Yeda, PSDB, honrou 86% do OP e liberou muto mais dinheiro (R$ 328,4 milhões) do que Tarso, PT.
2007 a 2010 (Governo Yeda) – Orçamento de R$ 370,15 milhões – Pago R$ 318,34 milhões (86%) – Déficit (não pago) R$ 51,1 milhões
2011 a 2014 (Governo Tarso) – Orçamento de R$ 660,47 milhões – Pago R$ 231,87 milhões (35%) – Déficit (não pago) R$ 428,6 milhões
Fonte: Portal Transparência do Governo do estado do RS (www.transparencia.gov.br)
São números. Não tem que discutir. A verdade é que aparece nos números acima. Os números são do próprio governo: apenas 35% do orçamento da Consulta Popular do atual
governo foi repassado às prefeituras para investir em saúde, educação,
infraestrutura e segurança pública. É uma tremenda de uma farsa a votação das prioridades da população gaúcha para 201, que começou nesta segunda-feira
. Considerada uma importante ferramenta de participação
cidadã, a Consulta Popular está com investimentos em atraso no Rio Grande do
Sul.a (. Dos mais de R$ 1 bilhão que deveria ter sido destinado
às demandas escolhidas pela população entre 2007 e 2014, o Estado executou
apenas 55% desse valor. São aproximadamente R$ 480 milhões que deixaram de ser
repassados às prefeituras gaúchas para investimentos em saúde, educação,
infraestrutura e segurança pública. O atual governo estadual acumula um passivo
de quase R$ 232 milhões, tendo executado apenas 35% dos recursos orçados desde
2011 até este ano. O governo anterior não pagou 14% dos recursos para
investimentos definidos pelos gaúchos. O assunto foi um dos 13 temas que
compuseram a Carta Municipalista da Famurs, entregue ao governador Tarso Genro,
em outubro de 2013, durante a 3ª Marcha Gaúcha de Prefeitos.
. O que disse hoje o presidente da Federação, Valdir Andres:
- O Estado
deve quitar os valores atrasados para estimular a população a participar da
eleição. O pagamento integral garante credibilidade ao processo de
participação cidadã. Não basta eleger as demandas da população, é preciso
que o Estado coloque em execução essas prioridades
- Conforme o presidente do Fórum dos Conselhos Regionais de
Desenvolvimento (Coredes), Hugo Chimenes, mais de um milhão de pessoas
participaram da última Consulta Popular. Entre as principais demandas, Chimenes
destaca a reforma de hospitais e postos de saúde, a aquisição de viaturas
policiais, a compra de equipamentos para escolas e a manutenção de estradas
vicinais. Ele afirma que o déficit da Consulta Popular é um retrato da morosidade
do governo estadual. "O Estado não trabalha na velocidade em que a
sociedade espera", critica Chimenes ao reivindicar 2% do orçamento
estadual para o sistema de participação cidadã. No município de Nova Araçá, na região da Serra, a
prefeitura aguarda há 10 anos pela transferência de R$ 300 mil referente a um
projeto da Consulta Popular de 2004. O recurso seria destinado à construção de
salas de aula, que ampliaria a oferta de vagas em uma escola no interior do
município. No entanto, a obra segue apenas no papel devido aos atrasos. As
prioridades da Consulta Popular devem ser entregues para a Assembleia
Legislativa até setembro para a aprovação do orçamento do governo estadual de
2015. Para participar da votação, clique aqui (www.participa.rs.gov.br).