Governo atrasa repasses de verba para controle do Bolsa Família

O repórter Fernando Canzian foi enviado pela Folha de S. Paulo para Pernambuco e verificou que o caso local é o mesmo de prefeituras e Estados em todo o país não receberam até agora nenhum repasse do governo federal relativo a 2015 para a gestão do Bolsa Família. Os atrasos comprometem a checagem da frequência de crianças nas escolas e postos de saúde e a atualização cadastral dos beneficiários.

A ilustração ao lado, acima, também é da Folha.

Leia a reportagem do jornal, edição de hoje:

Os repasses feitos neste ano, entre fevereiro e abril, referem-se a meses dos últimos trimestres de 2014. Embora as 14 milhões de famílias beneficiárias estejam com o recebimento em dia, os programas de acompanhamento nunca tinham sofrido atrasos dessa magnitude.

Em algumas prefeituras, que também sofrem com queda na receita, houve corte de funcionários ligados ao programa.

O Ministério do Desenvolvimento Social reconhece os atrasos e diz que a situação deve se normalizar assim que receber repasses do Tesouro Nacional.

Neste ano, a ação "Serviço de apoio à gestão descentralizada do programa Bolsa Família" tem previsão orçamentária de R$ 535 milhões. Segundo a ONG Contas Abertas, R$ 490,2 milhões chegaram a ser comprometidos para pagamento posterior. Mas nada foi transferido.

As prefeituras dizem que os atrasos afetam outros programas, como os Cras e Creas (centros de assistência social).

Em Santa Cruz do Capibaribe, no interior de Pernambuco, 30% da população de 100 mil habitantes é atendida pelo Bolsa Família. Segundo Alessandra Vieira, secretária de Cidadania e Inclusão Social, o governo envia cerca de R$ 30 mil por mês para administrar o programa. O último repasse ocorreu em março, referente a outubro de 2014.

Nas vizinhas Bezerros e São Joaquim do Monte, Amarinho Ribeiro, consultor da tesouraria nos dois municípios, afirma que os últimos repasses eram relativos a 2014, para acompanhamento do Bolsa Família e financiamento de Cras e Creas.

Prefeituras reclamam que o governo federal aumentou a carga de trabalho dos municípios, exigindo mais fiscalização e atualização do cadastro de beneficiários.

Segundo Fernando Josélio, gestor do Bolsa Família em Riacho das Almas, o ministério aumentou consideravelmente o total de famílias que devem ser averiguadas em 2015 para checar se continuam aptas ao programa.

"É mais trabalho com nenhuma verba nova", diz. Riacho das Almas deveria receber cerca de R$ 13 mil mensais para programas sociais. O último repasse, em fevereiro, referia-se a outubro.

A cidade, com 20 mil habitantes, tem cerca de 3.500 beneficiários do Bolsa Família e outras 6.000 cadastradas que podem ser elegíveis.


A revisão dos cadastros ocorre todos os anos e é dirigida aos beneficiários com dados desatualizados há mais de dois anos. O ministério envia a lista das famílias que precisam atualizar dados às prefeituras, responsáveis por organizar o processo. Assim, pode avaliar se o beneficiário ainda atende às condições para continuar no program

Marchezan Júnior sofre nova derrota na disputa pelo comando do PSDB de Porto Alegre

O deputado Marchezan Júnior é novamente o grande derrotado nas eleições para os novos diretório e executiva do PSDB na Capital do RS.



Foi reeleito Mário Manfro para o comando. Foi chapa única. Ele é o único vereador tucano de Porto Alegre.



Tucano de melhor pontuação para a disputa eleitoral em Porto Alegre e no RS, Marchezan Júnior também não consegue trânsito fácil no comando estadual, onde tem mais adversários do que aliados.



O novo presidente do PSDB do RS poderá ser o deputado e secretário de Sartori, Lucas Redecker, que não se coloca como adversário e nem aliado de Marchezan Júnior.

Noblat compara Lula ao chefe da máfia italiana, Don Corleone

Neste artigo de hoje, intitulado "Il Padrino!", o jornalista Ricardo Noblat compara Lula ao chefe da Máfia de "O Poderoso Chefão", don Corleone. É uma história que acaba mal para o padrinho, como se sabe.

Leia o artigo:

Em um sábado de junho, há exatos 10 anos, depois de tomar uns tragos a mais na Granja do Torto, uma das residências oficiais do presidente da República em Brasília, Lula falou em renunciar ao mandato.
Acabara de saber que o publicitário Marcos Valério, um dos operadores do mensalão, ameaçava envolve-lo no escândalo. A informação vazou no fim da tarde. Soube por um ministro. E a postei no meu blog.
Aquela foi a primeira vez que Marcos Valério pediu dinheiro ao governo para não contar o que sabia.
Avisado em São Paulo onde passava o fim de semana, José Dirceu, na época ministro-chefe da Casa Civil da presidência da República, voou às pressas a Brasília com a missão de apascentar Lula e de garantir o silêncio de Valério.
Conseguiu. Mais tarde, o dinheiro pedido acabou entregue.
No segundo semestre de 2006, Valério voltou a atacar. Procurou o senador Delcídio Amaral (PT-MS), então presidente da CPI dos Correios que investigava o caso do mensalão.
Queixou-se de estar quebrado. Acumulava dívidas sem poder honrá-las. Seus bens haviam sido bloqueados. Caso não fosse socorrido, daria um tiro na cabeça ou faria com a Justiça um acordo de delação premiada.
Delcídio pediu uma audiência a Lula. Recebido no gabinete presidencial do terceiro andar do Palácio do Planalto, reproduziu para o presidente o que ouvira de Valério.
Em silêncio, Lula virou-se para uma das janelas do gabinete que lhe permitia observar parte da vegetação do cerrado. O silêncio durou menos do que pareceu a Delcídio. Lula estava fisicamente abatido.
Então perguntou ao senador: "Você falou com Okamoto?" Delcídio respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Seria desnecessário.
Paulo Okamoto era uma espécie de tesoureiro informal da família Lula. Hoje, é o presidente do Instituto Lula, local de despacho do ex-presidente em São Paulo. Delcídio, que nega o encontro com Lula, falou com Okamotto. E bastou.
Naquele mesmo ano, Valério gravou um vídeo com partes da história do mensalão que comprometem Lula. Fez quatro cópias. Deu três a Renilda, com quem era casado. E mandou uma para quem mais poderia se interessar por ela.
Ordenou a Renilda que entregasse as três copias aos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo caso ele desaparecesse ou fosse morto.
Faltou alguém em Nuremberg! Faltou alguém na denúncia oferecida pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a "organização criminosa" que tentou se apossar do aparelho do Estado.
Desviou-se dinheiro público. Comprou-se o apoio de partidos. Subornaram-se deputados para que votassem como o governo queria. E eles votaram.
Ao O Estado de S. Paulo, depois de ter deixado o governo, Dirceu disse que nunca fizera qualquer coisa sem que Lula soubesse.
À Playboy, afirmou que Lula jamais daria um cheque em branco a qualquer pessoa.
A mim, contou que Delúbio Soares era amigo de Lula, dele não. A um parlamentar, segundo a VEJA, desabafou: “Lula devia falar das visitas que o Valério fez à Granja do Torto”.
O STF condenou Dirceu por chefiar a quadrilha dos mensaleiros e por corrupção. Em seguida o absolveu do primeiro crime.
O processo do mensalão passará à História como o que condenou o maior número de pessoas por corrupção – 25, entre elas Marcos Valério, sujeito à pena de 37 anos, a maior.
E também como aquele onde uma organização criminosa agiu sem que ninguém a chefiasse. Está para se ver.



Martinelli poderá fazer o marketing da campanha de Beto Albuquerque em Porto Alegre

O marqueteiro Marcos Martinelli, vitorioso com José Fortunati em Porto Alegre e José Sartori no RS, continuará fazendo frees para o PSB.

Se continuar assim, poderá fazer a campanha de Beto Albuquerque em Porto Alegre.

O PSB prossegue o processo de absorção do PPS.

PT do RS topará mais alianças e pensa em Olívio para Porto Alegre

Sem ter conseguido ir aos dois dígitos com a candidatura do deputado Adão Villaverde e em franca retirada, o PT do RS tenta montar uma estratégia eleitoral que não o faça sumir do mapa da disputa por cargos municipais nas eleições do ano que vem:

- Em cidades do interior, a ordem é compor e admitir a liderança de cabeças de chapa por parte de outros Partidos, pelo menos quando o PT não demonstrar chance real de vitória.

Em Porto Alegre, o Partido não vê possibilidade de se aliar sob a liderança de candidato que não seja seu, mas teme ser varrido do mapa eleitoral da Capital, como por pouco não aconteceu em 2012 com Villaverde.

É por isto que já se fala na candidatura do ex-prefeito e ex-governador Olívio Dutra.

Olívio Dutra não teme vexames, mas indiscutivelmente tem votos para não fazer feio e garantir bancada nutrida na Câmara.

Bordignon passa vexame, mas com votos de 7 dos 21 vereadores, mesmo assim leva o título de Cidadão de Gravataí

Acostumado a passar vexame, o ex-prefeito petista Daniel Bordignon conseguiu a duras penas ver aprovado a proposta de transformá-lo em Cidadão de Gravataí.

O ex-prefeito do PT conseguiu apenas 7 dos 21 votos, porque 7 vereadores estavam ausentes, 5 se abstiveram, o presidente não votou e um votou contra.

Os petistas governaram durante 15 anos o município, sede da GM, 250 mil habitantes, Grande Porto Alegre. Bordignon foi prefeito duas vezes. A última a ocupar o cargo, Rita Sanco, tomou impeachment. Foram administrações desastrosas. Valores equivalentes a R$ 400 milhões de dívidas não pagas passaram para o sucessor do PMDB, o ex-deputado Marco Alba.

Câmara votará neste mês proposta de referendo para redução de maioridade

A informação passada neste domingo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, segundo a qual a proposta de redução da maioridade penal irá a votação neste mês de junho, ganhou a manchete principal de dois dos três principais diários de Porto Alegre, no caso Correio do Povo e Jornal do Comércio.

É o que quer o deputado do PMDB do Rio.

Ele defende a redução.

O mais importante na fala de Eduardo Cunha é a constatação que ele faz a respeito do projeto: a inclusão da proposta de referendo, que seria votada pelos eleitores junto com as eleições municipais do ano que vem.

Zonais trabalham o nome do tucano Luiz Braz para a sucessão de José Fortunati

O nome do ex-vereador Luiz Braz, radialista e advogado, começou a ser trabalhado pelas zonais tucanas para ser o candidato do Partido à sucessão do prefeito José Fortunati.

PSDB reelege Mário Manfro em Porto Alegre

Mário Manfro, o único vereador tucano de Porto Alegre, foi eleito esta noite para novo mandato como presidente do PSDB da Capital.

Zero Hora conta e denuncia como é o atual, acelerado e rentável negócio de ocupações em Porto Alegre

Nesta reportagem de capa do jornal Zero Hora deste domingo, intitulada "Mercado de Ocupações", assinada por Cleidi Pereira, o leitor tomará conhecimento com uma realidade que quase ninguém de Porto Alegre percebe no dia a dia, mas que envolve 20,7% da população (289 mil pessoas) que vivem em áreas invadidas. Nos últimos três anos, um grupo composto por líderes comunitários profissionais, amparados por advogados que chegam a faturar R$ 100 mil por cada uma das 40 mais recentes ocupações e que contam com apoio do PT e do PSOL, foram tomadas enormes áreas urbanas. Até satélite e GPS são usados para mapear as operações, invasões e ocupações. O negócionão enriquece apenas advogados, mas também os líderes profissionais e um ativo mercado de compra e venda de habitações construídas em territórios invadidos, que usam até a internet para seus negócios.

Leia tudo. A arte ao lado, à esquerda,  também é de Zero Hora.O editor recomenda também a compra do jornal, porque esta é apenas uma das 5 reportagens sobre o assunto. 

Porto Alegre viu nascer pelo menos uma ocupação urbana a cada 45 dias no último ano. Nestes terrenos incertos, há quem deposite esperanças e economias de uma vida. São, na maioria dos casos, pessoas humildes - algumas vivendo em situação de pobreza extrema - que se arriscam em áreas insalubres e carentes de infraestrutura, movidas pelo sonho da casa própria. Um sonho que pode virar pó a qualquer momento, bastando apenas a Justiça dar a ordem para a reintegração de posse.
A explicação para o boom de invasões verificado especialmente nos últimos três anos vai muito além do déficit habitacional, calculado em 38,6 mil unidades na Capital. Percorrendo comunidades e conversando com dezenas de líderes e moradores nas últimas semanas, ZH constatou que este pode ser um negócio bastante lucrativo: o mercado das ocupações tem potencial para movimentar milhões de reais com a venda ilegal de lotes - feita inclusive através de anúncios na internet - e contratos com escritórios de advocacia, que chegam a R$ 100 mil em uma única invasão. Cada família chega a desembolsar R$ 200 por mês para bancar o serviço.
Por trás da bandeira da luta pela moradia, um grupo composto por supostos líderes comunitários, amparado por advogados, capitaneia a tomada de áreas públicas e privadas sob o argumento de que seriam "vazios urbanos", o que, segundo eles, legitimaria as invasões.
Organizado, o grupo trabalha com fila de espera e faz a divisão dos lotes com o auxílio de imagens de satélite. Fundadores do Fórum das Ocupações Urbanas da Região Metropolitana são os principais responsáveis por constituir novas invasões nos últimos anos, agindo inclusive por encomenda. Eles atuam com o suporte da Defensa Assessoria, dos advogados Paulo René Soares Silva e Rafael Menezes. O escritório, apesar de se apresentar como "voltado para a prestação de assessoria empresarial", diz ter mais de 40 ocupações como clientes.
De acordo com um levantamento do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), 289 mil pessoas residiam em áreas invadidas em 2009, o equivalente a 20,7% da população de Porto Alegre. Na época, existiam 486 ocupações irregulares na Capital - algumas delas com décadas de existência. O órgão não dispõe de dados atualizados, mas ZH apurou que, nos últimos três anos, surgiram pelo menos 17 novas ocupações - dessas, os líderes atuaram em 10 -, onde moram quase 4 mil famílias.
É o caso de Gian Cunha, 24 anos. Pai de seis filhos e vivendo de bicos, ele e a mulher, Patrícia, 30 anos, vinham enfrentando dificuldades para pagar os R$ 500 de aluguel. Quando soube que famílias estavam construindo casas em um terreno baldio no seu bairro, também resolveu arriscar. Financiou por R$ 9 mil uma casa pré-fabricada. O sonho durou pouco. Depois de seis meses na invasão batizada de Cruzeirinho, veio a reintegração de posse. Pouco sobrou da residência de dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Sem ter para onde ir, a família encontrou abrigo na ocupação Três Pinheiros, em Alvorada. Lá, com a ajuda de vizinhos, Cunha ergueu um casebre de duas peças com materiais doados e algumas poucas tábuas que restaram da casa que já não existe, mas que terá de pagar pelos próximos quatro anos.

Inbvasão 
por encomenda

Em julho de 2014, o grupo que viria fundar o Fórum das Ocupações Urbanas da Região Metropolitana - uma entidade que formalmente não existe - foi procurado para invadir uma área em Capão Novo, praia de Capão da Canoa. Um dos líderes, o aposentado Silvonei Almeida, conhecido como Gateado, conta que foi acionado por uma mulher chamada Rose, que comandava uma ocupação nas proximidades, com cerca de 400 famílias:
—  Essa menina estava desesperada, porque ela tinha outra área para ocupar, mas não tinha gente - conta.
Gateado pediu ajuda de líderes de três áreas ocupadas em Porto Alegre: Leandro Otenir Ribeiro Ribas, o Careca, e Maria Helena Alves, a Índia, ambos da São Luiz; Arduíno Balduíno, da 21 de Abril (hoje Treze de Abril); e Neusa Souza Mattos, da Dois Irmãos. Conseguiram encher um ônibus, que seguiria para o Litoral assim que o terreno fosse invadido.
Advogado dessas três ocupações, Paulo René Soares Silva acompanhou de perto a tentativa em Capão Novo, a qual acabou sendo contida pela Brigada Militar, que soube dos planos com antecedência. Fontes que acompanharam a operação relatam que, munido de documentos, o advogado tentava convencer os policiais de que a área que queriam invadir faria parte da mesma matrícula do local já ocupado por famílias, do outro lado da rua. René confirma a informação. Logo após esse episódio, René e lideranças, orientados por um assessor do PT, decidiram criar o Fórum.
— Conversando com o Avelange (Antônio Avelange Bueno, assessor da bancada do PT), pela expertise de articulação e de movimento, resolvemos criar uma identidade para essas ocupações transitarem. Era uma luta em comum — disse René durante reunião do Fórum acompanhada por ZH em abril.
Avelange conta que sugeriu a criação de um "mecanismo de contato, um espaço de discussão", pois as ocupações estavam desorganizadas. Ele afirma que participa do Fórum como militante da causa e nega que a entidade promova a invasão de áreas. Segundo Avelange, "quem faz as ocupações são lideranças que eventualmente estão no Fórum".
O caso de Capão Novo não foi a única tentativa frustrada e de invasão por encomenda. Em fevereiro, Lucineia Alves, outra líder, foi detida enquanto ajudava a desmatar um terreno que o grupo havia invadido a pedido de uma igreja de Alvorada. Segundo Gateado, um pastor "entrou em contato com o Fórum" porque queria fundar uma comunidade com 48 famílias de fieis. Os planos não deram certo, mas o projeto não chegou ao fim.
—  Agora, (o pastor) achou uma área, me ligou para pesquisar. Vou ajudar - diz Gateado.

Dilma dá pedaladas no Alvorada

CLIQUE AQUI para ver o filme da Record.

Neste artigo para o blog que assina no site www.uol.com.br, o jornalista Josias Souza cobnta que Dilma Rousseff foi flagrada dando pedaladas na manhã deste sábado (30). 

Leia tudo:

Nada a ver, dessa vez, com as manobras fiscais que levaram a oposição a mover contra ela uma ação criminal na Procuradoria-Geral da República. As novas pedaladas foram literais, não metafóricas. A presidente impulsionou os pedais de uma bicicleta. Fez isso fora dos domínios do Palácio da Alvorada, sua residência oficial.
Dilma cruzou os portões do Alvorada por volta das 9h. Camuflada sob um capacete de proteção e roupas esportivas, usou um portão lateral. Retornou depois de passear por meia hora. Foi acompanhada de perto por dois seguranças, também de bicicleta. Outra equipe de guarda-costas seguiu o deslocamento presidencial à distância, de carro.
Deve-se a incursão à guerra que Dilma trava com a balança. Depois de se livrar de cerca de 15 quilos seguindo a dieta Ravenna, do endocrinologista argentino Maximo Ravenna, a presidente tenta conservar a silhueta. “Eu acho que as pessoas têm de andar, porque andar é gratis”, ela ensinou dias atrás, em viagem ao México. “Agora, se tiver uma bicicletinha, é bom pedalar. Se tiver um elásticozinho, é bom fazer uma musculação, né?”
Excetuando-se uma equipe da TV Record, que a filmou, Dilma não foi reconhecida por ninguém —nem pelos turistas que visitavam o local para admirar os traços de Niemeyer nem pelas pessoas que passaram de carro rente aos 5 quilômetros de calçada percorridos pela neociclista. Melhor assim.

Dilma não perdeu apenas gordura. Em algum lugar situado entre o discurso da campanha de 2014 e a prática do segundo mandato, a presidente perdeu também a popularidade. Sua fama tornou-se um monstro inconstante, que se alimenta do ruído das panelas, das buzinas e das vaias. Melhor pedalar incógnita.

87% dos leitores acham que é intolerável sacrificar animais em cerimônias religiosas

87% dos leitores estão totalmente fechados com a deputada Regina Becker, PDT, e consideram que é inaceitável o sacrifício de animais em cerimônias religiosas.

Apenas 9% acham que isto é aceitável.

O número de leitores que responderam à pergunta principal foi recorde, superando a marca dos 2 mil.

A deputada apresentou projeto para proibir o sacrifício, mas foi atropelada por aplastante maioria de parlamentares, aparentemente acovardados diante da pressão religiosa.

Outra enquete já está disponível aí ao lado. Ela pergunta quem é o responsável principal pela crise das finanças públicas do RS.

Vá lá e responda.

O governador petista Fernando Pimentel e um Petrolão para chamar de seu

Na foto ao lado, o procuador Ivan Claudio Marx é o terceiro da direta para a esquerda. O flagrante é do jogral durante o qual os procuradores chegaram a pedir o afastamento da então governadora Yeda Crusius. Ele agora se volta contra o governador Fernando Pimentel. Aparentemente, Marx não tem preferência por Partidos. 


No seu Twitter deste domingo, o jornalista Diego Escosteguy, editor-chefe da revista Época, continua passando informações sobre o que a própria Polícia Federal chama de Operação Acrônimo ou Orcrim (organização criminosa), envolvendo diretamente o governador mineiro Fernando Pimentel, que teve ontem a casa da própria mulher vasculhada pela Polícia Federal.

O procurador a quem Diego se refere abaixo, na transcrição de um conjunto de tuitadas sobre Benê, o empresário que enriqueceu depois que se aproximou de Fernando Pimentel e do PT, é Ivan Claudio Marx, gaúcho que se notabilizou no RS depois de ter desfechado com colegas seus a Operação Rodin.

Leia as tuitadas de Diego Escosteguy, que lançam mais luzes sobre o tamanho oceânico das roubalheiras dos amigos e colaboradores de Fernando Pimentel, que agora vai novamente para o olho do furacão:

1. O objetivo disso era lavar os valores, provavelmente oriundos de fraudes licitatórias”, diz o procurador da República Ivan Cláudio Marx.
2. "São várias empresas com sócios entre si, com os mesmos endereços, sendo algumas delas fantasmas.
3. O inquérito da PF apontou ao menos 39 contratos com indícios de irregulares encontrados em auditorias realizadas pelo TCU e pela CGU.
4. Quase um terço desse valor foi desembolsado pelo Ministério da Saúde.
5. A Gráfica e Editora Brasil, controlada pela família de Bené, recebeu R$ 294,2 milhões entre 2004 e 2014.
6. As empresas de Bené possuíam contratos milionários com os ministérios das Cidades, da Educação e do Desenvolvimento Social, entre outros.
7. Esse salto gigantesco foi impulsionado graças a contratos superfaturados fechados com órgãos públicos, segundo a Polícia Federal.
8. De 2005 para cá, o faturamento de seu grupo formado por cerca de 30 empresas passou de R$ 400 mil para R$ 500 milhões.

9. A relação próspera entre Bené e o PT resultou numa multiplicação extraordinária da fortuna do empresário.

Saiba como Dilma mente sem parar no caso do dinheiro que deu para o porto de Mariel, Cuba

O jornalita Lauro Jardim, Veja de hoje, revela que ao vetar o projeto que abriria o sigilo dos contratos do BNDES, Dilma livrou-se de se expor.

Leia tudo:

Na campanha, num debate na TV, respondeu assim a uma provocação de Aécio Neves sobre o financiamento de 682 milhões de dólares que o BNDES deu para a construção do Porto de Mariel, em Cuba: “As garantias quem dá, não é Cuba. Quem dá a garantia é a empresa brasileira para o BNDES.”

Não é verdade. Em caso de inadimplência do governo de Cuba, o risco é 100% do governo brasileiro e não da Odebrecht, empreiteira que ergue o porto.


Com o veto de Dilma, no entanto, tal fato só virá a público daqui a duas décadas.

Venezuelanos marcham pela liberdade de presos políticos

Ato foi convocado por Leopoldo López, que está recluso em uma prisão militar nos arredores de Caracas. Mulheres de López e de outro preso político, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, pediram que Dilma, Christina Kirchner e Michelle Brachelet, intercedam por seus maridos.

Milhares de manifestantes foram às ruas das principais cidades venezuelanas neste sábado para pedir a liberdade daqueles que qualificam de "presos políticos" e protestar contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Três mil pessoas, segundo cifras do partido opositor Vontade Popular, se concentraram na avenida Francisco de Miranda, no leste de Caracas, aderiram ao ato do qual participaram as esposas do líder radical Lepoldo López, do ex-prefeito de San Cristóbal (Táchira, oeste) Daniel Ceballos e do prefeito metropolitano Antonio Ledezma, que permanecem na prisão.

Na concentração esteve presente o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga que, ao lado do ex-presidente colombiano Andrés Pastrana, tentou visitar na sexta-feira López e Ceballos, que declararam greve de fome desde domingo passado, mas ambos tiveram o acesso negado.

"O certo é que a luta de Leopoldo (López), Daniel (Ceballos) e suas famílias vai trazer à Venezuela eleições, democracia, liberdade e um rumo diferente", disse Quiroga à AFP, enquanto caminhava entre os manifestantes vestindo roupas brancas.

O ato foi convocado por Leopoldo López, que está recluso em uma prisão militar nos arredores de Caracas desde 19 de fevereiro de 2014, acusado de incitar a violência nos protestos antigovernamentais que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio do ano passado.

López postou na internet um vídeo clandestino, gravado em sua cela com um telefone celular, no qual convocou os manifestantes para ir às ruas "pacificamente" para exigir "a libertação dos presos políticos, o cessar da perseguição e da censura" e que "se fixe definitivamente a data para as eleições parlamentares", planejadas para o último trimestre do ano.

Na concentração de Caracas, alguns dirigentes do Vontade Popular rasparam a cabeça em solidariedade a Ceballos, também acusado de conspiração, que teve a cabeça raspada e foi transferido na madrugada do sábado passado, sem aviso prévio, para uma penitenciária para presos comuns em Guárico (centro).

Karina Rodríguez, uma administradora de 30 anos, aderiu à manifestação porque quer "uma mudança para a Venezuela e um futuro melhor" e porque se disse "cansada" de "todos os problemas políticos e sociais" que o país tem enfrentado recentemente.

Outras manifestações foram realizadas em San Cristóbal, Maracaibo e Barquisimeto (oeste), Valencia, Maracay (centro-norte), Maturín, Puerto La Cruz (leste), Puerto Ordaz e San Fernando (sul).


A Venezuela, o segundo país mais violento do mundo segundo a ONU, registrou inflação que beirou os 70 pontos em 2014 e sofre com a escassez de dois terços dos produtos básicos.

Domingo amanheceu muito frio, mas dia será de sol no RS

O domingo começou frio no Rio Grande do Sul, mas a temperatura mais baixa foi a de São José dos Ausentes, região dos Campos de Cima da Serra, além de Gramado, quase na fronteira com sC: -0,.2%. Em Porto Alegre, o dia apresenta-se neste momento (9h16min) com muitas nuvens claras, mas com a percepção de que o tempo melhorará. 

O frio  no RS mveio mais tarde do que no ano passado, quando em 20 de abril, o recorde foi quebrado. Em 2013 o frio chegou ainda mais cedo, em 14 de abril.


Hoje, o sol será protagonista no Estado e o frio o coadjuvante. O amanhecer teve a presença de nevoeiro em um grande número de cidades do Estado. Com o sol, a tarde promete ser bem amena e agradável, ideal para atividades ao ar livre. A temperatura em Porto Alegre deve ficar entre 9ºC e 20ºC.

Depósitos judiciais: Sartori já consegue sacar mais do que Tarso Genro

O governo Sartori já está sacando mais dos depósitos judiciais do que sacou mensalmente o governo Tarso Genro. Os depósitos judiciais são de partes privadas litigantes.

Em quatro anos, o petista meteu a mão em R$ 112,5 milhões por mês, totalizando R$ 5,5 bilhões em quatro anos.

Tarso Genro conseguiu sacar tanto dinheiro porque o governo Yeda Crusius não quis mexer nos depósitos judiciais, que é de verdade um dinheiro emprestado sem autorização do proprietário e sem autorização legislativa própria, tudo disfarçado por uma lei esperta que autoriza sacar a descoberto, embora com o compromisso de devolver. Com a decisão, Yeda deixou depósitos milionários.

O petista meteu a mão em tudo e não deixou nada para Sartori, que teve que aguardar por novos depósitos.

O atual governo já chegou ao total de R$ 700 milhões, portanto R$ 150 milhões por mês.

Os que mais sacaram:

2003-2006, governo Rigotto - R$ 1,4 bilhão.
2007-2010, governo Yeda - R$ 615 milhões

2011-2014 - R$ 5,5 bilhões

Vivo absorve GVT também no RS. A nova operação terá 8 milhões de clientes.

Depois que comprou a GVT, a Vivo decidiu unificar as estruturas das duas empresas em todo o Brasil, inclusive RS. A data do início da operação foi agendada para quinta-feira.

Vivo e GVT cobrem 433 municípios do RS, atendendo um total de 8 milhões de clientes, o que lhe garante algo como 45% do mercado.

Oi vai recorrer de punição "exagerada" do Procon do RS

A Oi decidiu recorrer da decisão do Procon gaúcho de proibir a venda de telefones no Estado. A empresa tem adotado posição muito cautelosa em relações pouco claras, preferindo investir pesadamente nas suas atividades no RS. Nos últimos seis anos, investiu R$ 1,25 bilhão no RS, priorizando investimentos em suas redes de telecomunicações, com foco em operações, engenharia e TI, segundo ela mesma informa.

A empresa é um dos maiores contribuintes do ICMS no RS e conta com mais de 3 mil colaboradores diretos e indiretos no estado.

O Procon gaúcho passou a adotar posições bastante agressivas depois que foi para seu comando Flávia Canto.

PT gaúcho quer gradual afastamento da aliança nacional com o PMDB

O PT do RS defenderá no 5o Congresso Nacional do PT uma política de gradual afastamento da aliança nacional que mantém com o PMDB.

Os gaúchos acham que o PMDB manda no governo Dilma, como já manda no Congresso.

O congresso petista sairá em Salvador nos dias 11, 12 e 13 de junho.
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