Na festa dos 70 anos de Marta Suplicy, os convidados avisam que Dilma tem 20 dias para mudar de rumo. Ou ? Será o fim.

Os políticos do PSB, PSDB e alguns poucos do PT (amigos da senadora) mais um pequeno grupo de empresários, todos que estavam neste final de semana na festa de 70 anos da senadora Marta Suplicy, copncedeu um prazo de até 20 dias para a presidente Dilma Rousseff dar uma nova guinada em seu governo. O jornal Folha de S. Paulo deste domingo conta o que aconteceu na festa:

"Ela tem de 15 a 20 dias para sair da encruzilhada e apontar o caminho que seu governo vai seguir nos próximos três anos e 9 meses. Caso contrário, será difícil assegurar a governabilidade", teria afirmado um dos envolvidos na articulação política atual, segundo relato da jornalista Vera Magalhães, da ‘Folha de S. Paulo’.

O prazo coincidiria com a data da segunda onda de protestos contra o governo, marcada para 12 de abril.

A festa ocorrida na última sexta-feira, em São Paulo, foi também a “cerimônia de adeus” de Marta Suplicy do PT, após 35 anos de filiação. Ela se prepara para entrar no PSB e disputar a Prefeitura da capital paulista. "O PT acabou. Aquele partido que eu ajudei a fundar fazendo reuniões na minha casa, indo de porta em porta, em assembleias, ele não existe mais", diz ela.

Entre os 300 convidados, estavam presentes dirigentes do PMDB, como o vice-presidente Michel Temer, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, e até o ministro de Minas e Energia de Dilma, Eduardo Braga.


Apenas um petista participou do evento. Quanto a ausência do ex-presidente Lula, Marta disse: "Não o convidei. Na última conversa que tivemos, disse a ele que iria buscar meu caminho. Lula é o maior estadista que este país tem, mas agora não faria sentido estar aqui

Advogado de Youssef avisa: "Lula é o chefe da organização criminosa que montou com o PT no Petrolão"

Ao lado, o advogado Basto -

A colunista Mônica Bergamo publica, na edição deste domingo da Folha de S. Paulo, uma importante entrevista com o advogado Antonio Figueiredo Basto. Importante porque antecipa quais poderão ser os próximos passos da Operação Lava Jato. E o que ele deixa transparecer é que o alvo é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Essa é uma organização criminosa ligada a um projeto de poder. Há alguém por trás disso tudo", diz o advogado, afirmando que seu cliente seria um "mero operador".

Quem seria esse alguém? – pergunta a jornalista.

"Alguém aqui garantiu isso tudo. Se eu cortar o homem que tá aqui em cima, ou essa mulher, se eu cortar essa cabeça, o resto embaixo some", disse ele.

Homem ou mulher? – tenta saber a jornalista.

"A Dilma, não. O Beto [Alberto Youssef] sempre diz que ela não está envolvida com corrupção, isenta a Dilma totalmente".

E Lula?

Segundo Mônica Bergamo, Figueiredo Basto, que disse ter votado em Aécio Neves (PSDB-MG) e declarou ser amigo do também tucano Beto Richa, desconversou. Novas revelações sobre a Lava Jato, disse ele, serão feitas em novo depoimento, agendado para o dia 30 de março.

Basto deu ainda um conselho para a presidente Dilma. Segundo ele, "ela deveria se desvincular imediatamente do PT, porque PT significa atraso e corrupção".

O advogado assumiu, ainda, uma postura ideológica contrária à esquerda. "A esquerda não gosta de pobre. Gosta é de sinecura, de empreguismo", disse ele, que defendeu também os manifestantes do dia 15 de março. "A elite branca toca esse país há mil anos. Ela carrega esse país nas costas sozinha".


Figueiredo Basto, que orienta os movimentos de Youssef, parece ter uma agenda. E não se trata do impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas sim inviabilizar o PT e a volta de Lula em 2018.

Ação que questiona Petrobras nos EUA tem 15 bancos envolvidos. Bradesco, Itaú e BB são réus na ação.

A reportagem a seguir, Estadão, é de Altamiro Silva Torres e Cynthia Decloedt. Vai na íntegra:. Ela informa que Bradesco BBI, Itaú BBA e BB Investimentos vão responder junto com a estatal e já preparam sua defesa no processo

Os 15 bancos que estruturaram e distribuíram US$ 98 bilhões em emissões de títulos de dívida no exterior (bonds) da Petrobras nos últimos cinco anos preparam sua defesa de uma ação coletiva aberta contra a empresa brasileira na Justiça dos Estados Unidos. No dia 3 de abril, as partes citadas no processo vão apresentar suas versões ao juiz federal Jed Rakoff. O grupo de bancos, entre os quais estão os brasileiros Bradesco BBI, Itaú BBA e BB Investimentos, contratou o escritório Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom para uma defesa conjunta.
Este é até agora o único processo em que os bancos que cuidaram de emissões de títulos da Petrobras aparecem como réus nos EUA. Advogados ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, falam que, dependendo do desenrolar da Operação Lava Jato, que investiga as denúncias de corrupção na empresa, podem surgir novos processos de investidores ao redor do mundo que tiveram perdas e podem querer culpar os bancos, sobretudo se a petroleira deixar de honrar algum pagamento.
A estratégia dos bancos foi fazer uma defesa conjunta. Os argumentos serão apresentados ao juiz em Nova York no dia 3. Em algumas instituições, o assunto tem sido tratado diretamente pelo alto escalão. Em um dos bancos brasileiros citados no processo, o próprio diretor jurídico tem participado das reuniões com os advogados.
A ação alega que o valor dos títulos da Petrobras reflete ativos financeiros inflados pela empresa para encobrir as propinas de empreiteiras e outras prestadoras de serviços. Além disso, a ação alega que no material distribuído aos investidores durante as ofertas dos papéis há informações enganosas, que omitem, por exemplo, as práticas de corrupção na petroleira.
Os bancos aparecem na ação como réus ao lado da Petrobras. Nesta fase inicial do processo, os investidores evitam falar em um valor de indenização para os prejuízos. Mas a ação pode envolver o pagamento de "centenas de milhões de dólares", segundo o advogado do escritório Labaton Sucharow, Michael Stocker, que representa o município de Providence, capital do Estado de Rhode Island. Caso o juiz considere os bancos culpados, as instituições também teriam que desembolsar os recursos, não apenas a Petrobras.
Advogados consultados pelo Broadcast explicam que, apesar da responsabilidade que as instituições financeiras estruturadoras têm sobre as informações prestadas em tais prospectos, práticas de corrupção são impossíveis de serem comprovadas nos documentos e nas diligencias nos quais se baseiam. O Broadcast procurou os bancos citados no processo, que preferiram não comentar.
"Os bancos são responsáveis perante aos investidores em garantir a veracidade, a suficiência e a consistência das informações do prospecto, apresentadas com base em due diligence, na opinião legal de advogados e na carta de conforto dos auditores, por eles contratados", disse um advogado que preferiu não se identificar. O mesmo advogado comenta ainda que todas as informações nos prospectos são respaldadas por documentos e aquelas relacionadas à posição da empresa no mercado são baseadas em pesquisas feitas por empresas especializadas.

"Se há alguma informação relevante que o estruturador considera que possa estar sendo omitida, o que tem a fazer é forçar a empresa até o limite a esclarecer, mas nenhuma das informações presentes no prospecto pode estar baseada em suspeitas." Ele explica que, para se resguardar de contestações, são realizadas conferências gravadas nas quais o emissor declara não haver nenhuma informação relevante que tenha deixado de ser fornecida.

Bancos começam a executar garantias de R$ 4,5 bilhões da Sete Brasil

Recursos de R$ 43,5 bilhões do fundo garantidor rfeduzirão os prejuízos dos credores. O valor corresponde a garantia de seis bancos credores - Bradesco, Caixa, Itaú, BBA, Santander e Standard - , que executarão a Sete. No total, os bancos emprestaram R$ 12 bilhões.

Os principais jornais brasileiros informaram neste sábado que a Sete Brasil, principal parceira da Petrobras na exploração do pré-sal, sofreu um duro golpe, porque um de seus credores estrangeiros, o Standard Chartered Bank, entrou com pedido de execução de garantias do empréstimo concedido à empresa.

A Folha de S. Paulo, neste sábado, apurou que o banco já acionou o FGCN (Fundo Garantidor da Construção Naval), fundo administrado pela Caixa Econômica para assegurar o pagamento aos credores em caso de calote.

Em carta ao fundo, o Standard Chartered pede para sacar sua cota no fundo –o que pode ser negado pelo fundo.

A reportagem não obteve a informação do valor do empréstimo, mas apurou que é maior do que a 
cota do banco no fundo –um sinal de desespero diante da situação da Sete Brasil, já que prefere garantir um valor menor.

Leia toda a reportagem (a ilustração ao lado também é da Folha):

Envolvida na Operação Lava Jato, a companhia não consegue um financiamento de US$ 9 bilhões prometido pelo BNDES quando a empresa foi criada, em 2010.
Como não obteve os recursos do BNDES, a Sete tomou R$ 12 bilhões com bancos –alguns deles são também sócios no negócio. Esses empréstimos venceram, e a Sete não consegue pagá-los.
O Standard Chartered fez parte de um grupo de bancos estrangeiros que, juntos, concederam R$ 2,6 bilhões à Sete. Esses financiamentos, chamados empréstimos-ponte, venceram novamente nesta terça (17). Eles já tinham sido renegociados anteriormente. O Standard foi o primeiro a "jogar a toalha" porque não acredita que haverá uma saída para a Sete.
AGONIA
A solução que está na mesa é do BNDES. Como revelou a Folha, o banco estatal propôs liberar os US$ 9 bilhões que tinha prometido à Sete diretamente para os bancos credores. Assim, ele repassará o risco do negócio para as instituições financeiras.
Os credores não querem aceitar a proposta. Dizem que só financiaram a Sete porque o governo, via BNDES, tinha se engajado no projeto com a promessa do financiamento de longo prazo.
O prazo final para decidirem o salvamento da empresa é 31 de março. Se os bancos não aderirem, a empresa pode quebrar. Caso eles cheguem a um acordo, o banco britânico pode suspender a execução das garantias.
O impasse se agravou após Pedro Barusco, ex-diretor de operações da Sete, confessar ter cobrado propina dos estaleiros contratados para fazer as sondas –reproduzindo na Sete os desvios praticados na Petrobras quando foi gerente da estatal.
Desde então, o BNDES exige mais garantias para liberar o recurso. Até a presidente Dilma pressionou para ajudar a empresa. Com a demora do BNDES, a Sete atrasa pagamentos, comprometendo a construção das sondas.

PT gaúcho quer Vaccari Neto fora da tesouraria do Partido

O PT gaúcho aprovou resolução para que a direção nacional exclua João Vaccari Neto da tesouraria, mas não do Partido.

A resolução não fala no caso do ex-deputado gaúcho Paulo Ferreira, também citado nas investigações do Lava Jato.

Saiba quais são as novas lojas que abrirão nos shoppings TOTAL, Praia, Iguatemi e Barra

O turn over bateu para valer nos principais shoppings de Porto Alegre, mas o que vem aí não cobre as vagas existentes em alguns deles, com ênfase para Iguatemi e Barra. Acompanhe o que está programado:

TOTAL - Feira de Tapetes e Móveis Rústicos, que ampliará a área total.
Praia de Belas - Dolce Casa, Pandora e Caracol Chocolates.
Iguatemi - Cia. Marítima e Aramis Masculina.
Barra - Bife, Mama Mia, Pandora.

Público terá pratos cheios, esta semana, com audiências na Justiça Federal e na CPI da Petrobrás

Será nesta quinta-feira o depóimento do ex-presidente da Petrobrás, José Gabrielli, na Justiça Federal do Paraná.

Ele é testemunha de defesa do seu ex-diretor Nestor Cerveró e do lobista Fernando Baiano.

A semana será de inúmeras audiências na Justiça Fed
eral do Paraná.

Também prometem as reuniões da CPI da Petrobrás.

Na quinta-feira será ouvido Júlio Faerman, representante da holandesa SBM, acusado de corromper o tesoureiro nacional do PT, Vaccari Neto, e o ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque. Antes de quinta, a CPI terá reunião de trabalho. Um dos temas é a convocação de Vaccari.

O ministro da Aviação Civil só anda de avião civil

O jornalista Túlio Milman, Zero Hora, descobriu que o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, só anda de avião civil.

Avião militar, só quando a chefe exige pressa.

Zé Dirceu defende a Petrobrás: "A Petrobrás é nossa e ninguém tasca". Alguém duvida disto, depois do Petrolão ?

“A repercussão negativa dos supostos atos de corrupção envolvendo a estatal não pode ser maior que a importância da empresa para o Brasil e para os brasileiros. Não podemos nos deixar enganar pelos grupos que atendem a agenda do grande capital nacional estrangeiro”, diz o blog do ex-ministro José Dirceu.

Ontem, o senador tucano José Serra sugeriu um projeto visando revogar a participação da estatal em licitações para a exploração e produção de petróleo nas camadas do pré-sal.

José Dirceu acha que todas as delações premiadas, os US$ 180 milhões roubados da Petrobrás já repatriados, as prisões de gente da estatal, atravessadores e empreiteiros, mais o início das investigações sobre políticos, tudo isto é fantasia da direita, que quer tomar a Petrobrás.

Como se sabe, a Petrobrás é dos ladrões do PT e dos funcionários corruptos da Petrobrás. 

Saiba por que Dilma é a mais autoritária presidente dos governos democráticos

O caráter autoritário da atual presidente, Dilma Roussef, pode ser medido pela quantidade de projetos de lei e de medidas provisórias que ela enviou ao Congresso.

Compare as percentagens de cada presidente (o primeiro número é sempre de projetos de lei):

Sarney - 42-54
Collor - 63-37
Itamar - 50-50
FHC 1 - 58-42
FHC 2 - 60-40
Lula 1 - 49-51
Lula 5 - 58-42
Dilma 1 - 41-59

O levantamento é do sociólogo Carlos Alberto de Almeida.

O drama dilmista envolve cinco gravíssimas crises. Saiba quais são elas.

Em ampla reportagem no seu caderno de fim de semana, "Eu&", o jornal Valor cita as cinco graves crises que o governo Dilma Roussef enfrenta e que dificilmente resolverá:

Econômica
Política
Petrolão
Energa
Hídrica

CLIQUE AQUI para ler o livro, PDF, os cinco atos do drama Hamlet.

Dica de livro - A incrível viagem de Shackleton

Alfred Lansing
Sextante, 16 de mai de 2011 - 334 páginas
R$ 39,90


O editor acaba de ler e recomenda. É história verdadeira, detalhadamente contada, tudo a partir de diários de vários dos tripulantes e da narrativa de parentes próximos dos desbravadores e de alguns que ainda estavam vivos. Tudo começa no verão de 1914, quando  Sir Ernest Shackleton parte a bordo do Endurance em direção ao Atlântico Sul. O objetivo de sua expedição era cruzar o continente antártico, passando pelo Pólo Sul. Mas, a apenas um dia do ponto de desembarque planejado, o Endurance fica aprisionado num banco de gelo no mar de Weddell e acaba sendo destruído. A partir daí a história é da sobrevivência de toda a tripulação e sua epopíe na região mais inóspida do plante, sem ninguém e nem um só abrigo num raio de mais de mil kms no meio do gelo mais cruel e dos mares mais traiçoeiros. 

O editor comkprou o livro na Cultura, a partir da recomendação do publicitário Luciano Vignolli, agência E-21.

Ditadura de Cuba ameaça cassar o registro de médico que não mandar a família de volta a Havana

A Folha de S. Paulo de hoje conta que o médico cubano Juan (o nome é fictício), que está na região Norte do país atuando pelo programa federal Mais Médicos, está inconformado com as pressões que vem sofrendo para que sua mulher, atualmente no Brasil, retorne à Cuba. A seguir, o seu depoimento.

Tenho mais de 20 anos de graduação em medicina, com duas especializações e três missões internacionais. A primeira delas, em Angola, em plena Guerra Civil [1975-2002].
Em todas essas missões, tenho dado o melhor de mim como pessoa e como profissional.
Decidi ingressar no programa Mais Médicos porque poderia ter minha mulher ao meu lado. Nesses anos, ela e eu temos sofrido muito com a separação.
Recebi nesta semana um ultimato do governo cubano: ou ela regressa ou serei desligado do programa e terei cassado meu diploma, o que me impedirá de continuar exercendo medicina no meu país. Sem contar outras medidas disciplinares por não cumprimento das normas.
Quando pedimos alguma justificativa, só alegam que nossos governantes não vão permitir uma nova onda de deserções.
Há desconfiança dos nossos líderes em relação a nós porque já houve grupos de profissionais que decidiram deixar seus entes queridos e seu país para se dedicar à limpeza em qualquer lugar do mundo.
Eu não tomaria essa decisão porque amo a minha profissão. Mas, se eles insistirem, serei forçado a abandonar a missão.

Não admito que determinem sobre a minha vida. A decisão de a minha mulher ficar comigo é minha e dela, e de ninguém mais. 

ICMS mais alto só valeria para o ano que vem

Caso decida aumentar as alíquotas do ICMS, o governo estadual nada resolverá em 2014, já que novos impostos obedecem o princípio da anualidade.

A opção por aumento de impostos não tem chance na Assembléia.

XP demite para lucrar mais em 2015

A XP, que nasceu em Porto Alegre e hoje tem sede no Rio,  demitiu 170 dos seus 700 empregados. A direção do grupo não gostou do lucro de R$ 43 milhões do ano passado e quer emplacar R$ 103 milhões este ano.

Grupos holandês e árabe investirão R$ 600 milhões em terminal de grãos de São Francisco, SC

A holandesa Nidera e a árabe Al Khaleej Sugar, confirmaram investimento de R$ 600 milhões na construção do Terminal Graneleiro de Babitonga, São Francisco do Sul, SC. São Francisco já foi escolhido como destino dos carros BMW que começam a ser montados em Araquari, a 80 quilômetros dali.

O novo terminal desviará 40% dos grãos atualmente exportados por Paranaguá, Paraná, 170 kms mais ao Norte.

Araújo diz em entrevista à Folha que o rugido das ruas "é justo"

A jornalista Paulo Sperb ouviu o ex-deputado Carlos Araújo para a Folha de S. Paulo, que publica suas divagações neste domingo,sempre muito cuidadoso em não extrapolar limites e passar a idéia de que é algum tipo de eminência parda de Dilma Roussef, mas fazendo questão de manter sua postura de velho seguidor das teses mais ortodoxas do marxismo, mesmo estando no PDT. Araújo diz na entrevista que as razões para as pessoas protestarem são justas, elencando duas delas: corrupção e perda de vantagens econômicas. É um bom resumo. O marido de Dilma não se aprofunda no caso da corrupção, já que não identifica Lula, Dilma e o PT como chefes e sustentáculos da organização criminosa que roubou no Mensalão e no Petrolão, portanto os responsáveis pela roubalheira, seus principais beneficiários políticos e, assim, sujeitos às mais duras penas de cadeia. 

Leia mais:

A crise econômica, mais do que a corrupção, está inflando as manifestações contra o governo Dilma (PT) e os protestos, "não se pode negar", são justos e reais.

A avaliação é do ex-militante de esquerda Carlos Araújo, 77, que foi casado com a presidente Dilma Rousseff por 22 anos.


Apesar da crise, ele acha que a proposta do impeachment enfraqueceu. "Eles [os adversários] sabem que não levam a nada, quem vai assumir, o Temer'}"é?", ironiza.

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Padilha diz que Cunha poderá ser o candidato do PMDB à sucessão de Dilma

O ministro Eliseu Padilha fala hoje para a revista Época. É uma longa entrevista. Ele avisa que o deputado Eduardo Cunha poderá ser o candidato a presidente, ignorando completamente as investigações que o MPF passou a fazer sobre o envolvimento do presidente da Câmara no Petrolão. O ministro também avisou que não quer que o PT continue com a presidência depois do atual mandato de Dilma.

Eliseu Padilha integra, agora, o núcleo duro que assessora Dilma na coordenação política.

Leia a entrevista:

ÉPOCA – Em sua jornada política, o senhor já viu um momento tão conflagrado e delicado como o atual?
Eliseu Padilha – Nestes 20 anos em que estou em Brasília, nunca vi nada parecido. Jamais a participação das pessoas nas redes sociais teve tanto reflexo direto na atuação do Congresso, que é uma caixa de ressonância da sociedade. As pessoas estão decepcionadas com a política e com os políticos de maneira geral. Mas a insatisfação das pessoas está mesmo concentrada no governo federal. Se observarmos, veremos que há uma grande diferença entre as manifestações de junho de 2013 e as que ocorreram no dia 15 de março. Os protestos de junho de 2013 eram dispersos e envolviam discussões sobre o preço da passagem de ônibus, por exemplo. Agora o objeto das reclamações está focado no governo federal. Verificamos que mais de 70% das pessoas que foram para as ruas nunca tinham ido antes. Isso mostra, mais uma vez, que a manifestação do dia 15 de março é diferente.
ÉPOCA – Quanto o embate entre o ex-ministro da Educação Cid Gomes e deputados na última quarta-feira aprofunda a crise entre o Executivo e o Legislativo?

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Manifestantes inundaram as ruas de todo o País. Gramado e Canela uniram-se para reunir 3 mil pessoas.

As contas que indicaram a presença de 2 milhões de manifestantes no dia 14, incluiram apenas o povo das capitais.

O governo sabe que foi muito mais.

Até mesmo em pequenas cidades como as gaúchas Gramado e Canela, manifestantes inundaram as ruas. No dia 15, por exermplo, 3 mil pessoas percorreram a estrada que liga Canela a Gramado.

Veja abre capa para o poderoso Eduardo Cunha

Ao impor uma sequência de derrotas e constrangimentos à presidente Dilma - incluindo a demissão de um ministro -, Eduardo Cunha emerge como o político mais poderoso do país. 

Reportagem de VEJA mostra como o pragmático presidente da Câmara dos Deputados logrou ascender em Brasília: capacidade de trabalho, disciplina e conhecimento das regras do jogo.

Nas próximas semanas o poder de Eduardo Cunha ficará ainda mais visível, porque ao se negar a sequer atender telefonemas do ministro gaúcho Pepe Vargas, o homem das interlocuções de Dilma com o Congresso, os Partidos e os políticos, ele acabou por esvaziá-lo, decretando sua morte súbita. Pepe Legal devfe ser substituído pelo também gaúcho Eliseu Padilha, do mesmo Partido de Cunha, o PMDB.

Uma conjugação de fatores, mas sobretudo as circunstâncias - erros políticos do governo, economia e contas públicas em desalinho, o Petrolão - d favorecem o fortalecimento dos músculos políticos do deputado carioca. 
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