O Brasil exportou 26% menos carne bovina em janeiro, com 96 mil toneladas, ante 130 mil toneladas há um ano. Em receita, também houve queda, de 23%, passando de US$ 555 milhões para US$ 426 milhões.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e consideram a carne in natura, industrializados, cortes salgados e miúdos.
PT recebeu R$ 40 milhões de propina no estaleiro de Rio Grande
A construção de três navios-sonda de perfuração no estaleiro da Petrobras em Rio Grande teria envolvido o pagamento de R$ 60 milhões em propina – R$ 40 milhões para o PT – e foi combinado entre Pedro Barusco (ex-gerente da estatal), João Vaccari Neto (tesoureiro do partido) e o empresário Milton Pascowich (operador da fraude). A rota do suborno foi detalhada por Barusco em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).
Conforme ele, a Sete Brasil – empresa que nasceu de um projeto da Petrobras para fabricar sondas nacionais – venceu uma licitação em 2011 para produzir 21 navios desse tipo nos estaleiros de Rio Grande (RS), Jurong (ES), Kepel Fels (RJ) e Enseada do Paraguaçú (BA). Barusco ressaltou que o "maior contrato de sondas do mundo inteiro" ocorreu dentro da legalidade, mas envolveu um acordo de distribuição de 1% do valor de cada embarcação para as três partes do esquema criminoso.
CLIQUE aqui para ler a matéria completa no jornal de Santa Catarina.
Conforme ele, a Sete Brasil – empresa que nasceu de um projeto da Petrobras para fabricar sondas nacionais – venceu uma licitação em 2011 para produzir 21 navios desse tipo nos estaleiros de Rio Grande (RS), Jurong (ES), Kepel Fels (RJ) e Enseada do Paraguaçú (BA). Barusco ressaltou que o "maior contrato de sondas do mundo inteiro" ocorreu dentro da legalidade, mas envolveu um acordo de distribuição de 1% do valor de cada embarcação para as três partes do esquema criminoso.
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Marchezan Júnior e Zé Otávio estão na lista apreendida pela PF na Camargo Corrêa
Mercado financeiro prevê inflação de 7,15% e PIB zero para 2015
Pela primeira vez no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a mediana das projeções do mercado financeiro para a atividade brasileira deste ano ficou estável. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 passou de uma ligeira expansão de 0,03% para 0,00%.
Esta foi a sexta revisão seguida para baixo desse indicador. Há quatro semanas, a aposta era de uma alta este ano de 0,4%.
Para 2016, a expectativa é um pouco mais otimista. A previsão de alta 1,50% foi mantida. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem era de 1,80%.
Esta foi a sexta revisão seguida para baixo desse indicador. Há quatro semanas, a aposta era de uma alta este ano de 0,4%.
Para 2016, a expectativa é um pouco mais otimista. A previsão de alta 1,50% foi mantida. Quatro semanas atrás, a mediana das projeções de crescimento do PIB no ano que vem era de 1,80%.
Dólar sobe e vai a R$ 2,79; Bovespa opera em queda com Petrobras
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda de 0,2%, a 48.695,04 pontos, por volta das 11h10 desta segunda-feira, puxado pelas ações da Petrobras.
No mesmo momento, o dólar comercial avançava 0,44%, a R$ 2,79 na venda.
Na sessão anterior, a moeda fechou no maior nível em mais de dez anos. Investidores estavam preocupados com o futuro da Grécia na zona do euro e com o crescimento da China.
No mesmo momento, o dólar comercial avançava 0,44%, a R$ 2,79 na venda.
Na sessão anterior, a moeda fechou no maior nível em mais de dez anos. Investidores estavam preocupados com o futuro da Grécia na zona do euro e com o crescimento da China.
Obras no Cais Mauá, em Porto Alegre, estão paralisadas há quatro meses
A reforma no centro da Capital perdeu fôlego há pelo menos
quatro meses e istop indica que o trabalho de recuperação do espaço, destinado a se
tornar um polo de lazer, cultura e gastronomia parou depois da demolição
de construções não tombadas. Segundo a prefeitura, a reforma estaria no aguardo
da aprovação do relatório de impacto ambiental para avançar às fases seguintes.
Mas empresa responsável pela obra, a Cais Mauá do Brasil, se negou a dar
informações atualizadas sobre o andamento do projeto. Em uma nota publicada em seu site (www.vivacaismaua.com.br) em setembro de 2014, a Cais Mauá alegou que "uma obra dessa complexidade envolve uma série de licenças e autorizações de uma série de órgãos federais, estaduais e municipais, sendo que requerem muitos estudos profundos e complexos, além de apresentação de projetos detalhados e comprovação do atendimento de uma série de obrigações legais e regulamentares vistas apenas em empreendimentos dessa natureza (...). Em todos os lugares do mundo, esse tipo de empreendimento teve o mesmo tipo de demora e de descrença da população e, em quase todos os casos, os resultados foram excepcionais e aclamados pela sociedade." O anúncio de início da obra foi feito em novembro de
2013. A expectativa era de que pelo menos 11 armazéns fossem reformados no
prazo de um ano. A Cais Mauá do Brasil, por meio da assessoria de imprensa,
comunicou que não daria informações sobre o estágio atual da revitalização sob
o argumento de "não haver novidade" que justificasse uma manifestação.
A Casa Civil do novo governo estadual informou que recebeu um relato da
administração anterior, mas só teria condições de prestar esclarecimentos nos
próximos dias. Integrante do governo passado, com passagens pela Casa
Civil e pela Assessoria Superior do Piratini, Mari Perusso confirma que as
obras paralisaram após os trabalhos de demolição de estruturas anexas aos
armazéns originais, que não são tombadas e não faziam parte do desenho original
do porto. A obra ficou nesse estágio, entre outubro e novembro.
Concomitantemente, foram apresentados os projetos para a parte mais pesada da
reforma a fim de obter autorização para continuar com os trabalhos, e isso
estava tramitando na prefeitura -- afirma Mari. Área do cais não apresenta
movimentação de obra. Foto: Ronaldo Bernardi. Até o momento, porém, as licenças não saíram. Secretário-adjunto
do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais (Gades) do município,
Glênio Bohrer afirma que está em fase final de análise na prefeitura o
relatório de impacto ambiental -- documento necessário para nortear a
elaboração dos projetos definitivos da renovação do cais. A empresa tinha autorização para demolições e para
fazer o restauro e a recuperação de algumas das estruturas. Mas acredito que,
até por uma questão de logística, resolveram esperar e atacar isso de uma vez
só. Acredito que, uma vez aprovado o estudo de impacto ambiental, se tenha uma
retomada de ritmo na obra.
Ana Amélia e Lasier assinam CPMI, mas Paim não quer saber de investigação na Petrobrás.
Os senadores Lasier Martins e Ana Amélia, PDT e PP do RS, assinaram o pedido de CPMI da Petrobrás. O senador Paulo Paim negou-se a fazer o mesmo.
Mercado aposta em PIB zero em 2014
Instituições financeiras e economistas consultados pelo
Banco Central revisaram suas estimativas para pior. A previsão é que o IPCA
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a taxa de inflação oficial,
seja de 7,15% em 2015, levando-se em consideração o centro das apostas
(mediana). Há uma semana, esperava-se inflação de 7%. O PIB iria a zero por cento em 2014.
A previsão é que o real continue a se desvalorizar em
relação ao dólar e que cada R$ 2,80 valham o mesmo que US$ 1 até o final do
ano. Os economistas esperam que o processo continue também até o final de 2016,
quando cada R$ 2,90 deverão valer US$ 1. As estimativas são as mesmas da última
pesquisa.
Para os economistas, a taxa Selic (taxa básica de juros)
deve ser de 12,50% no final do ano, o mesmo valor esperado há uma semana. Para
o final de 2016, prevê-se uma Selic de 11,50%, também a mesma expectativa
divulgada na última segunda-feira.
88% dos leitores são favoráveis ao impeachment de Dilma
88% dos leitores aprovam o imediato impeachment da presidente Dilma Roussef, conforme enquete que esta página disponibilizou durante o final de semana. Apenas 4% são contrários e 6% pensam de outra forma. Nova enquete tenta saber o que pensam os leitores do primeiro mês do governo Sartori. Vá na enquete e vote.
Artigo de Marcos Piangers, Zero Hora - Vento no Litoral
O colunista do jornal da RBS escreveu na quinta-feira o artigo a seguir, que acabou rendendo forte polêmica. Vale a pena ler - Final de semana passado, aquela coisa de Planeta
Atlântida, pensei comigo mesmo que 72 carros por minuto não podiam estar
errados e toquei com a família toda para o até então desconhecido litoral gaúcho,
visto que mesmo depois de oito anos morando em Porto Alegre nunca me pareceu
valer a pena pegar a estrada para presenciar com mulher e filhas todo aquele
cenário à beira-mar terrível que os amigos gaúchos sempre descreveram meio
brincando, meio falando sério, e que as capas da Zero Hora sempre confirmaram
visualmente desagradáveis, por mais esforçado e competente que seja o
fotógrafo. O litoral gaúcho é provavelmente a única coisa gaúcha que os gaúchos
reconhecem não ser a melhor coisa do mundo.
Na tarde daquele sábado nublado, me senti no segundo
planeta visitado pelo Matthew McConaughey no filme Interstellar: um
ambiente tão inóspito, que não consigo entender como pode ser habitado. O vento
era como se Deus pegasse areia com as mãos e enfiasse um punhado em meu olho
aberto. A maresia trazia até minhas narinas o aroma de peixe morto e a fumaça
do queijo coalho, saindo do carrinho do ambulante. Muitos carros tocavam música
e nos meus ouvidos demônios imaginários jogavam flechas com versos como “te
ensinei certim” e “eu prefiro estar aqui te perturbando”, esta última uma frase
que, não posso negar, combinava com meu desconforto.
Estávamos há cerca de cinco minutos na praia quando minha
filha mais velha, brincando na areia, foi atacada por ondas negras violentíssimas,
que tentavam levar embora a menina. A mais nova estava mexendo com uma espuma
amarela provavelmente cheia de coliformes fecais. Minha mulher corria atrás da
canga e eu tentava ajudar as três ao mesmo tempo, com os olhos cheios de areia,
a cara cheia de fumaça de queijo coalho e os ouvidos cheios de hits nacionais.
Tenho certeza de que algumas pessoas na praia fotografaram meu desespero, com
celulares a distância, elas acham que eu não noto, mas eu noto e só não sei se
me fotografam porque sou famoso ou tenho um aspecto de náufrago.
(Falando nisso, uma vez estava no Rio de Janeiro, subi em
uma grande pedra para
olhar a vista, só de calção e barba, e a praia toda lá
embaixo, cheia de cariocas sacanas, começou a gritar: “Wilsoooon! Wilsoooon!”.
Mas isso é outra praia.)
Depois daqueles ataques sistemáticos, resgatamos as
pequenas (a mais nova já com espuma na boca), deixamos a canga como
oferenda a Iemanjá e corremos pro hotel, onde precisamos de três banhos para
tirar totalmente aquele litoral gaúcho impregnado em nossa pele. Temos agora um
psiquiatra marcado pra semana que vem e com muita conversa vamos superar tudo
isso.
Alessandro Teixeira é o novo presidente da ABDI
O gaúcho Alessandro Teixeira acaba de ser nomeado presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.
Saiba quais são as três obras da Petrobrás que saíram no RS depois de R$ 110,5 milhões pagos em propinas
Na lista de obras tocadas com propina - dinheiro sujo - da Petrobrás e que constam da planilha revelada pelo ex-gerente Pedro Barusco, estão a unidade de diesel da Refinaria Alberto Pasqualini, oito cascos de plataformas e o oleodutlo Osório-Canoas, a cargo de UTC, Engevix e Queiroz Galvão, todas no RS. O ex-gerente informou para a Polícia Federal disse que as três obras foram arrancadas da Petrobrás ao custo de R$ 110,5 milhões em propinas.
RBS diz o que fará Sartori com vagas ainda abertas no governo do PMDB
A jornalista Rosane Oliveira, editora de Política da RBS, informou na sua página de hoje que até o final da semana, mas seguramente antes do Carnaval, o governador José Ivo Sartori mandará para o Diário Oficial os nomes dos dirigentes das duas dezenas de estatais, agências, autarquias e fundações que continuam sob o comando de gente nomeada pelo governo Tarso Genro ou sob a guarda de servidores. O governo não fala e não dá notícias.
HSBC MANTEVE CONTAS SECRETAS DE CRIMINOSOS
A Agência Lusa informou neste domingo a noite que o Consórcio Internacional de
Jornalistas de Investigação divulgou neste final de semana que documentos confidenciais
sobre o ramo suíço do banco britânico HSBC revelam supostos esquemas de
evasão fiscal. A investigação, batizada "Swissleaks", revela
documentos fornecidos por Hervé Falciani, ex-funcionário do HSBC em Genebra, ao
jornal francês Le Monde e compartilhado com o consórcio e com jornalistas de
mais de 40 países. Os jornalistas analisaram cerca de 60 mil fichas, algumas
das quais com informações que denunciam que o banco tinha conhecimento de
práticas ilícitas de alguns clientes.O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação
publica informação sobre 61 pessoa. Exemplos de nomes mencionados: rei de
Marrocos, Mohammed VI; rei da Jordânia, Abdullah II, designer de moda
Valentino; modelo Elle McPherson; ator Christian Slater; banqueiro Edouard
Stern e motociclista Valentino Rossi. A informação divulgada diz respeito a contas no valor de
mais de US$ 100 bilhões, englobando 106 mil clientes de 203 países. As informações foram compartilhadas pelo consórcio em seu
site. Apesar de expor estes documentos, o consórcio de
jornalistas afirma que não pretende "sugerir ou presumir que quaisquer
pessoas, empresas ou entidades mencionadas nos dados da informação revelada
tenham violado a lei ou tenha tido outro tipo de conduta imprópria".A filial suíça do banco britânico HSBC Private Bank
assegurou hoje ter sofrido uma “transformação radical” após os “incumprimentos
verificados em 2007”, para evitar casos de fraude fiscal e de lavagem de
dinheiro.“O HSBC (da Suíça) realizou uma transformação radical em
2008 para evitar que os seus serviços sejam utilizados para fraudar o fisco ou
para a lavagem de dinheiro”, disse o diretor-geral da filial, Franco Morra, no
comunicado enviado à agência de notícias France Presse. Brasileiros - O banco também ajudou mais de 8,7 mil brasileiros a
depositar US$ 7 bilhões em contas secretas na Suíça. Entre as personalidades
figura o judeu libanês naturalizado brasileiro Edmond Safra.
Sartori inicia semana de decisões sobre dezenas de vagas ainda ocupadas por petistas nomeados por Tarso
O governador José Ivo Sartori parece finalmente ter despertado para a necessidade de preencher todos os cargos da administração estadual. Os Partidos da base aliada acham que o ritmo é lento demais, conforme já adiantou o editor. Sem papas na língua, o presidente do PDT,deputado Pompeo de Matos, conta o que entrava as decisões: "O ritmo é o mesmo do sartori: devagar e sempre". O fato é que o governador prometeu finalmente receber esta semana os presidentes do PDT, PSB, PSDB e PP, os principais aliados do PMDB. Estão vagas direções inteiras do Detran, procergs, Corag, Ceasa, Badesul, AGDI e BRDE, entre os mais notáveis casos. A situação é tão constrangedora que dirigentes nomeados por Tarso ainda permanecem nos cargos, reclamando decisões de Sartori, como é o caso da Corasg, que protocolou ofício na Casa Civil para pedir pressa nas substituições.
Synthos pensa suspender projeto de R$ 640 milhões no RS
A companbhia polonesa Syntghos poderá suspender seu projeto de R$ 640 milhões em Triunfo, caso os preços das resinas fornecidas pelo Pólo subam de preço. A Synthos quer fabricar borracha sintética no RS.
Pólo Petroquímico de Triunfo ameaça parar. Crise do Petrolão atinge negócios da Braskem.
O Pólo Petroquímico de Triunfo, RS, poderá parar por falta de matéria-prima, segundo informou neste final de semana a Braskem, controladora do negócio. A Braskem alega que a Petrobrás ainda não renovou o contrasto de R$ 9 bilhões anuais, cujo objetivo central é o fornecimento de 70% dos insumos, principalmente nafta, que precisa o Pólo. Se o acordo não sair, todos os pólos petroquímicos, e não apenas o gaúcho, terão que parar. O impasse tem a ver com preços. A Petrobrás quer mais dinheiro pelo insumo que fornece.
Janir Branco assumiu esta manhã superintendência do porto de Rio Grande
O ex-prefeito e ex-secretário Adjunto da Casa Civil, Janir
Branco, assume neste momento a superintendência do Porto de Rio Grande. A
cerimônia de transmissão de cargo começou há pouco.
Estadão diz em editorial que a indústria foi arrasada. Produção volta aos níveis de 2009.
O jornal paulista sentencia em editorial que devastada no primeiro mandato da presidente Dilma
Rousseff, a indústria produziu no ano passado menos do que em 2011, quando ela
iniciou seu governo, e menos até do que em 2010, último ano de seu antecessor e
inventor de sua candidatura. Leia o texto integral, a seguir - Com a produção deprimida nas fábricas, o setor de
energia emperrado e a Petrobrás destroçada pela corrupção e pelos erros
administrativos, a economia brasileira entra em 2015 muito enfraquecida e com
baixíssimo potencial de crescimento. Só em março deverão ser conhecidos os números finais do
Produto Interno Bruto (PIB) de 2014, mas os dados da produção industrial já
proporcionam uma boa ideia do desastre. O setor ainda é a alavanca principal de
dinamismo econômico do Brasil e a fonte mais importante de empregos decentes.
Quando fraqueja, como nos últimos quatro anos, o ritmo geral dos negócios é
afetado e a economia perde qualidade.
No ano passado, a produção geral da indústria diminuiu
3,2%, segundo informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Houve recuo em todas as grandes categorias - bens de capital, bens
intermediários e bens de consumo de todas as classes. O desempenho do setor
oscilou ao longo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, mas
prevaleceu a tendência de enfraquecimento.
Em 2011, a produção foi 0,4% maior que em 2010. Recuou
2,3% em 2012, cresceu 2,1% em 2013 e voltou a diminuir em 2014. Feito o balanço
dos avanços e recuos, a indústria produziu no ano passado 3,05% menos que em
2010. Não foi um acidente, mas o desdobramento normal de um processo de
enfraquecimento.
Nesses quatro anos a indústria perdeu mais do que
impulso. Perdeu também potencial de crescimento e capacidade de competir. Não
foi apenas um período de conjuntura adversa, embora a presidente Dilma Rousseff
tenha insistido, o tempo todo, em atribuir os problemas brasileiros à crise
internacional. Entre 2011 e 2014, o setor se debilitou por insuficiência de
investimento, como também mostram os números divulgados pelo IBGE.
CLIQUE AQUI para ler mais.
Vendas de tratores e colheitadeiras despencaram em janeiro. RS sofre com o recuo.
O RS, maior Estado produtor do Brasil, sofre como ninguém a intensa queda nas vendas de colheitadeiras, que no mês de janeiro recuaram para 387 unidades,
38% menos do que em igual período de 2014 e o menor patamar para meses de
janeiro desde 2009. Com perdas menores, as vendas de tratores caíram para
2.569 em janeiro, 4% menos do que as de igual mês de 2014. Ao recuar para esse
patamar, as vendas de tratores foram as menores para meses de janeiro desde
2010. Mesmo com esse cenário cinza, o produtor ainda tem cacife
para atravessar 2015. O problema será em 2016, se não houver uma melhora dos
preços das commodities. Do lado das indústrias, é bem provável que farão acertos
nos custos. Os últimos anos, no entanto, foram de boas vendas e boas receita. Janeiro deste ano apresenta queda, mas as vendas
acumuladas de tratores de 2010 a 2015, sempre tomando como base apenas o
primeiro mês do ano, somaram 19,1 mil unidades, 96% mais do que as de igual
período anterior.
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