O placar expressivo na Câmara pela aprovação da medida
provisória da liberdade econômica, que reduz a burocracia, explicita a decisão
do Legislativo de blindar a pauta da economia implementada pelo governo Bolsonaro. E tudo sai pelas mãos da poderosa equipe econômica montada e dirigida pelo mais poderoso ministro da Economia da história da República, o economista Paulo Guedes, escolhido como o Posto Ipiranga por Bolsonaro.
Há consenso entre lideranças da Câmara e do Senado que, apesar dos atritos constantes do próprio presidente Jair
Bolsonaro com o Congresso Nacional, há uma mobilização do parlamento para
blindar a agenda que pode estimular o crescimento do país.
Os atritos de Bolsonaro não se referem à pauta econômica, mas a discussões e ações sobre o restabelecimento dos princípios da legalidade e da moralidade, que são de outro tom, embora interfiram também na atividade econômica, que terá mais liberdade, embora tenha que respeitar a lei e os valores éticos e morais tradicionais da sociedade brasileira e universal.
Poucas vezes, desde a Constituinte de 1988, se viu um
parlamento como agora, assumindo a defesa das pautas econômicas prioritárias de um governo.
Na semana passada, a Câmara passou o bastão da reforma da
Previdência para o Senado. O texto foi também foi aprovado com um placar
elástico na Câmara nos dois turnos.
Nunca um Congresso foi tão favorável ideologicamente à
pauta econômica liberal.