O ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso
Genro (PT) disse ao juiz Sérgio Moro, nesta segunda-feira, que todos os
partidos já receberam algum tipo de doação não contabilizada para campanhas
eleitorais. Genro prestou depoimento na condição de testemunha de defesa do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é acusado de ter recebido propina
da Odebrecht."Todos os partidos na história do país, na história republicana e democrática do país receberam doações não contabilizadas. A forma com que essas doações são feitas, se tem origem criminosa ou não, é outra questão. Se ela tem origem criminosa, é um delito previsto no Código Penal, através de um sistema de corrupção que envolva órgãos públicos. Se não, é crime eleitoral. Essa é minha opinião", disse Genro ao responder uma pergunta da procuradora Isabel Cristina Groba Vieira.
Tarso foi ouvido por videoconferência pelo juiz, na sede da Justiça Federal em Porto Alegre. Além das perguntas da
procuradora, ele respondeu apenas às perguntas feitas pela defesa de Lula. Nem
Moro, nem os demais advogados fizeram outras perguntas ao ex-ministro.
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