Empresas gaúchas fecham as portas, cortam lojas e enfrentam dívidas milionárias

O comércio gaúcho vive meses de reestruturações, fechamento de unidades e dificuldades financeiras que atingem marcas tradicionais. Entre os casos recentes está a Gang, que encerrou as atividades de suas 27 lojas físicas, transferindo a comercialização dos produtos para espaços dentro de unidades da Pompéia e para os canais digitais. Já a rede de materiais de construção Quero-Quero fechou 14 filiais no primeiro trimestre de 2026, em meio a prejuízo de R$ 61,7 milhões no período e dívidas superiores a R$ 200 milhões. 

A crise também chegou a empresas com décadas de história. A rede de farmácias Maxxi Econômica, fundada em 1950, aprovou um plano de recuperação judicial para reorganizar passivos estimados entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões. Após fechar unidades deficitárias, a empresa permaneceu com 35 lojas. No varejo de móveis e eletrodomésticos, Deltasul encerrou quatro unidades no Estado, em Viamão, Osório, Taquari e Tapes. 

Na indústria moveleira, um dos casos mais graves é o do Grupo Ditália, fabricante de móveis da Serra gaúcha, cuja falência foi decretada pela Justiça em julho, após a rejeição do plano de recuperação judicial. No setor calçadista, a Sugar Shoes, de Picada Café, anunciou o fechamento de sua fábrica no município e a transferência da produção para o Ceará, com previsão de demissão de cerca de 70 trabalhadores.

Nenhum comentário:

https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/