Opinião do editor - Sartori sabe o que faz, tem sangue frio e vontade política indomável

A linha de corte dos salários do funcionalismo do Executivo do RS será este mês de R$ 1 mil. O governador Sartori poderia resolver isto, encaminhando imediatamente proposta para elevar de 85% para 95% o saque sobre os depósitos judiciais, amealhando dinheiro para suportar a diferença que falta para cobrir mensalmente a Folha, o recurso cobriria um trimestre, portanto pagamentos de setembro, outubro e novembro, bem próximo do início da cobrança do novo ICMS.

É bode na sala.

Dentro do governo, existe quem defenda novamente o uso do dinheiro destinado ao pagamento mensal da dívida com a União (R$ 280 milhões) para pagar o funcionalismo, enfrentando novo bloqueio de Dilma, o que lhe renderia mais apoio político e social, desgastando mais uma vez o governo Dilma. 

O governo não quer fazer isto porque reduziria as pressões políticas e sociais que favorecem a aprovação das propostas der ajuste fiscal, agora na sua quarta fase, inclusive os proejetos de eliminação das aposentadorias precoces, a criação da previdência complementar e sobretudo o aumento do ICMS, este sim, capaz de tornar sustentável o ajuste e garantir aumento permanente da receita estadual. 

Engana-se quem acha que o governo é lento e não sabe o que faz, porque todas as propostas anteriores, presentes e futuras (as conhecidas) possuem forte lógica interna.

O condutor sabe o que faz, tem sangue frio e vontade política indomável. 

Dia da Mortadela também teve apoio de Maduro e Kirchner

Ontem foi o dia da mortadela. -Na foto, o trio que se merece. - 

Os presidentes da Venezuela e da Argentina, Nicolás Maduro e Christina Kirchner, usaram, ontem, Twitter e TV, para fazer protestos de apoio ao governo Dilma Roussef.

E aproveitaram para defender Lula.

As falas foram orquestradas para sair no mesmo dia dos protestos a favor promovidos pelo PT, CUT, UNE e MST.

Os dois presidentes não quiseram falar sobre as investigações, denúncias, condenações e prisões de líderes petistas e da base aliada envolvidos em grossos casos de corrupção.

Governo Dilma saca tudo e desbloqueia contas do governo gaúcho

Depois que botou as mão nos R$ 280 milhões da prestação mensal que lhe devia o governo estadual, o governo federal desbloqueou as contas bancárias do governo gaúcho.

Dia será de céu azul e sol claro em todo o RS

A manhã desta sexta-feira (7h35min) apresenta-se com poucas nuvens, céu azul e sol claríssimo em Porto Alegre, cenário parecido com aquele que existe em todo o Estado. O Climatempo diz que chuvas serão casos isolados. 

A manhã será bastante fria,  mas registrará marcas mais altas devido à maior cobertura de nuvens. Já na tarde desta sexta-feira, o ambiente será agradável e com marcas mais altas, prevendo-se máximas acima de 20ºC na maioria dos municípios. 

As mínimas irão dos 7°C em São José dos Ausentes até os 8°C em Vacaria. As máximas, por sua vez, podem atingir 25°C em Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variarão entre 14°C e 23°C.

O aquecimento gradual persistirá até o fim de sábado, apesar de ocorrências de instabilidades localizadas. No domingo, contudo, a chuva voltará com queda das temperaturas.

Partidos de Oposição lançam manifesto contra Dilma.

Ao longo da história, a Câmara dos Deputados tem sido palco de importantes avanços e contribuições para a sociedade brasileira em momentos decisivos da vida nacional. Sendo assim, diante das gravíssimas crises econômica, política e ética em que o governo do PT colocou o Brasil e da irreversível perda de condições, por parte da presidente da República, em conduzir o país, os Partidos de Oposição compartilham da mesma preocupação e da necessidade de unir suas forças para buscar alternativas capazes de superar tais crises.

Partilham, também, da convicção de que a notória incapacidade do PT em contornar a recessão econômica, a mais grave na história republicana, impossibilita o governo da presidente Dilma de buscar alternativas para colocar o país na trajetória do crescimento.

Há também a clareza de que a gravidade de fatos tornados públicos – como, por exemplo, a doação de R$ 7,5 milhões de origem ilícita para a campanha presidencial petista de 2014 e a entrega de R$ 10,5 milhões, também de origem criminosa, na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo – subtraem do PT e do governo Dilma as condições éticas e políticas necessárias para a proposição de qualquer pacto, entendimento ou caminho para a solução dessas múltiplas crises, que penalizam fortemente os brasileiros.

Não obstante, apurações ocorrem simultaneamente em Cortes importantes, como o TSE e o TCU, que em acórdão já comprovou a prática das “pedaladas fiscais”, o que configura crime de responsabilidade.

Portanto, qualquer que seja o resultado das investigações em curso – impeachment, cassação do diploma – e também em caso de renúncia, a Oposição estará unida e tem consciência da sua responsabilidade para com o Brasil.

Diante desse quadro e em sintonia com o que externaram as manifestações em todo o país, os Partidos de Oposição na Câmara anunciam que procurarão, ao lado de representantes dos movimentos sociais, da sociedade organizada e de parlamentares que se identificam com essas preocupações, saídas para o caos que se avoluma, pois entendem ser esta, também, uma das obrigações do Parlamento brasileiro."

Carlos Sampaio, Líder do PSDB
Bruno Araújo, Líder da Minoria
Mendonça Filha, Líder do DEM
Rubens Bueno, Líder do PPS
Arthur Oliveira Maia, Líder do SD
André Moura, Líder do PSC

Defesa da medicina na Unijuí bombou hoje no Twitter

No final desta quinta-feira, a Unijuí começou forte mobilização virtual e a #MedicinaNaUnijui foi um dos assuntos mais comentados do twitter no RS.

Pelo menos 15 deputados federais já anunciaram apoio público à proposta de rversao da decisão do ministério da Saúde sobre a escolha da univesidade, preterida pela Estácio de Sá.

Todos os deputados estaduais assinasram carta apoiando as Unijuí.

300 sobreviventes petistas protestam a favor em Porto Alegre

O editor usou seu iPhone de última geração da Claro para capturar a foto aí ao lado, ainda há pouco (18h01min) na Esquina Democrática, Porto Alegre.

Trata-se de manifestação de protesto a favor do governo Dilma.

A "multidão" de 300 pessoas concentrou-se na esquina da Rua da Praia com avenida Borges de Medeiros, mas só chamou a atenção do público porque atrapalhou o transito de pessoas.

Só se viram bandeiras do PT, da CUT e do Cpers. Ninguém dos Partidos aliados foi visto na rua, nem mesmo o PMDB.

Do mesmo modo que nas outras capitais, também em Porto Alegre os atos públicos concentraram funcionários e dirigentes petistas e cutistas, além de pessoal arrebanhado em cargos federais e municipais, sem contar os inocentes úteis e lúmpens já conhecidos.

A concentração na Esquina Democrático está mais ao fundo, como se vê na foto.

Transeuntes reclamaram da presença dos petistas e seus aliados.

Sartori explica como é sua proposta de aumento do ICMS

O governador Ivo Sartori anunciou há pouco os termos da proposta do aumento do ICMS que protocolou hoje na Assembléia, com pedido de urgência.

Ele ironizou a resistência que encontrará entre os deputados, inclusive da base:

- Resistência eu tenho até lá em casa.

O governo pensa arrecadar R$ 2,1 bilhões por ano com os aumentos, R$ 211 milhões dos quais para o Fundo de Amparo à Pobreza, Ampara. Os cálculos da secretaria da Fazenda sao de que as novas alíquotas custarão adicionais R$ 0,53 por dia para os 12 milhões de gaúchos. 

Os pontos:

— Elevação da alíquota básica do ICMS de 17% para 18%.

— Aumento de tributos para combustíveis (gasolina e álcool hidratado, de 25% para 30%), comunicação (telefonia fixa e móvel, de 25% para 30%), bebidas (cerveja e chope, de 25% para 27%; refrigerante, de 18% para 20%), energia elétrica (residencial, acima de 50 kW, de 25% para 30%; comercial, de 25% para 30%).

— Criação de fundo de combate à pobreza (Ampara), com a cobrança de adicional de dois pontos percentuais, até 2025, sobre TV por assinatura (hoje, de 12%), fumo, bebidas alcoólicas e cosméticos (atualmente 25%).

— Fixa o dia 1º de janeiro como data de lançamento do IPVA, para dar agilidade à cobrança. O prazo para quitar o imposto é antecipado para 30 de abril. O "Bom motorista" ganha desconto de 5% no primeiro ano, de 10% em dois anos e de 15% em três anos, estimulando a boa conduta.

— O Programa Especial de Quitação e Parcelamento (Refaz), além de possibilitar a regularização fiscal de empresas e incrementar a arrecadação, permitirá o parcelamento com desconto de 40% nos juros e desconto de até 50% na multa.

CLIQUE AQUI para saber mais. 

Opinião do editor - No Jogo do Poder, Eduardo Cunha foi escolhido a dedo por Rodrigo Janot

CLIQUE AQUI para examinar a primeira parte da denúncia contra Eduardo Cunha.
CLIQUE AQUI para examinar a segunda parte.


Eduardo Cunha foi escolhido a dedo pelo Procurador Geral da República, acusado de fazer o jogo do governo para debilitar o adversário de Dilma. É o que parece. A lista de políticos sob investigação da PGR, que para isto recebeu autorização do STF, é muito grande. 

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, escolheu a dedo o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, para liderar a lista de políticos que começou a denunciar formalmente, hoje, junto ao STF. 

Trata-se do mais competente e mais forte adversário político de Dilma Roussef e do PT no Congresso, capaz de abrir caminho para o impeachment da presidente.

Eduardo Cunha tem acusado Janot de cumplicidade com o governo no caso.

E é o que parece com esta denúncia de hoje.

Nem o presidente do Senado, Renan Calheiros, integrante da lista, e nenhum político do PT que também integra o rol de investigados  encaminhado ao STF em março,foi denunciado por Rodrigo Janot, sequer Gleise Hoffmann. CLIQUE AQUI para saber quem são eles.

As revelações das 80 páginas da denúncia que foram conhecidas até agora, 17h03min, são recorrentes ao que já se conhece desde março. O editor acompanhou atentamente o que foi disponibilizado até agora, tudo de acordo com o vazamento propiciado pela PGR, mas não percebeu uma só prova material das acusações de corrupção ativa e lavagem de dinheiro feitas contra o presidente da Câmara. As provas apontadas são testemunhais, a prostituta das provas, que só serão relevantes e verazes se vierem acompanhadas de material de fato, o que não foi aconteceu até este momento. 

Brasil enfrenta tempestade perfeita na economia

Nesta reportagem, a revista Veja revela que os indicadores da economia brasileira apontam para uma recessão prolongada. O tombo será ainda mais profundo caso o governo não recupere rapidamente a confiança dos investidores nem consiga evitar o rebaixamento da nota de crédito do paí

Leia o material dos repórteres  Giuliano Guandalini e Bianca Alvarenga

A conta é de Dilma, mas nós é que estamos pagando: os erros da política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff expuseram o país à tormenta.

As análises econômicas mais realistas e desapaixonadas indicavam, fazia algum tempo, que a crise na economia brasileira era um acidente prestes a acontecer. Por seis anos seguidos, o governo pisou fundo demais no acelerador dos gastos públicos e aliviou o pé no freio do controle da inflação. Em pouco tempo, arruinou a confiança construída em duas décadas de ajustes e reformas - sem falar nas manobras na contabilidade federal. Ao assumir o Ministério da Fazenda, Joaquim Levy apresentou um plano para evitar o desastre, como o personagem do filme Juventude Transviada que escapa da morte ao saltar do carro momentos antes da queda no desfiladeiro.
Por alguns meses, parecia que Levy seria bem-sucedido. O ministro procurou extinguir os trambiques do antecessor e propôs uma série de medidas para reforçar o caixa do governo e impedir um rombo ainda maior nas finanças públicas. A iniciativa seria um primeiro passo para arrumar a casa e retomar os projetos de longo prazo para incentivar o crescimento econômico. O clima político hostil, entretanto, atrapalhou os planos do ministro. Quanto mais frágil a situação da presidente Dilma Rousseff e maior o envolvimento de políticos da base aliada nas revelações da Lava-Jato, menor a disposição do Congresso para aprovar ajustes impopulares. O tempo sobre a economia brasileira já estava fechado. Agora, o país está sob a ameaça de lidar com uma verdadeira tempestade perfeita.
O Brasil não é tão vulnerável como no passado, mas entrou avariado na trovoada. O povo brasileiro já percebeu, em seu dia a dia, o aumento no custo de vida, a dificuldade para quitar dívidas, o desemprego de pessoas conhecidas. O pior, entretanto, está por vir. Principalmente se as medidas de austeridade nas contas do governo não forem aprovadas. Na semana passada, a agência americana de classificação de risco Standard & Poor's reduziu para negativa a avaliação do país. Existe agora uma probabilidade elevada de rebaixamento da nota do Brasil, possivelmente no próximo ano. Se assim for, o país perderá, na avaliação da S&P, o status de grau de investimento. E o que isso significa? A economia deixará de ter acesso ao crédito farto e barato dos mercados internacionais. Os maiores fundos de pensão estrangeiros restringem a aplicação em países sem o grau de investimento. Em vez de ficar mais próximo de países como os Estados Unidos, a Alemanha ou o Chile, o Brasil seria rebaixado para o grupo de caloteiros contumazes, que inclui a Grécia, a Argentina e a Venezuela.
Não é apenas o governo que é afetado. As empresas brasileiras também serão vistas como investimentos especulativos. Ao pôr a nota do país em perspectiva negativa, a agência fez o mesmo para 41 empresas locais. Entre elas figuram companhias que, a despeito do cenário econômico adverso, estão entregando bons resultados e não têm dependência direta do Estado, como Ambev e NET. Isso acontece porque a nota de crédito do país é o teto de classificação das empresas. Raramente uma empresa pode ter nota melhor do que o país no qual ela opera, porque sempre existe o risco de ser afetada por alguma restrição na transferência de pagamentos.


Esta cena de Petrolina é o retrato deplorável do fim do sonho petista

A "mega-manifestação" ao lado não é dos cães que correm atrás do fuca, na expressão de hoje do escritor lulopetista Luiz Fernando Veríssimo.

São apenas meia dúzia de ativistas que lembram cães vadios. é tudo desta tarde em Petrolina, Pernambuco, nos protestos a favor de hoje.

Em todo o País, as manifestações reduziram-se a poucos lúmpens, funcionários e sindicalistas.

O governo Dilma, o PT e seus aliados não conseguiram entender até agora que chegaram ao fim da linha.

O povo definitivamente não quer mais saber deles.

Ruy Castro diz que Lula faturou R$ 6,8 milhões por ano com palestras

Artigo, Folha de S. Paulo, intitulado "Final à vista"

Às vezes, me perguntam se vivo de literatura. A resposta é sim -se, durante o mês, eu for chamado a dar palestras, ministrar um curso de biografia, coordenar um ciclo de debates ou ganhar um prêmio literário. Enfim, se conseguir me virar fora da página impressa. Já quando me perguntam se vivo de direitos autorais, a resposta é não, e vale para 90% dos escritores nacionais, exceto uma meia dúzia e alguns autores de livros para jovens e de autoajuda. Claro que todas essas atividades -palestras, cursos, debates, prêmios- exigem que o sujeito pratique ou tenha praticado alguma literatura.
O ex-presidente Lula não pratica literatura. Praticou a presidência de um país. E, desde que passou o cargo, o mundo tem se atropelado para saber como ele fez, qual o seu segredo e com que fórmulas mágicas pegou um país quebrado, segundo diz, e o tornou essa potência em que vivemos. Faz isso em palestras de 50 minutos em países da África, do Oriente Médio e da América do Norte, e não chega para os convites.
Sua empresa de palestras, sabe-se agora, arrecadou R$ 27 milhões nos últimos quatro anos. São R$ 6,75 milhões por ano. Quantas palestras serão necessárias para render esse cachê? E haverá assunto para tanta palestra? R$ 10 milhões desse dinheiro vieram dos empreiteiros que estão sendo investigadas pelos assaltos à Petrobras. De tanto ouvi-las, já não deviam saber as palestras de cor?
Sorte de Lula não ser escritor. E olhe que sua vida é uma fabulosa obra de ficção -uma saga com a qual nem as de Jorge Amado, Erico Verissimo e Guimarães Rosa se comparam. Contém intrigas, mentiras, traições, morte, dinheiro, lances de chanchada, reviravoltas -o protagonista aparenta ser uma coisa e se revela outra. E, como toda ficção, boa parte dela é verdade.

Nem toda ficção tem final feliz. Aliás, a melhor é a que não tem. 

Janot protocola denúncia no STF contra Eduardo Cunha

O procurador-geral geral da República Rodrigo Janot entregou as denúncias ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido a denúncias de recebimento de propinas referente a contratos da Petrobras investigados pela Operação Lava Jato. Foi as 13h. Caso o STF aceite as denúncias, Collor e Cunha tornar-se-ão réus na Justiça. Ambos políticos negam as acusações do Ministério Público.


Essas são apenas as primeiras denúncias registradas pela Procuradoria contra políticos. 

A expectativa é que em breve mais agentes públicos cujos nomes foram envolvidos nas investigações tenham os nomes levados ao Supremo. A Procuradoria priorizou Collor e Cunha neste primeiro momento. Os dois têm criticado fortemente e publicamente a Procuradoria e Janot.

Eduardo Cunha avisou que não renunciará. 

Artigo, Márcio Andrade, Instituto Liberal - O triste legado assumido por Sartori

O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros. 
(Margaret Thatcher)

“Criminoso matou, e depois foi chorar no enterro da própria vítima”. Este é um brocardo popular antigo, mas bastante moderno para definir alguns padrões comportamentais diante do quadro das contas públicas no Rio Grande do Sul.
Lembro quando a ex-Governadora Yeda Crusius (PSDB, 2007-2010) disse que ‘a pior coisa que pode acontecer ao Rio Grande é o déficit’, orgulhando-se por ter equilibrado as contas públicas, e ter entregue ao sucessor Tarso Genro (PT) uma situação contábil muito mais tranquila do que encontrou, conhecida nos jargões de economia como ‘déficit zero’.
Tarso, ao assumir seu mandato em 2011, desdenhou por completo a fala da ex-governadora, afirmando que déficit zero era uma ‘falácia neoliberal’, criando, assim, 500 novos cargos em comissão para demonstrar a solidez do seu discurso e conseguindo com o secretário Nacional do Tesouro na época, Arno Augustin (PT), a chamada ‘flexibilização das metas fiscais’, episódio que autorizou o então Governador a aumentar o endividamento do nosso Estado. Não precisamos ter qualquer talento profético para supor o que aconteceria a partir desSe fato; a dívida pública, no período de 2011 a 2014, cresceu 9,8 Bilhões, somada à impossibilidade de o governo estadual contrair novos empréstimos.
E não foi “apenas” isso. Tivemos outros gastos irrefletidos ao longo dos últimos quatro anos: concursos públicos sem qualquer previsão orçamentária; saques de 5,5 bilhões nos depósitos judiciais; aumentos salariais populistas para os segmentos mais obedientes do funcionalismo público; etc. Tudo isso apoiado por setores classistas (CUT, CPERS, SINDSEPE, e outros sindicatos) que, em posição genuflexória, batiam palmas para a irresponsabilidade e descontrole com dinheiro público.
As mesmas entidades que, agora, culpam o atual Governador José Ivo Sartori por ter anunciado um parcelamento salarial para o funcionalismo do estado.
Impossível não perceber nesta postura um misto entre covardia moral e desídia intelectual.
Primeiro, devido ao julgamento que tenta desviar a própria responsabilidade para outrem; todos que ajudaram a destruir economicamente o RS, neste momento, apontam o dedo melecado para Sartori, fugindo às suas responsabilidades sem o mínimo embaraço. A avaliação condenatória é tão frágil, que sequer considera o fato de o Governador ter SEIS MESES de mandato.
Ainda, nota-se uma espécie de preguiça em transcender o raciocínio – nutrida pelas mais grosseiras aparências (tipo parcelamento do salário) – restando por deixar o sujeito domiciliado nos pântanos das imagens rasas e da ideologia cegueta. Criam-se ‘homens-sapiens’ e ‘mulheres-sapiens’ incapazes de refletir sobre a ESSÊNCIA do problema: como estava a situação das contas em tal período? Houve aumento do gasto público? Quais as fontes de receita? Quando piorou? Por quê? Qual foi minha conduta neste episódio? Inércia? Assentimento? Militância dirigida?
Questões incômodas, pois é bem mais conveniente “errar e fugir”, deixando toda responsabilidade para o desavisado que vem logo atrás, a enfrentar nossa persona imatura. Bem mais oportuno criar rótulos para os outros, e se fingir de múmia paralítica.
Deste jeito, assassina-se o Estado. Depois, quando percebemos o reflexo do populismo sedutor e da imprudência nossa de cada dia, choramos no velório… É muito mais fácil.
*Márcio Andrade é professor estadual. 


Cai outro petista na diretoria da Trensurb. Novo diretor de Operações é Damiani.

Caiu o diretor de Operações do Trensurb, o petista Carlos Augusto Belloli de Almeida, entrando em seu lugar Roberto Damiani Mondadori, engenheiro de carreira da empresa, mas indicado pelo PSD de Kassab.


Agora na Diretoria, de petista, só tem o presidente Humberto Kasper.

RS é o quinto maior parceiro comercial da Alemanha. Estado sustenta superavit na balança com Berlim.

O Rio Grande do Sul ocupa a quinta posição entre os Estados brasileiros que mais vendem e mais importam da Alemanha, conforme estes dados que o editor pediu hoje para a ACI de Novo Hamburgo:

Somatório de 10 anos

Exportações em bilhões de dólares:
Minas, 15,9/ SP, 15,1/ Paraná, 9,2/ Pará, 7,4/ RS, 4,9.

Importações
SP, 61,6/ Paraná, 9,3/ Minas, 8,3/ Rio, 8,2/ RS, 5,2

Balança com Alemanha é altamente deficitária para o Brasil

A visita de hoje da chanceler Ângela Merkel representa o esforço alemão para melhorar ainda mais sua posiçao no comércio bilateral, já altamente favorável a Berlim.

O editor pediu dados para a ACI de Novo Hamburgo e pode informar que a balança comercial entre os dois Países tem sido altamente deficitária para o Brasil:

2014
Exportações, US$ 6,6 bilhões
Importações, US$ 12,8 bilhões
Déficit contra o Brasil, US$ 7,2 bilhões

O momento de maiores trocas foi 2011', com vendas de US$ 9 bilhões, compras de US% 15,2 bilhões e déficit de US$ 6,7 bilhões.

ACI de Novo Hamburgo entrega a Sartori duro protesto contra aumento de impostos no RS

A
nota a seguir, assinada pela ACI de Novo Hamburgo, intitulada "Pode um grama de ação pesar mais do que mil palavras de terror?", será entregue esta tarde ao secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, ao governador e aos deputados estaduais.

Ela protesta contra a proposta de aumento do ICMS.

Leia:

Para nós da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha não resta dúvida: só a ação sobre a perdulária estrutura estatal e os resultados daí obtidos - pelo próprio Governo do Estado do Rio Grande do Sul - provocarão mudanças e trarão soluções para a penúria fiscal e orçamentária que hoje todos enfrentamos.
Após muitos anos assistindo a votações demagógicas e por vezes covardes de parte da Assembleia Legislativa, o contribuinte vem sofrendo com a manutenção e criação de novas empresas estatais por parte do Palácio Piratini a cada gestão, que levam tão somente a novas e permanentes despesas públicas sobre a folha de pagamentos do Estado do RS ou a aumentos do salário mínimo regional como o aprovado no ano passado, na ordem de 16%, que alimenta a ilusão de ganho do trabalhador juntamente a natural redução do índice de empregos e de negócios para todos.
Sob o impacto destas percepções, o empresário honesto e formalizado enfrenta um verdadeiro exército de concorrentes desleais somados a burocracia, às licenças ambientais e a constante insegurança jurídica em razão das políticas empreendidas pelo governo federal e estadual.
Ao empresário não cabe a escolha de atrasar um dia sequer o pagamento de sua taxa ambiental ou o pagamento do ICMS, enquanto lamenta a ausência de ampliação e manutenção da infraestrutura, divide com seus funcionários a impotência frente a insegurança e depende tão somente de políticas desleixadas em prol da assecuração de empregos para compadres, cabos eleitorais e encaixes partidários patrocinados pelos nossos tributos duramente honrados, mês a mês, dia a dia.
Cabe ao empresário mais do que a indignação. Cabe a este verdadeiro herói dos tempos modernos do Rio Grande do Sul exigir que o Governo trate nossos impostos com o dever proporcional de respeito com que nós abastecemos os cofres públicos.
Portanto, senhor Governador José Ivo Sartori e senhor Secretário da Fazenda do RS, Giovani Batista Feltes, contem com o nosso apoio para a extinção da CORAG, CEEE, CESA e outras empresas deficitárias e de contumaz ineficiência.
Contem conosco em seus esforços para a repactuação e equalização dos juros da dívida do Estado do RS com a União. Da mesma forma, estaremos ao seu lado na busca de uma reforma para o quadro insustentável da aposentadoria do funcionalismo público no RS.
Apoiaremos, como já foi dito ao senhor Secretário Feltes pessoalmente, todo o esforço técnico combativo na busca da cobrança e regularização da dívida de 8 bilhões de ICMS cobráveis por parte da Secretaria da Fazenda, afinal, temos a certeza de que mesmo os contribuintes assíduos aceitariam o REFIS Estadual de longo prazo em prol das soluções heroicas que o Estado necessita.
Sem a busca destas mudanças de forma clara, aberta e corajosa não haverá realização alguma em seu Governo senão a do ostracismo e do repetido modelo de insucesso.
Portanto, senhores, queremos aqui registrar nosso mais enérgico posicionamento contrário a qualquer tentativa de aumento de impostos no estado do RS. Por desacreditarmos no sucesso e no aumento da arrecadação em meio a uma crise econômica sem par nos últimos anos, pela ausência completa de espaço de mais este custo sobre o setor produtivo gaúcho, e porque a maioria dos gaúchos votaram num novo Governador, acreditando em suas promessas de enfrentamento de todas as questões acima destacadas.
Deram seu voto e colocaram suas vidas, de seus filhos e funcionários nas mãos de um homem que disse que o seu Partido é o Rio Grande. Não nos resta dúvida de que maior do que qualquer partido, o Rio Grande do Sul precisa de sua lealdade e de provas de seus esforços no rumo do controle fiscal e da manutenção de nossas empresas.
Porque nós acreditamos num Rio Grande do Sul possível!

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Sartori elevará saques sobre depósitos judiciais. Yeda, no ajuste, evitou usar esse dinheiro "emprestado".

Ainda não é certo que entre os projetos conste também o que permitirá que o governo eleve de 85% para 95% o saque sobre os depósitos judiciais.

Este dinheiro, que é de partes privadas que litigam em juízo, tem sido apropriado de modo despudorado pelos governos.

O governo de Yeda Crusius foi o que menos apelou para ele e ainda assim apenas nos primeiros meses, quando tentava ajustar as contas. Estes foram os saques:

Rigotto, R$ 1,4 bilhão
Yeda, R$ 615 milhões
Tarso, R$ 5,6 bilhões
Sartori, R$ 877 milhões

O saldo total da conta é de R$ 101 bilhões e o governo deve R$ 8,6 bilhões, pelo qual paga juros diários de R$ 3 milhões, valor que será reduzido depois que for aprovada proposta sobre novo serviço da dívida, conforme proposta de ontem do Poder Judiciário.

Gerdau confirma 100 demissões e 100 layoffs em Sapucaia e Charqueadas

O grupo Gerdau confirmou ter demitido 100 trabalhadores da sua usina siderúrgica de Sapucaia do Sul e colocado outros 100 em layoff na antiga Aços Finos Piratini, Charqueadas.

Mas avisou que tudo não passou de ajustes, cujo programa encerrou.

Por enquanto.
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