Ao lado, na primeira foto, os irmãos Marinho, em defesa da lei e da ordem constitucional.
A revista Época e também o jornal O Globo, ambos da Rede Globo, batem neste final de semana no refrão de que ninguém está acima da lei.
É a capa da revista, que postou fotografias de Lula e de Eduardo Cunha.
Lula, como se sabe, escapou do Mensalão porque se colocou e foi colocado acima da lei, como até agora fez o mesmo no Petrolão.
O caso de Eduardo Cunha, mais recente, é nebuloso, baseia-se em denúncia vazia, sem comprovação alguma, realizada por uma Madalena arrependida e sob evidente pressão da PGR, conforme denunciou o acusado.
De qualquer forma, o jogo é o jogo, de acordo com as regras legais em vigor.
As fotos dizem tudo sobre as verdades da Rede Globo.
O jornal e a revista deixam claro que nenhum cidadão pode se achar acima da lei e impedir que investigações sejam feitas sobre denúncias recaídas sobre ele.
É o que é.
A seu tempo, cada um poderá cobrar publicamente pelas injustiças, caso estas sejam declaradas judicialmente, mas até lá, é justo que as investigações sejam feitas e que ao acusado assegure-se o direito de se defender do modo que achar mais conveniente e não apenas nos autos.
O que os analistas e políticos sabem sobre a crise deste day aftetr é que eles não sabem nada
O anúncio do rompimento político do presidente da Câmara
dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com a presidente Dilma Rousseff, pode
ser mais um indício do crescimento de uma crise no governo, com consequências
sérias para os poderes Legislativo e Executivo. Deputados e cientistas
políticos avaliaram o impacto da decisão de Cunha para o futuro político do
país, segundo análise deste sábado do site www.veja.com.br
O editor também conversou com politicólogos e políticos gaúchos sobre a crise, mas todos consideram que o governo resultou fortalecido com a desgraça de Eduardo Cunha, embora nem por isto possa cantar vitória, porque seus problemas são muito piores do que aqueles que passou a enfrentar o presidente da Câmara.
Leia a análise de Veja:
Parlamentares da oposição se mostram cuidadosos com o
fato, evitando comemorações e levantando um alerta. "Defendo que a
oposição nesse momento se fortalece, mas o mais relevante é preservar as
instituições democráticas. Leio [o rompimento de Cunha] como agravamento
profundo da crise política e institucional", disse o líder do DEM na
Câmara, Mendonça Filho (PE).
"Antes do Eduardo, o governo tinha controle absoluto
da pauta da Câmara. Ele teve coragem de pôr em votação projetos com 10, 15 anos
de criação, mas sempre teve trabalho para se colocar como base aliada. Agora
com o rompimento, vai agravar essa relação da Câmara com o governo",
analisou Izalci Lucas (PSDB-DF). "Mas não vamos [o partido] entrar nessa
briga dele com o Planalto".
Deputados de "terceira via" entenderam que o
anúncio de Cunha apenas formaliza uma postura de oposição ao governo que ele já
adotava extraoficialmente e que as denúncias que o envolvem na Lava Jato são
graves e comprometem seu trabalho à frente da Câmara. Ele é acusado pelo
lobista Júlio Camargo de receber propina de US$ 5 milhões.
"É mais uma declaração retórica e de cunho pessoal,
uma fala de mágico que esconde o baralho para desviar o foco, em vez de tratar
da propina, de querer acareação", disse Chico Alencar (PSOL-RJ). "Ele
tem articulação mas está fragilizado. Deveria se afastar do cargo até se
esclarecer tudo".
Para Luiza Erundina (PSB-SP), a gestão do presidente da
Câmara demonstrou que os partidos estão rachados, pois o apoio a Cunha não vem
do governo ou da oposição, mas sim das bancadas conservadoras. Cunha encabeçou
o grupo de dissidentes da base aliada que se rebelou contra o Planalto em 2014,
o chamado "blocão".
"A disputa pra presidente da Câmara trouxe problemas
na relação entre partidos e parlamentares e na relação destes com o Executivo.
É um quadro que exige uma solução mais estrutural e a rearticulação dos partidos,
tendo como preocupação a normalidade da democracia", disse a deputada.
Alguns parlamentares do PT foram procurados pela
reportagem, mas afirmaram que não responderiam à questão até que o líder do
partido na Câmara, Sibá Machado (PT-AC), se manifestasse sobre o tema.
O professor em Mudança Social e Participação Política da
USP (Universidade de São Paulo), Dennis de Oliveira, entende o momento político
atual traz um "vácuo de lideranças". "O governo Dilma está em
situação complicada, o Cunha agora está nesse barco também. Eles estão perdendo
o protagonismo, e isso pode ser indício da necessidade de renovação
política".
"É a primeira vez que vejo um presidente da Câmara
tão independente. Ele coloca em discussão projetos que não são de interesse do
Executivo", disse o cientista político Antônio Flávio Testa, em entrevista
à "Agência Brasil". Para ele, Cunha de fato pode ser capaz de iniciar
o processo de impeachment da presidente Dilma. Por outro lado, entende que as
denúncias contra ele na Operação Lava Jato são "muito negativas, porque,
dentro do próprio PMDB, não há um consenso sobre sua atuação".
Christopher Garman, diretor de Pesquisa da consultoria de
risco político Eurásia, afirma que para a maior parte do PMDB ainda "é
útil" manter a aliança com o governo enquanto o foco das investigações da
Lava Jato continuar principalmente no PT. Crê que o risco maior de a crise
política se agravar é caso as investigações cheguem de fato ao ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. "Todos temem as repercussões desse cenário.
Lula perdeu capital político, mas ainda detém 30% do eleitorado", disse.
O povo gaúcho está refém dos bandidos e o governo Sartori lava as mãos
Ainda foram poucos, apenas 150, mas foi o início de um protesto que ameaça alastrar-se com força por todo o Rio Grande do Sul, já que é de pouco menos do que de completo abandono o cenário da segurança pública no Estado.
Os 150 foram moradores do bairro Menino Deus, Porto Alegre, onde dez carros foram roubados apenas esta semana.
Isto acontece em toda a cidade e em todo o Estado.
O serviço de segurança pública está à beira de colapso no RS.
O editor percorreu 50 quilômetros esta tarde, dirigindo desde o bairro Petrópolis até Moinhos de Vento, com parada no Parcão, depois avenida Assis Brasil e de lá para a avenida Ipiranga e em seguida percorrendo o Jardim Botânico e Auxiliadora, mas não conseguiu encontrar uma única viatura policial ou um só policial.
Porto Alegre foi entregue aos bandidos.
E o governo Sartori lava as mãos sob a alegação de que não tem dinheiro e foi engando pelo governador Tarso Genro.
Os 150 foram moradores do bairro Menino Deus, Porto Alegre, onde dez carros foram roubados apenas esta semana.
Isto acontece em toda a cidade e em todo o Estado.
O serviço de segurança pública está à beira de colapso no RS.
O editor percorreu 50 quilômetros esta tarde, dirigindo desde o bairro Petrópolis até Moinhos de Vento, com parada no Parcão, depois avenida Assis Brasil e de lá para a avenida Ipiranga e em seguida percorrendo o Jardim Botânico e Auxiliadora, mas não conseguiu encontrar uma única viatura policial ou um só policial.
Porto Alegre foi entregue aos bandidos.
E o governo Sartori lava as mãos sob a alegação de que não tem dinheiro e foi engando pelo governador Tarso Genro.
A verdadeira face da maldade
Este retrato da presidenta Dilma, acabrunhada, na
primeira página da Folha de São Paulo de hoje, diz tudo.
São quilos e mais quilos
de cosméticos, cabeleireiro trazido de avião especial de São Paulo, liftings, pedaladas, regimes forçados, retoques no Photoshop, mas apesar disto tudo, o que fica como resultado são as agruras de um governo tremendamente
impopular que aparece claramente nos vincos do esmaecido rosto presidencial.
Nem mesmo a vitória de ontem sobre seu adversário figadal, Eduardo Cunha, consegue dissipar do rosto de Dilma a maldade que inquieta sua alma e desborda com tons devastadores sobre sua sombria expressão de desgosto.
O governo de fato conseguiu jogar ferro em brasa sobre o colo do presidente da Câmara, mas ele devolveu-o em dobro ao denunciar os aloprados do Planalto, emplacar de imediato duas CPIs e anunciar publicamente o início dos procedimentos para a instauração de 11 processos de impeachment contra Dilma Roussef.
Os idos de agosto prometem dias sombrios para o Planalto, par Dilma e para o PT.
Quem viver, verá.
Veja, aqui, como o povo livre do Equador vai derrubando o governo bolivariano de Rafael Correia
Mais de 300 mil pessoas nas ruas de Guaiaquil, a segunda maior cidade do Equador. O governo bolivariano de Rafael Correia está por um fio.
A cidade tem 2,2 milhões de habitantes.
Nos idos de agosto, os bandidos políticos do governo irão para a cadeia.
A America do Sul não quer o "socialismo
bolivariano"
CLIQUE AQUI para examinar a manifestação e ouvir o forte discurso da oposição.
E aí, Henrique Fontana, que tal uma acareação entre Veja x Lula ?
O deputado gaúcho Henrique Fontana, PT, quer uma acareação entre Eduardo Cunha e Júlio Camargo, tudo no âmbito da CPI da Petrobrás.
Nunca, antes, neste País, Henrique Fontana pediu acareação entre Veja e Lula, mesmo diante das denúncias de patifarias oceânicas praticadas pelo líder do PT.
Nunca, antes, neste País, Henrique Fontana pediu acareação entre Veja e Lula, mesmo diante das denúncias de patifarias oceânicas praticadas pelo líder do PT.
VIAGEM DE MANUELA D'ÁVILA AOS EUA SÓ FOI FEITA DEPOIS DE CONCEDIDA LICENÇA NÃO REMUNERADA POR PARTE DO PLENÁRIO DA ASSEMBLÉIA DO RS
Verificando melhor a questãso relacionada com a viagem da
deputada Manuela D'Ávila aos Estados Unidos, retifico a informação anterior
postada aqui mesmo neste espaço, para informar que ela foi realizada após a
concessão de licença não remunerada, conforme autorização feita anteriormente
pelo plenário da Assembléia.
A viagem foi feita às expensas da própria deputada.
Os idos de agosto prometem dias tenebrosos para Dilma Roussef
O deputado Eduardo Cunha disse ao editor da revista Época, Diego Escosteguy, que emplacará na primeira sessão da Câmara, depois do recesso, início de agosto, o primeiro dos 11 pedidos de impeachment contra Dilma Roussef.
Afinal, Fernando Baiano é ameaçado para não falar ou para falar ?
Os jornais deste sábado informam, sem citar fontes, que o lobista Fernando Baiano, preso em Curitiba no âmbito da Lava Jato, teria sido ameaçado para não falar.
Ele seria o elo com o PMDB.
Fontes do próprio Partido que não quiseram se identificar, informam que Fernando Baiano teria sido ameaçado para falar.
Ele seria o elo com o PMDB.
Fontes do próprio Partido que não quiseram se identificar, informam que Fernando Baiano teria sido ameaçado para falar.
Júlio Camargo, o delator de Eduardo Cunha, foi mesmo pressionado a denunciar políticos
Os repórteres Graciliano Rocha e Bela Megale contam na Folha de S. Paulo de hoje que o deputado Eduardo Cunha tem razão quando acusa o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de "forçar" o delator Júlio Camago a denunciá-lo. A reportagem não fala em "forçar", mas deixa claro que os procuradores buscam criar situações que levem o acusado a falar - e até a inventar. Isto já se sabe há muito tempo.
No livro Cabo de Guerra, o editor conta vários episódios nos quais investigados presos no âmbito da Operação Rodin, falaram até o que não existia ou nem sabiam, tudo para se livrar do "cerco" dos delegados e procuradores que os assediaram o tempo todo em busca de denúncias. Houve casos de delações premiadas que foram depois desmentidos na justiça, porque os acusados ficaram acuados diante da ameaça de que um dos seus filhos também seria preso.
Estas denúncias estão nos autos dos processos de Santa Maria.
Não é incomum que réus primários, fragilizados, cedam diante dos interrogadores, que sempre estão em posição de força.
Estas denúncias estão nos autos dos processos de Santa Maria.
Não é incomum que réus primários, fragilizados, cedam diante dos interrogadores, que sempre estão em posição de força.
Os presos que mais resistem, como Fernando Baiano, sofrem pressões enormes na carceragem, como o próprio editor e vários jornais já revelaram. Ele já teria sido "convidado" a delatar, sob "ameaça" de ser solto e "entregue" à sanha dos seus inimigos.
Leia a reportagem:
O lobista Julio Camargo, que acusa o deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro José Dirceu de receber dinheiro sujo desviado
da Petrobras, só decidiu incriminá-los depois que os procuradores da Operação
Lava Jato o convenceram de que teria problemas na Justiça se não contasse tudo
que sabe.
Camargo, que trabalhou para fornecedores da Petrobras e
diz ter pago R$ 137 milhões em propina para o PMDB, o PT e funcionários da
estatal, colabora com as investigações da Lava Jato desde outubro do ano
passado, quando assinou um acordo de delação premiada e confessou vários dos
seus crimes.
Mas ele resistiu por meses a incriminar os políticos com
quem se relacionou, como Cunha e Dirceu. Sua guinada começou a ser produzida na
última semana de junho, quando foi chamado pelos procuradores da Lava Jato para
uma reunião em Curitiba.
Os investigadores mostraram a Camargo que tinham
evidências de que ele vinha escondendo informações comprometedoras sobre
políticos, e lembraram ao lobista que isso poderia levar ao rompimento do
acordo de delação, que garante redução de pena e outros benefícios.
Outro lobista, Milton Pascowitch, que aproximou a
empreiteira Engevix do PT e da Petrobras e decidiu colaborar com as autoridades
neste ano, disse que pagou R$ 4 milhões em propina a Dirceu, e afirmou que
parte do dinheiro passou antes por empresas de Julio Camargo.
De acordo com o relato de um dos participantes, a reunião
foi tensa, mas o lobista cedeu e afirmou também ter pago propina ao
ex-ministro.
Camargo também disse aos procuradores que emprestou um
avião particular a Dirceu depois que ele deixou o governo Lula, em meio ao
escândalo do mensalão. Em depoimentos anteriores, ele negara ter prestado esse
favor.
Dirceu, que foi condenado no julgamento do mensalão e
hoje cumpre pena de prisão domiciliar em Brasília, nega ter recebido propina
para facilitar negócios na Petrobras e diz que pagou pelo avião.
Mesmo depois de incriminar Dirceu, o lobista deixou os
procuradores temendo pelo futuro, sem ter a segurança de que o acordo de
delação premiada seria mantido. Isso influenciou seu movimento seguinte, em
julho.
No início do mês, Camargo voou em seu jatinho até
Brasília com a advogada Beatriz Catta Preta para se reunir com investigadores
da Procuradoria-Geral da República, que conduz investigações sobre Cunha e
outros políticos acusados de envolvimento com a corrupção na Petrobras.
Eduardo Cunha foi o tema principal do encontro. No ano
passado, o doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores do esquema de
corrupção, disse que Camargo foi chantageado por Cunha e pagou propina ao
deputado para preservar um contrato da coreana Samsung em 2011.
Em pelo menos quatro ocasiões anteriores, Camargo negou
ter recebido pressões de Cunha, que teria mandado uma aliada apresentar
requerimentos na Câmara para exigir informações da japonesa Mitsui, parceira da
Samsung.
Questionado novamente pelos procuradores de Brasília, e
preocupado depois do que ouvira em Curitiba, Camargo aceitou prestar novo
depoimento, em que confirmou a história de Youssef e detalhou seus encontros
com Cunha e outros operadores.
Sua nova versão tornou-se pública na quinta-feira (16),
quando ele a repetiu numa audiência para o juiz federal Sergio Moro, que conduz
os processos da Lava Jato no Paraná. Cunha, que preside a Câmara dos Deputados,
acusou Camargo de mentir após ser coagido pelos procuradores.
Encerrada a audiência, Camargo trocou de advogado. No
lugar de Beatriz Catta Preta, que o assessorava desde o ano passado, entrou
Antonio Figueiredo Basto, o mesmo advogado do doleiro Youssef.
Leonardo Souza denuncia a tática petista de invocar a torpeza alheia para justificar sua própria torpeza
Neste artigo para a Folha, Leonardo Souza demonstra que as cretinas táticas petistas de tentar escapar de responsabilidade por atos criminosos, tem sido invocar a torpeza dos outros para justificar as suas próprias.
Os casos são recorrentes.
Aí vai mais um.
Leia tudo:
Desde o primeiro mandato do presidente
Lula, a administração petista, quando acuada por escândalos, adotou como tática
dizer que a culpa era dos tucanos ou que eles haviam cometido deslizes
semelhantes.
Lula atribuía qualquer dado ruim na economia à
"herança maldita" de FHC. Em 2008, o Congresso instaurou a CPI dos
cartões corporativos. Para constranger a oposição, a Casa Civil da então
ministra Dilma confeccionou um dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique.
Nas pedaladas fiscais, o governo Dilma quer fazer crer
que a prática era adotada também pelo governo FHC. E o petrolão? Os bilhões
desviados da estatal teriam sido preservados se FHC, anos antes, tivesse criado
mecanismos contra a corrupção.
Agora, o BNDES inova nessa estratégia. Em 2011, a
jornalista brasiliense Carolina Oliveira foi contratada como assessora do
presidente do banco, Luciano Coutinho. A sede do BNDES fica no centro do Rio.
Mas Carolina dava expediente em Brasília, atendendo o então ministro do
Desenvolvimento, Fernando Pimentel, a quem o BNDES está subordinado.
Carolina e Pimentel rodaram juntos o mundo em missões
oficiais do ministério. Casaram-se. Na Operação Acrônimo, a PF apontou a
empresa criada por Carolina após deixar o governo, a Oli, como canal de
recursos suspeitos para a campanha de Pimentel, eleito governador de Minas em
2014.
Carolina foi contratada a pedido de Pimentel? A coluna
enviou uma série de questionamentos ao BNDES. Quem indicou Carolina? Passou por
processo de seleção? Como era de se esperar, nenhuma dessas perguntas foi
respondida.
O BNDES informou que, desde 1995, a assessoria de
imprensa do Desenvolvimento é exercida por um assessor da presidência do banco,
numa prática iniciada por José Serra.
Quem diria, a culpa é do Serra.
Chegou a vez dos maus políticos", editorial do Estadão
Não se pode dizer que sejam surpreendentes – pois
correspondem de alguma maneira ao que era de esperar –, mas são certamente
impressionantes tanto os resultados como as reações à Operação Politeia,
deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal (PF) com o cumprimento de 53
mandados de busca e apreensão em Brasília e em seis Estados expedidos pelo
Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se da primeira fase das investigações da
Operação Lava Jato que, por envolverem suspeitos com direito a foro
privilegiado, correm sob a supervisão da Suprema Corte.
Ninguém esperava que os figurões eventualmente
investigados pela Lava Jato reagissem passivamente à associação de seus nomes
às investigações que poderão instruir seu julgamento pelo STF, caso se tornem
réus de ações penais.
Mas reações como as do presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), e de seu conterrâneo Fernando Collor (PTB-AL) são uma
estarrecedora demonstração da mentalidade dominante entre os poderosos da política,
que por se julgarem atingidos em seu sagrado direito à impunidade contra-atacam
tentando desqualificar moral e institucionalmente seus investigadores.
O senador Renan Calheiros tem ampla experiência como alvo
de acusações e investigações relativas a improbidade administrativa e tráfico
de influência. Chegou a renunciar a seu segundo mandato como presidente do
Senado, em 2007, como resultado de negociação com seus pares para se livrar de
possível cassação de seu mandato de senador pelo Conselho de Ética da Casa. Não
é alvo da Politeia, mas seu nome integra a relação de políticos investigados
pela Lava Jato e é possível que, mais adiante, o STF autorize a PF a bater em
sua porta. Sua reação, portanto, pode ser considerada preventiva e movida pelo
mesmo espírito que o tem levado a retaliar o governo Dilma, a quem
responsabiliza por seu envolvimento na Lava Jato.
A nota oficial lida por Calheiros acusa a Operação
Politeia de usar “métodos que beiram a intimidação” e “são uma violência contra
as garantias constitucionais em detrimento do Estado Democrático de Direito”.
Afirma ainda que a PF cometeu uma “invasão” nas dependências do Senado porque a
missão de busca e apreensão que empreendeu seria da alçada da Polícia
Legislativa – um argumento que maliciosamente procura identificar a PF como
órgão “do governo”, ou seja, do Executivo, quando na verdade ela é a Polícia
Judiciária da União, enquanto a Polícia Legislativa cumpre ordens dos
parlamentares.
A reação de Collor foi mais contundente, certamente
porque ele se sente mais vulnerável, dado seu histórico político. A apreensão
de três carros de luxo em sua residência em Brasília – a “Casa da Dinda”, de
triste memória – escancarou a imagem de “marajá” do antigo candidato à
Presidência da República que se elegeu exatamente prometendo ir à caça dos maus
brasileiros que usavam a política para enriquecer. O cidadão Fernando Collor
tem todo o direito de ostentar uma coleção de carros de luxo importados que valem
mais de R$ 5 milhões. Mas o homem público que representa um dos Estados mais
pobres da Federação não pode reclamar, nem apresentar-se como vítima de
“prejulgamento” e de “atroz constrangimento”, quando lhe é apresentada a conta
de sua hipocrisia.
Já o procurador-geral Rodrigo Janot fez esclarecimentos
indispensáveis a respeito da operação policial: “As medidas são necessárias
para o esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que
algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível
prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser
destruídas”. Mais claro, impossível.
A Operação Politeia – sugestiva referência à cidade ideal
onde a ética prevalece sobre a corrupção, descrita por Platão – está fadada a
continuar provocando reações impressionantes, na medida em que inevitavelmente
colocará em cena outros figurões. Até agora tem demonstrado que o julgamento do
mensalão não foi um episódio isolado, mas o primeiro passo importante para
moralizar minimamente a vida pública. O País precisa de muito mais do que isso,
mas já é um bom começo
Mercado formal de trabalho perde 111.199 empregos em junho, o pior resultado desde 1992
O mercado formal de trabalho registrou em junho saldo
negativo (admissões menos demissões) de 111.199 postos. É o pior resultado no
mês - tradicionalmente positivo para o emprego - desde o início da série
histórica iniciada em 1992, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho divulgados há pouco.
No mesmo período do ano passado, foram gerados 25.363
empregos com carteira assinada.
Em junho de 2008, véspera da crise financeira
internacional, o saldo de contratações atingiu 309.442 vagas, considerando
dados sem ajuste (declarações fora do prazo) e no mesmo mês do ano seguinte,
119.495.
Site sobre Lava Jato conta tudo sobre os processos e investigações em andamento
Quem estiver disposto a entender tudo e a acompanhar tudo o que aconteceu até agora na Operação Lava Jato, poderá buscar as informações no seguinte site:
http://lavajato.mpf.mp.br
O leitor pode interagir, inclusive aduzindo denúncias.
Sérgio Moro errou ao liberar depoimento contra Eduardo Cunha
O juiz Sérgio Moro tirou nota, ontem, rebatendo o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e explicou que não pode silenciar testemunhas, referindo-se ao caso do delator Júlio Camargo, ex-diretor da Toyo Setal.
Eduardo Cunha queixou-se de violação da sua prerrogativa de foro.
Acontece que Sérgio Moro não tem razão e Cunha está na posição correta.
O juiz do Lava Jato não aponta um só testemunho público no qual um delator mudou depoimento anterior e resolveu acussar alguém com foro privilegiado, como Dilma, Renan Calheiros, Fernando Collor ou qualquer dos investigados que estão no rol dos políticos sob tutela da jurisdição do STF e da PGR.
Eduardo Cunha queixou-se de violação da sua prerrogativa de foro.
Acontece que Sérgio Moro não tem razão e Cunha está na posição correta.
O juiz do Lava Jato não aponta um só testemunho público no qual um delator mudou depoimento anterior e resolveu acussar alguém com foro privilegiado, como Dilma, Renan Calheiros, Fernando Collor ou qualquer dos investigados que estão no rol dos políticos sob tutela da jurisdição do STF e da PGR.
Artigo, Augusto Nunes - Sensacionalistas são os fatos
Surpreendidos pela inventividade da capa desta semana, os
milicianos que a cada sete dias juram de morte a revista sem a qual não sabem
vive, dormirão sonhando que VEJA finalmente escancarou a opção pelo
sensacionalismo jornalístico. A profusão de cores, o gigantismo das letras, o
ponto de exclamação no papel de borduna do idioma, o tom estridente ─ são
deliberadamente escancaradas certas
semelhanças com tabloides ingleses especializados na difusão de notícias
escandalosas. Cretinos fundamentais não têm cura. Nem vale a pena sugerir-lhes
que leiam a constatação resumido no círculo azul que enfeita a testa de Eduardo
Cunha.
A capa recorreu a elementos do jornalismo sensacionalista
para sublinhar a verdade perturbadora: sensacionalistas são os fatos.
Sensacionalista é a crise institucional sem precedentes, ou a dinheirama
inverossímil movimentada pelos gatunos da Petrobras. Sensacionalista é a
conjugação dos quatro assombros que se aglomeram em poucos centímetros de
papel. No canto superior esquerdo, por exemplo, um ex-presidente abalroado por
um modestíssimo Fiat Elba reaparece na cena do crime tripulando carrões de
matar de inveja a lista inteira dos bilionários da Forbes. O quarentão que
subiu a rampa do Planalto fingindo caçar marajás é agora o quase setentão que
pode deixar o Senado na traseira de um camburão.
Na área central, o presidente da Câmara dos Deputados
acossado por desdobramentos da Operação Lava Jato procura sair das cordas
desferindo socos e pontapés na Polícia Federal, no governo e em quem mais
aparecer pela proa. “Tem um bando de aloprados no Planalto”, acusa o acusado
(em maiúsculas). Não só no Planalto, convém ressalvar. Nem custa lembrar que há
muita lógica por trás dessa loucura aparente. Foi por se julgarem condenados à
perpétua impunidade que os aloprados ignoraram os limites do atrevimento.
As coisas estão mudando porque foram longe demais,
atestam os destaques que dividem o rodapé. No lado esquerdo, o convite para uma
incursão pela doce vida de figurões do Brasil lulopetista é ilustrado por
fetiches especialmente apreciados pelos novos ricaços. O lado direito registra
o desembarque de Lula no mundo real. Nos últimos 12 anos, o ex-presidente que
só pensa nos pobres (mas é muito mais generoso com milionários amigos) agiu
como se fosse tão inimputável quanto um bebê de colo ou um
napoleão-de-hospício. A fantasia foi rasgada por um inquérito aberto pelo
Ministério Público Federal.
Em países normais, um espanto de tais proporções ocorre a
cada dez anos. Nos trêfegos trópicos, uma só semana produziu quatro enormidades
que, conjugadas, compõem o retrato sem retoques do país neste inverno de 2015.
A capa de VEJA tem cara de ficção. Lastimavelmente, é a cara do Brasil.
Eduardo Cunha manda atualizar 11 pedidos de impeachment contra Dilma
Ao lado, Carla Zambelli, do grupo "Nas ruas", conforme foto que o editor recebeu nesta manhã de sábado.
Um dos pedidos de impeachment é do advogado gaúcho Pedro Lagomarcino Gomes.
Depois de anunciar rompimento pessoal com o governo,
o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), despachou nesta sexta-feira 11 pedidos de atualização de
impeachment já apresentados à Secretaria Geral da Mesa contra a presidente
Dilma Rousseff. Um dos protocolos foi feito pelo grupo "Nas ruas", conforme nota abaixo, desta manhã, e os demais partiram de cidadãos de diversas localidades do país.
Eduardo Cunha vai dar andamento aos pedidos contra Dilma.
Além do deputado Jair Bolsonaro, assinam requerimentos de abertura de
processo de impedimento presidencial os cidadãos Walter Marcelo dos Santos
(dois pedidos apresentados, por motivos diferentes); Marcelo Pereira Lima;
Carolina Cristina Crestani; Pedro Geraldo Cancian; Lagomarcino Gomes; Marcelo
Cleiton Leite Borba; Adolfo Sashsida; Rafael Francisco Carvalho; Luiz Adrian de
Moraes Paz e Caio Belloti Delgado Marczuk (assinam o mesmo pedido); e Carla
Zambelli, líder do movimento NasRuas – Mobilização.
Câmara notifica grupo "Nas ruas" para que atualize seu pedido de impeachment contra Dilma
O grupo intitulado "Nas ruas", um dos autores
das frequentes manifestações de massa contra o governo do PT, reprsentado por Carla Zambelli, foi
notificado pela Câmara dos Deputados para que num prazo de até dez dias apresente correções ou inclusões
de fatos novos ao pedido de impeachment contra Dilma que protocolou na no dia 15 de abril.
O pedido de impeachment baseou-se em pareceres dos
juristas Ives Gandra Martins e Adilson Dallari, justificados durante o
Congresso Anti-Corrupção realizado pelo grupo no primeiro semestre.
"Nas Ruas" foi criado em 2011 para combater a
corrupção.
Em manifestação à imprensa, cujo conteúdo o editor teve
conhecimento neste sábado, Carla Zambelli sugere que o PMDB apoie Cunha na abertura do
processo de impeachment . Ela fez um apelo a Dilma para que renuncie.
Acompanhe o movimento do grupo "Nas ruas". CLIQUE AQUI para ver.
Bolognesi investirá R$ 16,2 milhões em área morta do Parque Assis Brasil
É a primeira Parceria Público Privada do Estado. Negociações foram iniciadas e praticamente concluídas durante o governo do PT. -
O governador José Ivo Sartori assinou, nesta sexta-feira, a concessão de uma área do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na região Metropolitana. O espaço vai ser administrado pela Bolognesi Empreendimentos Ltda. pelos próximos 25 anos. O acordo pode ser prorrogado pelo mesmo período. O objetivo é de que a empresa construa um complexo e explore comercialmente 237,9 mil metros quadrados do parque. O investimento total previsto soma R$ 16,2 milhões. A concessão, projetada ainda pelo governo anterior, de Tarso Genro (PT), se refere a uma área lateral, hoje desocupada.
O governador José Ivo Sartori assinou, nesta sexta-feira, a concessão de uma área do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na região Metropolitana. O espaço vai ser administrado pela Bolognesi Empreendimentos Ltda. pelos próximos 25 anos. O acordo pode ser prorrogado pelo mesmo período. O objetivo é de que a empresa construa um complexo e explore comercialmente 237,9 mil metros quadrados do parque. O investimento total previsto soma R$ 16,2 milhões. A concessão, projetada ainda pelo governo anterior, de Tarso Genro (PT), se refere a uma área lateral, hoje desocupada.
Cabe à terceirizada, nos primeiros 12 meses, a construção
de um dique para a contenção das águas do arroio Esteio. Para os dez anos
subsequentes, estão previstos empreendimentos como um hotel; um espaço
comercial, que prevê comércio, serviços, gastronomia e eventos, agroshopping,
centro tecnológico, centro educacional, estacionamento, área institucional e
área de eventos.
Assinaram o documento, além do governador José Ivo
Sartori, o secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, o subsecretário do
Parque Assis Brasil, Sérgio Foscarini da Silva, e os representantes da
Bolognesi Empreendimentos Ltda. Sheyla Wortmann Gomes Wallau e José Simeão
Soeiro.
Mau tempo produziu desabrigados em 55 municípios, mas bom tempo voltou neste sábado em todo o Estado
Boletim atualizado deste início de sábado pela Defesa Civil, mostra que há 55 municípios afetados pelas chuvas, 7.245 pessoas atingidas e
820 ainda dependendo de abrigos, mas os institutos de meteorologia estimam que o tempo será bom neste sábado.
A manhã, 7h59m, começou com sol claro, céu azul e apenas poucos focos de neblinas sobre as regiões mais altas de Porto Alegre. A temperatura é moderada. A trégua da chuva, porém, não será duradoura e já no
final do sábado, a nebulosidade aumenta no Oeste e a instabilidade pode
retornar, conforme a MetSul Meteorologia.
As mínimas oscilarão os 5°C em Santa Rosa e 6ºC em São José dos
Ausentes. As máximas, por sua vez, podem chegar a 23°C também em Santa Rosa. Em
Porto Alegre, os termômetros variam entre 12°C e 21°C, em um dia com sol e
nuvens
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