Taline Oppitz diz que Ford foi o momento mais tenso do debate entre Lasier e Olívio

Na época, cartazes como este registraram a decisão de Olívio Dutra. A campanha continua nas redes sociais. O material ao lado está disponibilizado no Google. 


Eis como a mediadora do debate de ontem na Rádio Guaíba, Taline Oppitz, analisou o que viu e ouviu durante duas horas, observando e registrando o desempenho dos candidatos ao Senado pelo RS:

O primeiro debate entre os candidatos ao Senado, na Rádio Guaíba, evidenciou que não são águas passadas as diferenças e a tensão entre Lasier Martins, do PDT, e Olívio Dutra, do PT, que vêm de longa data, desde as críticas do trabalhista ainda como jornalista, em relação à gestão do petista no Piratini. Os dois, cujo cenário indica que poderão polarizar a disputa, protagonizaram um dos momentos mais quentes do debate. Na primeira oportunidade que teve para fazer pergunta a Olívio, Lasier evitou o confronto direto e escolheu a candidata do PP, Simone Leite, como alvo de seu questionamento. Olívio, no entanto, não perdeu a oportunidade e assim que pôde, ainda no primeiro bloco, questionou Lasier sobre as reformas e a necessidade de alinhamento com seu partido. No segundo bloco, quando surgiu a possibilidade de questionar Olívio, Lasier partiu para o ataque, perguntando ao petista sobre um dos temas mais criticados por ele durante o governo do PT: a saída da Ford do Rio Grande do Sul, tema que deve permanecer em pauta durante toda a campanha. O ex-governador disse que não se arrepende e que tomaria a mesma iniciativa de novo, mencionando a decisão judicial que determina o ressarcimento do Estado pela empresa.

Legenda de foto do editor:
Ao lado, a Ford na Bahia.
Ela poderia estar operando em Guaíba e
propiciaria a criação de um cluster
formidável da indústria automotiva. 


A seguir, mais notas de Taline sobre o debate:

Críticas

Candidato do PSB, Beto Albuquerque, que tem o desafio de tentar quebrar a polarização que se desenha entre Olívio e Lasier, pelos sorteios do debate, não teve nenhuma oportunidade de fazer perguntas aos dois principais adversários. Diversas vezes, no entanto, indiretamente, Beto aproveitou para realizar críticas a ambos.

Imigrantes: governo federal transformou Caxias e o Brasil na casa da mãe Joana

O governo Dilma Roussef anunciou nesta segunda-feira em Caxias do Sul que todo e qualquer imigrante que pisar em solo brasileiro e alegar condição de refugiado terá direito a ficar aqui e receberá carteiras de trabalho e documentos para obter emprego e permanecer no Brasil.

. Em regime de força-tarefa, a Polícia Federal processará ainda hoje os pedidos de refúgio dos ganeses que estão no País, a maioria dos quais preferiu Caxias do Sul.

. O governo gaúcho revelou em Caxias que há emprego para todo mundo.


. O pedido de refúgio dos ganeses é falso. Eles entraram no País como turistas. Em Caxias estão 380 africanos. O governo sequer investigou a folha corrida de qualquer deles junto ao governo democrático de Gana. 

. Também refugiados como o assassino italiano Cesare Battisti entrou com documentos e alegações falsas no Brasil, obtendo abrigo, segundo decisão tomada na época pelo então ministro da Justiça, Tarso Genro.

- O governo federal da presidente Dilma não é sensível sequer ao estabelecimento de uma nova política imigratória que imponha salvaguardas e proteções para os interesses do Brasil. 

Dilma e Tarso são os que têm mais tempo de propaganda na TV

A partir do dia 19, os principais candidatos a presidente e a governador do RS terão os seguintes tempos de TV para fazer sua propaganda eleitoral:

Presidente
Dilma, 11min58s
Aécio, 4min31s
Eduardo Campos, PSB, 1min49s
Pastor Everaldo,PSC, 1min8s
Eduardo Jorge, PV, 1min15s
Luciana Genro, PSOL, 47s
Todos os demais possuem menos de meio minuto

Governador
Tarso Genro, PT, 5min18s
José Ivo Sartori, PMDB, 4min7s
Ana Amélia, PP, 3 min48s
Vieira da Cunha, PDT, 1min33s
Roberto Robaiana, PSOL, 54s
Todos os demais possuem menos de meio minuto


Simon ignora os outros candidatos, deixa de lado até o filho e pede votos para Ibsen Pinheiro

Vá entender !



O senador Pedro Simon foi o convidado especial para o jantar de sexta-feira, no CTG Manotaço, quando o PMDB de Gramado apresentou a sua lista de concorrentes preferenciais à Assembleia Legislativa e à Câmara de Deputados. O jornalista Miron Neto, que edita uma newsletter e um blog focado em assuntos de Gramado, acompanhou tudo:

Uma noite fria e com auditório lotado, os candidatos apresentaram os seus pedidos de apoio. Faltava apenas Pedro Simon discursar, momento mais aguardado. Pouco antes, sua esposa, Ivete, aproximou-se da mesa principal e lembrou-lhe que era tarde, e que estavam todos com fome. Pedro Simon levantou-se e fez um único pedido: o voto para deputado estadual para Ibsen Pinheiro, na frente de sete outros candidatos, inclusive seu filho, Thiago Simon, que concorre à Assembleia Legislativa.

Análise, Roque Callage Neto - Constituinte é tese bolivariana do PT

Roque Callage Neto 
Doutor em Ciências Sociais pela UNB 

O Brasil tem que parar de querer mudar completamente sua Constituição a cada período de 30 anos.Trata-se do País mais analfabeto e despreparado do mundo neste assunto. Tenho alertado seguidamente nas redes sociais e também me manifestado com sociólogo, antropólogo e cientista político, em correspondências públicas e acadêmicas, porque este é um País de vira-latas. 
Veja-se por que razão, através da periodicidade de novas constituições que tivemos:

1824-1891-1934-1946-1967-1988

Isto não existe em País nenhum do mundo .Nossos próprios vizinhos demonstram como somos atrasados. A Argentina teve sua Constituição em 1853 e depois uma pequena reforma em 1994. O Uruguai em 1830 e depois somente foi mexer com outra em 1918 e uma reforma pontual após a ditadura em 1997. As reformas constitucionais da América do Sul, incluindo Colômbia e Paraguai, acompanharam o que o grande cientista político Samuel Huntington chamou de "terceira onda das democracias" desde o final dos anos 80, e que começaram a se constituir em meados dos anos 70 com a liberalização do sul da Europa - Portugal, Espanha e depois numa sequência que iria atingir outros países mediterrâneos como a Grécia e replicar na América do Sul.Era o fim dos regimes pretorianos.

. O Brasil precisa de reformas pontuais sobre questões urgentes da sociedade civil e  política, incluindo  um novo referendo sobre sistema de governo Presidencialista/ Parlamentar com voto distrital, e regulamentações de outras questões deixadas pelos Constituintes.

. E nada mais é necessário


. Constituinte é tese  bolivariana do PT.

Dilma e Tarso prometem, prometem, e não repassam aos municípios. Governo já retém R$ 178 milhões devidos aos prefeitos do RS.

Pesquisa da Famurs revela que o governo federal está em dívida com 109 cidades atingidas por intempéries, sendo que 28 delas nunca receberam nenhum centavo.

O governo federal prometeu, mas não repassou R$ 178 milhões para municípios gaúchos que decretaram situação de emergência desde 2009. O valor é próximo aos R$ 200 milhões de auxílio solicitados pela Famurs ao governo federal como socorro para os municípios atingidos pelas fortes chuvas no Estado este mês e no final de junho. O presidente da Famurs, Seger Menegaz, desabafou em mensagem ao editor:

“- Estamos cansados de receber promessas e não recursos. Pedimos uma ajuda em forma de medida provisória para corrigir o passivo dos últimos anos. Sempre que temos uma situação de emergência ou calamidade nos municípios, os governos estadual e federal acenam com o envio urgente de recursos que demoram a chegar nos municípios e seus cidadãos.

.  Conforme levantamento da equipe técnica da Famurs, de 2009 até junho de 2014, a União anunciou o envio de R$ 703 milhões de recursos para as prefeituras gaúchas, mas 25,3% deste valor não foi pago.
Os números foram obtidos em consulta ao orçamento da União, realizado pelo Sistema de Integrado de Administração Financeira (Siafi). Dos 497 municípios gaúchos, 153 não registraram nenhuma operação junto aos programas federais de reparo às calamidades. Entre os 344 que passaram por algum tipo de intempérie (estiagem, vendavais, granizo ou cheias), 229 (66,5%) receberam o valor total prometido pela União, mas 109 (31,7%) ainda têm valores a receber, sendo que 28 municípios nunca receberam nenhum centavo. “O grande problema é que a União garante, mas nem sempre as verbas chegam até a população”, cobra Menegaz.

. Entre os que mais têm a receber estão Canoas (R$ 53,8 milhões), Porto Alegre (R$ 51,9 milhões), São Leopoldo (R$ 6,6 milhões), Rio Pardo (R$ 4 milhões) e Esteio (R$ 3,9 milhões). Contudo, não são apenas com grandes e médias cidades que a União está em dívida.

Rudinei Gerhart é o novo diretor Empresarial da Oi no Sul

A Oi anunciou a nomeação de Rudinei Carlos Gerhart, 34, como diretor de Mercado Empresarial para Regional Sul, com sede em Porto Alegre. O executivo é formado em Administração de Empresas, com Especialização em Economia e Mestrado em Administração e Planejamento Estratégico pela Universidade Nacional de Missiones.

. A Oi investiu R$ 62 milhões no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2014. A operadora está priorizando investimentos em suas redes de telecomunicações, com foco no tripé Operações, Engenharia e TI, para melhoria da qualidade do serviço aos clientes em todas as regiões.

. No Estado, a Oi conta com 4,8 milhões de clientes. São 2,6 milhões na telefonia móvel, 1,6 milhões na telefonia fixa, 550 mil em banda larga fixa e 80 mil em TV por assinatura, além de 50 mil telefones públicos espalhados por todo o estado gaúcho.

Olívio reafirma no debate dos candidatos ao Senado: "Eu mandaria a Ford de novo embora"

O fantasma da Ford continua assombrando Olívio Dutra.



No frigir dos ovos do debate realizado esta tarde pela Rádio Gaúcha com os candidatos ao Senado (leia nota abaixo), o que se pode concluir como mais importante é que o jornalista Lasier Martins, PDT, conseguiu cavalgar sobre seu principal adversário, Olívio Dutra, PT, encurralado diversas vezes diante das contradições levantadas entre seu discurso atual e o que fizeram e fazem os governos petistas, o seu próprio e os de Lula e Dilma.

. O jornalista do PDT mostrou-se preparado e surpreendeu os adversários ao demonstrar inesperado tirocínio político. 

. O momento mais decisivo do debate foi a cobrança feita por Lasier sobre a decisão de Olívio de mandar a Ford embora. O ex-governador foi direto ao ponto, aceitando a provocação:

- Eu mandaria a Ford embora de novo.

. Logo no primeiro bloco, no debate vis a vis com Lasier sobre reforma política, que ele defende, o diálogo chegou a ser surreal, na seguinte transcrição livre:

Lasier – Vocês estão há 12 anos no governo. Por que não fizeram ?
Olívio – Nós não temos maioria.
Lasier – Mas tem maioria para impedir a CPI da Petrobrás.

. O deputado Beto Albuquerque, 10% das intenções de votos, passou ao largo do debate, mas não comprometeu.


. Os demais candidatos, quase todos sem pontuação, tiveram participação irrelevante, até mesmo porque o peso das opiniões deles não pesam de verdade para o eleitorado. 

Unicred entra na Campanha do Agasalho em Porto Alegre

O Comitê Socioambiental da Unicred do Brasil – Unidade Porto Alegre, entrega nesta terça os donativos arrecadados na Campanha do Agasalho realizada entre seus colaboradores.

. Foram arrecadadas roupas, calçados, alimentos e outros donativos, como brinquedos, para as crianças da Creche Mundo Colorido e da Casa Menino Jesus de Praga. Incentivados a participar da campanha, os funcionários que mais doaram levaram para casa um aquecedor a óleo.

Assustada com a perseguição política brasileira, a advogada dos black blocs pede asilo a Mujica

Quando não estão vandalizando, elas até que são divertidas. 


A advogada Eloísa Samy, acusada de atos violentos de terrorismo em protestos de rua no Rio, está no Consulado-Geral do Uruguai, no Rio de Janeiro, e pediu asilo político ao país vizinho. Ela é investigada pela Operação Firewall, da Polícia Civil, ela foi um dos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada na última sexta-feira.

. A gaúcha Sininho, presa também por terrorismo, continua confinada na prisão comum do Bangu.

PM de SP questiona pistola Taurus 40. Fabricante gaúcha vive crise sem precedentes no Brasil.

 A Polícia Militar de SP continua reclamando  do lote de 98 mil pistolas calibre 40 (foto ao lado) que comprou da indústria gaúcha Taurus, o que a levou a parar de usá-las, depois de comprovar que pelo menos 30 armas começaram a disparar sozinhas, mesmo com a trava de segurança ativada.

. Em alguns casos as armas deram vários tiros consecutivos, embora o policial tenha disparado apenas uma vez.

. A revista Exame que circula hoje, revelou que problemas parecidos foram registrados em 2011 e 2012 no Rio.

. Em Brasília, a PM apurou problemas com submetralhadoras.

. A Taurus é a maior fabricante de armas da América Latina e uma das dez maiores do mundo. Fatura R$ 800 milhões.

. O problema com as armas nem é o maior problema da indústria, que vive uma crise sem precedentes,  como tem demonstrado esta página em sucessivas reportagens.

. A própria CVM foi movimentada por acionistas minoritários que não se conformam com os sucessivos prejuízos do grupo Taurus.  Nos últimos dois anos, os balanços fecharam no vermelho, sendo que em 2013 o rombo foi de R$ 80 milhões. O endividamento atual responde por oito  vezes a geração de caixa.

. A reportagem de Exame admite que o controlador principal, Fernando Estima, aliado agora à CBC, introduz mudanças para melhorar o desempenho do grupo. O número de produtos já teriam caído de 5 mil para 800, mas irá a 400 ateó final do ano.


- Um dos maiores imbróglios da Taurus é a venda polêmica  da subsidiária de máquinas e ferramentas da Taurus para a metalúrgica SudMetal, de Renato Conil, ex-lobista de Estima em Brasília. 

Entrevista, José Manuel Cardoso de Mello - Constituinte ou desordem

É muito atual esta charge de Henfil.


Nesta imperdível entrevista feita com o professor Cardoso de Mello pelos repórteres Célia de Gouvêa Franco e Vanessa Jurgenfeld, fica claro que somente uma nova Constituinte evitará a desordem no Brasil. 
Disse o professor aos dois repórteres: "Os códigos de processo não são atualizados. O lobby dos advogados não deixa passar. Porque quanto mais demora o processo, mais eles ganham". É preciso conhecimento, autoridade e coragem para falar tão francamente. Outra frase do mestre:
"O debate atual no país é uma vergonha. De péssimo nível. O grande problema brasileiro é uma desordem político-institucional"

. Leia tudo:

É extremamente duro o diagnóstico sobre o Brasil do economista João Manuel Cardoso de Mello, que ganhou proeminência nacional ao participar, na década de 1980, da elaboração do Plano Cruzado, a primeira de uma série de tentativas de derrubar a inflação. Para ele, o país vive uma fase de desordem político-institucional e a única saída para resolver a situação é a convocação de uma Constituinte com critérios muito rígidos - ninguém que ocupa um cargo público poderia, por exemplo, ser eleito. Além disso, já se partiria do princípio de acabar com a possibilidade de releição para o Executivo. E vereadores, deputados e senadores só poderiam tentar ser reeleitos uma única vez.
Professor da presidente Dilma Rousseff quando ela iniciou sua pós-graduação em economia na Unicamp, João Manuel - ninguém o trata pelo sobrenome - não culpou, em uma rara entrevista à imprensa, o atual governo pela situação de desordem. Disse que, depois de décadas em que os principais problemas do Brasil não foram atacados seriamente, acabou se criando um clima de insatisfação, de mau humor com o Brasil que pode ser até uma ameaça à democracia, na medida em que abre espaço tanto para políticos "salvadores da pátria" quanto para os saudosistas dos tempos da ditadura. "As pessoas estão enojadas. Você conversa aqui com meus funcionários [da Facamp], desde o jardineiro até o professor, eles têm nojo", especificou.
João Manuel apresentou ao Valor, no seu escritório na Facamp, a universidade que criou há 15 anos, uma lista detalhada de indícios da desordem institucional - e de consequências dessas circunstâncias. Ele fumou dez cigarros ao longo da conversa e de um almoço, que contou também com a presença do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, amigo desde os 10 anos e sócio de João Manuel na Facamp, hoje reconhecida como uma das melhores instituições de ensino superior privada do país.
De certa forma, sua fonte de inspiração para o lançamento da proposta da Constituinte são as palavras ditas por Ulysses Guimarães, ex-presidente da Câmara dos Deputados e da Assembleia Constituinte de 1988. Segundo João Manuel, antes de iniciar a campanha das Diretas Já, de 1984, que tentaria pressionar o governo militar a permitir a escolha dos governantes pela escolha das urnas, o "dr. Ulysses" fez uma consulta a um grupo de amigos, reunidos na casa dele. Pelo que João Manuel se lembra, apenas ele apoiou a proposta do amigo. Os outros disseram que não haveria apoio popular. "Dr. Ulysses" ouviu todas as opiniões, mas depois afirmou: "Eu não quero saber se vai dar certo ou errado. O meu dever é fazer" a campanha, que acabou mobilizando centenas de milhares de brasileiros em manifestações nas grandes cidades.
Muito discreto sobre seu relacionamento com a presidente, ele disse que "ela é minha amiga, foi minha aluna e eu gosto dela". Na sua avaliação sobre a situação da educação no Brasil, foi muito crítico sobre as universidades de forma geral e particularmente ácido sobre as instituições de ensino privadas. A seguir, os principais trechos da sua entrevista:

Valor: Viemos aqui fazer uma entrevista sobre economia...
João Manuel Cardoso de Mello: Não vou falar de economia. Não quero falar de economia propriamente dita e nem de eleição.
Valor: Vamos falar sobre a Copa?
João Manuel: Também não. Quero falar que o debate atual no país é uma vergonha. De péssimo nível. E que o grande problema brasileiro, ao contrário do que as pessoas pensam, é uma desordem político-institucional.
Valor: Em que sentido?
João Manuel: No sentido de que isso aqui é uma desordem. Uma desordem. Desordem político-institucional. Nosso sistema tem 30 partidos. A política se transformou num negócio. O partido da presidente tem 20% do Legislativo, logo a presidente é refém de partidos de aluguel. Esse é o problema. São 39 ministérios necessários para acomodar os anões, para não dizer os ladrões. Uma campanha para presidente da República custa R$ 700 milhões. Portanto, se estabelecem aqui relações espúrias e incestuosas entre os financiadores da campanha e o Executivo. E aí vem o problema do financiamento público das campanhas.
Valor: Qual outro sintoma dessa desordem?
João Manuel: O Supremo Tribunal legisla. E não pode! Sei disso porque nasci numa família de professores de direito. Meu pai, meu avô, meu bisavô. Isso é uma verdadeira barbaridade! E o Tribunal de Contas... Meu pai foi presidente do Tribunal de Contas.
Valor: De qual?
João Manuel: Do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Meu pai [João de Deus Cardoso de Mello], quando era moço, deu trombada numa árvore e ficou míope, tinha medo de guiar. Não gostava muito de motorista e nem nós tínhamos muito dinheiro. Ele tomava o ônibus no Jardim Paulistano, descia na praça da República, atravessava o viaduto do Chá e ia até a rua do Ouvidor, onde era o Tribunal de Contas. Tudo a pé. O presidente do Tribunal de Contas não tinha carro. Mas hoje o Tribunal de Contas interrompe obra. Para quê? Pode funcionar isso? Eles interromperam várias obras do governo federal. Não estou dizendo que o governo federal funciona, que é uma maravilha. Longe disso. Mas não pode. Isso aqui está tudo errado. O próprio Ministério Público tem poderes exorbitantes. Como é que um país pode funcionar assim? Além disso, os códigos de processo não são atualizados.
Valor: Por que não?
João Manuel: Porque o lobby dos advogados não deixa passar. Porque quanto mais demora o processo, mais eles ganham. Então, o Código do Processo Civil e o do Processo Penal especialmente são absurdos, são muito velhos. A lei de execuções penais é um absurdo, certo? Então, como é que o país vai funcionar? E ainda anotei na minha lista que a Receita Federal quer estabelecer a política fiscal no Brasil. A Receita Federal tem poder... Alguém manda na Polícia Federal? Não manda nada. Então, você tem setores autônomos. Isso é o que estou chamando de desordem completa.

CLIQUE AQUI para ler toda a entrevista. 

Osmar Terra saúda preocupação do eleitorado gaúcho com as drogas

A questão “drogas” aparece em quarto lugar, com 20%,  entre os assuntos que mais preocupam os eleitores gaúchos, de acordo com pesquisa do Ibope divulgada nesta segunda-feira. Eis o ranking do Ibope:

- Segurança 77%
- Saúde 44%
- Educação, 41%
- Drogas, 20%

 . O deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS) disse ao editor que o quadro mostra a realidade:
      
 - Os temores da maioria da população com falta de segurança e saúde são decorrentes da epidemia de drogas que atravessamos.A maior parte dos homicídios, assaltos, latrocínios e outros crimes são decorrentes ou do acerto de contas entre traficantes, dívidas ou do transtorno mental causado pela droga. O problema da saúde, como o atendimento em Centros de Atendimento Psicossocial ou comunidades terapêuticas, também tem sua parcela causada pelas drogas.
       
- Osmar Terra é autor do projeto de lei, aprovado por ampla maioria na Câmara dos Deputados, que aumenta as penas para traficantes, institui o apoio oficial às comunidades terapêuticas e cria a internação involuntária, entre outros pontos. O texto está em avaliação no Senado.
. Osmar Terra é candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados.

Maltratada no RS, Stora Enso começa a operar a maior fábrica de papel e celulose do mundo

Maltratada no RS e no Brasil, o grupo sueco-finlandês Stora Enso deslocou do Estado para o Uruguai o investimento que faria em áreas de florestamento, logística de transporte e fábrica de celulose e papel.

. Algo como US$ 2 bilhões.

. Sairia no RS a maior fábrica do mundo na área.

. Ela agora está em Punta Pereyra, departamento de Colônia, às margens do rio Uruguai.

. Só as barcaças de 90 metros, capacidade para 5 mil toneladas, equivalente à carga de 170 caminhões, construídas em território uruguaio, custaram US$ 13 milhões.


- No RS, até passeatas a Stora Enso enfrentou. 

Vieira da Cunha falará quarta na Federasul

O deputado Vieira da Cunha, candidato do PDT ao governo do RS, falará nesta quarta ao meio dia no Tá na Mesa, Federasul, Porto Alegre. 

Debate de senatoriáveis gaúchos começa com consistência na Rádio Guaíba. Lasier sai no ataque.

Líder nas intenções de votos, Lasier foi o mais demandado
no primeiro bloco do debate, que se caracterizou por perguntas entre os candidatos. 


Se você sintonizar a Rádio Guaíba, Record, Porto Alegre, poderá acompanhar até as 15h o debate que já começou entre os candidatos Julio Flores, do PSTU/Frente de Esquerda. Irrelevante, Simone Leite, PP/RS  , Rubens Goldemberg (Gold) PRP, Ciro Machado PMN, Beto Albuquerque, PSB RS, Lasier Martins PDT/RS, e  Olívio Dutra, PT/RS

. A seguir, momentos pinçados pelo editor no primeiro bloco:

Lasier pergunta para Simone Leite:
Como criar desenvolvimento ao estado com maior dívida do país? Como fazer o estado se desenvolver?
Simone diz que RS enfrenta grande crise e acompanha trabalho Ana Amélia, principalmente renegociação da dívida. O PT segura assunto da negociação e não oferece plena condição para que assunto seja resolvido. Estamos “no fim do Brasil”, pois não temos mais competitividade. O “alinhamento das estrelas” não funcionaram no RS de Tarso e no Brasil de Dilma.
Lasier diz que somos o 6 estado em arrecadação e o 10 em recepção de recursos federais. Lasier trabalhará pelo equilíbrio fiscal e de receitas. Comparou RS com bahia, que recebe mais recursos e não arrecada nem perto do RS.
Simone lembra que Ford foi uma perda enorme para o RS, lembrou Camaçari e o desenvolvimento da Bahia. Diz que estamos perdendo investimentos até para SC e que Tarso não tem apoio de Brasília e alinhamento não está funcionando.

Olívio pergunta para Lasier:
Reforma política: Senado é local para debater e se deve ter compromissos com as pessoas. O que pensa sobre as principalidades da reforma política?
Lasier disse que será fiel ao trabalhismo. PT está há 12 anos e não fez as reformas, não funciona o pacto federativo, governo concentra impostos e ficamos à míngua, recebemos apenas 36% do que arrecadamos, somos estado empobrecido e congresso pertence ao PT e por que não fizeram as reformas? Onde estavam e o que estavam fazendo? Lasier estranhou a pergunta.
Olívio rebate dizendo que as reformas são necessárias e que precisam ser feitas. Temos que mudar perfil do congresso.
Lasier diz que Olivio fala de pacto federativo há muito tempo. Mas não há autonomia administrativa se municípios estão por aí com pires na mão. Estado do RS precisa deixar de ser decadente e como Senador lutará por equanimidade entre estados brasileiros.

Júlio Flores para Olívio Dutra
Tarso disse que pagaria piso p/educadores mas no RS Tarso enrola os trabalhadores e não paga. Por outro, fez reforma do ensino médio, projeto que visa diminuir condições de mão de obra barata.
Olívio diz que investimentos não tem sido suficientes em educação. Nunca no país se fez tantas escolas técnicas, dando reajustes que não são ideais, mas que precisamos avançar. Piso precisa ser pago, nas condições que sejam possíveis, sem prejudicar o plano de carreira. Tem que pagar piso e qualificar plano de carreira, junto com professores.
Júlio Flores diz que lei do piso tem que ser paga. Admira-se que Olívio ainda aponte saídas que não foram feitas pelo partido do mensalão, que prejudica os trabalhadores.
Olívio diz que professores merecem muito mais do que recebem.

Beto pergunta para Ciro Machado
Segurança Pública. Eduardo Campos fez o Pacto pela Vida, com bons resultados e gov. federal investe pouco em segurança.
Ciro Machado, o assunto segurança é federal e Dilma manda assunto não ser discutido no congresso.
Beto concorda que executivo deve endereçar problema. Ciro diz que papel do congresso é fundamental e que o legislativo pode atuar em propostas para melhorar

Ciro pergunta para Gold
Reforma política
Ciro pergunta sobre pacto federativo. Pacto visa melhor distribuição, de acordo com a produção de cada um. Situação sem interesse do governo.
Gold diz que classe política não quer a reforma mas diz que quer sem fazer nada. 

Denúncia mentirosa da Folha contra Aécio Neves é fruto de guerra na redação.

Lucas Ferraz, o repórter que publicou a matéria-dossiê contra Aécio Neves, da banda podre petista do jornal paulistano.
CLIQUE AQUI para ver documento e nota da campanha de Aécio sobre o caso. 




No seu blog de hoje, o Blog do Coronel, o publisher revela que a redação da Folha de São Paulo está em conflito. A banda podre do seu jornalismo, que sempre foi petista, está atacando o bom jornalismo político da casa. Vera Magalhães, que editava a coluna Painel da Folha (que não deu uma linha sobre), teve que deixar o cargo, provisoriamente. Ocorre que ela é casada com Otávio Cabral, o jornalista da Veja que escreveu o livro sobre a história de crimes de José Dirceu, que foi contratado por Aécio Neves para ser o porta-voz da sua campanha. Da mesma forma, por ser candidato, Aécio Neves, assim como Marina Silva, tiveram que abrir mão das suas colunas no jornal. Estes fatos criaram espaço para que a turma do esgoto que também está presente dentro da Folha de São Paulo passasse a produzir matérias a mando do PT. Em cima da matéria mentirosa de ontem, o partido do Mensalão já pensa em processar o tucano por improbidade administrativa. O factóide está criado. É para isso que o pedaço podre do jornalismo da Folha produziu a matéria-dossiê. Para dar munição ao PT, que desaba nas pesquisas.

. Leia mais, sempre no texto do Blog do Coronel:

Aliás, sobre Lucas Ferraz, Demétrio Magnoli escreveu um artigo especial, na mesma Folha de São Paulo. Leiam para saber que é este repórter.

O jornalismo delinquente

Demóstenes disse o que está nos registros históricos. Os repórteres a serviço de uma doutrina tentam fazer da história um escândalo.

CLIQUE AQUI para saber mais. 

Eis as razões do presidente Mujica para dizer que o Mercosul não funciona

No pronunciamento do link, o presidente do Uruguai, José Mujica, fustiga o Mercosul e diz que ele não funciona. É uma opinião que emite o editor há muitos anos.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir. Vale a pena.


A pesquisa demonstra que no segundo turno serve qualquer um, menos Dilma

A análise a seguir é do ex-prefeito e candidato ao Senado pelo Rio, Cesar Maia, especialista em análise de pesquisas eleitorais:

Como se interpretar este quadro: estável no primeiro turno, com empate ou quase no segundo turno e queda sustentável na avaliação? A resposta é simples. A rejeição a Dilma indica que nas pesquisas de segundo turno –com apenas dois nomes- a rejeição a ela caminha em direção a qualquer nome que a enfrente num segundo turno. É como se o segundo turno fosse –a favor x contra- Dilma.
                
1. A intenção de voto estável no primeiro turno nos informa que as candidaturas de oposição ainda não transformaram o NÃO a Dilma, num SIM enfático a cada uma dessas outras duas candidaturas. Quando, ao lado da rejeição a Dilma, surgir a identificação de seu opositor –hoje Aécio- como a alternativa, a rejeição a Dilma e a intenção de voto produzirão tal sinergia que as extrapolações poderão apontar até uma inversão do resultado no primeiro turno.
                
2. Essa é a tendência. Mas vêm os programas eleitorais, a ficção política na TV e o populismo eletrônico. Ao lado disso, o abuso da máquina pública e da publicidade das estatais. Estas podem continuar durante o processo eleitoral sob alegação que estão em mercado, competindo. Mas não é o conteúdo que importa e sim a distribuição de recursos na busca da “boa vontade” de uma parte da mídia espontânea. O que prevalecerá? Hoje tudo leva a crer que a ‘tendência’ terá mais força que a máquina e a TV eleitoral.

93,13% dos leitores dizem que imigrantes de Gana não são bem vindos ao Brasil

93,13% dos leitores desta página são totalmente contra o livre ingresso de imigrantes de qualquer País, porque acham que é preciso critérios rígidos para admitir pessoas que queiram viver no Brasil.

. A enquete mostrou estes resultados:



Outra enquete já está disponível nesta página, aí ao lado, acima, à direita:

Quem derrubou o avião da Malaysia Airlines ?
Os rebeldes ucranianos armados pela Rússia.
A própria Rússia.
A Ucrânia.
O avião caiu sozinho.
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/