Dagoberto Lima Godoy é advogado e engenheiro, ex-presidente da Fiergs e ex-representante do Brasil na OIT.
A renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña, provocada pelo escândalo financeiro do Ueno Bank, oferece um exemplo de como uma crise institucional pode ser confundida com uma transformação ideológica. A queda de um presidente conservador não significa necessariamente a ascensão da esquerda. E, no Paraguai, os fatos apontam para uma realidade política bastante diferente.
O escândalo é grave.
Entretanto, o Partido Colorado, de orientação conservadora e protagonista da política paraguaia há décadas, permanece no controle da sucessão presidencial. O vice-presidente Pedro Alliana, também colorado, teve seu pedido de impeachment rejeitado pela Câmara dos Deputados por 48 votos a 30, abrindo caminho para assumir o governo até agosto de 2028.
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