Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o
presidente do PCdoB no Rio Grande do Sul, o stalinista deputado estadual Raul
Carrion, disse estar convicto de que não existem provas concretas que liguem o
ex-secretário do Meio Ambiente e ex-presidente da Fepam, o comunista Carlos
Fernando Niedersberg, secretário nacional de organização do partido, ao esquema
de recebimento de propina envolvendo licenças ambientais, revelado pela
Operação Concutare. "Não é crime conversar com empreendedores e
orientá-los. Não é isso que um órgão público deve fazer?" — perguntou o
comunista Carrion Junior. É óbvio que não é esse o papel de um administrador
público, entre outros papéis inadequados e ilegais. Na coletiva, que durou 50
minutos, o parlamentar comunista leu didaticamente os oito itens da nota
oficial da direção do partido. No entanto, demonstrou irritação quando
questionado sobre a suspeita de que o PCdoB tenha sido beneficiado com repasse
de R$ 15 mil feito pelo Instituto Biosenso — também investigado pela Polícia
Federal — na campanha eleitoral do ano passado. Carrion Junior é um fanático
comunista de inspiração stalinista, para o qual o partido jamais erra, e
tampouco seus militantes e dirigentes. Carrion Junior alegou que o
ex-secretário, afastado devido às investigações, teria oferecido, na verdade,
15 convites para um jantar de arrecadação de fundos, cujos preços variavam de
R$ 500 a R$ 1 mil. Que anjinho...... Sobre a permanência da sigla no comando da
Secretaria Estadual de Meio Ambiente, o presidente do partido afirmou que a
decisão cabe ao governador Tarso Genro, com quem deve se reunir ainda esta
semana para tratar do assunto. "Quem ataca o PCdoB, também quer atacar o
governo. Só os ingênuos não enxergam isso", afirmou ele, cujo partido se
alia com todo mundo, desde Sarney, como fez no Maranhão.
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