Até costureiras o Brasil já recruta no exterior. Em vez de melhorar a qualificação dos trabalhadores e a qualidade do ensino, o que exigiria mais equipamentos, mais e melhores professores, além de salários bem mais elevados para instrutores e mestres, o governo tenta atalhos que não se conformam com a realidade brasileira, que está longe de parecer igual a de Países com EUA, Inglaterra e sequer Austrália ou Nova Zelândia, sempre invocados como exemplos.
O site www.brasil247.com.br informa nesta segunda-feira de manhã que vencida a primeira batalha da polêmica sobre a importação
de médicos estrangeiros, a presidente Dilma Rousseff se prepara para expandir o
modelo na área de engenheiros. Leia tudo (o site é geralmente alinhado com as posições do PT e do governo):
A ideia teria partido de ministros do chamado
"núcleo duro" do governo, que tentam provar a petista que a medida
ajudaria o repasse de verba federal para municípios. Atualmente, prefeituras se queixam da falta de
profissionais dispostos a trabalhar na elaboração de projetos básico e
executivo, fundamentais para que a cidade possa receber recursos da União.
. O governo já investe hoje no estágio e na especialização
de engenheiros brasileiros no exterior com o Ciência Sem Fronteiras. Mas a nova
ideia, segundo reportagem do Estadão, é solicitar expertise externa,
inicialmente a Portugal e Espanha, para preencher o gargalo em regiões hoje
desprezadas pelos brasileiros.
"O ideal não é ter mais, porém melhores engenheiros
dispostos a trabalhar em áreas carentes desses profissionais", disse o
ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri
. A região mais afetada é o Maranhão – de acordo com dados
do IBGE de 2010, a média é de 1.265 habitantes por engenheiro, seguido pelo
Piauí (1.197 habitantes por engenheiro) e Roraima (1.023 habitantes por engenheiro).
São Paulo é o que mais concentra essa especialidade (148 habitantes por
engenheiro).
. Segundo dados de 2010 compilados pela SAE, o número de
imigrantes de primeira geração que vive hoje no Brasil representa 0,3% da
população (cerca de 600 mil pessoas), diante da média mundial de 3%. Países
altamente desenvolvidos como Suíça, Nova Zelândia, Austrália e Canadá possuem
mais de 20% da população formada por imigrantes.