Bem diferente do ex-ministro Joaquim Levy, que falará nesta quinta-feira da manhã para a Agas, 10h30min, no Centro de Eventos da Fiergs, que cobra R$ 130 mil, ou de Lula, que não fala se não pagarem R$ 430 mil (valor calculado na verificação da contabilidade da sua LILS pela Lava Jato), o juiz Sérgio Moro cobra meros R$ 20,00 por palestra.
É o que parece pela leitura do convite para palestra do juiz, conforme anúncio ao lado.
São 5 kg de comida para cachorro, pedido dos organizadores.
Projeções do Boletim Focus, BC, são de piora no PIB e inflação de 9,19% em 2015
As projeções de economistas para o PIB (Produto Interno
Bruto) pioraram e são de que ele registre
resultado de -2,06%. Na semana anterior, a projeção era de -2,01%.
São dados de hoje do Boletim Focus, Banco Central.
Para a inflação, os analistas diminuíram a previsão, após
17 altas consecutivas. Agora, eles esperam alta de 9,29% nos preços em 2015. A
previsão anterior era de 9,32%.
A estimativa fica muito acima do limite máximo da meta do
governo.
Temor sobre economia chinesa derruba bolsas no mundo
A Bolsa de Xangai caiu 8,49% nesta segundas e contaminou o resto da Ásia. Os mercados europeus também foram afetados e abriram em baixa nesta 2ª.
Ao lado, gráfico do Finacial Times, Londres, mostra de que modo as importações de ferro caíram na China. O ferro é a commodity mais vendida pelo Brasil e os chineses são nossos principais clientes.
O recuo chinês afeta gravemente a economia do Brasil.
Ao lado, gráfico do Finacial Times, Londres, mostra de que modo as importações de ferro caíram na China. O ferro é a commodity mais vendida pelo Brasil e os chineses são nossos principais clientes.
O recuo chinês afeta gravemente a economia do Brasil.
Europa e Ásia estão a muitas horas de fuso horário à frente do Brasil.
450 municípios de Minas Gerais paralisaram atividades nesta segunda-feira
450 prefeitos de cidades de todas as regiões de Minas Gerais paralisaram as atividades nesta segunda-feira em protesto contra a falta de repasses federal e estadual. O motivo é a
dificuldade financeira, devido à queda de arrecadação e dos repasses,
enfrentada pelos administradores municipais que tem comprometido a capacidade
de prestação dos serviços. ]
O movimento - chamado de “Crise nos municípios:
prefeituras param por você” -, é encabeçado pela Associação Mineira de
Municípios (AMM) que pretende que apenas os serviços de urgência sejam
oferecidos à população, como forma de chamar atenção para o problema.
De acordo
com o presidente da AMM e prefeito de Pará de Minas, Região Central do estado,
Antônio Júlio (PMDB), a adesão está boa e a expectativa é que cerca de 450
prefeituras participem do ato. A Prefeitura de Belo Horizonte não está entre as
participantes.
Polícia Federal já tem indícios para investigar Paulo Ferreira, ex-tesoureiro nacional do PT e marido da ministra Campello
O ex-deputado, ex-tesoureiro nacional do PT e marido da ministra Tereza Campello, Paulo Ferreira, será investigado pela PF e pelo MPF no âmbito da Operação Pixuleco II, uma referênciada Operação lava Jato à forma como envolvidos no escândalo de corrupção
na Petrobras chamavam a propina. O político gaúcho é historicamente um dos
principais aliados do ex-ministro José Dirceu entre os petistas do Rio Grande
do Sul.
Dois ex-tesoureiros nacionais do PT estão presos por corrupção, Delúbio Soares (Mensalão) e Vaccari Neto (Petrolão).
No dia 13 de agosto, mandados de busca e apreensão foram
cumpridos pela Polícia Federal no escritório Portanova & Advogados
Associados, no centro de Porto Alegre. No local, foram encontradas anotações
que indicavam que Ferreira seria o destinatário de R$ 270 mil repassados ao
escritório pela empresa Consist Business Software. O valor teria relação com
ações judiciais do escritório, mas levantamento dos investigadores apontou que
o escritório Portanova não atuou em nenhum processo em defesa da Consist ou do
próprio Ferreira.
Os pagamentos, feitos entre janeiro e maio de 2015, não
teriam relação com nenhuma prestação de serviço. A suspeita dos investigadores
da Lava-Jato é de que seja dinheiro ilegal pago pela Consist a Ferreira. O
petista nega que tenha recebido valores.
Paulo Ferreira também é citado no esquema por Alexandre Romano,
o Chambinho, ex-vereador do PT de Americana (SP), suspeito de ser operador de
propina. Preso em Curitiba, Chambinho afirmou, em depoimento aos
investigadores, que as notas emitidas pelo escritório de advocacia à Consist
não tiveram relação com prestação de serviços. Ele explicou que os documentos
foram "emitidos a pedido de Paulo Ferreira". Chambindo ainda disse
que o ex-deputado "lhe procurou, de forma autônoma, pedindo repasses ao escritório
Portanova para ajudá-lo". O operador declarou aos investigadores que
Ferreira foi "o beneficiário final dos repasses".
As buscas e apreensões da 18ª fase da Lava-Jato
permitiram apurar que, no Paraná, pagamentos da Consist por meio de escritórios
intermediários ligados ao PT também teriam beneficiado terceiros sem a
prestação de serviços.
A Consist é uma empresa de tecnologia que, sem licitação,
instalou um software de análise de empréstimos consignados no Ministério do
Planejamento a partir de 2010, segundo a PF.
Paulo Ferreira e Daison Portanova negaram tudo.
Sarcozy passará o dia em Porto Alegre com a mulher, a cantora Carla Bruni
A foto ao lado é do jornal. De gravata, Sarcozy, o ex-presidente da França e virtual candidato a novo mandato. Ele está em Porto Alegre, acompanhando a mulher. -
O jornal Zero Hora conseguiu surpreender o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy e a mulher, Carla
Bruni, que no domingo a noite jantaram na residência de Cláudio e Rosângela Zaffari e um grupo de empresários amigos.
Carla Bruni se apresenta em Porto Alegre nesta segunda no Teatro do Bourbon Country,que é da família Zaffari.
Manhã abriu com frio de 11 graus, sol brilhante e céu azul em Porto Alegre
Faz frio no amanhecer de Porto Alegre e em todo o
território gaúcho, mais intenso na fronteira com o Uruguai e no Oeste, mas com
o sol e o ar seco a temperatura se eleva e a tarde será amena com marcas
agradáveis.
Neste momento, 8h10min, há sol brilhante e céu azul na
Capital, onde a temperatrura é de 11 graus.
Existe possibilidade de geada isolada e fraca ao
amanhecer na área entre Livramento e Quaraí. No fim da tarde, a temperatura
volta a ter acentuado declínio.
As mínimas oscilasrãoentre os 3°C em Santana do
Livramento e os 4°C em Bagé. As máximas, por sua vez, podem chegar aos 23°C. Em
Porto Alegre, os termômetros variam entre 9°C e 19°C.
Mesmo ausente, Dilma é vaiada e ofendida por 40 mil na Festa do Peão de Barretos, sábado
O editor recebeu no Facebook o video do link a seguir, filmado ontem, sábado, na 60ª edição da Festa do Peão de Barretos, São Paulo, pouco antes do show
Garth Brooks.
É o maior evento do gênero em toda a América Latina.
É o maior evento do gênero em toda a América Latina.
A multidão de 40 mil pessoas protesta contra Dilma Roussef.
Trata-se de um desabafo malcriado.
O estado de ânimo da população brasileira é este que você poderá acompanhar no link, mas está também em manifestações como a da dona de casa de Londrina, Paraná, que registrou um quebra-quebra solitário na terça-feira, conforme notícia e video postado logo mais abaixo.
CLIQUE AQUI para ver e ouvir.
Jarbas: Se Dilma não renunciar, impeachment é inevitável
Uma das vozes mais combatidas dentro do
PMDB, Jarbas Vasconcelos cobra o afastamento da presidente para o país retomar
a economia e respirar melhor'. Isto é o que ele diz para Marcela Mattos, em entrevista que sai neste domingo no site www.veja.com.br
Leia tudo:
Em cinco meses, o governo da presidente Dilma Rousseff já
enfrentou três grandes manifestações que emparedaram a gestão petista. Sem
nenhuma sinalização do arrefecimento da insatisfação popular, com outra marcha
nacional agendada para setembro, o Palácio do Planalto continua sem uma agenda
que recupere a popularidade da presidente ou tire a economia da recessão. No
cenário político, aliados tentam se descolar do governo para não serem tragados
para a turbulência. E a Operação Lava Jato chega cada vez mais perto do alto
escalão. Esse panorama, na avaliação do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE),
antecede uma pressão popular e tornará a gestão de Dilma insustentável.
"Ela deve sair pelo caos que o país está, e foi ela que o levou. O país
ainda não chegou ao fundo do poço, mas vai chegar", afirma o ex-governador
de Pernambuco. "Quer queira ou não, o impeachment virá, embora eu ache que
seja um processo explosivo e traumático", diz. O peemedebista também não
poupa os presidentes da Câmara e do Senado, seus correligionários Eduardo Cunha
(PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Para ele, Cunha deve ser afastado
imediatamente do posto. Leia a entrevista ao site de VEJA:
Em meio a crise do governo, o presidente do Senado se
destacou como um dos principais fiadores do governo. Essa parceria é duradoura?
O Renan, até bem pouco tempo, era talvez o mais contundente político contra o
governo. Ele devolveu a medida provisória da reoneração da folha e se
posicionou várias vezes contrário ao ajuste fiscal no aspecto de que poderia
provocar desemprego. E depois fez essa travessia, que está muito marcada por
interrogações. No fundo, do jeito que ele fez uma travessia, ele faz outra. Não
existe problema em relação a isso. O problema maior hoje está dentro da Câmara.
Por que?
Porque nós temos uma pessoa altamente
comprometida com a corrupção, com a lavagem de dinheiro e a formação de
quadrilha. Com Eduardo Cunha, a gente teve um primeiro semestre muito medíocre.
A Câmara realmente trabalha muito, mas de forma desordenada e precária. Votou
coisas importantes como terceirização, maioridade penal e reforma política às
pressas. Além disso, conduziu de forma autoritária, buscando muitas vezes um
caminho falsamente ético e moral para se votar as coisas. E no final do
semestre fez aquele rompimento destrambelhado com a presidente, que já está com
menos de 10% de aprovação, como se ser presidente da Câmara e oposição a Dilma
pudesse se compatibilizar. E agora foi pego na denúncia. Uma pessoa dessa não
tem a menor condição moral e ética para conduzir a Câmara. Há outros deputados
que respondem a inquérito e são réus, mas nenhum deles está presidindo a Casa.
É incompatível com a função.
Sobre essa relação de Cunha com a corrupção, o senhor
refere-se exclusivamente à denúncia do MP ou isso é tratado internamente?
Eu
sabia que ele era lobista, que tinha envolvimento com algumas coisas, mas não
desse nível que está começando a se desnudar através da denúncia do Ministério
Público. Ele distribuiu uma nota em que tenta imputar o governo de articular
contra ele. Isso é uma história de carochinha. Que condições tem Dilma, lá
embaixo, quase no fundo do poço, de comandar qualquer coisa?
O senhor acha que já há condições para o impeachment de
Dilma?
Eu acho que a gente deveria evitar o impeachment, que é uma coisa
traumática. Ela deve sair pelo caos que o país está, e foi ela que o levou. O
país ainda não chegou ao fundo do poço, mas vai chegar. E vai chegar porque os
pressupostos da economia estão todos desajustados, com perspectiva de inflação
alta, desemprego e redução de salários. E haverá um aperto geral que vai ser
maior ainda. Então isso tudo leva a um caminho para a gente forçá-la a
renunciar. A Dilma não tem formação para isso, foi guerrilheira e não quer
abrir mão. Mas ela vai chegar a um ponto de pressão popular e de dentro do
próprio governo que não vai ter saída. E o Cunha não pode nunca presidir esse
impeachment, até porque ele é suspeito em relação a ela, já que assumiu uma
bandeira de oposição e está envolvido em corrupção. O lugar de se explicar
sobre isso não é da tribuna da Câmara. É no tribunal.
Mas a crise acaba com a renúncia?
O Brasil vai passar por
um processo de ajustamento, com a retomada da economia, o país respirando
melhor e um apelo para que a Lava Jato chegue ao término. Tudo isso pode
acontecer com a saída dela. O caminho será institucional e tem de ser com
Michel Temer. E, se ela não renunciar, o impeachment é inevitável. Ele vem quer
queira ou não, embora eu ache que seja um processo explosivo e traumático.
Com qual embasamento?
Com o embasamento legal que vai
aparecer com o Tribunal de Contas da União e com a Lava Jato. A Camargo Corrêa
fez um entendimento para denunciar as coisas. Como isso pode não bater no
Planalto? Temos de aguardar a Lava Jato ser concluída, ainda tem muita coisa
pela frente.
E qual o posicionamento do Temer sobre essa
proposta? Eu não cheguei a aprofundar a conversa com o Temer sobre isso. Ele me disse que o compromisso com a Dilma era com o
ajuste fiscal. Isso já está encerrando. Então, na minha opinião, o Temer tem de
ter um papel de equilíbrio, saber do papel que ele tem a cumprir, que pode ser
chamado a fazer uma travessia mais longa, um governo de entendimento nacional,
e que isso não é fácil. O país não aguenta mais Lula, PT e Dilma. Não tem
condições de continuar esse processo comandado por essas coisas.
O senhor também pensa que Renan Calheiros deve ser
afastar da presidência da Casa?
Ele sequer foi denunciado. Mas, esse abraço
dele com o governo me lembra uma história que eu ouvi falar em Pernambuco.
Falava-se de alguém que tinha feito muita besteira, era um náufrago e iria se
abraçar até com um tronco pensando que é gente. Esse é o encontro de Renan com
a Dilma. No fundo, eles vão se entender. Mas, se o país caminhar para a
renúncia, não tenha dúvidas de que o Renan se afasta dela.
Quando o senhor fala que o país vai chegar ao fundo do
poço, remete-se também ao Legislativo?
Em meio a crise, bem ou mal, o poder
Legislativo funciona. O Judiciário, até agora, tem tido uma boa conduta e não
há porque suspeitar que ele vá deixar de julgar poderosos. E a primeira
instância tem sido um exemplo de dignidade e de correção com a figura do juiz
Sérgio Moro. Então só o que não está funcionando é o governo. A crise está lá.
O senhor tem um posicionamento duro em relação ao seu partido.
Há alguma retaliação?
Eu pago um preço por isso, como não receber projetos para
relatar. Eu sou uma pessoa isolada. Mas eu sabia do risco que estava correndo.
Mas o senhor cogita trocar de partido?
Não, não. Prefiro
ficar no PMDB como dissidente. Porque não teve reforma política, que foi uma
piada, e não se criou condições de fazer partidos para valer no Brasil.
Consumidora promove quebra-quebra para protestar pela carestia imposta pelo governo Dilma, PT
CLIQUE AQUI para examinar o video que o editor acaba de postar no seu Facebook.
Descontrolada, a mulher diz que a culpa dos preços altos é da presidente Dilma e xinga as pessoas que estão gravando a cena com celulares, afirmando que eles são capazes de postar um vídeo no Youtube, mas não de tirar o atual governo do poder. -
Dizendo-se revoltada com o governo Dilma, responsável pela alta dos preços dos produtos no
supermercado, uma consumidora de Londrina, Paraná, teve um surto e quebrou dezenas de
garrafas na seção de vinhos do Mercadorama na noite da última terça-feira, 18
de agosto.
O Mercadorama é do grupo Walmart, dono das redes Nacional e BIG no RS.
Nas imagens – capturadas em vídeos e postadas nas
redes sociais por outros consumidores que estavam no local – a mulher
grita que os produtos estão caros demais enquanto quebra várias garrafas da
bebida, inundando o chão de vinho e cacos de vidro.
.
A mulher diz também que aqueles
consumidores não devem achar os produtos caros, diferente dela, que mora na
zona rural e sofre com os preços altos.
A consumidora só parou de quebrar os produtos quando
consumidores e funcionários do supermercado conseguiram se aproximar dela e
imobilizá-la, afastando-a da seção de vinhos.
Atendimento
- Em nota, o Mercadorama de Londrina apenas confirmou que
uma pessoa entrou na loja e quebrou algumas mercadorias na noite de terça-feira
(18). A rede informou ainda que a Polícia Militar foi acionada e compareceu ao
local, onde foi prestado atendimento médico à cliente. Segundo a nota, os
danos foram exclusivamente materiais e ninguém se feriu.
Bandido tenta matar brigadiano com seis tiros, é abatido no duelo e repórter fica com pena porque o policial não quis acudi-lo com um copo de água
CLIQUE AQUI para ler a reportagem de Zero Hora e ver o video.
Na reportagem, a jornalista chega ao absurdo de comparar a chacina de SP ao assalto e tiros desfechado contra o brigadiano, invertendo completamente a mão das cenas.
A reportagem a seguir, intitulada "Vídeo de policiais agredindo criminoso circula nas redes", está disponibilizada no site www.zerohora.com.br deste domingo. É assinada por Letícia Duarte.
Há também um video na mesma página, que mostra brigadianos revoltados com o bandido baleado e implorando por compreensão, pouco depois de ter alvejado o carro de um dos policiais com seis tiros, só não o matando porque na troca de tiros foi abatido.
A jornalista diz que muitos leitores que viram o video, ficaram penalizadas com o ladrão que tentou matar o PM, sobretudo porque nos diálogos, alguns brigadianos não quiseram sequer acudi-lo com um copo de água.
Leia a reportagem completa.
Caso aconteceu na Avenida Sarandi, em Porto Alegre, em
novembro de 2013
Que distância separa as execuções cometidas por vingança,
como a chacina da grande São Paulo, das arbitrariedades cotidianas nas
abordagens policiais em todo o país?
Um vídeo de 2 minutos e 47 segundos que circula pelas
redes sociais dá uma dimensão daquilo que não aparece nos registros oficiais da
polícia militar gaúcha. As imagens, gravadas durante ocorrência em Porto
Alegre, mostram um jovem baleado, agonizando no chão, enquanto brigadianos
desdenham e desejam sua morte, com frases como:
"Aiai, não tá doendo em mim, filho da puta."
"Não morreu ainda?"
"Vai, vai embora".
Em uma das cenas, o rapaz rendido diz que "só queria
um pouquinho d´água." Os policiais o incentivam a tomar o líquido de uma
poça d'água lodosa junto ao cordão da calçada. Ele toma.
"Cara, eu tô baleado, vou morrer."
"Não tem problema, é menos um para dar tiro nos
polícia."
O vídeo foi gravado por policiais em 13 de novembro de
2013, na Avenida Sarandi, e recentemente ressurgiu em postagem no Facebook,
provocando discussões. O jovem que aparece nas imagens é Jonas Martins
Gonçalves, 30 anos, conhecido pelo apelido de Ladaia. Ele cumpre pena de 10
anos e oito meses por tentativa de latrocínio no Presídio Central. Tem
antecedentes por roubo de carros e tráfico. E naquele dia teria tentado roubar
a tiros o veículo de um policial à paisana, que reagiu atirando e o baleou.
Seria mais um caso rotineiro de prisão se as imagens dos
bastidores não tivessem sido gravadas pelos policiais e expostas na internet.
No tribunal inflamado das redes sociais, houve gente que vibrou com as
humilhações aplicadas pelos policiais a Jonas, que agonizava no chão. Mas a
própria corregedoria da BM admite excessos na ação.
– Há ali fortes indícios de ação irregular daquela
guarnição – avalia o corregedor-geral da BM gaúcha, Jefferson Jacques, depois
de assistir ao vídeo a pedido da reportagem do PrOA.
Ao tomar conhecimento do vídeo, o juiz de direito da 2ª
Vara Criminal Léo Pietrowski determinou em 7 de agosto a apuração do caso. De
acordo com a corregedoria da BM, foi aberta na semana passada uma investigação
pelo comando do 20º Batalhão, responsável pela ocorrência, com prazo de 40
dias. O policial Edson Poli, que segundo o processo foi vítima da tentativa de
assalto por Jonas e o baleou depois de ter o carro alvejado por ele com seis
tiros, disse ao PrOA que não prestou atenção em quem estava gravando o vídeo,
porque "estava mais preocupado com meu carro e com a minha
segurança", mas entende que cada um tem "liberdade de filmar".
– As pessoas são livres de opiniões. Não tem ninguém
chutando ou cuspindo. Vou te dizer: eu estava com uma pistola com 13 tiros, se
eu quisesse matar eu teria matado.
E se espantou com a repercussão do vídeo.
– Já vi vídeos muito mais fortes – minimizou.
A família de Jonas, que mora em Viamão, assistiu a
trechos do vídeo pela televisão, num programa policialesco. Ficou atônita.
– Eu sei que ele errou e que escolheu essa vida. Mas ele
não merecia ser humilhado daquela maneira, até tomar água do esgoto. Isso matou
a gente – disse a irmã de Jonas, a doméstica desempregada Vanessa Martins
Gonçalves, 33 anos.
A defensora pública Alessandra Quines Cruz, coordenadora
geral do Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública do
Estado do Rio Grande do Sul, diz que o órgão estuda entrar com um pedido de
indenização a Jonas.
– Não sei o que é pior, um cidadão cometendo um crime ou
um policial, que estudou e deveria proteger a sociedade. Se formos ficar no
olho por olho, dente por dente, vamos viver numa sociedade de desdentados e
caolhos. O resultado é catastrófico – argumenta.
Desde janeiro de 2014, quando foi criado, o órgão da
Defensoria gaúcha já recebeu 172 denúncias de violência policial – 80% dos
casos se referiam a agressões cometidas pela Brigada Militar. Especialistas em
segurança concordam que os abusos policiais cometidos no cotidiano, e muitas
vezes tolerados por uma população descrente no sistema de Justiça, são
combustíveis para a barbárie.
– A ideia de que bandido bom é bandido morto é um grande
engano. Só dramatiza o problema, porque a sociedade fica refém do ciclo de
violência. É um matar e morrer contínuo, e no meio do caminho você pode morrer
de bala perdida. A população aplaude agora, depois reclama quando isso atinge
alguém próximo – observa Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum
Brasileiro de Segurança Pública e professor da FGV-SP.
Continue a leitura: Casos de abusos policiais levantam
discussão sobre cultura da violência
Luiz Eduardo Soares: "Estacionamos na barbárie"
Simone Leite vai para a presidência da Mulher Progressista do RS, órgão de ponta do PP
Um público estimado em 800 pessoas participaram neste sábado da Convenção Estadual da Mulher
Progressista no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS, que resultou na escolha da empresária Simone
Leite para ocargo de presidente estadual da Mulher Prpgressiosta.
A vice-prefeita de Canoas, Beth
Colombo deixou a presidência da Mulher Progressista Gaúcha após dois anos de
trabalho unindo as progressistas de todo o Rio Grande.
A presença da senadora Ana Amélia animou as progressistas
Artigo, Zuenir Ventura, O Globo - Um dia de agosto
Um dia de agosto
Curiosamente, a palavra ‘corrupção’ não apareceu nos atos
pró-governo, como se ela não tivesse sido a mais presente personagem da
política dos últimos anos
Se as manifestações de domingo passado, com seus 800 mil
participantes, não atingiram a dimensão esperada, apesar de serem contra um
governo que é rejeitado pela maioria da opinião pública, o que dizer dos 190
mil dos “protestos de apoio” a Dilma, uma contradição em termos de um ato
organizado por cerca de 20 grupos mais ou menos rachados — todos defendendo a
presidente, mas vários condenando sua política trabalhista e de ajuste fiscal
neoliberal.
Uns pedindo “fora Levy” e outros, “fora Cunha”, um dos
alvos principais dos manifestantes. Curiosamente, a palavra “corrupção” não
apareceu em nenhum dos cartazes desfilados nas ruas, como se ela não tivesse sido
a mais presente personagem da política dos últimos anos. Parecia passeata da
Suécia.
Em compensação, no Rio, surgiu a faixa mais original, com
a seguinte “denúncia”: “Sérgio Moro: juiz da Globo e do PSDB!”. Mas pelo menos
o movimento foi pacífico. Mesmo o presidente da CUT, Vagner Freitas, que na
semana passada sugeria “pegar em armas” para defender Dilma, portou-se com
serenidade, propondo apenas acabar com o “terceiro turno” — ao que parece, sem
armas.
Enquanto isso, nesse dia do tão mal afamado mês de
agosto, o presidente da Câmara era denunciado ao Supremo Tribunal Federal, pela
Procuradoria-Geral da República, junto com o senador Fernando Collor, por terem
cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A Procuradoria quer que Cunha devolva US$ 80 milhões —
US$ 40 milhões como restituição de valores supostamente desviados e mais US$ 40
milhões por reparação de danos. Pela cotação atual, a quantia é estimada em R$
277,36 milhões.
Ao mesmo tempo, era revelado mais um trecho da delação do
ex-consultor Júlio Camargo, de quem Cunha teria cobrado a propina de US$ 5
milhões por contratos de navios-sonda com a Petrobras.
Quando soube da exigência, o senador Edison Lobão,
ex-ministro de Minas e Energia, escandalizou-se, ele que também está sendo
investigado pela Operação Lava-Jato (aliás, quem não está sendo?). Durante uma
discussão por telefone com o presidente da Câmara, disse ele, de acordo com o
relato do delator: “Eduardo, você enlouqueceu?” Isso sem estar vendo o olhar de
Cunha, que lembra muito o de Collor. E essa não é a única semelhança com o
ex-caçador de marajás.
Enfim, é como disse Dilma para sua convidada, a chanceler
alemã Angela Merkel, segundo Chico Caruso numa de suas magistrais sínteses
visuais-verbais sobre a confusão reinante: “Não repare a bagunça”.
Dilma já levou seus R$ 15.467,00 dos 50% do 13o deste ano
Enquanto seu governo segurou em julho a antecipação de metade do 13o aos aposentados, a presidente Dilma Roussef e os seus ministros receberam os 50% na data prevista.
Dilma levou a bolada de R$ 15.467,00.
Dilma levou a bolada de R$ 15.467,00.
Bradesco acha que recessão acaba em junho de 2016. Há controvérsia.
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, dá prazo para o fim da recessão: junho do ano que vem.
Há controvérsia.
E com Dilma e o PT não existe luz no fim do túnel.
Há controvérsia.
E com Dilma e o PT não existe luz no fim do túnel.
The Economist diz que grupo Odebrecht destruiu seus princípios e valores
CLIQUE AQUI para ler o artigo completo, em tradução do Estadão. -
O artigo que você lerá a seguir, da revista inglesa The Economist, informa sobre o prestígio internacional que
tinha sido alcançado pelo grupo Odebrecht, expresso por muitos organismos, com
princípios e valores de inspiração luterana. Agora é acusado de irregularidades
que nega.
O título do artigo: "Princípios e valores".
O grupo Odebrecht tem muitos e difusos ingteresses no RS, o maior dos quais é com certeza o Pólo Petroquímico de Triunfo, sob o comando da sua controlada Braskem. Homens como Alexandrino Alencar, o lobista que fazia a interface entre a Odebrecht e Lula, pertenceram às direções de entidades poderosas como Fiergs e Federasul. Ele era particularmente festejado entre barões da mídia local e jornalistas à procura de patrocínio, mas através da agência de publicidade Escala, frequentava com desenvoltura todos os meios da vida econômica, social e política do RS.
O grupo começou por Norberto Odebrecht, que o formou na versão atual em 1940,
sendo originária de imigrantes alemães e com sede na Bahia. Passou depois a ser
comandado pelo seu filho Emilio e agora por seu neto Marcelo, que está detido
pela Polícia Federal. O grupo Odebrecht entende como medida desnecessária, pois
revelou a intenção de colaboração, com ele permanecendo no Brasil.
O grupo emprega 181 mil pessoas em 21 países, atuando não
somente na construção pesada como na petroquímica e até na silvicultura,
cuidando da preparação dos seus funcionários dentro dos valores e princípios
que foram consubstanciados por Norberto Odebrecht em alguns livros, segundo a revista.
O grupo está sendo acusado de ter contado com a colaboração do ex-presidente
Lula da Silva para obter encomendas de obras em países estrangeiros, quando os
recursos, como os financiamentos do BNDES, tinham o objetivo de atender os
fornecimentos do Brasil, o que acontece com muitos países desenvolvidos. O
estranho seria que estas personalidades defendessem interesses de empresas de
outros países.
Certamente, as descobertas do pré-sal entusiasmaram
muitas autoridades brasileiras ainda no período em que o custo do petróleo
estava elevado, chegando em torno de US$ 110 por barril, quando hoje está
abaixo de US$ 50. Volumosas encomendas teriam que ser feitas de plataformas,
sondas, navios e outros equipamentos sofisticados, esperando que parte
substancial fosse fornecida por empresas instaladas no Brasil, com elevada
parcela de componentes locais. Certamente, havia necessidade do engajamento das
grandes empresas de construção pesada, que são poucas, inclusive a Odebrecht.
Pareceria estranho que as autoridades, nem sempre preparadas para programas
gigantescos, não desejassem organizar estas volumosas encomendas, que eram
consideradas urgentes, certamente com objetivos que escapavam da capacidade das
empresas localizadas no Brasil.
Se tudo for comprovado, as empresas envolvidas e os
corruptos terão que ser punidos, em alguns casos com multas elevadas, o que
pode ser feito por acordos.
Banqueiro do Itaú diz que não há motivo para tirar Dilma do governo do Brasil
Uma das vozes mais influentes do empresariado brasileiro,
o banqueiro Roberto Setubal faz neste domingo uma defesa contundente da permanência da
presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, conforme entrevista que concedeu ao jornal Folha de São Paulo. Impeachment por corrupção,
"pelo que vi até agora, não tem cabimento", afirma o presidente do
Itaú Unibanco.
Leia:
Folha - A presidente Dilma está sofrendo ameaça de um
processo de impeachment, pressão por sua renúncia e manifestações de rua contra
seu governo. O sr. vê motivos para tirá-la do Planalto?
Roberto Setubal - Nada do que vi ou ouvi até agora me faz
achar que há condições para um impeachment. Por corrupção, até aqui, não tem
cabimento. Não há nenhum sinal de envolvimento dela com esquemas de corrupção.
Pelo contrário, o que a gente vê é que Dilma permitiu uma
investigação total sobre o tema [corrupção na Petrobras]. Era difícil imaginar
no Brasil uma investigação com tanta independência. A Dilma tem crédito nisso.
E as pedaladas fiscais?
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PMDB diz que Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual visa impedir novos desastres do tipo do governo Tarso Genro
Não é só a oposição do PT, PCdoB, PSOL e PTB que parte a oposição ao projeto que criar a Lei de Responsabilidade Estadual, já que o funcionalismo também se opõe ao projeto..O deputado Gabriel Souza (PMDB), relator do projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal estadual na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, dará parecer favorável ao projeto. Souza considera o projeto constitucional, mas diz que pretende estudá-lo com profundidade antes de concluir seu parecer, sem previsão de entrega.
O parlamentar afirma que a medida tem como motivação a gestão do antecessor do governo de José Ivo Sartori. “Depois do governo Tarso Genro (PT) estamos convencidos que temos que evitar novos governos ‘Tarsos’ pela irresponsabilidade fiscal e aumento da despesa acima da receita. O RS aprendeu que não se pode gastar mais do que se arrecada. Chamaria de ‘lei anti-Tarso’”, provoca.
O presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos
do Estado (Fessergs), Sérgio Arnoud,disse neste domingo ao jornal Correio do Povo que as entidades que promoveram a greve geral da semana passada, terão encontro nesta segunda-feira para discutir o projeto.
Sérgio Arnoud é o líder sindical do funcionalismo estadual de maior experiência. Ele está há 40 anos ocupando cargos de direção e de liderança na Fessergs.
A reunião de segunda servirá para definir as
estratégias para pressionar os deputados a votarem contra a proposta. O que ele avisou:
- Além de
congelar o salário, congela todo e qualquer investimento nos serviços. Vai
piorar a saúde, educação e segurança. Vai instalar o caos nos serviços
públicos. Se hoje as pessoas se queixam dos serviços prestados, não é por
deficiência dos servidores, mas porque não há estrutura e pessoal em número
necessário e investimento, a tendência é só piorar.
A matéria, em tramitação na CCJ da Assembleia, deve ser
pauta de audiência pública até o final do mês.
O que dispõe o PLC 206/2015
• Cria normas de finanças para, segundo o governo,
alcançar o equilíbrio financeiro das contas públicas estaduais. Copia e
acrescenta itens da Lei de Responsabilidade Fiscal nacional (Lei Complementar
101/2000), vigente desde maio de 2000. A lei proposta pelo governo Sartori
repete itens do Projeto de Lei Complementar nº 390/2007, rejeitado por
unanimidade pela Assembleia Legislativa à época do governo Yeda Crusius.
• Fixa critério de atualização da receita corrente
líquida, o IPCA. Define que uma parcela do crescimento nominal na receita
(inflação) será eliminado do cálculo, tornando a variação real da receita
corrente líquida (RCL) menor do que o atualmente apurado, limitando, como
consequência, o crescimento da despesa na mesma proporção.
Domingo abriu muitas nuvens, chuvas e trovoadas no RS. Sol poderá reaparecer à tarde.
O domingo abriu marcado pela instabilidade, nuvens
e chuva na maior parte do Rio Grande do Sul, não se descartando pancadas fortes
localizadas com trovoadas sobre a Metade Norte, segundo a MetSul Meteorologia.
Em Porto Alegre, neste momento, 8h53min, 18 graus, chuva e nuvens muito baixas.
Durante esta manhã o tempo deve começar a abrir com o retorno do sol a
partir do Oeste e do Sul.
Entre a tarde e a noite, o tempo firma na maioria das
áreas do Estado, mas em pontos mais ao Norte e Nordeste do Rio Grande do Sul
ainda haverá instabilidade na segunda metade do dia. Ar mais frio ingressa no Estado com vento e a
temperatura cai acentuadamente em diversas regiões à noite.
Artigo, Claudia Safatle, Valor - Dilma quebrou o Estado
"Quebraram o Estado", constatou Arminio Fraga,
ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos. "Estragaram
a macroeconomia e deterioraram a micro", completou ele, referindo -se à
perda da capacidade de o país crescer e à situação dramática de setores como os
de energia elétrica e petróleo e gás.
O primeiro só não entrou em colapso, porque o país está
em recessão. O segundo já estava padecendo das revelações do esquema de
corrupção na Petrobras, investigadas na Operação Lava-Jato, e, mais
recentemente, sofre com a queda brutal do preço do óleo no mercado
internacional.
Há um problema de fluxo, com a queda real das receitas
por causa da recessão, mas há também um desequilíbrio estrutural das contas da
União, porque as despesas obrigatórias crescem mais do que a arrecadação e mais
do que o crescimento do PIB. Chegou-se ao ponto de não ter dinheiro para pagar
a primeira parcela do 13º salário dos aposentados do INSS.
O governo está chamando o porco de "senhor
suíno"
"O Estado está quebrado e [o Congresso] toma
decisões que aumentam o buraco lá na frente, o oposto do que deveria estar
sendo feito no momento", disse ele. A avaliação de Arminio coincide com o
que falam políticos do PMDB que estão ao lado do vice-presidente Michel Temer
na busca de uma solução para o governo. É, também, o que economistas oficiais
atestam sob a condição do anonimato.
"Não fazer nada hoje é levar o país para uma crise
mais profunda. Esse quadro não é sustentável e não está sendo tratado como tal.
A resposta até aqui é modesta e não demonstra convicção", sublinhou ele,
que seria o ministro da Fazenda de um eventual governo Aécio Neves.
"Eu pensava que não haveria crescimento per capita
no mandato da presidente Dilma Rousseff, o que já seria um vexame. Hoje vejo
que errei. Acho que não vai ter crescimento, ponto."
Arminio alertou também para o receio de que uma solução
mais definitiva para a crise brasileira só poderá ser construída no fim da
Lava-Jato, cujas investigações não têm prazo para terminar. "São muitas
incertezas, tanta coisa que afeta o mundo político, e sem um mínimo de
consistência na área política não se conseguirá chegar a uma resposta
adequada."
Nessa situação, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, está,
segundo ele, fazendo o que pode. "Cair na real, nessas horas, é parte da
solução", argumentou. Quando a oposição diz que a presidente da República
precisa reconhecer seus erros "não é para humilha-la", explicou, mas
porque "é fundamental ter um diagnóstico correto a partir do qual se monta
uma estratégia de correção de rumo".
Como herdeiro de si mesmo o governo não pode separar, nas
contas públicas, o que era passado, o que foram as "pedaladas" e as
receitas não recorrentes, do que deveria ser o presente mais sustentável e
transparente. Aí, a conversa não é clara e fica-se chamando "o porco de
senhor suíno".
O país está em uma crise profunda: recessão, desemprego
crescente, alto grau de incerteza e paralisia dos investimentos. Os Estados
também estão quebrando, segundo Arminio. O Rio Grande do Sul, que não consegue
pagar os salários dos funcionários públicos, "é apenas a ponta do
iceberg". "Nada garante que vai melhorar, mas vai piorar antes de ter
a chance de melhorar", adiantou.
Para ele, a área econômica do governo jogou a toalha
quando reduziu a meta de superávit primário de 1,1% do Produto Interno Bruto
(PIB) para 0,15% do PIB e, está claro, agora, que o ano encerrará com déficit.
"Ali eles admitiram que não conseguem cuidar da dinâmica da dívida, que é
insustentável." Sem dinheiro para fazer poupança e abater os juros da
dívida, essa só cresce.
Há quem diga que fazer mais austeridade em uma situação
recessiva só deprime mais a atividade. Ele, porém, argumentou que, quando se
passa do ponto, o fato de arrumar a casa expande a economia. "Vimos isso
com muita clareza em 1999. A projeção era uma contração de 4% do PIB e o
resultado final, fazendo um megaajuste fiscal, foi crescimento de 0,5%. O fator
fundamental para isso foi a recuperação da confiança." É o que os
economistas chamam de contração expansionista.
Outra face do problema é o colapso da produtividade, as
regras do jogo que são incapazes de mobilizar capital, o sistema tributário que
é uma colcha de retalhos, a intermediação financeira mais concentrada nas mãos
dos bancos públicos, com consequências danosas tanto na área fiscal e na
alocação de recursos quanto distributivas.
Nesse quadro geral, onde o Brasil está desconectado da
economia mundial, a única atenuante no momento é o câmbio, cuja desvalorização
está estimulando a substituição de importações. "O câmbio ajuda a dar um
fôlego, mas não é suficiente", avaliou.
Uma saída natural, a essa altura, seria o governo abordar
com muita clareza temas de mais médio e longo prazos e permitir um ajuste ao
longo de alguns anos, sugeriu. Mas isso demandaria uma outra conjuntura
política, onde os atores pudessem olhar para prazos mais longos. "Hoje há
os que estão pensando em como se livrar da cadeia e outros que estão dedicados
ao "impeachment" [da presidente Dilma] e coisas do gênero".
É condenável a postura de fazer pouco no presente e nada
no futuro. Mas o caso é pior: "Estamos aumentando imensamente os gastos à
frente, com a aprovação de medidas como o fim do fator previdenciário ou o
Plano Nacional de Educação, e admitindo que no curto prazo também não vai ser
possível fazer ajuste por causa da recessão", apontou.
Em algum momento o país vai ter que pensar sobre que
tamanho o Estado deve ter, que sistema de saúde, de educação, de segurança
pública a sociedade está disposta a financiar e quais as consequências de médio
e longo prazo das escolhas que forem feitas. Hoje não há ambiente político para
conduzir essa discussão, mas ela parece inevitável. Governo, Congresso e
Judiciário vão ter que apresentar uma resposta digna do tamanho do problema que
não seja só mais aumento de impostos.
* Claudia Safatle é diretora adjunta de Redação do Valor
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