O governo do Estado não quis ouvir as advertências feitas pela Famurs e agora está tendo de transportar os alunos
da rede estadual sem o auxílio das prefeituras em quatro municípios gaúchos:
Santa Maria, Santiago, Santo Antônio das Missões e São Francisco de Assis. Elas decidiram romper o convênio do Programa
Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (Peate). O desacordo é resultado de um
déficit anual de R$ 100 milhões entre o valor gasto pelas prefeituras para
realizar o serviço e o montante que o governo estadual repassa aos municípios.
Nestes municípios, o governo estadual passa a gastar pelo menos o dobro do que
repassa para as prefeituras. O prefeito de Santo Ângelo e presente da Famurs, Valdir Andres, informa que o valor repassado pelo Estado ao seu município é suficiente para saldar apenas 20% do transporte escolar dos alunos da rede estadual. “A Famurs não recomenda o rompimento dos convênios, mas os prefeitos estão se dando conta dos prejuízos e a tendência é o problema se agravar”, observa. “Precisamos achar uma solução urgente para este assunto”, conclui.
. O Peate determina a gestão compartilhada entre Estado e
prefeituras para a realização conjunta do transporte escolar dos alunos das
redes municipais e estadual de ensino. No entanto, os municípios alegam que o
governo não repassa o total correspondente ao número de alunos, gerando uma
defasagem nas contas das prefeituras.
. Os prefeitos denunciam que sofrem ameaças de membros do
governo, que prometeram romper a parceria com a prefeitura em outros contratos.






