O índice de nascimento de novas empresas da Serasa Experian registrou queda de 9,1% em abril ante março, com um total de 168.124 novos negócios criados no País. Em relação a abril de 2014, foi registrada alta de 3,1%. No acumulado do primeiro quadrimestre, foram criadas 648.488 empresas, alta de 2,5% em relação a igual intervalo do ano passado.
Os economistas da Serasa voltaram a afirmar que a desaceleração da criação de novas empresas no acumulado do ano (no primeiro quadrimestre de 2014 o crescimento havia sido de 6,9%) reflete o cenário econômico mais adverso, caracterizado por redução da confiança empresarial, alta da inflação, dos juros e da taxa cambial, além do baixo dinamismo da atividade.
Na passagem de março para abril, a criação de empresas individuais caiu 20,2%, para 14.965 novos negócios; o nascimento de novas empresas de outras naturezas teve queda de 18,2%, com 8.784; as 17.443 novas sociedades limitadas registraram criação de 17.443 unidades, representam retração de 15,3%; enquanto o número de novos microempreendedores individuais (MEIs) surgidos em abril foi de 126.932, recuo de 5,8% no período.
Análise, Maílson da Nóbrega, Estadão de domingo - O risco de um novo pacto federativo
Volta-se a falar em pacto federativo, compreendendo, como
sempre, descentralização e maior autonomia para Estados e municípios. A ideia
faz sentido em tese, mas será problemática se desprezar as condicionantes que explicam
a atual distribuição de receitas e encargos na Federação. Não é o que parecem
pensar os governadores, que tornam a reivindicar aumento de transferências de
recursos da União para os Estados.
A defesa da ideia se nutre de um mito, o de que a maior
participação da União na receita tributária adviria de ação deliberada para
aumentar o poder em Brasília. Teria havido dois momentos do processo: um
durante o governo militar; outro iniciado em 1988, centrado no recurso
crescente às contribuições sociais. A concentração ocorreu, mas por motivos
distintos e justificáveis.
O estudo em que se baseou a reforma tributária no governo
Castelo Branco (1965) não contém referência a centralização de recursos na
União. O objetivo era imprimir racionalidade ao sistema. Conceitos
jurídico-formais da época da colônia foram substituídos por regras baseadas nos
aspectos econômicos dos tributos. Os Estados e municípios beneficiaram-se da
criação dos fundos de participação, cujo objetivo era assegurar receita mínima
para todos.
O uso de contribuições foi a melhor forma de lidar com os
efeitos fiscais da Constituição de 1988 e a elevação dos fundos de
participação, que passaram de 20% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 1980 para 47% em 1988.
Adicionalmente, 10% do IPI foram alocados aos Estados por supostas perdas com
incentivos às exportações. A União perdeu ainda os impostos únicos sobre
combustíveis, energia elétrica, minerais e transportes, que foram incorporados
ao ICMS, que é estadual.
Além da perda expressiva de receitas, a União teve suas
despesas elevadas pela criação de novos gastos previdenciários e com a folha de
pessoal. Os dispêndios obrigatórios com educação subiram de 13% para 18% dos
impostos federais. Dada essa terrível realidade, restava ao governo federal, em
fins de 1988, a opção de aumentar a carga tributária.
Para tanto deveria ter recorrido ao Imposto de Renda e ao
IPI, menos distorcivos do que os demais. Acontece que seria preciso cobrar pelo
menos o dobro do IR e o triplo do IPI para obter a mesma receita, pois mais da
metade do primeiro e mais de dois terços do segundo se destinam automaticamente
à educação e aos fundos de participação. Instituiu-se, por isso, a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), uma espécie de IR integralmente
pertencente à União, não sujeita à partilha com Estados e municípios. Vieram
outras contribuições e foram elevadas as alíquotas das existentes.
Quem defende um novo pacto federativo, incluindo os governadores,
deveria antes estudar a estrutura da despesa federal. Os gastos previdenciários
– 7,1% do produto interno bruto (PIB) em 2014 – consomem 28,4% da receita
tributária da União. Os gastos com educação e saúde somam outros 12,4%. A folha
dos servidores, quase todos estáveis, absorve 16%. Os encargos financeiros da
dívida federal, 20%. Finalmente, 15,2% vão para os fundos de participação. No
total, 92% da receita da União estão comprometidos com gastos obrigatórios.
Restam 8% para financiar programas sociais, investimentos, Forças Armadas e
manutenção da máquina federal. Essas despesas superam aqueles 8% e tornam
deficitário o Orçamento da União. Não tem de onde tirar para dar aos Estados e
municípios.
A República inspirou-se no modelo federativo americano,
de forte autonomia estadual, mas foi guiada por tradições ibéricas de Estados
unitários. Diante das dimensões do Brasil justificava-se o federalismo, mas era
preciso contar com mudanças culturais. Permaneceu, todavia, a ideia de que o
governo federal tem papel central. No século 20 consolidou-se a visão de que o
gasto público exerce função redentora. Vem daí o desastre fiscal da
Constituição de 1988 e de decisões posteriores que ampliaram a despesa pública.
Veja-se a recente e irresponsável fragilização do fator previdenciário na
Câmara dos Deputados. Se aprovada no Senado e não vetada, agravará a situação
da Previdência Social e ampliará os gastos obrigatórios para 94,4% da receita.
A rigor, é possível negociar uma nova estrutura de gastos
e receitas, com distribuição adequada entre os entes federados. Distribuir
somente receitas, como querem os governadores, esbarra em impossibilidade
física, a menos que se aumente substancialmente a carga tributária. Redefinir
gastos por ente federado esbarra na sua rigidez. Poder-se-ia transferir
receitas do INSS e outras para os Estados, atribuindo-lhes a responsabilidade
de arcar com as aposentadorias em seu território e de assumir parcelas da
dívida pública federal, mas isso é utopia.
Discussões sobre o pacto ganham dimensão em época de
crise nos Estados, como agora. Desta vez, há uma novidade, isto é, o efeito,
nas finanças dos governos subnacionais, da desastrada política de desonerações
do IPI, conduzida pelo Ministério da Fazenda no primeiro mandato da presidente
Dilma Rousseff. Pela Constituição, o IPI pertence às três esferas de governo,
mas é administrado pela União. A rigor, a União deveria compensar os Estados e
municípios pela perda deles na concessão de benefícios fiscais. O inédito,
desta vez, foi o abuso. Já é hora de criar regra nesse sentido para casos
futuros.
Independentemente disso, não faz sentido reivindicar
novas transferências da União, pois o Tesouro Nacional é uma vaca leiteira
capaz de continuar a repartir indefinidamente suas receitas. No passado,
transferências adicionais resultaram quase sempre em maiores gastos de custeio
e aumento do quadro de servidores.
Sem um estudo sério e responsável o risco é caminhar-se a
esmo para um novo e desastroso federalismo fiscal. A situação do Brasil
pioraria.
Senador Paulo Paim protocola projeto que institui imposto sobre grandes fortunas
O senador Paulo Paim (PT-RS) protocolou na semana passada
(terça, 26) um projeto de lei (PLS 315/2015) que institui imposto sobre grandes
fortunas, prevendo uma contribuição anual dos cidadãos com patrimônio ou
herança superior a R$ 50 milhões.
Zero Hora constata que se reduzir as renúncias fiscais das empresas, o governo Sartori poderia faturar mais R$ 2,9 bilhões
Na ampla reportagem que assina hoje no jornal Zero Hora, a repórter Juliana Bublitz faz uma análise consistente dos benefícios fiscais, basicamente renúncias, que são historicamente concedidas pelo governo gaúcho para atrair investimentos industriais ao Estado.
Nenhum governo, nem mesmo os do PT, ousou mexer nas renúncias, temendo perdas nas guerra fiscal com outros Estados.
Leia a reportagem, porque ela ajuda a entender de que modo o governo Sartori poderá mudar a política atual de incentivos fiscais para atração de empresas, visando engordar a sua receita, mas correndo o risco de perder novos investimentos para outros Estados.
O material entregue para a repórter da RBS partiu do próprio governo.
Leia tudo:
Levantamento realizado por auditores da Secretaria da
Fazenda busca localizar reduções de tributos concedidas para construção ou
ampliação de empreendimentos, que poderiam ser revistos para mais recursos
entrarem no cofre do Estado
Na tentativa de amenizar a crise nas finanças públicas,
auditores da Secretaria da Fazenda trabalham em um levantamento minucioso sobre
os incentivos fiscais concedidos pelo Estado e passíveis de revisão. O
trabalho, que busca aumentar a arrecadação, começou com um pente-fino sobre os
chamados créditos presumidos (benefícios destinados a atrair investimentos e a
estimular setores da economia) estimados em R$ 2,9 bilhões no ano passado.
A totalidade dos dados referentes a 2014 ainda não foi
divulgada. O que se sabe é que, em 2013, o Estado deixou de embolsar R$ 13,1
bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por conta
das desonerações. A cifra equivale a 35,4% do potencial de captação do tributo,
mas nem todo esse valor pode ser revisto.
Pelo menos R$ 5,88 bilhões (44,7%) escapam da competência
do Palácio Piratini. São casos de renúncia fiscal previstos na Constituição.
Grande parte se refere às perdas com exportações em razão da Lei Kandir, aprovada
em 1996 e alvo de controvérsia até hoje.
A margem de manobra do Estado resume-se, portanto, a
cerca de R$ 7,3 bilhões e, mesmo assim, com restrições. Embora o valor supere o
déficit previsto para 2015 (de R$ 5,4 bilhões) em 35%, o governo não pretende mexer
em tudo. Há desonerações de cunho social, envolvendo produtos da cesta básica,
por exemplo, que dificilmente serão cortadas.
CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem do jornal Zero Hora. O editor recomenda comprar o jornal, estudar e manter o material no arquivo.
Dólar vira e opera cotado a R$ 3,17; Bovespa em alta de 0,29%
Após começar os negócios acima de R$ 3,20, chegando a atingir R$ 3,21, o dólar virou e passar a operar em baixa. Às 10h50, a moeda norte-americana operava em queda de 0,3%, a R$ 3,1776.
A Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta nesta segunda-feira, com valorização das ações da Petrobras, Vale e dos bancos. Às 11h09, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, operava em alta de 0,29%, aos 52.913 pontos.
A Bolsa de Valores de São Paulo opera em alta nesta segunda-feira, com valorização das ações da Petrobras, Vale e dos bancos. Às 11h09, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, operava em alta de 0,29%, aos 52.913 pontos.
Empresa da primeira-dama de MG seria fantasma, diz Polícia Federal
Como outros petistas envolvidos em escândalos, o governador Pimentel também chorou, desta vez ao saber dos problemas da mulher.
A empresa de Carolina, chamada Oli Comunicação, é
investigada sob suspeita de ter sido usada por um grupo criminoso que atuaria
em campanhas políticas do PT.
A reportagem é da Folha de S. Paulo. Leia tudo:
A PF afirma que a empresa de Carolina teria sido usada
"com a conivência" da primeira-dama. Ela é casada com o governado
Fernando Pimentel desde abril.
A Polícia Federal também fez buscas no apartamento que
Carolina Oliveira mantém em Brasília.
Ela morou na capital federal até meados do ano passado,
quando Pimentel se candidatou ao governo de Minas.
O advogado de Carolina, Pierpaolo Bottini, disse à Folha
que a empresa de comunicação nunca foi fantasma, pois tinha clientes, mas foi
fechada quando Carolina mudou-se de Brasília para Belo Horizonte, no ano
passado (leia texto abaixo).
SUSPEITAS
O documento integra a Operação Acrônimo, que prendeu
nesta sexta-feira (29) o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o
Bené, por conta de suspeitas de desvio de recursos públicos para campanhas do
PT.
A PF também encontrou documentos que trazem indícios de
que Bené teria atuado no caixa dois da campanha do governador. Uma tabela
impressa em duas páginas traz a inscrição "Campanha Pimentel",
segundo a PF.
Em outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral,
a PF apreendeu R$ 113 mil em um avião de Bené que saíra de Belo Horizonte e
pousara em Brasília. A suspeita é que o dinheiro seria usado em campanhas
petistas.
Em 2010, na campanha que resultou na primeira eleição da
presidente Dilma Roussef (PT), Bené alugou um casa em Brasília que era usada
pelos petistas.
O empresário preso recebeu ao menos R$ 525 milhões em
contratos com o governo federal desde 2005. O maiores contratos de Bené são com
o Ministério da Saúde (R$ 105 milhões). A pasta também é investigada na
Operação Lava Jato. Produtoras de publicidade que prestavam serviços para a
pasta fizeram pagamentos ao ex-deputado André Vargas (ex-PT-PR), que está
preso.
O delegado da PF Dennis Cali afirmou nesta sexta que
houve superfaturamento de contratos, desvio de recursos públicos e que alguns
serviços não foram prestados.
Segundo o delegado, não são alvos da investigação o
governador de Minas nem qualquer partido político.
A PF também cita no relatório troca de mensagens entre
Bené e o ex-deputado petista Virgílio Guimarães que sugerem que eles tinham
negócios conjuntos, classificados pelos policiais como uma "sociedade
dissimulada". Ainda de acordo com a PF, o ex-deputado recebeu pelo menos
R$ 750 mil de Bené.
Numa das mensagens interceptadas pela PF, Bené diz a
Virgílio: "O cheque de 200 [mil] deve ter voltado. Pode pedir pra
reapresentar".
Guimarães foi apontado nas investigações do mensalão como
o parlamentar que introduziu o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza
nos círculos do PT para operar um caixa dois que serviu para pagar uma espécie
de mesada para a base aliada do partido.
Valério, que operava um esquema similar em Minas para o
PSDB, segundo investigações da PF, foi condenado a 40 anos de prisão por conta
do mensalão.
OUTRO LADO
A Oli Comunicação, empresa de Carolina Oliveira, não é de
fachada, tinha clientes de fato e tem como comprovar que os serviços
contratados foram prestados, diz o advogado da primeira-dama de Minas Gerais,
Pierpaolo Bottini.
Segundo ele, a empresa foi fechada quando Carolina
mudou-se de Brasília para Belo Horizonte no ano passado, para acompanhar
Fernando Pimentel na campanha que elegeu-o governador.
Bottini diz que a empresa foi fechada e há documentos da
Junta Comercial para comprovar o encerramento de suas atividades.
"A empresa da Carolina prestou serviços de
comunicação, não tem nada de fachada ou de empresa fantasma", afirma
Bottini.
Em nota divulgada na última sexta-feira, a assessoria da
primeira-dama afirmou que "Carolina acredita que a própria investigação
vai servir para o esclarecimento de quaisquer dúvidas".
O advogado de Benedito Rodrigues, Celso Lemos, não foi
encontrado neste sábado, mas classificou na última sexta (29) as acusações da
PF de "absurdas" porque o caso ainda está em apuração.
Segundo Lemos, o empresário colocou-se à disposição da
Justiça para prestar esclarecimentos desde que os R$ 113 mil foram apreendidos
em outubro do ano passado, dentro de um avião.
Procurada, a assessoria de comunicação do governo de
Minas afirmou que não comentaria fatos ocorridos durante a campanha e afirmou
que o PT mineiro é que deve se pronunciar.
A Folha não conseguiu contato com a assessoria do PT na
capital mineira.
Reforma política: saiba o que já foi aprovado, rejeitado e será votado
Os debates e votações da reforma política prosseguirão esta semana na Câmara. Acompanhe o que já foi aprovado, o que foi reprovado e o que será votado:
Aprovado
Fim da reeleição, doação de empresas apenas a Partidos, cláusula de barreira.
Rejeitado
Doações privadas só de pessoas físicas, financiamento público, voto distrital misto, voto em lista fechada, distritão, fim das coligações
Serão analisados
Unificação dos pleitos, fidelidade partidária, federação partidária, mandato de 5 anos, fim do voto obrigatório.
Aprovado
Fim da reeleição, doação de empresas apenas a Partidos, cláusula de barreira.
Rejeitado
Doações privadas só de pessoas físicas, financiamento público, voto distrital misto, voto em lista fechada, distritão, fim das coligações
Serão analisados
Unificação dos pleitos, fidelidade partidária, federação partidária, mandato de 5 anos, fim do voto obrigatório.
A reforma política era desnecessária e o que foi feito até agora equivale a nada
Este editorial da folha de S. Paulo de ontem, domingo, intitulado "Noves fora, nada", avisa que depois de febril atividade decisória, a Câmara configura
uma reforma política que não reforma praticamente coisa nenhuma.
Leia tudo:
Um respeitado artista contemporâneo brasileiro costuma
inscrever em suas obras longas séries de algarismos. Organiza-os numa sequência
de subtrações sucessivas, de modo a que sempre apresentem o zero como resultado
final.
Não parece descabido evocar os trabalhos de Paulo
Climachauska a propósito do que aconteceu na votação da reforma política na
Câmara dos Deputados.
Por vários anos, o assunto manteve-se na estaca zero. Com
a única exceção relevante da Lei da Ficha Limpa, qualquer proposta de aprimorar
o sistema representativo se dava pelos caminhos judiciais ou se via destinada
ao engavetamento no Congresso.
Numa verdadeira maratona deliberativa, a Câmara afinal
saiu da inércia, decidindo, entre outros temas, sobre voto distrital e lista
fechada, financiamento de campanhas, reeleição, cláusula de barreira para
partidos políticos.
O resultado de tanta atividade legislativa mostrou-se,
entretanto, quase nulo. Partiu-se de uma situação em que nenhuma reforma era
votada para se chegar, depois de muito trabalho, a uma situação em que se
aprova uma reforma que não é reforma nenhuma.
No ponto mais importante, a questão do sistema eleitoral,
foi bem isto o que ocorreu.
Havia a proposta do puro voto em lista: o eleitor
simplesmente veria sonegado seu direito de escolher nominalmente os candidatos
a cargos proporcionais, ficando à mercê da anônima determinação da burocracia
partidária. A ideia, a princípio defendida pelo PT, foi a plenário sem
patrocínio mais expressivo que o do PC do B.
Também derrotado, mas por margem bem menor, foi o
estranho mecanismo do distritão, que contava com o entusiasmo de líderes do
PMDB, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
De certo modo, era o oposto do voto em lista:
desarticulava qualquer ligação entre o candidato e seu partido. Os sufrágios
que excedessem o necessário para eleger um deputado simplesmente se
desperdiçariam, sem beneficiar outros membros da legenda.
Entre o personalismo total e o anonimato completo, a
maioria dos deputados optou por deixar tudo como está, não sem antes derrotar a
proposta que, no entender desta Folha, poderia ao mesmo tempo fortalecer
os partidos e tornar mais transparente e barata a eleição: o sistema distrital
misto.
Dessa rodada de votações sobre o sistema eleitoral, é
como se todos tivessem saído derrotados. Perderam os defensores de um
aprimoramento do sistema. Perderam, também, os que pretendiam piorá-lo.
Era ainda a derrota, ao menos naquele momento, de Eduardo
Cunha, que, como presidente da Câmara, foi o grande protagonista do espetáculo,
o maestro indiscutível da cacofonia, o mago da reforma que desapareceu no ar.
Atropelou, com inequívoco autoritarismo, os trabalhos da
comissão encarregada de elaborar um projeto de reforma política coerente; em
defesa de inegáveis interesses próprios, impôs o distritão sobre o relatório
final; fez e desfez, por fim, acordos com relação ao financiamento de
campanhas.
Neste ponto, recuperou-se da derrota de um dia (quando a
maioria se inclinava para impedir o repasse de empresas para candidatos) para
vencer no dia seguinte, quando se admitiu que pessoas jurídicas doem a
partidos.
Não se trata de algo em tese incorreto, desde que as
transferências se façam com o máximo de transparência e dentro de limites
quantitativos --itens a serem regulados em legislação complementar.
Foi lamentável, contudo, que a reviravolta no plenário
tenha sido alcançada, mais uma vez, pelos duros métodos de Eduardo Cunha --que,
numa barganha nefasta, implicaram a flexibilização nas regras que visavam a
diminuir o número de partidos políticos e coibir as chamadas legendas de
aluguel.
Não se conseguiu, portanto, nenhum progresso no sistema
eleitoral ou no sistema partidário. Manteve-se mais ou menos igual tudo o que
se tinha, com uma séria desvantagem: o fim do mecanismo da reeleição, aceito
oportunisticamente até mesmo pelo PSDB, partido tão comprometido em implantá-lo
na Presidência de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
A reforma será retomada, passará por novo turno de
votações, irá ao Senado. Não há o que esperar de tudo isso, a menos que o tema
deixe o âmbito dos conchavos de gabinete para ser objeto de mobilização e
debate na sociedade.
Entregues a si mesmos, os políticos brasileiros não têm
muitos motivos para fazer coisa melhor --mas, se tiveram a oportunidade,
certamente farão coisa muito pior.
Mercado eleva previsão da inflação pela 7ª semana seguida
Os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco
Central na última semana projetaram uma piora no quadro da economia brasileira
neste ano, com inflação e juros mais elevados e uma maior contração do Produto
Interno Bruto (PIB). Segundo o boletim semanal Focus, divulgado pelo BC nesta
segunda-feira, o mercado voltou a elevar o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) de 8,37% para 8,39% em uma semana. Trata-se da sétima
semana consecutiva em que o indicador é ajustado para cima.
Se a estimativa for confirmada, a inflação estourará o
teto da meta, de 6,5%, em 2015, e registrará o maior índice desde 2003, quando
chegou a 9,3%.
Com o IPCA nas alturas, os economistas preveem que o
governo federal tentará segurar os preços com o aumento da taxa básica de
juros, a Selic. Na última semana, a previsão é que ela ficaria em 13,75% neste
ano. Nesta segunda-feira, a taxa foi reajustada para 14%. O Comitê de Política
Monetária (Copom) se reunirá nesta semana para decidir sobre a elevação da Selic.
O relatório também projeta uma retração de 1,27% no
resultado do PIB deste ano. Na semana passada, a estimativa era de um recuo de
1,24%. Se for concretizado, este será o pior desempenho da economia brasileira
desde 1990, quando caiu 4,35%.
Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIBrecuou 0,2% no primeiro
trimestre deste ano. Segundo o IBGE, o consumo médio das famílias, os
investimentos, a indústria e o setor de serviços puxaram o resultado para baixo,
enquanto que o desempenho da agropecuária e as exportações cresceram, impedindo
que o PIB caísse ainda mais.
Paraná Pesquisas em Brasília: Aécio, 40,3%; Marina, 24,7%; Lula, 17,6%; Cunha, 3,4%.
O presidente do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, disse neste domingo ao editor que em Brasília, Lula levaria uma surra histórica de Aécio ou Marina, caso disputasse hoje novas eleições presidenciais.
Eis os números apurados até sexta-feira pelo instituto,
que ouviu 1.280 eleitores:
· Aécio Neves – 40,3%
· Marina Silva – 24,7%
· Lula – 17,6%
· Eduardo Cunha – 3,4%
· Não sabe – 6,5%
Servidores municipais de Porto Alegre continuam em greve
O municipários de Porto Alegre abriram nova semana em greve geral.
No RS, Dilma quer privatizar BR-101, BR-386, BR-116 e BR-290
Apesar da oposição do PT do RS, para quem vender um único parafuso público é crime de lesa pátria, o governo Dilma Roussef quer incluir no seu pacote de concessões (privatizações) de estradas, os seguintes trechos localizados no Estado:
BR-101, Torres até Osório.
BR-386, até Iraí
BR-116, região metropolitana
BR-290
Tudo com pedágios cobrados pelas empresas que arrematarem as estradas.
O pacote será anunciado este mês.
BR-101, Torres até Osório.
BR-386, até Iraí
BR-116, região metropolitana
BR-290
Tudo com pedágios cobrados pelas empresas que arrematarem as estradas.
O pacote será anunciado este mês.
PV aperta o cêrco em torno de Paulo Paim
Embora as chances maiores sejam do PDT, o PV do RS passou a fazer o cerco ao senador Paulo Paim, PT, que se atrita cada vez mais com o Partido.
O presidente estadual do PV, Márcio Souza, e o presidente nacional, deputado Luiz Penna, estiveram neste final de semana com Paim.ê
O presidente estadual do PV, Márcio Souza, e o presidente nacional, deputado Luiz Penna, estiveram neste final de semana com Paim.ê
Governo atrasa repasses de verba para controle do Bolsa Família
O repórter Fernando Canzian foi enviado pela Folha de S. Paulo para Pernambuco e verificou que o caso local é o mesmo de prefeituras e Estados em todo o país não receberam até
agora nenhum repasse do governo federal relativo a 2015 para a gestão do Bolsa
Família. Os atrasos comprometem a checagem da frequência de crianças nas
escolas e postos de saúde e a atualização cadastral dos beneficiários.
Os repasses feitos neste ano, entre fevereiro e abril,
referem-se a meses dos últimos trimestres de 2014. Embora as 14 milhões de
famílias beneficiárias estejam com o recebimento em dia, os programas de acompanhamento
nunca tinham sofrido atrasos dessa magnitude.
Em algumas prefeituras, que também sofrem com queda na
receita, houve corte de funcionários ligados ao programa.
O Ministério do Desenvolvimento Social reconhece os
atrasos e diz que a situação deve se normalizar assim que receber repasses do
Tesouro Nacional.
Neste ano, a ação "Serviço de apoio à gestão
descentralizada do programa Bolsa Família" tem previsão orçamentária de R$
535 milhões. Segundo a ONG Contas Abertas, R$ 490,2 milhões chegaram a ser
comprometidos para pagamento posterior. Mas nada foi transferido.
As prefeituras dizem que os atrasos afetam outros
programas, como os Cras e Creas (centros de assistência social).
Em Santa Cruz do Capibaribe, no interior de Pernambuco,
30% da população de 100 mil habitantes é atendida pelo Bolsa Família. Segundo
Alessandra Vieira, secretária de Cidadania e Inclusão Social, o governo envia
cerca de R$ 30 mil por mês para administrar o programa. O último repasse
ocorreu em março, referente a outubro de 2014.
Nas vizinhas Bezerros e São Joaquim do Monte, Amarinho
Ribeiro, consultor da tesouraria nos dois municípios, afirma que os últimos
repasses eram relativos a 2014, para acompanhamento do Bolsa Família e
financiamento de Cras e Creas.
Prefeituras reclamam que o governo federal aumentou a
carga de trabalho dos municípios, exigindo mais fiscalização e atualização do
cadastro de beneficiários.
Segundo Fernando Josélio, gestor do Bolsa Família em
Riacho das Almas, o ministério aumentou consideravelmente o total de famílias
que devem ser averiguadas em 2015 para checar se continuam aptas ao programa.
"É mais trabalho com nenhuma verba nova", diz.
Riacho das Almas deveria receber cerca de R$ 13 mil mensais para programas
sociais. O último repasse, em fevereiro, referia-se a outubro.
A cidade, com 20 mil habitantes, tem cerca de 3.500
beneficiários do Bolsa Família e outras 6.000 cadastradas que podem ser
elegíveis.
A revisão dos cadastros ocorre todos os anos e é dirigida
aos beneficiários com dados desatualizados há mais de dois anos. O ministério
envia a lista das famílias que precisam atualizar dados às prefeituras,
responsáveis por organizar o processo. Assim, pode avaliar se o beneficiário
ainda atende às condições para continuar no program
Marchezan Júnior sofre nova derrota na disputa pelo comando do PSDB de Porto Alegre
O deputado Marchezan Júnior é novamente o grande derrotado nas eleições para os novos diretório e executiva do PSDB na Capital do RS.
Foi reeleito Mário Manfro para o comando. Foi chapa única. Ele é o único vereador tucano de Porto Alegre.
Tucano de melhor pontuação para a disputa eleitoral em Porto Alegre e no RS, Marchezan Júnior também não consegue trânsito fácil no comando estadual, onde tem mais adversários do que aliados.
O novo presidente do PSDB do RS poderá ser o deputado e secretário de Sartori, Lucas Redecker, que não se coloca como adversário e nem aliado de Marchezan Júnior.
Foi reeleito Mário Manfro para o comando. Foi chapa única. Ele é o único vereador tucano de Porto Alegre.
Tucano de melhor pontuação para a disputa eleitoral em Porto Alegre e no RS, Marchezan Júnior também não consegue trânsito fácil no comando estadual, onde tem mais adversários do que aliados.
O novo presidente do PSDB do RS poderá ser o deputado e secretário de Sartori, Lucas Redecker, que não se coloca como adversário e nem aliado de Marchezan Júnior.
Noblat compara Lula ao chefe da máfia italiana, Don Corleone
Neste artigo de hoje, intitulado "Il Padrino!", o jornalista Ricardo Noblat compara Lula ao chefe da Máfia de "O Poderoso Chefão", don Corleone. É uma história que acaba mal para o padrinho, como se sabe.
Leia o artigo:
Em um sábado de junho, há exatos 10 anos, depois de tomar
uns tragos a mais na Granja do Torto, uma das residências oficiais do
presidente da República em Brasília, Lula falou em renunciar ao mandato.
Acabara de saber que o publicitário Marcos Valério, um
dos operadores do mensalão, ameaçava envolve-lo no escândalo. A informação
vazou no fim da tarde. Soube por um ministro. E a postei no meu blog.
Aquela foi a primeira vez que Marcos Valério pediu
dinheiro ao governo para não contar o que sabia.
Avisado em São Paulo onde passava o fim de semana, José
Dirceu, na época ministro-chefe da Casa Civil da presidência da República, voou
às pressas a Brasília com a missão de apascentar Lula e de garantir o silêncio
de Valério.
Conseguiu. Mais tarde, o dinheiro pedido acabou entregue.
No segundo semestre de 2006, Valério voltou a atacar. Procurou
o senador Delcídio Amaral (PT-MS), então presidente da CPI dos Correios que
investigava o caso do mensalão.
Queixou-se de estar quebrado. Acumulava dívidas sem poder
honrá-las. Seus bens haviam sido bloqueados. Caso não fosse socorrido, daria um
tiro na cabeça ou faria com a Justiça um acordo de delação premiada.
Delcídio pediu uma audiência a Lula. Recebido no gabinete
presidencial do terceiro andar do Palácio do Planalto, reproduziu para o
presidente o que ouvira de Valério.
Em silêncio, Lula virou-se para uma das janelas do
gabinete que lhe permitia observar parte da vegetação do cerrado. O silêncio
durou menos do que pareceu a Delcídio. Lula estava fisicamente abatido.
Então perguntou ao senador: "Você falou com
Okamoto?" Delcídio respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi
perguntado. Seria desnecessário.
Paulo Okamoto era uma espécie de tesoureiro informal da
família Lula. Hoje, é o presidente do Instituto Lula, local de despacho do
ex-presidente em São Paulo. Delcídio, que nega o encontro com Lula, falou com
Okamotto. E bastou.
Naquele mesmo ano, Valério gravou um vídeo com partes da
história do mensalão que comprometem Lula. Fez quatro cópias. Deu três a
Renilda, com quem era casado. E mandou uma para quem mais poderia se interessar
por ela.
Ordenou a Renilda que entregasse as três copias aos
jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo caso ele
desaparecesse ou fosse morto.
Faltou alguém em Nuremberg! Faltou alguém na denúncia
oferecida pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal
(STF) sobre a "organização criminosa" que tentou se apossar do
aparelho do Estado.
Desviou-se dinheiro público. Comprou-se o apoio de
partidos. Subornaram-se deputados para que votassem como o governo queria. E
eles votaram.
Ao O Estado de S. Paulo, depois de ter deixado o governo,
Dirceu disse que nunca fizera qualquer coisa sem que Lula soubesse.
À Playboy, afirmou que Lula jamais daria um cheque em
branco a qualquer pessoa.
A mim, contou que Delúbio Soares era amigo de Lula, dele
não. A um parlamentar, segundo a VEJA, desabafou: “Lula devia falar das visitas
que o Valério fez à Granja do Torto”.
O STF condenou Dirceu por chefiar a quadrilha dos
mensaleiros e por corrupção. Em seguida o absolveu do primeiro crime.
O processo do mensalão passará à História como o que
condenou o maior número de pessoas por corrupção – 25, entre elas Marcos
Valério, sujeito à pena de 37 anos, a maior.
E também como aquele onde uma organização criminosa agiu
sem que ninguém a chefiasse. Está para se ver.
Martinelli poderá fazer o marketing da campanha de Beto Albuquerque em Porto Alegre
O marqueteiro Marcos Martinelli, vitorioso com José Fortunati em Porto Alegre e José Sartori no RS, continuará fazendo frees para o PSB.
Se continuar assim, poderá fazer a campanha de Beto Albuquerque em Porto Alegre.
O PSB prossegue o processo de absorção do PPS.
Se continuar assim, poderá fazer a campanha de Beto Albuquerque em Porto Alegre.
O PSB prossegue o processo de absorção do PPS.
PT do RS topará mais alianças e pensa em Olívio para Porto Alegre
Sem ter conseguido ir aos dois dígitos com a candidatura do deputado Adão Villaverde e em franca retirada, o PT do RS tenta montar uma estratégia eleitoral que não o faça sumir do mapa da disputa por cargos municipais nas eleições do ano que vem:
- Em cidades do interior, a ordem é compor e admitir a liderança de cabeças de chapa por parte de outros Partidos, pelo menos quando o PT não demonstrar chance real de vitória.
Em Porto Alegre, o Partido não vê possibilidade de se aliar sob a liderança de candidato que não seja seu, mas teme ser varrido do mapa eleitoral da Capital, como por pouco não aconteceu em 2012 com Villaverde.
É por isto que já se fala na candidatura do ex-prefeito e ex-governador Olívio Dutra.
Olívio Dutra não teme vexames, mas indiscutivelmente tem votos para não fazer feio e garantir bancada nutrida na Câmara.
- Em cidades do interior, a ordem é compor e admitir a liderança de cabeças de chapa por parte de outros Partidos, pelo menos quando o PT não demonstrar chance real de vitória.
Em Porto Alegre, o Partido não vê possibilidade de se aliar sob a liderança de candidato que não seja seu, mas teme ser varrido do mapa eleitoral da Capital, como por pouco não aconteceu em 2012 com Villaverde.
É por isto que já se fala na candidatura do ex-prefeito e ex-governador Olívio Dutra.
Olívio Dutra não teme vexames, mas indiscutivelmente tem votos para não fazer feio e garantir bancada nutrida na Câmara.
Bordignon passa vexame, mas com votos de 7 dos 21 vereadores, mesmo assim leva o título de Cidadão de Gravataí
Acostumado a passar vexame, o ex-prefeito petista Daniel Bordignon conseguiu a duras penas ver aprovado a proposta de transformá-lo em Cidadão de Gravataí.
O ex-prefeito do PT conseguiu apenas 7 dos 21 votos, porque 7 vereadores estavam ausentes, 5 se abstiveram, o presidente não votou e um votou contra.
Os petistas governaram durante 15 anos o município, sede da GM, 250 mil habitantes, Grande Porto Alegre. Bordignon foi prefeito duas vezes. A última a ocupar o cargo, Rita Sanco, tomou impeachment. Foram administrações desastrosas. Valores equivalentes a R$ 400 milhões de dívidas não pagas passaram para o sucessor do PMDB, o ex-deputado Marco Alba.
O ex-prefeito do PT conseguiu apenas 7 dos 21 votos, porque 7 vereadores estavam ausentes, 5 se abstiveram, o presidente não votou e um votou contra.
Os petistas governaram durante 15 anos o município, sede da GM, 250 mil habitantes, Grande Porto Alegre. Bordignon foi prefeito duas vezes. A última a ocupar o cargo, Rita Sanco, tomou impeachment. Foram administrações desastrosas. Valores equivalentes a R$ 400 milhões de dívidas não pagas passaram para o sucessor do PMDB, o ex-deputado Marco Alba.
Câmara votará neste mês proposta de referendo para redução de maioridade
A informação passada neste domingo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, segundo a qual a proposta de redução da maioridade penal irá a votação neste mês de junho, ganhou a manchete principal de dois dos três principais diários de Porto Alegre, no caso Correio do Povo e Jornal do Comércio.
É o que quer o deputado do PMDB do Rio.
Ele defende a redução.
O mais importante na fala de Eduardo Cunha é a constatação que ele faz a respeito do projeto: a inclusão da proposta de referendo, que seria votada pelos eleitores junto com as eleições municipais do ano que vem.
É o que quer o deputado do PMDB do Rio.
Ele defende a redução.
O mais importante na fala de Eduardo Cunha é a constatação que ele faz a respeito do projeto: a inclusão da proposta de referendo, que seria votada pelos eleitores junto com as eleições municipais do ano que vem.
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