Britto vê uma Nova República esgotada, mas simplifica as causas da mudança política

O ex-governador do Rio Grande do Sul Antônio Britto avalia que o Brasil atravessa uma transformação política e institucional capaz de encerrar o ciclo iniciado com a redemocratização. “Tá acabando a Nova República. Acaba agora. 

Daqui a três semanas acaba a Nova República”, afirmou durante a 98ª edição da Coonline, confraria virtual formada por jornalistas veteranos. Ex-jornalista, deputado federal e ministro da Previdência Social, Britto analisou o resultado do primeiro turno, o desempenho de Lula, o avanço do conservadorismo e os desafios que aguardam o próximo presidente. 

Para o ex-governador, a eleição não deve ser interpretada apenas como uma disputa entre duas candidaturas. O resultado também expressa mudanças acumuladas na sociedade brasileira, o desgaste de forças políticas tradicionais e a dificuldade das instituições de preservar a capacidade de produzir consensos. 

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