Renda dos trabalhadores desacelera e despenca vendas nos supermercados

A evolução mais tímida da renda dos trabalhadores tem afetado diretamente as vendas no segmento de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, comentou Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em março, as vendas do setor recuaram 2,4% em relação a igual período do ano passado, a segunda queda consecutiva nesta comparação. 

“O segmento é muito sensível à renda dos trabalhadores, e a renda está diminuindo seu crescimento”, notou Juliana. Diante disso, nem o maior número de dias úteis em março deste ano conseguiu salvar o setor de uma perda. De acordo com ela, a massa de rendimento real habitual desacelerou o crescimento em 12 meses de 2,6% em março de 2014 para 1,8% em março de 2015.

IBGE: Vendas do varejo caem 0,9% em março

As vendas do comércio varejista restrito caíram 0,9% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 1,80% até uma alta de 0,30%, com mediana negativa de 0,40%.

Na comparação com março do ano passado, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,4% em março deste ano. Neste confronto, as projeções variavam entre recuo de 1,00% e expansão de 2,80%, com mediana positiva de 1,35%.

Grêmio vai cobrar explicações da OAS sobre Arena; Jaconi vira opção

O Grêmio não acredita que a ameaça de a Arena Porto-Alegrense não ter dinheiro para abrir as portas do estádio vá se concretizar. Ainda assim, o presidente do clube, Romildo Bolzan Júnior, quer conversar com os diretores da OAS nesta quinta-feira e ouvir explicações sobre o tema. 

O estádio tem como renda atualmente a bilheteria das partidas mais a cessão onerosa paga pelo Grêmio de R$ 1,5 milhão por mês para garantir o lugar dos sócios nos jogos.

Nos bastidores já se especula que caso a Arena seja realmente fechada o Gremio deverá mandar seus jogos no estádio Alfredo Jaconi, do Juventude de Caxias, parceiro do Gremio na negociação e formação de atletas e agora na utilização de seu estadio pelo tricolor.

Lula e Renan juntos hoje, em Brasília

De passagem por Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta quinta-feira com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os dois devem almoçar juntos na residência oficial do Senado. O encontro ocorre num momento de desgaste na relação entre o peemedebista e a presidente Dilma.

Renan, por exemplo, tem se posicionado "pessoalmente" contra as medidas do ajuste fiscal encaminhadas pela equipe econômica de Dilma ao Congresso. Após passar pela Câmara, as duas Medidas Provisórias, 665 e 664, devem ser discutidas no plenário do Senado. A primeira endurece as regras do seguro-desemprego e a segunda da previdência. Para o peemedebista o ajuste proposto pelo Executivo pune apenas os trabalhadores e aposentados e não demonstra a intenção de "cortar na própria carne".

O encontro de Lula e Renan também acontece cinco dias antes da votação no plenário do Senado da indicação do jurista Luiz Edson Fachin para o Supremo Tribunal Federal (STF). A votação prevista para a próxima terça-feira será secreta.

Fachin recebeu R$ 366 mil por parecer técnico emitido em defesa da Copel

O jurista Luiz Edson Fachin, indicado ao Supremo Tribunal Federal pela presidente Dilma Rousseff e aprovado terça-feira na sabatina do Senado, recebeu R$ 185 mil (R$ 366 mil em valores atualizados com base no IPCA) entre abril de 2003 e julho de 2005 para emitir parecer técnico como advogado privado da Companhia Paranaense de Energia (Copel), cujo sócio majoritário é o Paraná. 

Na época, ele era procurador e recebia salário justamente para defender os interesses do estado, princípio básico do cargo que exercia. 

A assessoria de imprensa do advogado encaminhou pareceres técnicos, elaborados por um ex-diretor jurídico da Copel e por um consultor do Senado, para indicar que os procuradores do estado não poderiam atuar na causa porque a companhia é um empresa de economia mista.

Rio, hoje, intenção de votos para presidente: Aécio, 26,8%; Marina, 24,9%; Lula, 19,4%

A pesquisa é do GPP, 1.200 entrevistas, segundo publicação de hoje do blog de Cesar Maia:

Avaliação da Presidente Dilma %
Ótima/Boa    
7,6
Regular                 
20,1
Ruim/Péssima    
71,6
Não Sabe/ Não Respondeu    
0,7
Intenção de voto Presidente %
Aécio Neves    
26,8
Marina Silva
24,9
Lula    
19,4
Senador Ronaldo Caiado    
1,9
Nenhum / Nulo             
23,0
Não sabe / Não respondeu    
4,0

Empreiteira OAS diz à Justiça que não vai entregar contratos com Dirceu

A OAS, sob suspeita de ter feito parte do cartel de empreiteiras que assumiu o controle de contratos bilionários na Petrobras, decidiu não mais entregar à Justiça Federal cópias de contratos firmados com a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil no governo Lula). Por meio de seus advogados, a OAS argumentou que irá repassar os documentos sob condição - que o juiz Sérgio Moro, condutor das ações criminais da Operação Lava Jato, não volte a decretar 'medidas pessoais injustas em desfavor de terceiros', no caso, os executivos da empreiteira.
Segundo a OAS, "em atitude pretérita" o magistrado decretou 'injustamente' a prisão de seus dirigentes. A petição ao juiz é subscrita pelos criminalistas Roberto Lopes Telhada, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho e Edward Rocha de Carvalho, constituídos pela OAS. Eles destacam que "a empresa se reserva o direito de não apresentar os papéis, resguardado, sempre, o respeito que se devota ao Poder Judiciário e eventual garantia de vossa excelência no sentido de que tais atitudes pretéritas em desfavor de terceiros não se repitam e a apresentação não acarrete medidas cautelares pessoais injustas".

A JD Assessoria e Consultoria, controlada pelo ex-ministro e um irmão dele, firmou contratos com algumas empreiteiras que supostamente integraram o cartel. A força tarefa da Operação Lava Jato suspeita que os contratos tenham sido usados para 'disfarçar' pagamentos de propinas a políticos, inclusive para o próprio José Dirceu.

No dia 24 de março, o juiz Moro havia mandado intimar a OAS a prestar esclarecimentos sobre os contratos da JD Consultoria com a empreiteira. "O resultado da quebra apontou o pagamento de expressivos valores à empresa JD pela OAS ou por suas empresas subsidiárias ou ligadas, conforme exemplifica o Ministério Público Federal" anotou Moro, em parecer. "Eventuais questões relativas ao direito ao silêncio, não da empresa evidentemente, deverão ser trazidas ao Juízo."

O prazo inicial para a OAS prestar os esclarecimentos era de 10 dias. Em 16 de abril, o juiz deu 5 dias adicionais. A resposta da empreiteira, em que ela se recusa a entregar toda a documentação, é datada de 11 de maio. 


A assessoria de José Dirceu informou que "não cabe ao ex-ministro comentar a decisão da OAS porque a empresa tem o seu argumento". A JD Assessoria e Consultoria reafirmou que "o contrato não teve vínculo com a Petrobras e tinha o propósito de prospectar negócios no exterior".


Petrolão: PF pede ao STF quebra dos sigilos fiscal e bancário de Renan e Collor

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo fiscal e bancário do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Fernando Collor (PTB-AL). Eles são investigados em inquéritos da  Operação Lava Jato, abertos, em março, com base nos depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef.

Os pedidos chegaram ao Supremo no dia 7 de maio e serão julgados pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato. A PF também pediu autorização para cumprir diligências contra os deputados federais Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Eduardo da Fonte (PP-PE) e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), todos investigados na Lava Jato.


Artigo, Ricardo Noblat, O Globo - José Dirceu, à espera de nova prisão

Em prisão domiciliar depois de ter ficado preso por pouco mais de um ano na Penitenciária da Papuda, em Brasília, José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, apontado pela Justiça como o cabeça do esquema do mensalão, corre o risco de ser preso novamente – desta vez por ordem do juiz Sérgio Moro, do Paraná, que investiga a corrupção na Petrobras.

Moro pediu à construtora OAS documentos que comprovassem seus negócios com a JD Consultoria, empresa de José Dirceu. A OAS negou-se a fornecê-los. Alegou que eles poderiam ser usados pelo juiz para decretar a prisão de alguns dos seus executivos. Citou em defesa de sua posição decisões da Justiça de Portugal e da Alemanha, que aqui não são válidas.

Mais de uma vez, o ex-ministro se ofereceu para dar explicações a Moro sobre os serviços prestados à OAS. O juiz não respondeu às ofertas. Advogados que acompanham a evolução da chamada Operação Lava-Jato alertaram José Dirceu para a possibilidade de ela ser preso de uma hora para a outra. Vários deles acham que Moro atravessa um momento de fraqueza à frente da Lava-Jato.

O Supremo Tribunal Federal soltou executivos de empresas que eram mantidos presos em Curitiba. E como quis vender caro a delegação premiada que interessava a Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, Moro acabou vendo Pessoa acertar a delação com Rodrigo Janot, Procurador Geral da República.

- Moro cobrou de Ricardo Pessoa mais revelações do que ele gostaria de fazer. Janot cobrou menos e levou – explica um dos advogados.

A eventual prisão de José Dirceu seria também mais um passo a ser dado por Moro na direção de Lula. O juiz suspeita que Lula está por trás do que aconteceu na Petrobras.


FHC telefonou para Fachin e prometeu apoio dos tucanos na votação do plenário do Senado

A Folha de S. Paulo informa na sua edição de hoje que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que "telefonou para Luiz Fachin e prometeu defender a tucanos sua indicação ao Supremo"..

Na sabatina de terça-feira no Senado, os senadores do PSDB, exceção de Álvaro Dias, votaram contra o indicado de Dilma para o STF.

FHC também tem trabalhado os tucanos para que não engordem o movimento pelo impeachment de Dilma Roussef.


Justiça gaúcha bloqueia os bens da comunista Jussara Cony, ex-secretária do Meio Ambiente de Tarso

A Justiça decretou a indisponibilidade de bens  da vereadora do PCdoB de Porto Alegre e ex-secretária do Meio Ambiente de Tarso, Jussara Cony. A decisão, em caráter liminar, é parte de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP). Também tiveram os bens bloqueados outros dois ex-secretários, inclusive Berfran Rosado.

Berfran e Giancarlo Tusi são processados também no âmbito da Operação Concutare. Durante as investigações, Cony foi citada várias vezes. 

Conforme o MP, os três ex-secretários da pasta ocuparam o cargo em diferentes períodos, e, por omissão, permitiram que a Junta Superior de Julgamento de Recursos (JSJR) permanecesse, entre de 23 de agosto de 2009 e 9 de maio de 2012, sem presidente nem membros julgadores.

A JSJR é responsável por julgar, em grau de recurso, as infrações ambientais administrativas, mas não realizou julgamentos no período devido a falta de componentes. Para o MP, isso causou prejuízo aos cofres públicos, que devem ser ressarcidos pelos ex-secretários.

Giancarlo Tusi Pinto foi secretário do Meio Ambiente interino entre 9 de agosto de 2009 e 3 de setembro de 2009. Berfran Rosado atuou como secretário titular entre 3 de setembro de 2009 e 1º de abril de 2010, enquanto Jussara Cony ocupou o mesmo cargo entre 1º de janeiro de 2011 e 5 de abril de 2012.


Sartori e comitiva visitarão a Siemens Saúde (Alemanha) e a Airbus (França) a partir do dia 23

A missão que levará o governador José Sartori à Europa, dia 23, começará pelo município alemão de Erlanger, onde a comitiva visitará o cluster de saúde montado pela Siemens, que transformou a economia e a vida na região.

O pessoal da Siemens esteve em Porto Alegre para expor o que está fazendo.

A idéia é de que a Siemens repita a experiência no RS.

Só depois da Alemanha é que a comitiva viajará para a França. A missão contará com a presença dos secretários da Casa Civil, Márcio Biolchi, da Agricultura, Ernani Polo, e mais da presidente do Badesul, Suzana Kakuta.

Na França, a principal programação é uma visita ao grupo Airbus, que já anunciou a disposição de investir num Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cidade Inteligente) no 4o Distrito, região deprimida economicamente de Porto Alegre. Os franceses da Airbus procuraram o prefeito José Fortunati, que iniciou as negociações e depois conduziu-os ao Piratini. José Fortunati estará presente nos contatos de Paris.


Saiba o que vai acontecer com a AGDI

A definição de toda a diretoria da AGDI sairá no momento em que todo o desenho da nova Secretaria do Desenvolvimento Econômico estiver concluída, o que aconecerá ainda neste semestre.

Isto não significa que a AGDI tenha hibernado.


Vem aí o Portal de Desenvolvimento do Estado

Vem aí o Portal de Desenvolvimento do Estado. A ferramenta digital mapeará o que existe no RS para que o empreendedor entenda e entre em ação para investir.


Entrevista, Fábio Branco - O governo quer a integração e a ação conjunta dos atores do desenvolvimento econômico do RS

O editor conversou com o secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Branco, durante café da manhã no Hotel Raddison, rua Lucas de Oliveira, Porto Alegre. Foi as 8h. Fábio Branco foi duas vezes prefeito de Rio Grande e no ano passado elegeu-se deputado estadual com 57.135 votos, o mais votado do PMDB.

ENTREVISTA
Fábio Branco, secretário do Desenvolvimento Econômico

A nova secretaria resultou da fusão de três.
Sim, a própria Secretaria de Desenvolvimento, mais as Secretarias da Ci~encia e tecnologia e de Economia Solidária.

Como é que ficaram as entidades vinculadas ?
Badesul, BRDE, Junta Comercial, AGDI, Fapergs, Cientec e Universidade Estadual.

Qual foi o vetor da junção de todos eles numa só secretaria ?
Queremos tratar do desenvolvimento econômico estadual de maneira integrada, permitindo que todos interajam entre si e com os atores externos do processo de crescimento.

Em que pé estão as ações ?
Estamos há quatro meses no governo. O processo de organização de toda a estrutura é demorado e delicado, mas temos enorme experiência no trato da coisa pública e na condução de políticas públicas para o desenvolvimento. Não esqueça que o Pólo Naval que transformou Rio Grande, nasceu e se consolidou durante meus dois mandatos como prefeito. Sabemos exatamente o que deve ser feito. E isto acontecerá.


Badesul poderá ficar sem os R$ 44 milhões que emprestou sem garantias reais para a Iesa.

Os credores do grupo Inepar, proprietário entre outas empresas também da Iesa, que fechou as portas em Charqueadas, RS, aprovaram ontem o Plano de Recuperação Judicial. Foi em São Paulo.

O ploano interessa muito ao Badesul, segundo maior credor, que tem a receber R$ 44 milhões.

É possível que o banco estatal estadual jamais veja a cor do dinheiro, porque o plano prevê a conversão das dívidas em ações e debênjtures.

O Badesul foi levado a fazer o volumoso financiamento de modo apressado, praticamente sem garantias reais, tudo para atender o desejo do governador Tarso Genro de anunciar a criação do falido Pólo Naval do Jacuí.


Mauro Moura será o novo secretário da Smam, Porto Alegre.

Mauro Moura, ex-Fepam, PMDB, é o nome mais cotado para o lugar de Claudio Dilda, que segundo adiantou o editor, deixará a Smam na semana que vem.


PT sacramenta Folador, Candiota, para presidente da Famurs.

O prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador será o próximo presidente da Famurs. O PT chegou a enfrentar uma disputa interna entre o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, e Folador, mas este levou a melhor.

Desta vez, a presidência da Famurs caberá ao PT.

O atual presidente é o prefeito Serge Menegaz, PMDB.

A eleição será dia 21 e a posse ocorrerá durante o 355o Congresso de Municípios, dia 1, em Porto Alegre.


Sartori tranquiliza base aliada e diz que não aumentará impostos.

A iminência de uma rebelião na sua base de apoio na Assembléia, levou ontem a noite o governador Sartori a uma reunião de emergência com seus deputados.

Acontece que o governo não é claro sobre o que pretende propor para debelar a crise fiscal e isto deixa inseguros os deputados, que não sabem o que dizer.

Sartori serviu suco de uva, bolo de lkimão e bolachinhas, mas também foi claro e definitivo em algumas informações sobre o pacote de maldades que costura no Piratini.

A informação mais importante que passou foi a de que não proporá aumento do ICMS.

Sobre o restante, só firulas, porque nada está definido.

O governador avisa secretários e deputados aliados que seu governo não trabalhará nunca com expectativas que não tem certeza de cumprir.


PV, PSD e PR afivelam apoio ao bloco do governo na Assembléia do RS

A presença dos deputados João Reinelli, Mário jardel e Missionário Volnei, ontem, na reunião com o governador José Sartori, sacramentou o apoio das bancadas do PV, PSD e PR ao governo.
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