Istoé desta semana avisa:
Na semana passada, a presidente afastada, Dilma Rousseff,
por meio de nota à imprensa, procurou explicar as mordomias ilegais que, com
dinheiro público, privilegiam sua filha, seu genro e seus netos, como mostrou
reportagem publicada por ISTOÉ. Mais uma vez, ela lançou mão de argumentos
falsos para esconder práticas nada republicanas. Os privilégios concedidos à
família da petista serão agora alvos de investigações pedidas pelo DEM. O
partido vai solicitar ao Ministério Público e ao Gabinete de Segurança
Institucional (GSI) que apurem quem as liberou, além de pedir para que sejam
suspensas.
Em sua última edição, a revista ISTOÉ revelou que Paula Rousseff,
filha da presidente afastada, e Rafael Covolo, seu marido, têm à disposição, em
Porto Alegre (RS), uma frota de oito carros oficiais de representação (todos
blindados e autorizados a circular com placas frias) e um staff formado por 16
profissionais, entre motoristas e seguranças. A reportagem constatou que esse
aparato pago pelos contribuintes é usado pelos familiares de Dilma em
atividades corriqueiras, como idas ao cabeleireiro, petshop, além do transporte
dos netos da petista à escola. Cálculos feitos por técnicos do GSI indicam que
a mordomia custa cerca de R$ 300 mil por mês. A reportagem de ISTOÉ constatou
que, em junho, gastou-se mais de R$ 13 mil só em combustível.
Leia toda a reportagem:
“Dilma gosta de exaltar que nunca se beneficiou da coisa
pública. É preciso então que sejam esclarecidas estas graves denúncias”, diz o
presidente do DEM, senador Agripino Maia. Na semana passada, depois da
revelação feita por ISTOÉ, Dilma tentou explicar a mamata. Em nota, ela não
negou que o staff pago com dinheiro público esteja a serviço de sua filha e de
seu genro, mas procurou dar ares de legalidade, citando uma série de leis e
decretos. O problema é que basta uma leitura atenta às leis mencionadas pela
própria presidente afastada para concluir que a mordomia dada aos Rousseff é
ilegal.
A petista diz que o inciso VII do artigo 6º da Lei
10.683, de 28 de maio de 2003, garante que os familiares do presidente da
República e do vice-presidente tenham segurança fornecida pelo Estado. É
verdade. A lei sancionada pelo ex-presidente Lula garante que os filhos de
presidente tenham direito a seguranças. Mas, ao contrário do que diz Dilma, o
texto não prevê o uso de carros oficiais para fazer o transporte da família
presidencial, muito menos de um presidente afastado de suas funções.