Lava Jato siga o dinheiro até o fim. E levando a investigação até dentro desse Palácio que protege doleiros.


Opinião do editor - A frase do ano é de Graça Foster: "Não nos confunda com Pasadena. Não nos ofenda".

A frase a seguir pode ser considerada a frase do asno, porque na sua síntese e apesar da revelação oblíqua que ela faz, fica claro que a ex-presidente da Petrobrás, Graça Foster, identifica o caráter criminoso da venda de Pasadena, homologada por Dilma, na época presidente do Conselho de Administração, mas também atribui as bandalheiras na estatal ao seu antecessor, José Gabrielli, e em última instância ao governo Lula, do PT. 

Está tudo no áudio de reunião do Conselho de Administração da Petrobrás, realizada dia 27 de janeiro, entregue na sua integralidade ao jornal O Estado de S. Paulo (leia reportagem, ampla, a seguir, abaixo).

“Não nos confunda com Pasadena. Não nos ofenda”
A frase acima foi proferida por Graça Foster em 27 de Janeiro deste ano, em uma reunião do Conselho de Administração da Petrobras. Depois dessa reunião, Graça deixou a Presidência da empresa.Traduzindo o que ela disse: a roubalheira na empresa aconteceu na administração de seu antecessor, José Sérgio Gabrielli- foi em sua gestão que foi comprada a refinaria de Pasadena, cujo negócio deu um prejuízo, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), de US$ 792 milhões à estatal.

Só pra recordar: quem denunciou a bandalheira da compra foi a própria presidente Dilma, que era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras à época da aquisição da refinaria nos EUA. Dilma afirmou que foi enganada pelo ex-diretor Nestor Cerveró, que está preso em Curitiba acusado de receber milhões de dólares em propina.

José Gabrielli, que era o chefe do Paulo Roberto Costa, do Pedro Barusco,  do Cerveró e dos demais membros da quadrilha montada para saquear a Petrobras,  ainda está solto...

Estadão revela áudio de reunião na qual Graça Foster fala sobre roubalheira Lula-Dilma na Petrobras

O jornal O Estado de S. Paulo vem promovendo sucessivos furos de reportagem, tudo por conta dos áudios das reuniões do Conselho de Administração da Petrobrás que o jornal transcreve com riqueza de detalhes. Ninguém sabe como é que o jornal conseguiu o material. A Petrobrás quer que o MPF identifique o vazamento.

Nesta reportagem de Fábio Fabrini, o áudio revela reunião do conselho de administração da Petrobras  que mostra que Graça Foster chamou de 'temerária' a gestão de Gabrielli; ouça

Leia todo o material, porque vale a pena:

 A ex-presidente da Petrobras Graça Foster reclamou de "gestão temerária" na estatal e se disse ofendida quando seus atos foram comparados aos da administração anterior, nomeada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desabafo foi feito na tensa reunião do conselho de administração da companhia em 27 de janeiro deste ano, cujos embates levaram a executiva a renunciar. Ouça o áudio, obtido pelo Estado.

No encontro, cujo áudio foi obtido pelo Estado, o colegiado discutia uma forma de estimar as perdas com a corrupção e o superfaturamento de obras, descobertos na Operação Lava Jato. O objetivo era a publicação do balanço contábil do terceiro trimestre da estatal. Em rota de colisão com outros conselheiros, Graça defendeu a publicação de notas explicativas que indicavam, naquele momento, a necessidade de baixar R$ 88 bilhões dos ativos da companhia. Dias depois, contrariada com a divulgação do valor, a presidente Dilma Rousseff acertou com a executiva a renúncia dela e de mais cinco diretores.

Na reunião, a então presidente da Petrobrás bateu boca com a presidente da Caixa, Miriam Belchior, à época conselheira, por ter comparado seus atos aos da diretoria às que deliberou sobre a compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA. A aquisição foi aprovada em 2006 pelo conselho de administração e, segundo o TCU, gerou prejuízo de US$ 792 milhões.

À época, o colegiado era presidido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em nota ao Estado, Dilma justificou que só aprovou o negócio porque o resumo executivo apresentado pelo então diretor Internacional, Nestor Cerveró, omitia cláusulas do negócio consideradas prejudiciais.
Miriam reclamou que, a exemplo do que teria ocorrido naquela época, Graça não levou à reunião de janeiro informações para o debate sobre o balanço da estatal e que fora surpreendida por dados apresentados por auditores da PwC.

"Assusta a gente a informação não ter vindo para a mesa. Aí você se lembra de Pasadena", protestou Miriam. "Não nos confunda com Pasadena. Não nos ofenda", protestou Graça, acrescentando: "Se há dúvida, demita a diretoria".

Falhas. Na reunião, Graça afirmou que, quando assumiu a função, pôs em curso um programa para resolver "uma série" de falhas "que a empresa tinha, de coisas malfeitas", que ela não aceitava. "Já tenho um monte de problemas decorrentes de gestão temerária de outros colegas", disse, sem citar nomes.

Ao ouvir o lamento, um dos conselheiros reagiu: "A presidente vai me desculpar. Em 2012, quando foi tirada a diretoria, a diretoria não podia ter saído elogiada pelos bons serviços prestados. Os serviços que prestou, a gente está vendo aí". "Isso passou", rebateu Graça.
Graça foi indicada por Dilma em fevereiro de 2012 para presidir a Petrobrás, em substituição a José Sérgio Gabrielli, que exercia o cargo desde 2005. Dois meses após a troca, deixaram suas funções os então diretores de Serviços, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Os dois são agora acusados de participar do esquema de cartel e corrupção investigado na Lava Jato.

Na ocasião, a estatal divulgou nota agradecendo aos executivos, que também ascenderam aos cargos no governo Lula, "pelos relevantes serviços prestados à Petrobrás". Além disso, ressaltou "a liderança, a competência técnica e o elevado grau de profissionalismo e dedicação no exercício do cargo".


Defesa do petista Renato Duque não nega R$ 67 milhões sujos depositados em Mônaco, mas questiona o meio de prova usado pelo MPF

Ao lado, o petista indo para a cadeia: Teori Zavascki libertou-o uma vez, a pedido de Lula, mas não pode repetir a dose. - 



Nesta reportagem de hoje de Flávio Ferreira e Mário Cesar Carvalho,Folha de hoje, a defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobrás, o dirigente do PT, Renato Duque, não nega em nenhum momento que ele roubou 20 milhões de euros da Petrobrás e que transferiu o dinheiro da Suiça para Mônaco, mesmo depois da deflagração da Lava Jato, fato que resultou na sua prisão. O que a defesa faz é questionar a legitimidade da obtenção da prova. 

Este tipo de chicana é tentado a todo momento para livrar petistas e aliados apanhados com o roubo de dinheiro público e privado em casa.

Leia a reportagem completa e entenda melhor:

A defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque questiona a validade de documentos vindos do Principado de Mônaco que foram usados pela força-tarefa da Operação Lava Jato para justificar a prisão dele.
Duque foi preso em 16 de março, sob acusação de ter transferido para Mônaco € 20 milhões (cerca de R$ 67 milhões) que estavam depositados na Suíça. Os recursos seriam oriundos de propina, segundo procuradores e delatores da Lava Jato.
Documentos sobre essa movimentação financeira enviados de Mônaco por e-mail aos procuradores da Lava Jato ajudaram a embasar o pedido de prisão, aceito pelo juiz federal Sergio Moro.
Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress
O ex-diretor da Petrobras Renato Duque é transferido para presídio em Pinhais, no Paraná
Os advogados de Duque sustentam que houve ilegalidade porque os papéis de Mônaco não passaram pelo órgão federal brasileiro responsável pelos atos de cooperação jurídica internacional, o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), ligado ao Ministério da Justiça.
O principal tratado internacional sobre cooperação jurídica, a Convenção de Mérida, descreve que documentos devem tramitar por meio das autoridades indicadas pelo governo de cada país. No Brasil esse papel cabe ao DRCI.
"A impressão que temos é que o Ministério Público Federal, violando as regras processuais, obteve sem as devidas autorizações elementos que pretende usar como prova. Como não houve autorização, essa prova é ilícita", diz o advogado Alexandre Lopes.
Para o defensor, "é mais uma nulidade num processo tomado por ilegalidades".
Lopes pretende levar essa questão para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo a Procuradoria, os documentos que comprovam transferências de Duque para contas em Mônaco mesmo após a deflagração Lava Jato, foram encaminhados pos autoridades de Mônaco por e-mail, em caráter de urgência. Depois, esses e outros papéis de Mônaco chegaram por correio à Procuradoria, que os enviou ao DRCI.
A movimentação financeira foi um dos principais motivos para pedir a prisão de Duque, segundo a força-tarefa.
INTERPRETAÇÕES
Ao notar que os primeiros documentos chegaram ao Brasil sem passar pelo DRCI, o advogado de Duque notificou o juiz Moro desse fato e pediu acesso à documentação completa. Moro determinou então que a Procuradoria se manifestasse a respeito.
Em petição, o procurador da República Deltan Dallagnol afirmou que o envio dos papéis para a força-tarefa, sem passar pelo DRCI, não configura irregularidade.
Dallagnol argumentou que esse tipo de comunicação direta é possível quando agiliza a cooperação ou quando há urgência, o que teria acontecido no caso de Duque.
Indagado pela Folha sobre a regra da Convenção de Mérida, que aponta o trâmite pelo DRCI, o procurador disse que essa disposição serve como orientação, mas não proíbe a adoção de outros caminhos para obtenção de prova.
Dallagnol disse ainda que a defesa de Duque pode verificar a autenticidade dos documentos, pois eles se referem a contas bancárias que eram mantidas pelo ex-diretor da Petrobras.
Não há consenso entre estudiosos sobre essa questão. A Folha ouviu três pesquisadores a respeito da situação. Eles pediram para não ter o nome identificado. Um deles apontou que o envio de provas diretamente aos procuradores deveria gerar a nulidade na prisão.


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