O PT está com medo de perder e apela para o medo das pessoas.
O jornal O Globo de hoje conta que a publicidade, que vai ao ar hoje, mostra demissões e
crianças sem escola e ao final, um alerta contra a volta de ‘fantasmas do
passado". Quando soube da notícia, Eduardo Campos disse que ideia de incutir o medo em
propaganda é ‘atrasada’. Para Aécio, inserção mostra fracasso de governo que
está no fim.
Leia toda a reportagem de Maria Lima.
BRASÍLIA - Em uma investida que surpreendeu e foi vista
pelos adversários como uma tentativa desesperada de estancar a queda da
presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de votos, o marqueteiro
João Santana produziu um vídeo plagiando o polêmico e criticado discurso do
medo, usado pelo PSDB em 2002 na campanha do tucano José Serra contra Lula,
tendo como protagonista a atriz Regina Duarte. Com locução do ator Antônio
Grassi, o filmete foi veiculado na noite deste terça-feira e mostra famílias
sendo expulsas do campo, trabalhadores perdendo o emprego, e crianças, sem
escola, lavando carros em semáforos. No final, aparece na tela um alerta contra
a volta dos fantasmas do passado.
No filmete de 2002, Regina Duarte, com semblante
crispado, diz que o Brasil corre o risco de perder a estabilidade conquistada,
que o Brasil conseguiu conquistar muita coisa e não dava para “ir tudo para a
lata do lixo”. Em outro trecho, ela diz que há dois candidatos, que um, Serra,
ela conhece, que é o homem dos medicamentos genéricos e da política de combate
a AIDS, o outro, Lula, ela conhecia, mas não conhece mais: “Tudo o que ele
dizia, mudou muito. Isso dá medo na gente. Outra coisa que dá medo é a volta da
inflação desenfreada. Eu voto em Serra, voto sem medo”, diz o comercial tucano
de 2002.
Com mensagem subliminar parecida, o filme do PT mostra o
que seriam conquistas exclusivas do governo petista, com mães de famílias com
filhos e acesso a escola e remédios, opostas a imagens de desempregados, com
olhares tristes e assustados, desempregados e crianças passando fome nas ruas.
Essas imagens são associadas aos “fantasmas do passado” que não poderiam
retornar .
“Não podemos deixar que os fantasmas do passado voltem e
levem tudo o que conseguimos” e “não podemos dar ouvidos a falsas promessas”,
diz o locutor, numa referência ao discurso dos adversários Aécio Neves (PSDB) e
Eduardo Campos (PSB), que falam em medidas impopulares.
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