A poucas horas da inauguração anunciada do Centro Popular de Compras, o Camelódromo de Porto Alegre, onde foram investidos R$ 25 milhões, a prefeitura resolveu adiar a cerimônia. É que além de uma ação judicial movida pelo Ministério Público Estadual, preocupado com a falta até mesmo do "Habite-se", neste sábado surgiram novas exigências do Corpo de Bombeiros. O que exigiram os bombeiros:
- um degrau que dá acesso à Avenida Mauá. Eles pedem que seja substituído por uma rampa.
- instalação de válvulas de gás coletivas em um local protegido e arejado.
. A Smic avisou que não há mais data marcada para a inauguração, mas os 830 camelôs selecionados para rabalhar no local já começaram suas mudanças e alguns deles abriram as portas.
País recuou da decisão de comprar menos gás da Bolívia.
O leitor Carlos Eduardo acaba de postar a nota a seguir, que transcreve uma reportagem que interessa ao RS, porque revela interesses dos governos do Brasil e da Argentina que se desdobram sobre a usina térmica da AES em Uruguaiana, cujo suprimento de gás foi interrompido há alguns anos por ordem do governo de Buenos Aires.
. É cada vez mais claro e evidente que as térmicas devem estar supridas de combustível para eventual solicitação do ONS. No caso da Usina de Uruguaiana é ainda mais importante pela localização no sistema elétrico brasileiro onde de certa forma equilibra a tensão e dá confiabilidade em caso de queda de linhas de 230KV que abasteçam o Oeste gaúcho.
Relatório do ONS justificou religar térmica, afirma governo
Autor(es): ELIANE CANTANHÊDE e HUMBERTO MEDINA
Folha de S. Paulo - 13/01/2009
CLIQUE aqui para ler a reportagem completa.
. É cada vez mais claro e evidente que as térmicas devem estar supridas de combustível para eventual solicitação do ONS. No caso da Usina de Uruguaiana é ainda mais importante pela localização no sistema elétrico brasileiro onde de certa forma equilibra a tensão e dá confiabilidade em caso de queda de linhas de 230KV que abasteçam o Oeste gaúcho.
Relatório do ONS justificou religar térmica, afirma governo
Autor(es): ELIANE CANTANHÊDE e HUMBERTO MEDINA
Folha de S. Paulo - 13/01/2009
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Investidores chineses desembarcam semana que vem no RS
Uma delegação de empresários e dirigentes chineses desembarcará em Porto Alegre na semana que vem para negociar investimentos no RS. Os chineses já definiram duas áreas onde pretendem investir:
- Um presídio de segurança máxima.
- Construção de estrutura rodoferroviária entre Porto Alegre e Pelotas, que dá acesso ao porto do Rio Grande.
- A articulação com o governo e os empresários chineses vem sendo feita pelo deputado Claudio Diaz, do PSDB do RS, que acaba de regressar de Pequim.
- Um presídio de segurança máxima.
- Construção de estrutura rodoferroviária entre Porto Alegre e Pelotas, que dá acesso ao porto do Rio Grande.
- A articulação com o governo e os empresários chineses vem sendo feita pelo deputado Claudio Diaz, do PSDB do RS, que acaba de regressar de Pequim.
Exclusivo - Saiba como foi o duro debate sobre a marca do governo Yeda Crusius
A nova crise que ameaça se abater sobre o governo gaúcho em função da decisão da governadora Yeda Crusius de extinguir o seu Conselho de Comunicação Social, começou nesta quinta-feira ao final da apresentação de Luciano Deos, diretor-presidente do GAD – maior consultoria de branding e design do Brasil – no Centro de Treinamento da Procergs, na zona Sul de Porto Alegre. O dia foi dedicado pelo governo gaúcho à chamada "imersão". Participaram o 1º e 2º escalões, mais os chefes de gabinete e coordenadores das assessorias de imprensa do governo Yeda.. GAD’ e o próprio Luciano Deos nunca se meteram com governo e sobretudo com o chamado marketing político. Não é o negócio deles. O que propuseram foram conceitos novos para o governo, que não tem problema de conceito, mas de comunicação, que precisa de centralização. Yeda tem errado muito na área, a começar por submeter tudo à secretaria Geral do governo, que não tem nada a ver com a história e nem teve e não tem titulares cuja expertise comprove conhecimento na área. Lula passou por equívos semelhantes, até criar um ministério para o jornalista Franklin Martins, dando-lhe autoridade única e poderes para agir.
. Depois de palestras repetitivas sobre ajuste fiscal e números relacionados à gestão promovida pelo governo Yeda, com intervalo para um cafezinho, Luciano Deos conduziu uma ginástica laboral, distensionando os nervos de todos para a sua apresentação da "nova marca" do governo gaúcho. "Marca", aqui, não se trata de uma nova logomarca ou slogan do governo (o atual é "Coragem pra fazer"). A sua empresa preparou um estudo sobre a "identidade" do governo Yeda. Por 40 minutos, Deos falou sobre as características que identificam a administração Yeda, que estaria fazendo um governo ousado, visionário e realizador, tendo como personalidade a transparência, a responsabilidade e a determinação.
. Em síntese, Deos defendeu a idéia de que a essência do governo Yeda é ser um governo "diferente".
- Como diferente é o Rio Grande do Sul e o povo gaúcho, que gosta de propagar isto aos quatro ventos, e diferente como é o mundo atualmente. Da essência de ser "diferente", nasce a "identidade" do governo Yeda e a sua missão administrativa na seguinte frase:
- Um governo que faz diferente, mais e melhor.
. Esta seria a marca do governo Yeda. Não se trata de um novo slogan nem uma nova logomarca do governo. Este conceito é a marca simbólica, o DNA, que deve orientar toda a equipe do governo. Segundo Deos, esta marca deve inspirar e mobilizar todos os integrantes do governo. Para finalizar, o consultor deixou uma espécie de "carta-compromisso" no telão, um texto-base que refletia este novo posicionamento do governo Yeda. O auditório repleto aplaudiu.
. Sem entusiasmo. Luciano Deos parecia ter falado como um executivo de marketing fala para um grupo que nada tem a ver com business.
Crusius desconstrói tese e ações propostas pelo GAD’
O secretário geral de Governo, Eric Camarano, que também comanda área de Comunicação, abriu o microfone para o público. Carlos Crusius foi o primeiro a se inscrever para falar. O "professor", como é chamado internamente no governo, pegou o microfone e começou uma fala sizuda e ácida, características incomuns de sua personalidade, sempre tido como pessoa afável, bem-humorada e conciliadora.
. A sua tese fundamental é de que tinha dúvidas sobre a conveniência deste novo posicionamento do governo Yeda. Sua fala foi curta e devastadoramente consistente:
- Há dois grandes perigos nesta mudança de rota. O primeiro é que a palavra "diferente" normalmente exclui e não inclui, como é o objetivo deste governo. Ser diferente é se colocar em outro patamar, talvez até num patamar arrogante, criando um distanciamento entre o governo e as pessoas. O segundo é que o novo posicionamento é inferior ao atual, não exprime o DNA deste governo, que, em suma, tem como maior mérito o fato de ter coragem para fazer. Somos diferentes como todos os outros governos foram. O Olívio foi diferente. O Britto. O Rigotto. Ser diferente não nos explica. A coragem para fazer, sim. Esta marca – a coragem de fazer – só está sendo percebida e assimilada pela população gaúcha agora, num processo crescente nos últimos 60 dias.
. O auditório silenciou. Quando voltou para a platéia, pelo corredor central, Carlos Crusius recebeu inúmeros cumprimentos, alguns entusiasmados, com abraço em pé, saudações de mãos e tudo o que caracteriza a aprovação ao que foi dito.
. O novo posicionamento encomendado pelo governo e feito pela consultoria GAD sofrera um golpe mortal.
. A intenção da governadora em sair da "imersão" e comunicar em entrevista coletiva o novo posicionamento do governo, caiu por terra, mas o governo teve coragem de colocar o assunto em discussão, aceitou o contraditório e soube recuar diante dos melhores argumentos.
Daniel e Eric confrontam Crusius, mas não convencem.
Rogério Porto, secretário de Irrigação, que foi o segundo a se inscrever, subiu ao palco e disse: "Depois de tudo que ouvi, não tenho mais nada a falar; só a pensar". E desceu.
. A reação contrária ao discurso do professor veio com o secretário Daniel Andrade, amigo de Deos e um dos responsáveis pela sua contratação, assim como Eric Camarano. Ele falou que discordaria pela primeira vez do "professor". E fez uma defesa apaixonada – e arrogante – do conceito "diferente".
- Somos diferentes de todos os outros governos sim, porque, para citar um exemplo, retomamos 120 obras de recuperação das estradas gaúchas, mas de um jeito diferente, sem atender os pedidos e as pressões de prefeitos e vereadores, enfim, sem fazer politicagem.
. Num auditório composto por 80% de políticos, seu pronunciamento acabou por reforçar ainda mais os questionamentos de Carlos Crusius. "É desta arrogância do diferente (a de Andrade e Eric), de se achar melhor do que os outros, que o professor se referia", comentou um chefe de gabinete de uma secretaria estadual.
. A polêmica se instalou. Vários secretários levantaram as mãos, pedindo espaço para falar. Quem subiu ao palco na sequência foi nada mais nada menos do que a filha da governadora, Tarcila Crusius. Em tom forte, contrariou a tese do seu pai e defendeu o posicionamento da GAD. Carlos Crusius saiu do fundo do auditório e pediu réplica. A governadora disse que ele não poderia falar mais.
- Vamos parar com isso, virou uma questão familiar, isso aqui tá parecendo nossos churrascos de domingo, em que os vizinhos acham que a gente vai se matar", interveio, provocando risadas na platéia. Carlos Crusius sentou na frente, com cara de poucos amigos.
. O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, que estava ao lado de Yeda na primeira fila, pegou o microfone. "Eu tenho uma sugestão, porque não passamos a dizer que somos um governo que tem coragem pra fazer diferente?", perguntou. A proposta conciliadora recebeu apoio maciço de todos.
. Antes que a polêmica continuasse, a governadora interrompeu.:
- Agora chega ! A discussão continua lá em casa. Agora, quem vai falar sou eu.
Exclusivo - Conheça a fala franca de Yeda para o secretariado
Confira abaixo algumas frases ditas pela governadora Yeda Crusius nos seu pronunciamento final na reunião de imersão a que submeteu os 200 mais importantes membros do seu governo, quinta-feira, em Porto Alegre. Yeda deixou claro que o governo não acabou com a conquista do déficit zero (o objetivo deveria ser alcançado ao final de quatro anos, mas o resultado saiu já no segundo ano, produzindo letargia em quase todo o governo, que se considerou com missão cumprida). Nas entrelinhas, a governadora deixou claro que é candidata a um novo mandato.
. O discurso foi muito forte e é esclarecedor. LEIA os trechos mais importantes (este material é exclusivo e foi levantado pelo editor junto a pelo menos 5 dos participantes, todos de Partidos e tendências diferentes um do outro):
- Eu não fui eleita pra manter o mesmo. Eu vim pra fazer diferente. Diferente inclusive do que fiz nos dois primeiros anos de governo.
- Fizemos o ajuste fiscal e alcançamos o déficit zero um ano antes do prometido na campanha. Mas meu mandato não terminou. Não haverá outra eleição agora. Ainda tenho dois anos de governo. Temos muito mais a fazer. Na verdade, fizemos muito pouco. Eu quero mais. E melhor. E quatro anos é muito pouco pra fazer tudo que temos de fazer para o Rio Grande.
- Tanto sou diferente que nomeio, em plena democracia, um general para comandar a segurança do Estado. [Referindo-se a Edson de Oliveira Goulart.] E escolhi um vereador para ser secretário. O PTB acha que foram eles. Mas fui eu, que o conheci no Gabinete de Transição". [Referindo-se a Elói Guimarães, novo secretário de Administração].
- Sou diferente porque propus uma pauta moderna, a compra de um avião para o governo do Estado. Não é pra mim, é para o Estado. Quando este avião chegar, talvez eu já esteja longe. O que os gaúchos precisam decidir é se o governante deste Estado deve continuar andando de carroça ou se seria mais produtivo andar de jato, como fazem outros governadores.
- Temos que parar com esta síndrome de coitadismo. Esse pensamento pequeno que atinge parte da imprensa e de vocês mesmo. Vocês acham que não ouvi muito de vocês torcendo o nariz para a compra do avião. Ora, por quê? Coragem, vamos, coragem para fazer o que temos que fazer.
- Vocês morrem de medo de mim, que eu sei. Só não sei a razão[referindo-se aos secretários]
- A primeira coisa que o presidente Lula fez foi manter o controle da inflação do Fernando Henrique Cardoso. A segunda foi comprar um avião. Porque ele queria ser um líder mundial. E é. Porque tem um avião. Sem o avião novo, andando com o sucatão, certamente não seria.
- Falamos várias vezes para o Fernando Henrique trocar o sucatão, que não podia descer na Alemanha porque não tinha autorização do Ministério do Meio Ambiente de lá. E ele nos dizia, mas o que vão dizer? Faltou coragem para ele fazer o que tinha que fazer.
- Eu nunca apanhei tanto como no ano passado. Sem dó nem piedade. E isso que sou mulher. Por isso que sou a favor da Lei Maria da Penha. Mas me mantive firme e deixei que quem de direito pronunciasse a minha inocência.
- Nós estamos fazendo um governo diferente, percebido pelos adversários. Ou vocês acham que eles nos tiraram R$ 4 bilhões de investimento privado para duplicar as estradas gaúchas por quê? Por medo de que a gente faça mais e melhor.
- Não quero acomodação. Quem acha que estamos com o dever cumprido, deve sair. Temos mais dois anos pela frente e temos de fazer mais e melhor.
. O discurso foi muito forte e é esclarecedor. LEIA os trechos mais importantes (este material é exclusivo e foi levantado pelo editor junto a pelo menos 5 dos participantes, todos de Partidos e tendências diferentes um do outro):
- Eu não fui eleita pra manter o mesmo. Eu vim pra fazer diferente. Diferente inclusive do que fiz nos dois primeiros anos de governo.
- Fizemos o ajuste fiscal e alcançamos o déficit zero um ano antes do prometido na campanha. Mas meu mandato não terminou. Não haverá outra eleição agora. Ainda tenho dois anos de governo. Temos muito mais a fazer. Na verdade, fizemos muito pouco. Eu quero mais. E melhor. E quatro anos é muito pouco pra fazer tudo que temos de fazer para o Rio Grande.
- Tanto sou diferente que nomeio, em plena democracia, um general para comandar a segurança do Estado. [Referindo-se a Edson de Oliveira Goulart.] E escolhi um vereador para ser secretário. O PTB acha que foram eles. Mas fui eu, que o conheci no Gabinete de Transição". [Referindo-se a Elói Guimarães, novo secretário de Administração].
- Sou diferente porque propus uma pauta moderna, a compra de um avião para o governo do Estado. Não é pra mim, é para o Estado. Quando este avião chegar, talvez eu já esteja longe. O que os gaúchos precisam decidir é se o governante deste Estado deve continuar andando de carroça ou se seria mais produtivo andar de jato, como fazem outros governadores.
- Temos que parar com esta síndrome de coitadismo. Esse pensamento pequeno que atinge parte da imprensa e de vocês mesmo. Vocês acham que não ouvi muito de vocês torcendo o nariz para a compra do avião. Ora, por quê? Coragem, vamos, coragem para fazer o que temos que fazer.
- Vocês morrem de medo de mim, que eu sei. Só não sei a razão[referindo-se aos secretários]
- A primeira coisa que o presidente Lula fez foi manter o controle da inflação do Fernando Henrique Cardoso. A segunda foi comprar um avião. Porque ele queria ser um líder mundial. E é. Porque tem um avião. Sem o avião novo, andando com o sucatão, certamente não seria.
- Falamos várias vezes para o Fernando Henrique trocar o sucatão, que não podia descer na Alemanha porque não tinha autorização do Ministério do Meio Ambiente de lá. E ele nos dizia, mas o que vão dizer? Faltou coragem para ele fazer o que tinha que fazer.
- Eu nunca apanhei tanto como no ano passado. Sem dó nem piedade. E isso que sou mulher. Por isso que sou a favor da Lei Maria da Penha. Mas me mantive firme e deixei que quem de direito pronunciasse a minha inocência.
- Nós estamos fazendo um governo diferente, percebido pelos adversários. Ou vocês acham que eles nos tiraram R$ 4 bilhões de investimento privado para duplicar as estradas gaúchas por quê? Por medo de que a gente faça mais e melhor.
- Não quero acomodação. Quem acha que estamos com o dever cumprido, deve sair. Temos mais dois anos pela frente e temos de fazer mais e melhor.
Yeda acaba com função exercida pelo marido Crusius. Governo nega crise.
Embora a maior parte dos agentes do governo não atendam o telefone neste sábado e o responsável pela área de comunicação, Joabel Pereira, desminta qualquer ruído que possa interferir nas ações do Piratini, o editor desta página pode confirmar que a governadora Yeda Crusius extinguiu mesmo o Conselho de Comunicação Social que estava entregue ao comando de Carlos Crusius. O governo alega que o Conselho tinha perdido sua razão de ser, até por sucessivas baixas na sua composição, e que Yeda quer mexer na área para obter melhores resultados.
. O jornal Correio do Povo deste sábado deu uma linha sobre o assunto, mas não entrou em detalhes.
. Com ruídos ou não, o fato é que a extinção do Conselho, com a consequente perda de função de Carlos Crusius, produziu uma cadeia de boatos sobre o que aconteceu, porque o ato foi assinado apenas um dia depois da reunião ampliada que Yeda fez na sede social da Procergs, na zona Sul de Porto Alegre, onde se produziram fortes discussões sobre a nova marca do governo, apresentada pela empresa Gad' Design, dirigida por Luciano Deos. A exposição de Deos não agradou quase ninguém e quando estava para ser aprovada apesar disto, foi Carlos Crusius quem se levantou e em apenas cinco minutos desconstruiu de modo inteligente, culto e consistente a proposta, que estava mais formatada para o caso de uma empresa privada do que para o governo. A fala de Crusius impediu a aprovação da proposta, mas resultou em áspera discussão entre Yeda, o marido Carlos e até mesmo a filha do casal, Tarsila, que ficou do lado do Gad'. Com bom humor, a governadora encerrou o debate com esta saída, depois de ter cassado a palavra de Carlos, que tentava a tréplica (Yeda alegou que ninguém falaria duas vezes): "Isto aqui não pode parecer os nossos churrascos de domingo".
. O jornal Correio do Povo deste sábado deu uma linha sobre o assunto, mas não entrou em detalhes.
. Com ruídos ou não, o fato é que a extinção do Conselho, com a consequente perda de função de Carlos Crusius, produziu uma cadeia de boatos sobre o que aconteceu, porque o ato foi assinado apenas um dia depois da reunião ampliada que Yeda fez na sede social da Procergs, na zona Sul de Porto Alegre, onde se produziram fortes discussões sobre a nova marca do governo, apresentada pela empresa Gad' Design, dirigida por Luciano Deos. A exposição de Deos não agradou quase ninguém e quando estava para ser aprovada apesar disto, foi Carlos Crusius quem se levantou e em apenas cinco minutos desconstruiu de modo inteligente, culto e consistente a proposta, que estava mais formatada para o caso de uma empresa privada do que para o governo. A fala de Crusius impediu a aprovação da proposta, mas resultou em áspera discussão entre Yeda, o marido Carlos e até mesmo a filha do casal, Tarsila, que ficou do lado do Gad'. Com bom humor, a governadora encerrou o debate com esta saída, depois de ter cassado a palavra de Carlos, que tentava a tréplica (Yeda alegou que ninguém falaria duas vezes): "Isto aqui não pode parecer os nossos churrascos de domingo".
Schirmer desagrava Busatto
O prefeito de Santa Maria, Cesar Schirmer, convidou nesta sexta-feirao ex-deputado Cesar Busatto para seu secretariado. Busatto esteve na cidade e deverá aceitar o convite. O que disse Schirmer:
- Busatto tem competência e qualidade para ser secretário do que quiser e até para ser prefeito.
. O prefeito Cesar Schirmer, um dos mais importantes líderes do PMDB no RS, quer desagravar Busatto.
- Busatto tem competência e qualidade para ser secretário do que quiser e até para ser prefeito.
. O prefeito Cesar Schirmer, um dos mais importantes líderes do PMDB no RS, quer desagravar Busatto.
Entenda melhor as (alarmantes) demissões na John Deere
Depois que levou a linha de tratores para Montenegro, há três anos, todo mundo em Horizontina temeu pelo que viria a acontecer com os 2.800 trabalhadores que a John Deere manteve ativos nas suas linhas de fabricação de colheitadeiras e plantadeiras.
. O pior aconteceu agora.
. A John Deere demitiu 240 trabalhadores em outubro e nesta sexta-feira confirmou mais 502 demissões. O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos recebeu o aviso pelo telefone (leia entrevista do presidente, logo a seguir). Não houve negociação.
. Hrizontina tem apenas 18 mil habitantes.
. “Eles receberam ordem dos EUA e cumpriram”, disse ao editor o presidente do sindicato dos trabalhadores. A John Deere alega queda forte nas exportações e retração no consumo interno.
. Até ser comprada pelos americanos, a John Deere atendia pelo nome de SLC. Jorge Logemann, o patriarca que criou a SLC, sempre manteve vínculos carnais com Horizontina, mas os americanos nunca quiseram saber disto.
. Nem de longe o caso da John Deere é exceção à regra no RS. A AGCO programou demissões para a semana que vem em Santa Rosa.
CONHEÇA O MERCADO – O Rio Grande do Sul é o maior fabricante brasileiro de máquinas e implementos agrícolas, dominando 65% do mercado.
. No ano passado, foram produzidos 43.4515 tratores (mais 38,7%) e 4.458 colheitadeiras (mais 87,5%), com crescimentos espetaculares sobre o ano anterior. Uma vertigem. Foram números extraordinários.
. Sobre o total da produção, as fábricas do RS mandam para fora do Estado algo como 88% do que produzem. Isto explica por que o bom cenário da safra de grãos no Estado não pode ajudar muito, já que o mercado local absorve apenas 12% da indústria.
. O pior aconteceu agora.
. A John Deere demitiu 240 trabalhadores em outubro e nesta sexta-feira confirmou mais 502 demissões. O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos recebeu o aviso pelo telefone (leia entrevista do presidente, logo a seguir). Não houve negociação.
. Hrizontina tem apenas 18 mil habitantes.
. “Eles receberam ordem dos EUA e cumpriram”, disse ao editor o presidente do sindicato dos trabalhadores. A John Deere alega queda forte nas exportações e retração no consumo interno.
. Até ser comprada pelos americanos, a John Deere atendia pelo nome de SLC. Jorge Logemann, o patriarca que criou a SLC, sempre manteve vínculos carnais com Horizontina, mas os americanos nunca quiseram saber disto.
. Nem de longe o caso da John Deere é exceção à regra no RS. A AGCO programou demissões para a semana que vem em Santa Rosa.
CONHEÇA O MERCADO – O Rio Grande do Sul é o maior fabricante brasileiro de máquinas e implementos agrícolas, dominando 65% do mercado.
. No ano passado, foram produzidos 43.4515 tratores (mais 38,7%) e 4.458 colheitadeiras (mais 87,5%), com crescimentos espetaculares sobre o ano anterior. Uma vertigem. Foram números extraordinários.
. Sobre o total da produção, as fábricas do RS mandam para fora do Estado algo como 88% do que produzem. Isto explica por que o bom cenário da safra de grãos no Estado não pode ajudar muito, já que o mercado local absorve apenas 12% da indústria.
O que pode fazer o governo pelas máquinas agrícolas
O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas do RS, Cláudio Bier, disse o seguinte ao editor, logo depois que ficou sabendo das novas demissões na John Deere de Panambi:
1) o governo federal reduziu os impostos para automóveis, mas não para as máquinas agrícolas.
2) o dinheiro prometido para a agricultura não chegou aos bancos, porque ficou só na mídia.
- Cláudio Bier avisou que ainda é cedo para saber como é que o ramo de máquinas e implementos agrícolas trabalhará daqui para a frente. O ramo de tratores ainda não sofreu em função de programas federais de apoio (o governo de SP também tem programas, como o Pró-Trator), como é o caso do Mais Alimentos.
1) o governo federal reduziu os impostos para automóveis, mas não para as máquinas agrícolas.
2) o dinheiro prometido para a agricultura não chegou aos bancos, porque ficou só na mídia.
- Cláudio Bier avisou que ainda é cedo para saber como é que o ramo de máquinas e implementos agrícolas trabalhará daqui para a frente. O ramo de tratores ainda não sofreu em função de programas federais de apoio (o governo de SP também tem programas, como o Pró-Trator), como é o caso do Mais Alimentos.
Saiba como as empresas selecionam, agora, seus executivos
Estando bem ou não, as empresas estão todas examinando de que modo devem proceder em relação ao seu pessoal de supervisão para cima, o que inclui as diretorias.
. “Neste momento de desaceleração econômica, as empresas resolveram eliminar seus níveis de tolerância: ou dá resultado ou cai fora”, foi o que disse nesta sexta-feira ao editor o especialista em hunting (caça-cabeças) Cássio Mattos.A empresa de Cássio, a CMC Consultoria, busca pessoal que as empresas precisam para seus níveis de supervisor até diretor.
. A redução dos quadros não se realiza apenas no chão da fábrica neste momento (colarinhos cinzas) mas também nos escritórios (colarinhos brancos). “Há redução de efetivos em quadros diretivos e a seleção dos novos ficou muito mais rigorosa, exigindo-se pessoal nota 10”, disse Cássio Mattos. Os salários prosseguem os mesmos para quem fica. No RS, nas empresas de maior parte, para níveis gerenciais (gerentões) oscila de R$ 12 mil a R$ 13 mil, enquanto que os de diretor ficam entre R$ 20 mil a R$ 35 mil. O pessoal de nível gerencial para cima mais demandado do momento é o da área de vendas.
E-mail: cassio@cassiomattos.com.br
. “Neste momento de desaceleração econômica, as empresas resolveram eliminar seus níveis de tolerância: ou dá resultado ou cai fora”, foi o que disse nesta sexta-feira ao editor o especialista em hunting (caça-cabeças) Cássio Mattos.A empresa de Cássio, a CMC Consultoria, busca pessoal que as empresas precisam para seus níveis de supervisor até diretor.
. A redução dos quadros não se realiza apenas no chão da fábrica neste momento (colarinhos cinzas) mas também nos escritórios (colarinhos brancos). “Há redução de efetivos em quadros diretivos e a seleção dos novos ficou muito mais rigorosa, exigindo-se pessoal nota 10”, disse Cássio Mattos. Os salários prosseguem os mesmos para quem fica. No RS, nas empresas de maior parte, para níveis gerenciais (gerentões) oscila de R$ 12 mil a R$ 13 mil, enquanto que os de diretor ficam entre R$ 20 mil a R$ 35 mil. O pessoal de nível gerencial para cima mais demandado do momento é o da área de vendas.
E-mail: cassio@cassiomattos.com.br
Só oito agências ainda disputam a conta do BRDE
Apenas oito das 15 agências que se apresentaram para disputar a conta publicitária do BRDE foram habilitadas para prosseguir na licitação.
São elas: SLM, São Jorge, Globalcomm, Paim, Novacentro, Escala, Quadra e Publica. São todas de Porto Alegre.
. O BRDE tem R$ 2,3 milhões para gastar este ano com propaganda.
São elas: SLM, São Jorge, Globalcomm, Paim, Novacentro, Escala, Quadra e Publica. São todas de Porto Alegre.
. O BRDE tem R$ 2,3 milhões para gastar este ano com propaganda.
O PAC desencanta no RS: Dilma vai inaugurar uma rua
O PAC vai finalmente desencantar no RS. A data será celebrada no dia 6 de fevereiro. É quando o PAC mostrará ao que veio. Para isto, desembarcará no RS a própria Mãe do PAC, a ministra Dilma Roussef. Caberá a ela inaugurar uma avenida em São Leopoldo.
. Todas as outras obras do PAC no RS estão fora do cronograma. A mais vistosa delas, a duplicação da BR-101, está parada por falta de dinheiro. O Dnit ficou sem dinheiro.
. Todas as outras obras do PAC no RS estão fora do cronograma. A mais vistosa delas, a duplicação da BR-101, está parada por falta de dinheiro. O Dnit ficou sem dinheiro.
Nova usina eólica só com novo leilão de energia
A Ventos Sul não tem a menor garantia de que poderá duplicar sua usina eólica de Osório.
. Isto só ocorrerá no caso do governo federal promover leilão para a compra da energia, o que não está sequer em cogitação, porque o preço de cada Kw da Ventos Sul é 30% maior do que o de uma usina hidrelétrica.
. Isto só ocorrerá no caso do governo federal promover leilão para a compra da energia, o que não está sequer em cogitação, porque o preço de cada Kw da Ventos Sul é 30% maior do que o de uma usina hidrelétrica.
Zambiasi anda de queixo caído por Tarso Genro
Zambiasi e o seu PTB estão muito mais próximos do PT do que do PMDB e do PSDB para 2010.
. O candidato in pectore de Zambiasi é o ministro Tarso Genro.
. O candidato in pectore de Zambiasi é o ministro Tarso Genro.
Paulo Feijó não quer acordo com Yeda
Paulo Feijó, o irriquieto vice-governador gaúcho, avisou de viva voz o seguinte, desde o Uruguai, onde se encontra descansando e trabalhando: 1) não tem acerto com o governo tucano do RS. 2) será candidato em 2010 para enfrentar o PSDB.
. Isto posto, o DEM do RS só se acertará com o governo do PSDB se passar por cima de Paulo Feijó, repetindo o que fez nesta quinta-feira o deputado Rodrigo Maia, que é o presidente nacional do Partido. É que Maia visitou Yeda para apoiá-la e criticar Feijó.
. Isto posto, o DEM do RS só se acertará com o governo do PSDB se passar por cima de Paulo Feijó, repetindo o que fez nesta quinta-feira o deputado Rodrigo Maia, que é o presidente nacional do Partido. É que Maia visitou Yeda para apoiá-la e criticar Feijó.
Marcelo Chiodo assume no PTB de Porto Alegre
O suplente que foi para o lugar de Eloy Guimarães na bancada do PTB de Porto Alegre é Marcelo Chiodo e não Maria Luiza.
. A bancada do PTB é a seguinte: Nelcir Tessaro, DJ Cássia, Nilo Santos, Brasinha e Marcelo Chiodo.
. A bancada do PTB é a seguinte: Nelcir Tessaro, DJ Cássia, Nilo Santos, Brasinha e Marcelo Chiodo.
Saiba quem o PT escolheu para governar a Assembléia do RS
Eis os nomes dos quatro novos superintendentes da Assembléia do RS (à exceção de Grecellé, do PMDB, mas servidor de carreira, todos os demais são petistas de carteirinha):
1) superintendente Geral, João Motta (ex-vereador). 2) superintendente Administrativo e Financeiro, Marcelo Rocha. 3) Superintendente de Imprensa, Celso Schroeder. 4) superintendente Legislativo, Jorge Grecellé.
. Em 90% dos demais cargos em comissão subordinados às superintendências estarão políticos do PT. São os casos do ex-deputado Luiz Fernando Schmidt, que ficará com o Fórum Democrático, e Marcelo Cardona, ex-assessor dos ministros Rosseto e Cassel.
. A imprensa, que engloba também publicidade, passará ao comando de Celso Schroeder, conhecido sindicalista chapa branca do RS e ativo adversário da chamada imprensa capitalista. Ele terá uma verba de R$ 2,3 milhões para aplicar este ano em publicidade.
- O publisher desta página já avisa que não aceitará um só centavo de anúncios da Assembléia em 2009.
1) superintendente Geral, João Motta (ex-vereador). 2) superintendente Administrativo e Financeiro, Marcelo Rocha. 3) Superintendente de Imprensa, Celso Schroeder. 4) superintendente Legislativo, Jorge Grecellé.
. Em 90% dos demais cargos em comissão subordinados às superintendências estarão políticos do PT. São os casos do ex-deputado Luiz Fernando Schmidt, que ficará com o Fórum Democrático, e Marcelo Cardona, ex-assessor dos ministros Rosseto e Cassel.
. A imprensa, que engloba também publicidade, passará ao comando de Celso Schroeder, conhecido sindicalista chapa branca do RS e ativo adversário da chamada imprensa capitalista. Ele terá uma verba de R$ 2,3 milhões para aplicar este ano em publicidade.
- O publisher desta página já avisa que não aceitará um só centavo de anúncios da Assembléia em 2009.
Lula amplia mordomias para ex-presidentes
Nos Estados Unidos as mordomias com que contam os ex-presidentes foram drasticamente reduzidas, mas no Brasil está acontecendo justamente o contrário. A lei 7.474, assinada no dia 8 de maio de 1986, definiu com clareza meridiana os benefícios públicos concedidos aos ex-presidentes. São mordomias nem um pouco desprezíveis. Apesar disto, o presidente Lula tratou de ampliar os serviços e vantagens. Assim, pelo resto da vida, Lula e seus sucessores terão direito:
- quatro servidores para segurança e apoio pessoal
- dois carros com motoristas.
- dois servidores para assessoria de nível superior.
- oito servidores de nível superior.
. Claro que todos os ex-presidentes perceberão mensalmente salários iguais aos que ganhava quando exercia o cargo.
- O decreto assinado por Lula e Tarso, que leva o número 6.381 e amplifica os efeitos da Lei 7.474, é de 27 de fevereiro do ano passado, mas só agora circula com desenvoltura na Internet.
- quatro servidores para segurança e apoio pessoal
- dois carros com motoristas.
- dois servidores para assessoria de nível superior.
- oito servidores de nível superior.
. Claro que todos os ex-presidentes perceberão mensalmente salários iguais aos que ganhava quando exercia o cargo.
- O decreto assinado por Lula e Tarso, que leva o número 6.381 e amplifica os efeitos da Lei 7.474, é de 27 de fevereiro do ano passado, mas só agora circula com desenvoltura na Internet.
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