Nota do editor - Exclusões de opiniões de leitores não são feitas por vontade própria do editor

NOTA DO EDITOR

O editor não censura os comentários postados ao pé das notas, a não ser quando elas contenham palavrões ou ofensas graves. O próprio editor faz a moderação, como aconteceu agora, quando 125 comentários foram liberados.

A exclusão de opiniões já postadas não foi feita por vontade própria do editor. Quando sito se repetir, o leitor poderá enviar seu comentário excluído para polibio.braga@uol.com.br

O editor não censura sequer críticas feitas a si mesmo.

MPF diz que RBS e Gerdau são os dois casos mais graves de propinas no Carf

A Polícia Federal liberou informações que revelam que 74 empresas estão na lista dos investigados no âmbito da Operação Zelotes. O caso envolve valores iguais a R$ 19 bilhões, tudo dinheiro de impostos federais devidos e de alguma forma não quitados, a maioria sob suspeita de acertos no Carf, o órgão de recursos da Receita Federal. Os casos mais graves envolvem pagamento de propina para acertos.

Ao lado, ilustração da Folha de hoje sobre os malfeitos.

As empresas com indícios mais fortes de irregularidade, segundo o Ministério Público Federal, são Gerdau e RBS.

Do RS, também Mundial-Eberle integra esta lista menor, mas da relação maior de 74, consta também a Marcopolo.

Os casos considerados mais graves pelo MPF são os seguintes:

RBS,. Gerdau, Mundial-Eberle, Cimento Penha, Boston, JG Rodrigues, Café Irmão Julio, Ford, Mitsubishi, Santander e Safra.

Em nota para a Folha de S.Paulo, esta manhã, a RBS disse que não sabe nada e que confia nas autoridades, dispondo-se a prestar todos os esclarecimentos.

Os casos considerados mais graves de manipulação no Carf:

Gerdau - R$ 1,22 bilhão.
RBS - R$ 671,5 milhõdes

Segundo o MPF, ambas as empresas conseguiram êxito no Carf, depois dos recursos que apresentaram.

Ameaçada de repatriamento, cubana foge do Mais Médicos e refugia-se nos Estados Unidos

O jornal Folha de S. Paulo de hoje informa que pressionada pelo governo de Cuba para que seu marido e seu filho de cinco anos voltassem à ilha, a médica Dianelys San Roman Parrado fugiu para Miami (EUA) no último sábado (28).

Leia tudo (a ilustração ao lado também é da Folha):

Ela havia ingressado em dezembro de 2013 no Mais Médicos, bandeira da presidente Dilma Rousseff (PT) para levar profissionais ao interior do país e à periferia de grandes cidades. Trabalhava em Jandira, na Grande SP.
É a primeira deserção em razão de pressões para que parentes voltem à ilha.
Conforme revelou a Folha, Cuba tem ameaçado substituí-los ou cassar seus diplomas caso os familiares permaneçam no Brasil. Também está retendo na ilha os médicos que saem de férias –eles precisam necessariamente, gozá-las em Cuba.
A medida seria para prevenir eventuais deserções.
Dianelys confirmou a fuga neste domingo (29) em mensagem enviada a seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho. Contou que havia chegado a Miami em segurança e que estava com amigos.
Segundo Gusso, Dianelys não deu sinais de que pretendia desertar. “Ela fazia um ótimo trabalho. Ficou felicíssima quando o marido e o filho vieram. Ultimamente, estava muito nervosa com a pressão [do governo cubano]. Tinha medo, chorava”, diz.
A Secretaria da Saúde de Jandira informou que a médica não foi trabalhar na última semana e não fez nenhum contato. O prazo legal para que ela justificasse as faltas terminou na sexta (27).
Em nota, o Ministério da Saúde informou que aguarda comunicado oficial da ausência. A médica será notificada e terá prazo de 48 horas para se justificar. Caso isso não ocorra, haverá processo para desligá-la do programa.
Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 (79%) eram cubanos. Desde o início, ao menos 40 desertaram.
Os médicos dizem que, ao serem contratados, foram informados que poderiam viver com as famílias. O Brasil concede aos parentes visto de permanência de 36 meses –mesmo tempo dado a eles.
Emissários de Cuba têm dito aos médicos que o contrato prevê visitas, não moradia. O documento, porém, não estipula prazo para as visitas.
A Folha tenta há três semanas falar com o governo cubano. Não houve retorno de e-mails e ligações.
O Ministério da Saúde alega não poder interferir nas relações trabalhistas entre os profissionais e Cuba.


Josias de Souza diz que PT acredita em vida depois da morte e acha que ainda vive

Tarso Genro participou dessa pantomima que contou também com a presença de Lula. Não se sabe do que ri Rui Falcão, o presidente, submetido a forte cerco, segundo ele mesmo



Nesta análise de hoje para o site www.uol.com.br, o jornalita Josias de Souza, geralmente alinhado com o governo e com o PT, intitulada "Falido como partido, PT tenta sorte como piada, fica claro que após reunião com Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, dirigentes do partido nos Estados divulgaram um manifesto revelador e que demonstra a falência do Partido.

Abaixo, nota sobre o que disse Tarso Genro ao sair da reunião de SP.

Leia tudo:

O texto indica que o PT não só acredita em vida depois da morte como crê piamente que é esta que está vivendo. Após fenecer como partido, o PT tenta a sorte como piada.
O manifesto do PT anota a certa altura: “Como já reiteramos em outras ocasiões, somos a favor de investigar os fatos com o maior rigor e de punir corruptos e corruptores. […] E, caso qualquer filiado do PT seja condenado em virtude de eventuais falcatruas, será excluído de nossas fileiras.”
É como se o partido desejasse dar um banho de gargalhada no país. A última vez que o PT declarou-se a favor de apurações rigorosas foi antes do julgamento do mensalão. Sentenciada, sua cúpula passou uma temporada enjaulada na Papuda. E não há vestígio de expulsão. Ao contrário.
Vítima de um expurgo cenográfico na época da explosão do escândalo, Delúbio foi readmitido nos quadros da legenda. Com as bênçãos de Lula. Dirceu e Genoino são cultuados nos encontros partidários como “guerreiros do povo brasileiro”.
Noutra evidência de que o cotidiano do petismo é uma tragédia que os petistas vivem como comédia, o manifesto aponta a existência de “uma campanha de cerco e aniquilamento”, na qual vale tudo para acabar com o PT, “inclusive criminalizar” a legenda. A cruzada antipetista é realmente implacável.
Deve-se a criminalização do PT aos petistas que, ocupados em salvar o país, não tiveram tempo de ser honestos. A Procuradoria da República e o juiz Sérgio Moro elegeram como inimigo número 1 da honra petista o tesoureiro João Vaccari Neto. José Dirceu, reincidente, está na bica de ser convertido em inimigo número 2.
Noutro trecho, o manifesto sustenta: “Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.” Trata-se de uma reedição do velho discurso do “rouba mais faz”. Só que num formato bem mais divertido.
“Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de país tenha sido vitorioso nas urnas”, acrescenta o texto, numa cômica injustiça com os 13% de brasileiros que, segundo o Datafolha, ainda consideram Dilma Rousseff ótima ou boa três meses depois da segunda posse.
O 5º Congresso do PT, marcado para junho, deve “sacudir” a legenda, antevê o manifesto. Anuncia-se a retomada da “radicalidade política” e o desmanche da “teia burocrática” que imobiliza a direção partidária “em todos os níveis”, levando o partido a habituar-se com o “status quo”.
Suspeita-se que os redatores do manifesto tenham desejado dizer o seguinte: o PT vai se auto-sacudir radicalmente, para combater seu próprio status quo. De preferência, destruindo o status sem mexer no quo.
Uma coisa é preciso reconhecer: o ex-PT cada vez mais se dá bem consigo mesmo. O que é tragicamente cômico.


Sossela ganha mais tempo para defender seu mandato

O deputado Gilmar Sossela, PDT, obterá, hoje, mais uma semana para se defender no âmbito da decisão do TRE que cassou seu mandato.

A Assembléia foi intimada a cumprir imediatamente a sentença, mas se negou a fazer isto, invocando lei a seu favor.

Ontem, o TRE admitiu que Sossela tem direito a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. A defesa do deputado quer efeito suspensivo sobre a decisão tomada em Porto Alegre.

Assembléia inicia exame da deteriorada situação da aviação regional do RS

Será esta tarde, 13h30min, o início dos trabalhos que a Assembléia do RS fará para analisar a deteriorada situação da aviação civil regional.

O deputado Frederico Antunes comandará os trabalhos.

Tarso quer afastar Vaccari (a poltrona) mas não se preocupa com o Petrolão

O ex-governador Tarso Genro engrossou ontem o coro dos petistas que passaram a pedir o imediato afastamento do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, envolvido no escândalo do Petrolão.

Tarso falou isto em São Paulo, depois de participar de reunião com companheiros do Partido e Lula.

O ex-governador gaúcho não demonstrou preocupação com os altos níveis de corrupção praticados por seus companheiros do PT, mas apenas atenção quanto aos desgastes políticos que as revelações ocasionam.

A reunião foi da Executiva ampliada do PT. Ao final, foi extraída nota em que os petistas se dizem sob forte ataque, dando a entender que sofre cerco da oposição, quando na verdade as ações que o colocaram no canto do ringue partem da Polícia Federal, Ministério Federal e Justiça Federal, instituições da República que apuram, denunciam e punem a oganização criminosa.

Hoje não tem vôo para a Argentina

Hoje não tem vôo para a Argentina. Há greve geral dos aeroviários. Esta manhã, TAM, Gol e Lan suspenderam decolagens para Buenos Aires.

A greve é de 24 horas.

Baeta Neves é o novo presidente da Fapergs

O cientista políico Abílio Baeta Neves é o novo pesidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do RS, Fapergs.

Cairolli confirma privatizações, concessões e extinções no aparato público estadual do RS

O vice-governador José Cairolli revelou ontem no Sindicato da Indústria da Construção Civil que o governo gaúcho trabalha mesmo com projetos de privatização, concessões e até extinções de estatais, fundações e até autarquias, mas nada foi definido até agora, o que poderá acontecer no seminário dos 100 dias que o governador Sartori fará com todo seu secretariado, logo depois da conclusão das chamadas Caravanas da Transparência, que ontem começaram a percorrer o Estado.

O Estado gasta 122% e não 100% do que arrecada, acumulando dívidas como bola de neve. Fez isto em 37 dos últimos 44 anos.Só o rombo acumulado da previdência é de R$ 7,2 bilhões e o déficit previsto para este ano é de R$ 7,4 bilhões.

José Cairolli não quis adiantar nomes dos candidatos a privatizações, concessões e extinções, mas avisou que até o Zoológico está na lista das concessões.

Leia mais sobre o assunto na nota a seguir.

Prejuízos da Cesa e da EGR precisam ser cortados pela raiz

As perdas de R$ 20 milhões reveladas no balanço da paquidérmica EGR, criada pelo governo Tarso Genro para administrar estradas pedagiadas retomadas da iniciativa privada, demonstram que a mais nova estatal gaúcha não tem por que escapar da tesoura de cortes do governo Sartori.

São casos de privatização ou esquartejamento com distribuição de seus pedaços devidamente cobertos por sal e enxofre.

Junto com a Cesa, a EGR é um sorvedouro de dinheiro público que faz falta para saúde, educação e segurança pública - e salários dos servidores.

Não são casos únicos de ineficiência, desperdício e patrimonialismo ultrapassados.

Câmara vota, hoje, novo pedido de urgência de Onyx para aprovação da Lei sobre o Terrorismo

Por muito pouco não foi aprovado ontem o regime de urgência pedido pelo deputado gaúcho Onyx Lorenzoni, cujo objetivo era apressar a votação da proposta que define o crime de terrorismo no Brasil.

Onyx mandou dizer ao editor que se trata do projeto 5773/2013. A idéia é criar o artigo 288-B no Código Penal.

Nova votação poderá ocorrer hoe.

PT, PSOL e PCdoB uniram-se furiosamente para impedir a obtenção de maioria absoluta. Os Partidos de corte neomarxista temem que algumas ações terroristas do MST sejam enquadradas na nova lei.

Apesar de signatário de tratados e resoluções internacionais sobre o terror, o Brasil ainda não tipificou este tipo de crime no seu ordenamento jurídico.

Brasil corre o risco de viver anos de baixo crescimento econômico

Esta é uma entrevista dura e realista. Marcos Lisboa nãoi usa meios termos. O editor recomenda a leitura atenta. A entrevista não deve agradar aos ouvidos da FIESP, onde estão situados os principais interesses na preservação da política de desoneração fiscal, subsídios e altos impostos de importação, como forma de sobreviver, apesar de sua reconhecida falta de competitividade . 
E São Paulo é vilão até na área agrícola e extrativista. O problema econômico é até solúvel, se comparado ao problema político e social , onde o equilíbrio federativo evita a tomada de decisões acertadas e a ausência de valores de eficiência e produtividade nos condena a uma mão-de-obra despreparada ( mas reivindicativa) e à adoção de políticas sociais de desestímulo ao mérito. Tudo isso com um contingente crescente de imigrantes (haitianos, ganenses, sírios, palestinos) que, por coincidência (!), é dirigido para áreas de tradição política antipetista , como forma de virar os votos regionais. 
Enfim, nada que promova o otimismo e restabeleça a credibilidade do país. 

A entrevita foi concedida ao Estadão. Marcos Lisboa faz parte da ala dos economistas mais desencantados com o futuro da economia brasileira. No curto prazo, vê a necessidade de a equipe econômica evitar uma crise aguda no Brasil. Se o País passar por esse sufoco, acha que a década de 1980 - chamada de perdida - pode se repetir. "Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento", afirmou Lisboa.
Na vice-presidência do Insper, Lisboa foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005 e participou da equipe que promoveu ajustes na economia com uma agenda de reformas que permitiu, por exemplo, o avanço do crédito no País.
A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Leia tudo:

Como o sr. analisa a economia?
Foi grave o que fizeram nos últimos anos. Um ajuste fiscal profundo e relevante evita uma crise aguda, mas não retoma o crescimento. Essa crise não é igual a 1999 e 2003. Em 2003, tivemos uma bendita herança. Pegamos um país arrumado. Houve erros na gestão do Fernando Henrique Cardoso? Claro. Erros levaram ao racionamento de energia, por exemplo. Mas o governo de FHC assumiu o problema de frente: "Erramos, fizemos bobagem". Tiveram hombridade e liderança pública - o que não temos tido recentemente. Basta ver o caso da água em São Paulo ou o da energia no governo federal. Todo mundo tenta dar um jeitinho para evitar o racionamento. Agora, o problema fiscal é apenas a superfície de uma política econômica equivocada, que gerou uma série de distorções na atividade econômica. 

Por quê?
Enquanto vários países procuraram arrumar a casa para sair da crise, a gente inventou que a crise não iria chegar aqui. Retomamos os mesmos mecanismos dos anos 70. Retomamos o nacional-desenvolvimentismo aplicado lá atrás: fecha a economia, protege, concede subsídios. Foram essas medidas que geraram aquela década e meia de atrasos pelos anos 80. Mas aquela crise forçou o País a enfrentar a realidade. Nos anos 90 vieram a abertura econômica, privatizações, agências reguladoras, equilíbrio fiscal e política monetária equilibrada. Este é um ponto importante. O Brasil viveu - com idas e voltas, avanços e retrocessos - uma trajetória de continuidade desde 1990. Infelizmente, veio a crise em 2008 e qual foi a resposta? Repetimos a mesma de 74 que tinha dado errado. 


O sr. está querendo dizer que vamos viver outra década perdida?
Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento. O estrago que foi feito na produtividade é imenso. As pessoas estão muito preocupadas com a corrupção. A corrupção é a franja do problema. O estrago que a política nacional-desenvolvimentista fez na Petrobrás é incomparavelmente mais grave do que os números apresentados até agora pela corrupção. Não estamos falando de alguns bilhões de reais, mas talvez de centenas de bilhões de reais.

O que o sr. está vendo é uma situação como a dos anos 80?
Salvo o descontrole fiscal e monetário, sim. A desorganização é menos grave, mas a direção é a mesma.
Esse tipo de política cria grupos de interesse. Estamos vendo o drama da indústria naval. Pela terceira vez, o Brasil tenta fazer uma indústria naval. A gente protege, dá um incentivo, dá um subsídio e cria regra de conteúdo nacional. Ainda assim, a indústria não se desenvolve. Mas condenamos o resto da economia a pagar mais caro pelo transporte naval. É o Custo Brasil. A política de proteção é benéfica apenas para quem recebe. Para o resto do País, é maléfica. Por que escolher empresas e setores para ter benefício? O ministro Levy, que é mais elegante do que eu, falou em patrimonialismo. Eu falo da meia-entrada. Todo mundo quer algum tipo de benefício e este governo apoiou essa proposta. Em parte, a culpa do que está aí é do governo, mas também da sociedade. O governo respondeu aos pedidos de grupos empresariais, de sindicatos, de entidades como a Fiesp. Eles foram a Brasília e falaram: "Baixa os juros, sobe o câmbio, concede proteção e estímulo que o País voltar a crescer". Pois é. Deu errado.

Há sinais de desmonte dessa visão econômica?
É difícil desmontar incentivos. Cada vez que você tentar, vai mexer com um grupo e provocar algum tipo de manifestação. Olha a discussão que se gerou por causa da mudança na desoneração da folha de pagamento. Existem propostas boas para desonerar a folha, mas conseguiram escolher a pior. Fizeram uma desoneração tecnicamente incompetente. Agora, para desmontar, vão ter de enfrentar os grupos de interesse. 









Marcos Lisboa faz parte da ala dos economistas mais desencantados com o futuro da economia brasileira. No curto prazo, vê a necessidade de a equipe econômica evitar uma crise aguda no Brasil. Se o País passar por esse sufoco, acha que a década de 1980 - chamada de perdida - pode se repetir. "Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento", afirmou Lisboa.

Na vice-presidência do Insper, Lisboa foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005 e participou da equipe que promoveu ajustes na economia com uma agenda de reformas que permitiu, por exemplo, o avanço do crédito no País. 

A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o sr. analisa a economia?

O momento é de preocupação. Há o descontrole fiscal que, nos últimos anos, levou a essa inflação elevada, à estagnação da economia e que começa a afetar de forma preocupante o mercado de trabalho. Todo o esforço que existe hoje por parte da equipe econômica tenta evitar uma crise aguda.

É possível evitar a crise aguda?

Vai depender da capacidade de o governo fazer o ajuste fiscal firme. Na medida em que for feito, ajuda no combate à inflação. Infelizmente, nessa área, o Banco Central perdeu um pouco de credibilidade nos últimos anos, não só pela leniência com a inflação, mas pela falta de agenda. O BC fez uma condução atabalhoada da política monetária. Faz anúncios de juros para cá. Comunica outra coisa para lá. Sem falar das decisões infelizes, como o processo contra o Alex (Alexandre Schwartsman, ex-diretor de assuntos internacionais do BC que quase foi processado por ter criticado a instituição em seus artigos) e agora a história do Pastore (Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, fez avaliação negativa sobre a instituição em um evento e foi criticado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini). Com tudo o que a gente viu nos últimos anos, a sua capacidade de ter uma política eficaz é baixa. Perdi muitos amigos aqui.

O Tombini é amigo? 

Eu gosto de gente ali. 

Quer comentar as polêmicas?

Não tenho muito a dizer. Acho lamentável. Já falei de passagem. 

O sr. falou que é preciso ser firme com o ajuste fiscal. Está nos jornais a informação de que a presidente Dilma pode ceder em algumas medidas...

Há uma preocupação grande com a qualidade do ajuste. O descontrole que houve nos últimos anos foi grave. A gente saiu de um superávit primário de 3% do PIB para um déficit primário de 1,6% - sem levar em consideração receitas extraordinárias. Com as extraordinárias, são 0,6%. Estamos falando em R$ 200, R$ 300 bilhões de variação no gasto público. Reverter essa trajetória vai ser benéfico para tentar evitar uma crise aguda. Mas vai depender da capacidade de o governo negociar com o Congresso. Até agora, o que o Executivo conseguiu fazer são ajustes temporários. Agora, de fato, medidas estruturais são aquelas anunciadas em dezembro. Aquelas medidas, sim, vão gerar um ajuste fiscal sustentável para os próximos anos. Elas são suficientes? Não, estão longe de serem suficientes, mas vão na direção correta.

O sr. acredita que as medidas passam no Congresso?

Não sei, aí a entrevista teria de ser com um analista político (risos). 

Política e economia estão se misturando. São duas crises paralelas e uma contaminando a outra.

Eu acho que isso é um pouco resultado da campanha. Venderam a ideia de que o Brasil teria recursos públicos para financiar de tudo, assim como teria água e energia. A má notícia? Os recursos públicos estão acabando, a água está acabando e a energia está acabando. Ao que parece, o governo ficou refém de um discurso, mas agora precisa trocá-lo. Vendeu uma coisa que não é capaz de entregar. É por isso que se faz um ajuste de maneira um pouco atabalhoada. Não há um plano claro, estruturado, com medidas de longo prazo que vão permitir não apenas evitar a crise aguda, mas retomar o crescimento. O que a gente tem é um conjunto de medidas que estão disponíveis para evitar o pior. São as melhores para o crescimento? Não. Mas são melhores do que não fazer. Infelizmente, vivemos o custo do que se vendeu na campanha eleitoral.

Para muitos, se o ministro da Fazenda, Joaquim Levy conseguir parte do que está prometendo é sinal de que consegue reverter a situação. 

Foi grave o que fizeram nos últimos anos. Um ajuste fiscal profundo e relevante evita uma crise aguda, mas não retoma o crescimento. Essa crise não é igual a 1999 e 2003. Em 2003, tivemos uma bendita herança. Pegamos um país arrumado. Houve erros na gestão do Fernando Henrique Cardoso? Claro. Erros levaram ao racionamento de energia, por exemplo. Mas o governo de FHC assumiu o problema de frente: "Erramos, fizemos bobagem". Tiveram hombridade e liderança pública - o que não temos tido recentemente. Basta ver o caso da água em São Paulo ou o da energia no governo federal. Todo mundo tenta dar um jeitinho para evitar o racionamento. Agora, o problema fiscal é apenas a superfície de uma política econômica equivocada, que gerou uma série de distorções na atividade econômica. 

Por quê?

Enquanto vários países procuraram arrumar a casa para sair da crise, a gente inventou que a crise não iria chegar aqui. Retomamos os mesmos mecanismos dos anos 70. Retomamos o nacional-desenvolvimentismo aplicado lá atrás: fecha a economia, protege, concede subsídios. Foram essas medidas que geraram aquela década e meia de atrasos pelos anos 80. Mas aquela crise forçou o País a enfrentar a realidade. Nos anos 90 vieram a abertura econômica, privatizações, agências reguladoras, equilíbrio fiscal e política monetária equilibrada. Este é um ponto importante. O Brasil viveu - com idas e voltas, avanços e retrocessos - uma trajetória de continuidade desde 1990. Infelizmente, veio a crise em 2008 e qual foi a resposta? Repetimos a mesma de 74 que tinha dado errado. 

O sr. está querendo dizer que vamos viver outra década perdida?

Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento. O estrago que foi feito na produtividade é imenso. As pessoas estão muito preocupadas com a corrupção. A corrupção é a franja do problema. O estrago que a política nacional-desenvolvimentista fez na Petrobrás é incomparavelmente mais grave do que os números apresentados até agora pela corrupção. Não estamos falando de alguns bilhões de reais, mas talvez de centenas de bilhões de reais.

O que o sr. está vendo é uma situação como a dos anos 80?

Salvo o descontrole fiscal e monetário, sim. A desorganização é menos grave, mas a direção é a mesma.

Como se desmonta isso?

Esse tipo de política cria grupos de interesse. Estamos vendo o drama da indústria naval. Pela terceira vez, o Brasil tenta fazer uma indústria naval. A gente protege, dá um incentivo, dá um subsídio e cria regra de conteúdo nacional. Ainda assim, a indústria não se desenvolve. Mas condenamos o resto da economia a pagar mais caro pelo transporte naval. É o Custo Brasil. A política de proteção é benéfica apenas para quem recebe. Para o resto do País, é maléfica. Por que escolher empresas e setores para ter benefício? O ministro Levy, que é mais elegante do que eu, falou em patrimonialismo. Eu falo da meia-entrada. Todo mundo quer algum tipo de benefício e este governo apoiou essa proposta. Em parte, a culpa do que está aí é do governo, mas também da sociedade. O governo respondeu aos pedidos de grupos empresariais, de sindicatos, de entidades como a Fiesp. Eles foram a Brasília e falaram: "Baixa os juros, sobe o câmbio, concede proteção e estímulo que o País voltar a crescer". Pois é. Deu errado.

Há sinais de desmonte dessa visão econômica?


É difícil desmontar incentivos. Cada vez que você tentar, vai mexer com um grupo e provocar algum tipo de manifestação. Olha a discussão que se gerou por causa da mudança na desoneração da folha de pagamento. Existem propostas boas para desonerar a folha, mas conseguiram escolher a pior. Fizeram uma desoneração tecnicamente incompetente. Agora, para desmontar, vão ter de enfrentar os grupos de interesse. 

Depois de delatar PT, dono da Camargo Correia é libertado em Curitiba

Empreiteiro Dalton Avancini teve seu acordo de delação premiada homologado pela Justiça e deixou a prisão nesta segunda-feira 30. Ele ficará sob prisão domiciliar em São Paulo e terá de usar tornozeleira eletrônica.

Avancini  foi solto após dizer que doações eleitorais da empresa ao PT são "propina", confirmando a tese defendida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

A delação do empresário segue a mesma rota de outras delações que também já comprometeram fundo o PT e seus Partidos aliados, PP e PMDB. 




Russos recrutam brasileiros para brigada internacionalista do expansionismo russo sobre a Ucrãnia

O governo russo está por trás do recrutamento de brasileiros para formar bigadas internacionalistas para seu exército de dominação da Ucrânia, segundo é possível verificar no endereço mantido no Facebook por uma auto-intitulada Unidade Internacionalista Guevara.
CLIQUE AQUI para examinar a página.

Brigadistas de várias partes do mundo são recrutados entre organizações e grupos de esquerda que querem confrontar os Estados Unidos e seus aliados. 

Isto vale para o caso da Ucrânia e também para o chamado Exército Islâmico. 

O vídeo a seguir mostra as instruções que os membros da Internacionalista tem de passar antes de ir ao front. Logo no início da apresentação, em português, o instrutor demonstra como montar e desmontar uma metralhadora.
CLIQUE AQUI para ver.

O editor chegou ao endereço através de denúncias de leitores.

Muitos brasileiros já estão na frente de guerra, segundo a descrição e o vídeo a seguir (veja foto ao lado, à esquerda):
Cavar trincheiras, tirar longas guardas em posições distante de toda civilização, frio (em breve muito calor) e fome também fazem parte da nossa rotina.
Digging trenches, take long guards in positions distant from civilization, cold (soon too hot) and hunger are also part of our routine.
Rodolfo e outros brs em treinamento de infantaria anti-tanque em Donetsk
CLIQUE AQUI para ver o vídeo.

Eleitores de Manuela protestam contra a presença da comunista em Nova Iorque

N o seu Facebook de domingo, mesmo sem dizer aos seus eleitores onde está, a deputada comunista Manuela D'Ávila foi alvejada por uma saraivada de críticas em função de sua estada de final de semana em Nova Iorque. Seus leitores acham que ela deveria ter viajado para Cuba ou Coréia do Norte. A deputada viajou na semana passada, conforme postou em primeira mão o editor. Ela não viajou com passagens ou diárias pagas pela Assembléia, mas não abriu mão dos salários de deputada. Manuela está com o Duca Leindecker, que foi masterizar seus mais recentes sucessos musicais, segundo contou no seu Face. A viagem da comunista espantou todo mundo, porque o Partido de Manuela, o PCdoB, justificou as ações que resultaram nos ataques dos terroristas às Tores Gêmeas de Nova Iorque, sob o argumento de que foi uma resposta às agressões do "imperialismo ianque". 

Nesta segunda, a comunista esteve ausente do debate sobre Reforma Política na Assembléia, tudo porque resolveu passear em Nova Iorque. 

Veja alguns posts do Facebook de Manuela, todos de ontem, domingo:

 Manuela D'Ávila

Ontem às 04:42 · .
Um ótimo domingo a todos!
Graça Pardelhas, Nivaldo Moreira da Rosa, Victória Vieira e outras 810 pessoas curtiram isso...

Antonio Henrique Cardenaz Cardenaz O povo fala demais!
2 · Ontem às 06:16
Rafael Alcalde A cota é U$ 500.00, ok? Boa viagem enjoy NYC
61 · Ontem às 06:26
Sandra Leal da Veiga Bom domingo para você aí nos EUA!! Aproveite para acompanhar as "lindas" notícias do Brasil nos EUA. Não vai gastar muito, o dólar está caro, se és que tu sabes!! Enjoy!!
36 · Ontem às 07:11
Dari Angelino Jr Aproveite bem sua viagem ao paraíso do consumo, "nobre" deputada. Aliás, sendo política profissional filiada ao Partido Comunista, sua "excelência" tem mais é que se divertir com compras no paraíso capitalista do Tio Sam. Né não?
32 · 20 h

CLIQUE AQUI para examinar tudo. 

Lya Luft também chama para as manifestações de 12 de abril

Aviso que manda a escritora gaúcha Lya Luft na sua coluna de hoje ("Fundo do mar") da revista Veja de hoje:

- Se sair a manifestação de 12 de abril, lá estarei, de bengalinha, orgulhosa de poder fazer alogo mais concreto pelo bem deste País, do qual minha família fez a sua pátria há 200 anos. 

As manifestações previstas para o dia 12 pretendem reunir 4 milhões de pessoas, quase o dobro do que foi registrado no dia 14 de março.

Caso este número se concretize, estará aberto o caminho para o impeachment de Dilma.

Para que isto ocorra, bastará manter a mobilização e emocionar mídia e Congresso.


85% do esforço fiscal anunciado até agora saem do bolso dos brasileiros

Nesta reportagem do Estadão de ontem, Alexa Salomão avisa que as medidas anunciadas pela equipe econômica para melhorar as contas públicas reuniram até agora R$ 45 bilhões dos R$ 66 bilhões fixados como meta para 2015. A maioria das pessoas não sabe para que serve o superávit primário – economia de recursos feita pelo governo para manter as contas no azul e garantir um extra que cobre o pagamento da dívida pública. Neste ano, porém, todos os brasileiros vão tirar dinheiro do bolso para ajudar nessa economia. Do bolo de recursos que o governo já garantiu para o superávit, 85% são bancados pela população.

Leia toda a reportagem. A ilustração e resumo ao lado são também do Estadão. 

Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estado, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015 (o compromisso é fazer o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto do ano). Ocorre que apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custeio, como cafezinho e xérox.
O grosso dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias (veja quadro abaixo). Uma parte virá da cobrança de tributos, como a volta da Cide nos combustíveis e a mudança no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com o fim da desoneração de veículos e a alta na taxa para cosméticos. Um estudo da LCA Consultores, encomendado pelas indústrias do setor, concluiu que um simples batom – que pelas estimativas vai subir mais de 12% – dará um quinhão ao ajuste fiscal. “Não tinha como ser diferente porque esforço fiscal se faz com corte de gasto ou alta de tributo”, diz Mansueto. “Ainda assim, o governo terá dificuldades para cumprir a meta.”
Para o economista, nem tudo que é esperado virá. Os R$ 18 bilhões estimados com as mudanças em benefícios sociais, como pensão das viúvas jovens e seguro-desemprego, devem cair a R$ 3 bilhões. Outras despesas, como o Bolsa Família, vão crescer e reduzir os ganhos da medida. O fim da desoneração da folha de pagamento, por sua vez, gerou tanta polêmica que, para Mansueto, é uma incógnita. Ele nem a considerou na estimativa. “Para fechar a meta, o governo terá de fazer um corte brutal de investimentos ou elevar carga tributária, punindo o já comprometido crescimento.”
Contas engessadas. Matematicamente, o superávit primário se dá quando a receita é maior que a despesa (excluindo-se gastos com juros). Assim, ele sinaliza que não vai deixar a dívida pública fugir do controle, o que fortalece a confiança dos investidores e gera um ciclo virtuoso na economia.
O Estado brasileiro sempre gastou demais. Em parte, com a proliferação de órgãos e funcionários. Pesam também as obrigações com a população, principalmente após a Constituição de 1988. O governo deve garantir previdência, saúde e educação universais sem ter mecanismos financeiros adequados. “Os benefícios criados na Constituição atentam contra a aritmética”, diz William Eid Junior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas.
Para os economistas, após a crise de 2008, a política adotada pelo governo aprofundou as distorções: houve excesso de desonerações e benefícios setoriais, além de outros mecanismos de intervenção na economia que levaram à queda da arrecadação, do investimento e do crescimento. “O descontrole dos últimos anos foi grave”, diz o economista Marcos Lisboa (leia a entrevista na página 3).

O governo sinaliza que pode cortar ministérios para dar a sua contribuição. A medida, porém, diz o economista Fábio Klein, da Tendências Consultoria, é “simbólica”. Os ministérios virariam secretarias. Não haveria demissões. A conta em pouco cairia. Só uma reforma no Estado mudaria o cenário.

Bovespa chega a subir 1,8%; dólar opera em alta de 0,53%

O dólar comercial e a Bolsa de Valores operavam em alta nesta segunda-feira. A moeda norte-americana acumulou valorização de 0,32% na semana passada, e a Bovespa teve perdas de 3,6%.

Por volta das 12h30, o dólar subia 0,53%, a R$ 3,258 na venda, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 1,78%, a 50.985,24 pontos.

Minoria agressiva de ativistas homossexuais e assemelhados vaiaram Cunha na Assembléia

Minoria agressiva de ativistas e dissidentes sexuais trentaram impor-se pela força à aceitação do público que compareceu esta manhã ao Fórum sobre Reforma Política.

Os incidentes foram produzidos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que  foi recebido com vaias, protesto e beijo de homossexuais na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na manhã desta segunda-feira. Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), participaram da abertura do fórum Reforma Política: Visões para construir a mudança.

O deputado avisou que na presidência da Cãmara impedirá casamentos de homossexuais e assemelhados e materá a proibição para adoções de casais dissidentes. 

Marcado para as 9h no auditório Dante Barone, o evento foi atrasado devido à presença de homossexuais e assemelhados que gritavam "fora Cunha" e entoavam cantos contra a homofobia. Edson Brum (PMDB), presidente do Legislativo no Estado, tentou dar início ao fórum, "pedindo o silêncio dos presentes. Após a improdutiva tentativa de conversar com o grupo homossexual que fazia o protesto, Brum ordenou que evacuassem o auditório e transferiu o debate para o plenário da Assembleia — onde manifestantes foram impedidos de entrar.

O Fórum prossegue durante toda a tarde. 
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/