Saiba quem concorrerá nas eleições de 3 de março no RS


Foram registrados nesta segunda-feira, último dia do prazo, os candidatos nos três municípios gaúchos que terão novas eleições, desta vez no dia 3 de março. As eleições anteriores foram anuladas porque os prefeitos eleitos foram cassados pela prática de crimes eleitorais. A campanha eleitoral em cada cidade poderá começar nesta terça-feira, mas não irá para rádio e TV. 

Novo Hamburgo, 169.299 eleitores
Paulo Kopschina, PMDB
Tarcisio Zimmermann, PT

Erechim, 67.635 eleitores
Anacleto Zanella, PT
Luis Fernando Schmidt, DEM

Eugênio de Castro, 2.585 eleitores
Horst Daltro Steglich, PSDB
Sirlei Reginaldo, PP

- Nos dois municípios mais importantes, Novo Hamburgo e Erechim, o PDT, que é muito forte e era aliado do PT, passou-se para a oposição, o que reduz as chances de reeleição do PT.
* A pesquisa é do editor e é desta segunda-feira a tarde.

Tarso se entrega em entrevista ao jornal O Globo: "'Usamos os métodos de partidos que criticávamos'

- Embora faça autocrítica, mas não mea culpa (o PT do RS recebeu dinheiro sujo do Mensalão para pagar contas de campanhas eleitorais, inclusive de Tarso), o governador Tarso Genro reconhece os malfeitos cometidos pelo PT. Na entrevista ele evita usar o verdadeiro nome da vergonha enfrentada pelo Partido, insistindo em classificar o julgamento do Mensalão como o julgamento da Ação Penal 470, comos e isto alterasse o reconhecimento do que fez a organização criminosa passada a limpo pelo STF e com a qual o PT do RS e o próprio Tarso foram coniventes. O governador concedeu a entrevista durante suas novas "férias", que desta vez ocorreram no Rio,no Leme, onde esteve hospedado. 

* Clipping O Globo, Marcelo Remígio

RIO — Um dos principais líderes petistas, Tarso Genro diz que, do julgamento do mensalão, deve ficar a lição de que o PT não pode continuar a compor maiorias e formar alianças a qualquer preço

Quais os reflexos que o mensalão ainda provocará no PT? Como se preparar para 2014?
Integro uma corrente de opinião no PT que é minoritária, tem em torno de 40% dos delegados, a Mensagem ao Partido. Ela entende que o partido precisa passar por uma profunda renovação, e essa renovação passa pelos métodos da direção; pelas relações do partido com os governos; por novos métodos de participação da base, por meio de métodos tecnológicos; e por uma avaliação muito mais profunda do que foi feito até agora sobre o que ocorreu nesta Ação Penal 470. Uma coisa é você avaliar, como eu avaliei, que teve de se inventar uma tese de domínio funcional dos fatos para condenar lideranças do partido. Outra coisa é você compreender que, tendo ocorrido ilícitos penais ou não, os métodos de composição de maiorias e de formação de alianças que nós utilizamos foram os mesmos métodos tradicionais que os partidos que nós criticávamos adotavam. É uma total necessidade você aprender a superar esses métodos. Esta é a grande questão que temos que trabalhar: qual é o sistema de alianças que nos dá uma capacidade de governar dentro da ordem democrática sem utilizar esses métodos tradicionais que herdamos da República Velha.

O senhor defende a cassação dos mandatos dos mensaleiros?
A Constituição tem que ser interpretada a partir da independência dos poderes. A decisão tem que ser da Câmara Federal de cassar ou não. Eu substituí o (José) Genoino na presidência do PT, e o que circulava dentro do partido, e foi constatado depois, é que ele assinou empréstimos, agora pagos, e que o fez de boa-fé, sem saber que, por trás daqueles empréstimos, poderia ter uma articulação de intercâmbio de favores em benefício do partido e de outras pessoas. Eu não sei se, nessa situação, eu renunciaria. O fato é que toda essa situação significa que o PT tem de instituir regras muito rígidas em relação aos seus dirigentes, seus quadros e seus vínculos com as empresas privadas. É totalmente incompatível dirigente partidário continuar se apresentando como tal e sendo ao mesmo tempo consultor de grandes negócios. Porque, quando essa pessoa fala dentro do partido, quem está falando? É o dirigente ou o consultor? Essa regra não deve valer só para o PT, não estou me fixando em nenhum caso específico. Essas relações são sempre muito perigosas.

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Embuste do Tesouro tornou falso 35% do total da economia demonstrada nas contas públicas do governo Dilma


* Clipping Folha, Sheila D'Amorim e Mariana Schreiber

A criatividade do Tesouro Nacional para fechar suas contas, com o uso de sucessivas manobras contábeis e brechas legais, criou no Brasil uma contabilidade paralela à oficial que coloca em risco a credibilidade fiscal da gestão Dilma Rousseff.

. Bancos e consultorias passaram a expurgar receitas e depurar gastos para calcular um superavit "puro" e poder estimar o impacto na economia e fazer suas projeções. Nesses cálculos, a economia do setor público para pagar juros da dívida foi no mínimo 35% menor que a oficial em 2012 (veja quadro). O descrédito em relação aos números do Tesouro já assusta integrantes da equipe do ministro Guido Mantega (Fazenda).
A crise teve seu auge nas últimas semanas, quando se tornou pública a triangulação com bancos públicos e o Fundo Soberano para fechar os números de 2012.

. O dado do ano, que só será divulgado no fim deste mês, foi apelidado de "superavit elfo", numa referência ao conto de Natal publicado em um dos blogs do jornal britânico "Financial Times".

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Dilma começou a apanhar dos aliados. O que pensa disto a oposição ?

* Clipping www.brasil247.com.br

Apanhar de nomes como Merval Pereira, Miriam Leitão, Augusto Nunes, Alexandre Schwartsman e Marco Antônio Villa já era esperado. A novidade é que o governo Dilma começa a ser criticado por antigos aliados, como os economistas Delfim Netto e Carlos Lessa, assim como pelos jornalistas Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim; disparou o sinal amarelo?

247 - Será que acabou a lua de mel de alguns aliados com a presidente Dilma Rousseff? É uma pergunta que cabe ser feita, diante de algumas críticas que começam a ser ouvidas aqui e acolá. E que não partem mais dos adversários tradicionais, como Merval Pereira, Miriam Leitão, Augusto Nunes, Alexandre Schwartsman, Marco Antonio Villa e outros tantos adversários do projeto de poder petista.

Nesta segunda, o ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, chuta a porta ao dar nota cinco ou seis à presidente Dilma. Lessa coloca uma questão interessante, no momento em que a presidente tenta convencer empresários a voltar a investir. "Vejo a Petrobras vendendo refinarias no exterior, dizendo que está perdendo dinheiro com gasolina, com gás de cozinha. Isso faz os empresários brasileiros duvidarem de que a Petrobras tocará para a frente o seu programa. Aí, se a Petrobras não vai, serei eu, dono da lanchonete da esquina, que vou apostar no crescimento brasileiro?", indaga. Se a maior empresa brasileira pisa no freio, por que companhias menores deveriam acelerar? Cortes feitos na Petrobras, por sinal, já afetam toda a cadeia de fornecedores reunida na Associação Brasileira de Montagens Industriais, a Abemi. Assim como Lessa, outro grande aliado de Dilma, o professor Delfim Netto, vocalizou sua primeira crítica à presidente. "Este governo é curioso. Faz tudo certo, mas de modo equivocado", afirmou. Ele defendeu a queda dos juros, mas criticou o uso de recursos do Fundo Soberano para fechar as metas fiscais de 2012. “Assim, o governo dá a impressão de querer ressuscitar a conta-movimento do Banco do Brasil”.

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CHARGE ao lado é de Marco Jacobsen, Folha de Londrina, Paraná. 

Protesto contra Lula reúne 20 pessoas na Avenida Paulista

No segundo domingo de 2013, um protesto convocado pelas redes sociais contra a corrupção e o ex-presidente Lula conseguiu reunir apenas 20 pessoas na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

. O lema dos manifestantes era "Mexeu com o Brasil, mexeu comigo", numa resposta ao movimento "Mexeu com Lula, mexeu comigo", que se fortaleceu nas redes sociais após as denúncias de Marcos Valério contra o ex-presidente.Numa das faixas, Lula era chamado de ladrão. Um dos presentes, o professor Antonio da Silva Ortega, disse que estava presente por temer que o Brasil se transformasse "numa Cuba ou Venezuela". Pelas redes sociais, 1,8 mil pessoas haviam confirmado presença, mas apenas vinte compareceram, no domingo chuvoso em São Paulo.

* Clipping www.brasil247.com.br

Ao defender Genoíno, o PT nacional revive as relações do governo Olívio Dutra com o jogo do bicho e Carlinhos Cachoeira

* Clipping www.noblat.com.br
É o bicho, por Mary Zaidan

André Luis Vargas Ilário, deputado federal pelo Paraná e secretário de Comunicação do PT, tem sido um leão na defesa dos mensaleiros condenados pela Suprema Corte. Notabiliza-se pela fartura de declarações de efeito contra a mídia e o que ele chama de elites conservadoras; um besteirol sem tamanho feito sob medida para ecoar na militância petista mais radical.Juvenil, na ânsia de proteger o réu José Genoíno (PT-SP) fez o dever de casa ao contrário e puxou uma sujeira protegida pelo tapete dos companheiros há mais de uma década: a relação suspeita entre o PT e o jogo do bicho.Irritado com a reprimenda pública que o ex-governador Olívio Dutra fez ao recém-empossado deputado José Genoíno durante entrevista à Rádio Guaíba – “Eu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tem dentro do partido... que tu deverias renunciar” -, André Vargas sacou do coldre a cobertura que o PT dera a Dutra na CPI estadual do jogo do bicho, em 2001.“Para quem teve a compreensão do conjunto do partido em um momento difícil, ele está sendo pouco compreensivo”, disparou.Pela cabeça do parlamentar, que está prestes a virar vice-presidente da Câmara, não ocorreu que estava colocando lenha em uma fogueira que nem brasa mais tinha.
Por 36 votos a favor e 10 contra, a CPI da Segurança Pública (jogo do bicho) realizada pela Assembleia do Rio Grande do Sul chegou a enquadrar Dutra por improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Depois disso, o processo caminhou devagar e acabou sendo rejeitado pelo Ministério Público.
Em 2004 o tema voltou à baila quando a loteria gaúcha foi entregue a Carlos Almeida Ramos. Ele mesmo, o Carlinhos Cachoeira.No ano seguinte, o esquema foi alvo de denúncia do deputado José Vicente Goulart Brizola, ex-diretor da loteria estadual. Na CPI dos Bingos, ele afirmou que fora coagido por petistas gaúchos a buscar recursos de campanha com donos de bingos e bicheiros.Os petistas negaram. Viraram bichos. Literalmente.Tido como um dos responsáveis por fazer a presidente Dilma Rousseff trocar o PDT pelo PT, José Vicente Goulart Brizola morreu, prematuramente, aos 61 anos, no último dia 28 de dezembro.
O filho do ex-governador Leonel Brizola, pai do ministro Brizola Neto, não está mais aqui para cobrar a reabertura do caso. Mas investigar os elos que, por mais de uma década, ligam o PT a bicheiros é algo inadiável depois de o deputado André Vargas confessar a proteção propiciada pela “compreensão do conjunto”.O bicho pode até não pegar. Mas não abrir novas diligências será incompreensível.

Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan.

CLIQUE na charge para ver melhor. O material é do Jornal do Povo, Cachoeira do Sul, RS.

Aécio detona Serra e assume controle nacional do PSDB

Numa articulação comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, senador mineiro deverá tomar por completo o poder na sigla; à ala serrista restará, no máximo, uma vice-presidência; tudo para evitar sabotagens daqui até 2014; José Serra tentará ainda ter seu nome incluído na próxima pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial. O material desta nota é do site www.brasil247.com.br

 Todo o poder a Aécio. Esse é o mantra no PSDB, especialmente agora que José Serra ameaçou pedir prévias para tentar, mais uma vez, disputar a presidência da República.A consolidação do poder aecista virá em maio, quando os tucanos deverão eleger a nova executiva nacional do partido. Na articulação comandada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo atual comandante da sigla, Sérgio Guerra, Aécio será eleito presidente do PSDB.A vice-presidência, que hoje está com o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG), também aliado de Aécio, será entregue a um nome indicado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ou seja: a aliança dos mineiros com São Paulo passa por Alckmin – e não por Serra. Aécio fará de tudo para evitar que um serrista, como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ou o ex-governador Alberto Goldman, ocupe o posto. E defende abertamente que Aloysio seja líder no Senado, fora da máquina do partido, no lugar do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).O terceiro posto mais importante na hierarquia tucana, que é a presidência do Instituto Teotônio Vilela, encarregado de formular programas e propostas do partido, será entregue a outro aliado de Aécio, o ex-senador Tasso Jereissati.
Nesse xadrez, Serra ficará totalmente isolado e tentado a buscar abrigo em outra sigla, como o PPS, de Roberto Freire. Magoado, ele tentará ter seu nome incluído na próxima pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial, apostando que ainda aparecerá à frente de Aécio. Mas seu tempo no PSDB parece ter chegado ao fim.

Artigo, Samy Adghirnide - Operação Antigay. A solução final.


* Clipping Folha de S. Paulo, domingo.
Artigo de samy Adghirnide, Teerã.

Quando criança, Sara preferia jogar futebol com os meninos a brincar de boneca. Mocinha, ela passou a sofrer todo dia por ter que usar véu e roupas femininas.Hoje com 17 anos, Sara diz ter certeza de que nasceu com o sexo errado. Se conseguir convencer as autoridades, ela ganhará permissão e subsídio para ser operada e adotar uma nova identidade, com nome masculino.

A República Islâmica do Irã abençoa e incentiva operações de troca de sexo, em nome de uma política que considera todo cidadão não heterossexual como espírito nascido no corpo errado.

Com ao menos 50 cirurgias por ano, o país é recordista mundial em mudança de sexo, após a Tailândia.
Oficialmente, gays não existem no país. Ficou famosa a frase do presidente Mahmoud Ahmadinejad dita a uma plateia de estudantes nos EUA em 2007, de que "não há homossexuais no Irã". A homossexualidade nem consta da lei. Mas sodomia é passível de execução.Já transexuais, aos olhos dessa mesma lei, são heterossexuais vítimas de uma doença curável mediante cirurgia.Essa visão partiu do próprio fundador da república islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, que emitiu em 1984 um decreto tornando o procedimento lícito.

Khomeini comoveu-se com o caso de Feyreddun Molkara, um devoto xiita que o convencera de que era mulher presa em corpo de homem.A bênção aos transexuais continuou após a morte de Khomeini, em 1989, apesar da objeção de alguns clérigos.

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Governo Tarso genro fez farra das diárias em 2012. Gastos cresceram 60%, somando R$ 118 milhões. Conheça os nomes dos secretários mais gastadores.

2012 marcou uma farra de gastos com diárias no governo do RS, segundo revelou neste domingo a repórer Flávia Bemfica, Correio do Povo, que conseguiu os dados completos das contas de cada secretaria.

. No segundo ano do governo do PT, 2012, foram R$ 110,8 milhões apenas com diárias.No segundo ano do seu governo, os tucanos gastaram R$ 36,2 mil.

. Governo algum gastou tanto na história deste Estado.

. Até mesmo em relação a ano anterior do próprio governo do PT, os números são de arrepiar, porque os gastos com diárias de 2012 foram 59,21% maiores.Do total de R$ 110,8 milhões, as cinco áreas que mais gastaram com diárias foram: Segurança, R$ 73,9 milhões; Daer, R$ 10,3 milhões; Educação, R$ 5,8 milhões; agricultura, R$ 3,8 milhões; Saúde, R$ 3 milhões.

. O Correio do Povo não revelou quanto gastou em diárias o governador Tarso Genro, que no ano passado fez uma viagem internacional a cada dois meses, sem contar suas férias e da família em Cuba.

. O secretário mais gastador é o da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, com R$ 35 mil. Ele venceu na disputa até mesmo a secretaria do Turismo, a segunda da lista, com R$ 26,2 mil.  Eis o ranking dos 10 mais gastadores:

Agricultura, Luiz Mainardi - r$ 35 mil
Turismo, Abigail Pereira, R$ 26,2 mil
Ciência e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, R$ 25,2 mil
Planejamento, João Motta, R$ 21,4 mil
Chefe de Gabinete de Tarso, Vinicius Wu, R$ 17,2 mil
Assessor Superior de Tarso, João Victor, R$ 176,9 mil
Esportes, Kalil Sehbe, R$ 16,7 mil
Logística e Infraestrutura, Beto Albuquerque, R$ 16 mil
Administração, Stela Farias, R$ 15,2 mil
Trabalho, Luis Lara, R$ 15 mil

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Jânio Freitas, jornalista pró PT, está desconfiado: entrevista de Gurgel trai interesses ocultos

O jornalista Jânio Freitas, afinadíssimo com o PT e com as chamadas esquerdas, mesmo depois das escandalosas revelações feitas no julgamento do Mensalão, está desconfiadíssimo com as razões que levaram o procurador Geral da República a conceder entrevista de página inteira ao jornal Folha de S. Paulo, esta semana. Alguém botou o jaboti no galho da árvore, porque jaboti não sobe em árvore, parece dizer Jânio em seu artigo de hoje da Folha. O editor raciocinou da mesma forma. Não fizeram isto os petistas, inclusive Zé Dirceu, que preferiram pinçar trechos da entrevista para enxdergar contradições de Gurgel e do STF, defendendo-se em relação a acusações que os levarão à prisão.

. Os leitores petistas desatentos parecem não ter dado importância a esta declaração do procurador Geral:

- O esquema do Mensalão é muito maior do que aquilo que foi julgado no STF.

. É aí que entra Lula.

. Leia o que escreveu Jânio Freitas:

- O que mais interessa na entrevista do procurador-geral, Roberto Gurgel, à Folha, é o motivo que o levou a querer dá-la. Ele já dissera que "o mensalão era muito maior" do que o julgado pelo STF. Também quase todo o restante foi, digamos, entrevista de reiterações. Mas o motivo indeclarado pode ser novo.

Elio Gaspari ataca o PT aético que demoniza o ético Olívio Dutra

* Clipping Correio do Povo, Porto Alegre.

Num momento luminoso para o PT, o companheiro Olívio Dutra, fundador do partido, ex-prefeito de Porto Alegre e ex-governador do Rio Grande do Sul, disse ao deputado José Genoino: ªEu acho que tu deverias pensar na tua biografia, na trajetória que tens dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho porque furungar nissoº.Dias depois, o comissário André Vargas, secretário de Comunicação do partido, disse que Olívio fora ªpouco compreensivoº. E mostrou a faca: ªQuando ele passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo mundo. (...) Ele já passou por muitos problemas, né?ºEngano. Durante o governo de Olívio Dutra, o PT gaúcho foi apanhado numa maracutaia, mas ele nunca foi acusado de envolvimento direto no caso. Processo judicial, nem pensar. Genoino e seu colegas foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

Olívio Dutra é de um tempo em que petistas rachavam apartamento em Brasília (seu parceiro era Lula). Quando deixou a prefeitura, voltou a ser um bancário. Com seus bigodes e uma bolsa tétrica, anda de ônibus. Passou por problemas, mas nunca passou pelas soluções dos comissários de hoje.A resposta de André Vargas indica que, no PT 2.0, uma pessoa com a biografia de Olívio é um estorvo, tornando-se necessário colocá-lo ao alcance de qualquer suspeita.

Artigo, Pedro Malan - A Petrobrás, nos governos Lula e Dilma, é a única petroleira do mundo que perde dinheiro quando vende gasolina

O time econômico do senador mineiro Aécio Neves começa, aos poucos, a ensaiar seu discurso. Neste domingo, o ex-ministro Pedro Malan, um dos conselheiros do time aecista, critica duramente o modelo econômico do governo Dilma. Ele questiona especificamente as regras do setor elétrico, que inibiriam investimentos futuros, e a ineficiência da Petrobras – segundo ele, a única empresa do mundo que perde dinheiro quando vende gasolina. Malan também questiona o maniqueísmo do debate público e a divisão dos analistas em escolas de pensamento que, diz ele, perderam o sentido. Leia abaixo seu artigo originalmente publicado no Estado de S. Paulo. Este texto de introdução é do site www.brasil247.com.br, mas foi copidescado pelo editor para expurgar adjetivações com as quais não concorda. 

Coincidência ou não, vale o simbolismo: o governo federal escolheu dois 7 de Setembro (2009 e 2012), dias de nossa Independência, para anunciar mudanças importantes nos regimes de concessão nas áreas de petróleo e energia elétrica. No caso do petróleo, como notei em artigo anterior, "deixemos de lado uma pergunta fundamental: era mesmo preciso mudar totalmente a Lei do Petróleo de 1997 apenas para aumentar a fatia do governo no pré-sal?". (Algo que o regime de concessões, adaptado já permitiria, dizem especialistas, por meio de aumento da "participação especial"para os novos campos.) Mas a questão relevante, após a controvertida decisão da mudança de regime, passou a ser a viabilização dos investimentos para a empreitada, principalmente com a Petrobrás tendo de assumir a posição de operadora, com pelo menos 30% de todos os campos do pré-sal a serem explorados.

Opiniões à parte, são fatos que a mudança de regime atrasou o processo, que há quatro anos não há licitações de nenhuma área e que a Petrobrás, como notou Adriano Pires, é a única grande empresa do mundo que, apesar do petróleo a mais de US$ 100 o barril, perde dinheiro quando vende gasolina (cujo consumo aumentou 60% de 2008 a 2012), porque paga mais caro pela gasolina que importa do que recebe pela gasolina que vende, já que seus preços estão controlados por decisão do acionista majoritário. E isso certamente afetou a sua capacidade de investimento. Investimentos que passariam de US$ 174 bilhões (2009-2013) para US$ 225 bilhões (2010-2014 e 2011-2015) para US$ 236 bilhões (2012-2016). Haja Tesouro.

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O deputado que o PMDB quer eleger presidente da Câmara é favorito, sim, mas também está enrolado em denúncias de falcatruas

- O deputado Henrique Eduardo Alves, PMDB, é o presuntivo novo presidente da Câmara. Ele virá a Porto Alegre nesta terça-feira para pegar o apoio dos deputados federais do Partido (Osmar Terra, Darcisio Perondi, Eliseu Padilha e Alceu Moreira) mas também conversar com os deputados estaduais e dirigentes partidários. Os convites para o almoço estão esgotados. Acontece que Alves terá que se explicar sobre as denúncias de Veja desta semana, segundo as quais ele meteu a mão em dinheiro que não podia, ao “contratar” uma empresa de fachada para fazer de conta que aluga automóveis para seu uso, visando com isto mascarar dinheiro grosso que recebeu indevidamente. Ao praticar atos igualmente lesivos aos fundos da Câmara, João Paulo Cunha virou bandoleiro no STF. CLIQUE AQUI para ler a reportagem completa, inclusive fotos dos laranjas usados para a maracutaia. Neste domingo, o jornal Folha de S. Paulo também atacou Alves, mas por outra razão pior ainda. É que o deputado foi acusado de ter direcionado recursos de emendas parlamentares a uma empresa de um assessor lotado em seu próprio gabinete. É o que informa reportagem de Leandro Colon, neste domingo, na FolhaOs recursos das emendas foram parar na empresa Bonacci Engenharia e Comércio, que pertence a Aluizio Dutra de Almeida e é também tesoureiro do PMDB em Natal (RN), a base eleitoral de Henrique Eduardo Alves. Segundo o esquema, o deputado direcionava emendas para prefeituras comandadas pelo PMDB no Rio Grande do Norte e os prefeitos, em seguida, contratavam a Bonacci. Os valores das emendas variavam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil e beneficiavam cidades como São Gonçalo do Amarante, Brejinho e Campo Grande. Em 2002, Henrique Eduardo Alves foi cotado para ser vice de José Serra, mas perdeu a vaga quando um escândalo o derrubou.

Favorito para vencer a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, deputado federal há 42 anos, se apresenta como um profundo conhecedor dos meandros do Parlamento. Trata-se da mais pura verdade, como se verá a seguir.Como todo deputado, o potiguar Alves recebe, além do salário, uma ajuda de custo de 32 000 reais para bancar as despesas do mandato. No seu caso, mais de um quarto desse dinheiro (8 300 reais) é gasto a cada mês com aluguel de veículos, segundo sua prestação de contas. Ocorre que as notas fiscais que Alves apresenta para comprovar essas despesas são emitidas por uma empresa registrada em nome de uma laranja - ligada a um conhecido ex-assessor de seu partido.

. A Global Transportes tem como endereço uma casa na periferia de Brasília. No papel, pertence à ex-vendedora de tapetes Viviane dos Santos. Localizada por VEJA, Viviane disse nem saber da existência de contrato com o deputado. Ela afirma que, na verdade, emprestou seu nome a uma tia - e admite que a empresa da qual é “dona”, e que supostamente aluga veículos, não possui um carro sequer. A tia de Viviane, Kelen Gomes, que fornece as notas ao gabinete do deputado Alves, é quem tenta explicar: “Nós arrumamos carros com terceiros e os alugamos”. Procurado, Henrique Alves primeiro disse que, quando está em Brasília, utiliza carro próprio. Depois, corrigiu-se afirmando que o carro que usa na capital é alugado, sim, mas ele não se lembra nem mesmo do modelo. Por fim, mandou que um funcionário de seu gabinete, Wellington Costa, desse explicações. “Você acha que eu cuido disso?”, reagiu Alves. O funcionário, porém, foi de uma sinceridade rara: “Talvez o deputado não se lembre, mas foi ele quem mandou contratar essa empresa”.

. Por trás da mamata está César Cunha, ex-assessor do PMDB. Ele foi sócio da Executiva, outra empresa que não existe no endereço declarado. A Executiva forneceu notas a Henrique Alves até se enrolar com a Justiça e ser substituída pela Global. Desde 2009, Alves destinou às duas empresas, sob a batuta de César Cunha, 357 000 reais. Daria para comprar cinco carros executivos. Na campanha pela presidência da Câmara, Alves tem dito que trabalhará para limpar a imagem da Casa, manchada por escândalos. Pelo visto, terá de começar pelo próprio gabinete.


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Jornalista conta segredos da "visita" de Christina Kirchner, La Loca, ao moribundo Chavez

- Nelson Bocaranda, colunsita do jornal El Universal, o principal de Caracas, acaba de postar as notas a seguir no seu Twitter. Todas falam  da visita de Christina Kirchner, La Loca, a Havana, para visitar o moribundo Chavez. Ela nem quis entrar no quarto do doente, porque "quer manter dele a sua melhor imagem". O colunista também fala de uma carta secreta que o coronel entregou para duas pessoas antes de fazer sua viagem final a Cuba.

Nelson Bocaranda S. (@NelsonBocaranda)
12/01/13 19:24
OJO:CK informo a sus colaboradores que no entró al cúbiculo de la UCI donde esta el paciente pues "quiere mantener viva su mejor imagen"

12/01/13 19:19
CKirchner recibió copia de esas cartas en Diciembre.Un enviado se las llevo a Buenos Aires.¿Sorpresa en Cuba y en alto gobierno? SI..y mucha

12/01/13 19:17
Las dos cartas que entregó Chávez antes de viajar a Cuba en diciembre a dos personas,una es dirigente rojita floreada.¿La otra? CK lo sabe.

12/01/13 19:14
RUNRUN:Cristina Kirchner comentó con Raul Castro&Maduro que ella tenía copia de las 2 cartas que escribió Chávez a principios de Diciembre

Saiba por que os líderes do PT repetem nazistas e comunistas na proposta de regulamentação da imprensa

* Artigo, Roberto Romano.

A garrando uma oportunidade, a condenação de alguns políticos que o lideram, o Partido dos Trabalhadores postula novamente o controle da imprensa. Existem graves distorções no jornalismo atual, devendo ele ser tratado com rigor pelos interessados - leitores, ouvintes, telespectadores- na forma e no conteúdo das notícias.Muitas críticas, no entanto, têm origem em personalidades e grupos que desejam impor programas para perpetuar seu poder.

De onde vem a tese de que é preciso regular a imprensa? Lembremos o jurista Carl Schmitt, lido por Francisco Campos, ministro de Vargas que no Estado Novo normatizou os jornais. O alemão afirma que, na busca de formar a mente pública, o audiovisual ameaça o Estado. O poder político deve ter o monopólio dessa técnica. "Nenhum Estado liberal deixa de reivindicar em seu proveito a censura intensiva e o controle sobre filmes e imagens, e sobre o rádio. Nenhum Estado deixa a um adversário os novos meios de dominação das massas e formação da opinião pública". O Estado, diz Schmitt, deve controlar os meios de comunicação: "Os novos meios técnicos pertencem exclusivamente ao Estado e servem para aumentar sua potência". O ente estatal "não deixa surgirem seu interior forças inimigas. Ele não permite que elas disponham de técnicas para sapar sua potência com slogans como"Estado de direito","liberalismo" ou um outro nome" (Schmitt em 1932, cf. O. Beaud: Os Últimos Dias de Weimar). A raiz histórica da tese é venenosa.

(...)

A mídia regulamentada teve seu papel no extermínio dos judeus, embora o regime mantivesse o segredo como arma.

Himmler, discursando em Poznan (4/10/1943), disse que o Holocausto era "um capítulo glorioso da SS que nunca chegou a ser escrito". A leitura dos jornais sob controle mostram algo diferente.A popularidade de Hitler, é certo, não se deveu à mídia ventríloqua, mas é falso dizer que jornais "independentes" (Frankfurter Zeitung, Berliner Tageblatt, etc.) se opuseram ao regime. Paul Scheffer, editorialista do Berliner Tageblatt, narra que sua posição era de marionete sob Goebbels. Os jornais deveriam "parecer" diversificados, mas agir na linha única, imposta pelo partido.

Muitos leitores cancelaram assinaturas dos jornais.Os periódicos estrangeiros eram lidos com sofre guidão.Nos textos censurados as pessoas aprenderam a ler entre as linhas para compensar a falta de informações. O encanto por Hitler seguia ao lado da impopularidade do seu partido.Segundo I. Kershaw (O Mito de Hitler: o culto do Führer e a opinião popular), os alemães atribuíam ao Führer os sucessos anteriores à guerra. A "corrupção, a imperícia administrativa e problemas de suprimento não se deviam a ele,mas ao partido".A mídia fantoche fazia do líder um inimputável. Os jornais regulamentados apresentavam-no como a pessoa que acabara com o desemprego, vencera a corrupção,levara a Alemanha ao poder europeu.Os fracassos eram atribuídos aos inimigos,como os judeus. (Informações preciosas encontram-se em BruceA.Murray, Framing the Past: The Historiography of German Cinema and Television.)

Virada a página,no mundo soviético,idênticas loas ao Pai dos Povos,igual servilismo imposto à imprensa.

E hoje, no mundo e no Brasil? Em greve inédita contra a censura, um jornal do próprio governo chinês (Global Times), em texto dos editores afirma: "A realidade é que antigas políticas de regulação da imprensa não podem continuar como estão.A sociedade está progredindo e a administração deve evoluir" (BBC, 7/1/2013).Depois do nazismo, do Pravda (o jornal mais mentiroso da História), das ditaduras Vargas e de 1964, a sociedade evoluiu, salvo para os que comparam sua ideologia aos oráculos. Os deuses exigem espinhas e almas quebradas.

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Piso do magistério - Para justificar Tarso, a RBS reconhece, agora, que Yeda tinha razão

Depois de mover selvagem campanha de desconstrução e desmoralização do governo anterior de Yeda Crusius, a RBS finalmente admite, agora, que seria mesmo impossível aos tucanos pagar o piso nacional do magistério sem modificar a lei que estabeleceu o Plano de Carreira dos Professores Públicos Estaduais do RS, porque ali estão insculpidos diabólicos institutos de efeitos em cascata, o que significa que qualquer mexida na base repercute de modo corrosivo sobre todos os níveis. A nota a seguir é da editora de política de Zero Hora, Rosane Oliveira. O reconhecimento da posição equivocada sobre Yeda, no entanto, visa apenas justificar a mentira do então candidato Tarso Genro, apoiada pela RBS, que prometeu pagar o piso nacional do magistério, promessa que lhe valeu o apoio do Cpers. A RBS, como Tarso, mente ao avisar que o governo paga o piso, quando na verdade ele paga o equivalente ao piso, coisa que Yeda também quis fazer e não conseguiu, em função da oposição feroz do Partido de Tarso e do Cpers. Não se trata de um mero jogo de palavras. Tarso e a RBS apoiam, agora, aquilo que Yeda propôs para o magistério. Isto chama-se estelionato eleitoral. Leia o texto de hoje:

Com o aumento de 7,97% a partir de janeiro, anunciado ontem pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o magistério gaúcho fica um pouco mais distante do piso salarial nacional. Mesmo que o índice tenha sido bem mais baixo do que se especulava – na metade de 2012, falava-se em mais de 20% –, o governador Tarso Genro não terá como cumprir a promessa de atingir o índice até o final do seu governo. Os reajustes anunciados até agora elevarão o valor para R$ 1.260 até o final de 2014. E o piso nacional, que até 31 de dezembro era de R$ 1.451, passou para R$ 1.567, valendo desde 1º de janeiro.
Embora não tenha nenhum professor com carga horária de 40 horas semanais recebendo menos do que o piso, graças a um abono acertado com o Ministério Público e avalizado pelo Judiciário, o Estado não está cumprindo a lei. A interpretação do Supremo Tribunal Federal é de que o piso é o básico sobre o qual incidem todas as vantagens, e não a remuneração total.
Aplicando-se esses valores à época em que o piso começou a vigorar e considerando-se que são mais 100 mil professores entre ativos e inativos, pode-se ter uma ideia do tamanho do passivo que acabará se transformando em precatório e será pago pelas futuras gerações. Cálculos extraoficiais da bancada do PSDB indicam que o passivo acumulado entre 2011, quando o Supremo decidiu pela constitucionalidade do piso, e o fim de 2014, pode chegar a R$ 10 bilhões.
O pior é que o próximo governo, seja de que partido for, também não conseguirá implementar o pagamento do piso. O problema não é de vontade política, mas de caixa. Com o plano de carreira do magistério, que o governo não pensa em mudar, a conta não cabe no orçamento do Estado, mesmo que a economia gaúcha cresça acima da média nacional. Embora a arrecadação tenha crescido em 2012, o PIB gaúcho teve desempenho negativo.
O governador Tarso Genro trabalha pela aprovação de uma mudança no critério de reajuste do piso do magistério. Quer que seja adotado o INPC  e não o percentual de aumento do Fundeb, que fez o piso subir 22,22% no ano passado. Pelo que se ouviu do ministro Mercadante ontem, no anúncio do reajuste de 7,97%, não está nos planos do governo mobilizar sua base para aprovar alteração no índice de correção. Pelo contrário. Mercadante reafirmou que a política do governo Dilma Rousseff é de aumento real do piso, para corrigir uma distorção histórica. Tarso acha que o piso deve ser corrigido apenas pela inflação e que os aumentos reais devem ser negociados pelos professores com os governos de cada Estado ou município.


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Tudo o que você queria saber e não foi contado no enfrentamento do governo Yeda Crusius com o Eixo do Mal.

Mar de lama - Um novo dirigente do governo é acusado de desviar R$ 4,6 mi do BVA

* Clipping revista Época deste sábado

Indicado pelo PT, o diretor do novo fundo de pensão do governo é acusado pelo Banco Central de embolsar dinheiro desviado do banco que está sob intervenção

Diego Escosteguy e Murilo Ramos, com Marcelo Rocha

Em setembro do ano passado, o governo Dilma, atendendo a uma antiga reivindicação de uma ala do PT, criou um fundo de pensão para os servidores públicos federais. O fundo, batizado de Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), cuidará da aposentadoria dos concursados que começam a trabalhar em 2013. Os atuais servidores também podem aderir: são ao menos 490 mil potenciais clientes, distribuídos entre funcionários do governo federal, do Congresso, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. Numa tentativa do governo de diminuir a hemorragia financeira da Previdência pública, cuja conta não fecha faz tempo e só piora com os anos, esses novos servidores, se quiserem uma aposentadoria à altura dos excelentes salários que recebem, deverão contribuir para o Funpresp, como acontece com os trabalhadores de empresas privadas. Espera-se que a adesão seja rápida e significativa, a tal ponto que, em 20 anos, o patrimônio do Funpresp alcance R$ 160 bilhões, tornando-o um dos mais ricos fundos de pensão do país – e, desde já, um dos mais cobiçados tesouros da República.
O governo Dilma parece ciente do rigor necessário ao nomear os dirigentes que decidirão como investir (tanto) dinheiro dos servidores públicos. Disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em outubro: “Para nós, o Funpresp é uma questão muito séria. As pessoas estão sendo escolhidas a dedo.

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Prefeito de Esteio, Grande Porto Alegre, sentará dia 14 no banco dos réus. Ele poderá ser cassado. Neste caso, eleições de outubro serão anuladas.

O prefeito de Esteio, Grande Porto Alegre,  Gilmar Rinaldi, PT, sentará dia 16 no banco dos réus, onde responderá as denúncias do Ministério Público Eleitoral, segundo as quais abusou de poderes econômico e políico, usou indevidamente a mídia paga e praticou atos ilegais como agente público, tudo para se reeleger. A mídia de Porto Alegre não acompanha o caso. 

. Os promotores pedem a cassação do mandato do prefeito e a suspensão dos seus direitos políticos. Caso a ação seja acolhid pelo juiz do caso, as eleições de outubro serão canceladas e novo pleito terá que ocorrer.

. A ação de investigação judicial eleitoral pode causar uma reviravolta no resultado das eleições em Esteio. Na semana passada, a coligação Esteio Merece Mais, formada por nove partidos – PSB, PDT, PPS, PP, PRB, PPL, PSL, DEM e PSDB –, apresentou denúncia contra Gilmar Rinaldi e Fladimir Costella, candidatos a prefeito e vice, respectivamente, pela coligação Frente por Esteio, composta por 11 partidos: PT, PMDB, PTB, PCdoB, PV, PSC, PHS, PR, PSD, PSDC e PRTB. A ação foi protocolada no final da tarde desta sexta-feira, dia 14, na Justiça Eleitoral de Esteio.

. A ação foi gerada a partir de denúncia da empresa Lisboa & Cunha Ltda, vencedora da concorrência pública nº 10/2012, da Prefeitura Municipal de Esteio, cujo objeto da licitação foi a construção de unidades básicas de saúde nos bairros Tamandaré e Cruzeiro, naquele município. Conforme um representante da empresa, que lavrou termo de declarações perante o Ministério Público no dia 27 de novembro, após o empenho das obras, cerca de sete dias antes das eleições municipais ele recebeu ordem verbal para iniciar os trabalhos, colocar os caminhões na rua e fazer “movimento” nos referidos bairros. Dias depois, em 24 de outubro, a empresa recebeu notificação de anulação dos procedimentos licitatórios, sob o argumento de que o Município não havia publicado o edital no Diário Oficial da União, já que a verba era federal.  Em reunião na Prefeitura, com os secretários da Fazenda, do Planejamento e da Saúde, o representante da empresa, que já havia investido mais de R$ 50 mil, ouviu a sugestão de que “deixasse como estava, pois seria ressarcido de outra forma”. Inclusive um dos secretários, com a concordância dos demais, teria sido explícito ao sugerir aditivos ou convites facilitados em outros contratos.

Vantagem eleitoral

Segundo o representante da empresa denunciante, foram os próprios prefeito e vice que determinaram, pessoalmente, o início aos trabalhos antes mesmo da ordem formal. “Eles disseram que as obras poderiam iniciar, pois tinham que ganhar as eleições”, afirma. Para a coligação Esteio Merece Mais, o depoimento deixa nítida a intenção de Rinaldi e Costella de obterem vantagem eleitoral valendo-se do poder de suas autoridades. Mesmo sem a observância das formalidades legais, como ordem de início escrita ou homologação e ratificação pela Caixa Econômica Federal, por exemplo, determinaram o início das obras a fim de causar impacto visual e responder ao eleitor, ao qual haviam prometido as obras, porém até aquela data sem efetivo cumprimento da promessa de campanha. Os autores da ação alegam que a conduta do prefeito e do vice foi uso indevido, desvio ou abuso do poder político e de autoridade. “Eles utilizaram seus cargos para obtenção de vantagem eleitoral em benefício de suas candidaturas; é o chamado, popularmente, uso da máquina”, afirmam.

Escárnio! Renan Calheiros de volta à presidência do Senado

 Clipping Ana Luiza Archer e Altamir Tojal, O Globo

O Brasil colecionou importantes vitórias para a democracia no ano passado. Houve o reconhecimento dos poderes do Conselho Nacional de Justiça para fiscalizar o Judiciário, a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a vigência da Lei do Acesso à Informação e o julgamento do Mensalão.Houve também frustrações como a pizza do Cachoeira, a desmontagem da Comissão de Ética da Presidência e a crescente submissão do Congresso Nacional ao Executivo.As vitórias de 2012 tiveram o empurrão dos brasileiros que fizeram a diferença atuando nas redes sociais e nas ruas, denunciando a relação direta da corrupção com a injustiça social, a degradação dos serviços públicos e a ameaça à democracia.

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Jornal VS confirma dívida de R$ 300 milhões deixada pelo petista Vannazi em São Leopoldo. Valor pode ir a meio bilhão.

- O material a seguir é do jornal VS, Grupo Sinos, editado em São Leopoldo. Ele confirma o que vem antecipando o editor. Em seu Facebook de hoje, Marco Antonio Pinheiro, ex-secretário de Vannazi, PT, que rompeu com o prefeito e formou extenso dossiê contra a administração, há a revelação de que a dívida chegará a meio bilhão de reais.

O cálculo ainda não foi fechado, mas a dívida real do Município herdada pelo novo governo já ultrapassa a casa dos R$ 300 milhões e vem de vários setores como o fornecimento de serviços, produtos, alugueis, parcelamentos e dívidas a vencer. Segundo o atual secretário municipal da Fazenda, Gilso Gotardo, no montante da dívida estão somados cerca de R$ 100 milhões em pagamentos vencidos e atrasados. O ex-prefeito Ary Vanazzi não contesta os números, mas pondera que neste valor estão incluídos financiamentos de obras e, segundo ele, há carência e prazos extensos de pagamentos.
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