Artigo, Marcelo Aiquel- O coitadinho tatuado

A mídia nacional concedeu amplos espaços para lamentar o “pobre coitado” que teve a sua testa tatuada com os dizeres: Eu sou ladrão e vacilão. Tudo porque o referido “anjinho” roubou e agrediu a um deficiente físico que, honestamente, tentava ganhar seu sustento vendendo guloseimas nas ruas.
         
A mesma mídia (hipócrita e politicamente correta) ainda teve o desplante de divulgar uma entrevista com a mãe do “pobre coitado”, dizendo: meu filho não é um animal. O que por si só explica o fato.
         
Pois eu afirmo – ao mesmo tempo em que a minha paciência com esta vitimização ridícula e descabida, acabou! – que, independente da idade do marginal, ele é sim um animal.
        
Porque só um animal – mesmo adolescente, afinal o Champinha também o era – pode ser capaz de um ato tão revoltante como o de assaltar e agredir um deficiente físico (um jovem perneta), seja para roubar sua bicicleta, seja para roubar qualquer outra coisa.
         
E, neste país onde a inversão dos valores virou moda, ainda querem crucificar o vagabundo assaltante. Tanto que prenderam quem o tatuou, tratando do “pobre coitado” como se vítima fosse.
         
Ora, devagar com o andor que o santo é de barro!
         
Não estou aqui defendendo a justiça “olho por olho, dente por dente”. O que eu quero (e, com certeza muita gente) é justiça e decência! E ponto final. Simples assim.

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