Em termos inter-anuais, o PIB cresceu 2,3% no quarto
trimestre, o que corresponde a uma taxa de 0,1% ante o terceiro trimestre, quando
houve avanço de 0,2%. Assim, o PIB avançou 1,0% em 2017, após as duas contrações anteriores de 3,5% cada. A principal contribuição para essa retomada veio da safra agrícola, mas o consumo.
Esse resultado surpreendeu negativamente, diante das
projeções de 0,3%. Sob a ótica da oferta, indústria e
serviços apresentaram desaceleração na margem, respectivamente, de 1,0% para
0,5% e de 0,6% para 0,2%, entre o terceiro e o quarto trimestres. Já a produção
agropecuária ficou estável, após os dois recuos anteriores, que devolveram
parte da fortíssima elevação verificada no primeiro trimestre. Sob a ótica da
demanda, o principal destaque negativo ficou por conta do consumo das famílias,
que avançou apenas 0,1%. Contudo, essa taxa veio após uma sequência de duas
altas acima de 1,0% nas leituras anteriores, que foram influenciadas pela
liberação dos recursos do FGTS. As exportações, por sua vez, contribuíram negativamente,
com variação de -0,9%, após a expansão anterior de 3,3%.
Do lado positivo, vale
a pena registrar a aceleração dos investimentos, para 2,0% (ante a variação de
1,8% no período anterior), terceira alta consecutiva e maior taxa desde meados
de 2013. Neste caso, o desempenho foi mais influenciado pelo consumo aparente
de bens de capital do que pela construção civil.