Pacotarso II propõe mais R$ 20 milhões para publicidade. Irá tudo para a Escala ?

Ao optar por manter as quatro agências que herdou do governo Yeda Crusius, adiando a necessária concorrência para escolher os administradores da sua enorme conta publicitária, o governador Tarso Genro segue dando mostras de que deseja continuar privilegiando quem o ajudou na campanha eleitoral, no caso a Escala.

. O editor volta ao assunto porque examinou com lupa cada uma das arapucas contidas nos 23 projetos do Pacotarso II, que começam a ser votados esta semana pela Assembléia do RS.

. É que no projeto de lei 105/12, que trata da instituição do Sistema Estadual de Cidadania Fiscal e o Programa de Cidadania Fiscal, estabelece na Seção III, artigo 11, que a secretaria de Comunicação terá mais R$ 20 milhões para fazer propaganda. 

. Os valores que o governo estadual do PT do RS investiu em publicidade desde que assumiu, revelam inaceitável preferência pela agência que trabalhou na campanha eleitoral do governador Tarso Genro, a Escala.

. Os números são assombrosos.

. O governo gaúcho parece ter optado por uma zona de conforto na área de publicidade, porque simplesmente não fez concorrência alguma para escolher as agências, preferindo manter os contratos herdados de Yeda, no caso com a Escala, Martins + Andrade, Centro e Matriz Comunicação.

. A comparação com os gastos do último ano do governo Yeda e os gastos nos dois primeiros anos do governo Tarso Genro, demonstram de que modo a Escala tem vampirizado as verbas publicitárias. O mesmo ocorre no Banrisul, onde ela divide as verbas com outras duas agências.

. Compare a tabela, que analisa apenas verbas da administração direta:

DEM e PHS estão cada vez mais próximos em Porto Alegre

Está cada vez mais próximo o casamento entre o PHS e o DEM em Porto Alegre.

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Artigo, Valor - Movimentação de Lula enfraquece Dilma

No editorial que publicou nesta segunda-feira sob o título “Movimentação de Lula enfraquece Dilma”, o jornal Valor analisa com corrosiva lucidez as maquinações que faz o ex-presidente para enfraquecer a sucessora que ele mesmo escolheu e com isto habilitar-se a arrebatar-lhe o cargo nas eleições de 2012. É por isto que Lula não se cala. Leia o resumo feito pelo editor e depois o texto integral.

Na comparação com os dois mandatos de Lula, os meses de Dilma mais parecem a superfície do Lago Paranoá em dias de calmaria. Até a semana passada, quando as maquinações alopradas do Partido dos Trabalhadores voltaram a criar marolas no ambiente político. E o que é pior: justamente no momento em que o país mostra que, a exemplo de seus parceiros do Brics (Rússia, China, Índia e África do Sul), também é vulnerável à crise econômica mundial.
(...)
O pior foi o que Lula disse sobre a sucessão de Dilma.
(...)
Em vez de ficar calado, como recomendam os bons manuais de política, Lula admitiu, durante a entrevista, que pode ser candidato a presidente da República em 2014
(...)
Lula sabe muito bem que Brasília vive da expectativa do poder, e a cada gesto mais categórico - como enfrentar uma plateia com mais de mil prefeitos ou banqueiros pouco inclinados a reduzir os juros -, Dilma mais transmite a impressão de que é presidente de um mandato só. Do contrário, ela não desafiaria tantos interesses ao mesmo tempo. Dizem isso governadores, líderes e presidentes de partidos aliados.
(...)
É segredo de polichinelo, não só em Brasília, que o Instituto Lula, a nova sede de trabalho do ex-presidente da República, transformou-se em destino de peregrinos insatisfeitos com o jeito Dilma de governar. Sejam ministros ou outros que tiveram o interesse contrariado por alguma decisão da presidente da República. Ou seja, o instituto que um dia foi chamado de Instituto da Cidadania se transformou numa fonte de poder que se irradia sobre a maioria do PT e dos que não conseguem esconder as saudades dos tempos do ex-presidente da República.
(...)
A declaração de Lula, com todas as ressalvas feitas, enfraquece politicamente a presidente Dilma Rousseff, num momento crítico da vida nacional. Além disso, são mesmo arrogantes, como acusou a oposição, pois não será ele, e sua imensa popularidade, a "permitir" que um tucano volte ao poder. Essa é uma decisão a ser tomada por mais de 100 milhões de brasileiros que, assim como souberam escolher Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, um dia também acharam que o melhor para o país era o atual senador Fernando Collor de Mello, o "Caçador de Marajás".

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Marchezan Júnior não foi a Santa Maria. Saiba o que aconteceu.

O deputado Nelson Marchezan Júnior, presidente do PSDB no RS, filho de Santa Maria, não foi ao ato de lançamento da candidatura do deputado Jorge Pozzobom em Santa Maria.

. A bancada estadual tucana está atritadíssima com Marchezan Júnior. Isto tudo por conta de ações judiciais movidas por ele contra dois deputados do PSDB e dois do PMDB, nas quais reclama pelo uso de sistemas de gestão (softwares) que considera seus. Os deputados alegam que o problema de Marchezan Júnior é com a empresa fornecedora dos serviços e não com eles.

Ato dos mil lança candidatura do tucano Pozzobom em Santa Maria

Foi lançada neste domingo a candidatura do deputado Jorge Pozzobom, PSDB, para a prefeitura de Santa Maria, RS. Mil pessoas compareceram ao CTG Piá do Sul. O ato foi ao meio dia e também marcou a festa de aniversário do deputado tucano, que fez 42 anos.

. Santa Maria tem 194 mil eleitores. Com mais 6 mil, teria segundo turno.

. O Instituto Methodus apontou as seguintes intenções de votos:
Jorge Pozzobom, PSDB - 39,5%
Cesar Schirmer, PMDB - 34,1%
Helen Cabral, PT - 11,3%

Mercado reduz estimativa de PIB de 2,99% para 2,72% em 2012

O mercado reduziu a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 para 2,72% e manteve a perspectiva para a Selic neste ano em 8% após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter levado a taxa básica de juros para o menor nível histórico na semana passada, mostrou relatório Focus do Banco Central nesta segunda-feira.

. No relatório da semana passada, analistas falaram pela primeira vez em PIB abaixo de 3%, ao preverem crescimento de 2,99%.

. Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com o quarto trimestre de 2011.

JBS deu R$ 3,7 milhões ao PT em 2011

A empresa frigorífica JBS S/A – integrante da holding J&F, que desistiu da compra da Delta, acusada de participação nos esquemas do bicheiro Carlos Cachoeira – doou R$ 2,8 milhões ao PT em 2011, ano em que não houve eleição.

. O valor foi depositado em dinheiro em duas parcelas, uma em março e outra em dezembro. O PMDB também recebeu dinheiro da JBS, em abril do ano passado: R$ 991 mil.

CPI vai investigar empresas-laranjas usadas pela Delta

O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), estuda pedir a quebra do sigilo fiscal de empresas abastecidas de forma atípica pela construtora Delta, além da convocação de seus responsáveis. A oposição também vai apresentar à CPI pedido semelhante.

. Segundo reportagem da revista “Veja”, relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira do governo, vinculado à Fazenda) aponta que a Delta, em movimentação anormal, depositou R$ 115 milhões para essas empresas no período entre 2006 e 2011.

. A suspeita é que a Delta usava empresas de fachada para intermediar o pagamento de propina e de doações não declaradas (caixa dois) a campanhas eleitorais. Segundo a revista, o relatório do Coaf lista oito empresas e depósitos em contas de laranjas. A maior movimentação ocorreu nos anos eleitorais de 2006, 2008 e 2010.

Crédito nos bancos estatais cresce 2 vezes mais que nos privados

Nos primeiros meses da ofensiva do governo para cortar juros, os bancos públicos lideraram o aumento na oferta de crédito. Dados do Banco Central mostram crescimento de 1,9% na carteira das instituições estatais em abril em relação a março, mais que o dobro dos 0,7% nos bancos privados.

. O avanço estatal se deu em todos os segmentos: habitação, consumo e empresas. Com isso, esses bancos seguem ganhando participação, movimento que vem sendo verificado desde a crise de 2008, mas que havia perdido força em 2011. Em relação a abril do ano passado, as instituições públicas tiveram expansão de 25% no crédito, e os bancos privados, de 13%.

Banco Central decreta intervenção no Banco Cruzeiro do Sul

O Banco Central (BC) decreta nesta segunda-feira intervenção no Banco Cruzeiro do Sul. A instituição carioca será colocada sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que os controladores - a família Índio da Costa - serão afastados e a gestão será feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no país.
Inspeções feitas no Banco Cruzeiro do Sul identificaram um rombo de cerca de 1,3 bilhão de reais. A princípio, foram detectadas fraudes parecidas com as do Banco Panamericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos, com registro de créditos fictícios no balanço. O Cruzeiro do Sul registrava um patrimônio líquido negativo de cerca de 150 milhões de reais. Segundo o BC, foi identificada "insubsistência em itens do ativo", mas a autoridade não informou detalhes. 
* Clipping www.veja.com.br

Super Notícias, Minas, é o jornal de maior circulação do Brasil

Circulação diária, dia corrido, no primeiro quadrimestre de 2012, segundo O Globo:

Super Notícias-MG: 297.657
Folha de SP: 296.224
Globo.RJ, 265.940
Estado de SP: 265.940
Extra RJ: 244.846

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Luiz Pagot, ex-diretor Geral do Dnit repete Roberto Jefferson: "O Palácio do Planalto treme. Quero falar das patifarias na CPI"

* Clipping A Gazeta, Campo Bom, MT

Ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (sem partido-MT), mira seu ataque diretamente sobre o Palácio do Planalto, que tem à frente a presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevista para A Gazeta, acusa o Planalto de orquestrar um complô contra ele. Motivo: sua negativa em colaborar "da forma esperada" para esquema de doações de campanha, em 2010, com benefícios para o PT, através de empreiteiras ligadas a autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes. Em tom de desabafo, Pagot demonstra extrema indignação por não ser chamado para depor na CPMI que investiga o bicheiro Carlos Cachoeira, no Congresso Nacional. E avisa: "No Palácio, não vão mais fazer gozação comigo. Então tá na hora de chutar o pau da barraca".

Pagot preferiu não mencionar possível conhecimento do suposto complô pela presidente da República, mas também não descartou. "Estou me referindo ao Palácio do Planalto", frisou ao se posicionar como vítima. "Ficou provado, sedimentado um complô. Fizeram uma safadeza comigo", disse irritado ao destacar que "montaram uma quadrilha engenhosa", que segundo ele, continua em ampla atuação.

O ex-diretor concedeu a entrevista no final da noite de sexta-feira, após publicação pela Revista Isto É, de circulação nacional, de reportagem em que revelou mais detalhes do que classifica de manobras que levaram à sua queda do comando do Dnit. Colocou, desta vez, no centro das pontuações o PSDB e o PT, partidos que por meio de seus enviados à autarquia exigiam remessa de recursos via empreiteiras, para caixa de campanha. Ele assumiu ter feito alguns pedidos, mas na sua opinião, dentro da ordem legal.

"Tinha cerca de 300 empreiteiras ligadas ao Dnit e acho que menos de 20 ajudaram", disse se referindo ao reduzido quadro de colaboradoras. Vale ressaltar que a legislação eleitoral permite o ato de doar dinheiro para campanha de candidatos, incluindo-se aí pessoas jurídicas (empresas) e pessoa física, o cidadão comum. O problema é que já ficou provado que se por um lado se "ajuda", do outro, também se "cobra". É comum ser aberto caminho para empresas que participaram como doadoras, para assegurar contratos com órgãos públicos. É nesse panorama que surge a empreiteira Delta, alvo da CPMI, que teve os contratos "expandidos" principalmente em 2011, com ramificações na maioria dos estados brasileiros.

O "complô" teria vários braços. "Uma empreiteira com contratos que envolvem deputados federais do meu partido e com participação do Palácio do Planalto. Trabalhei muito pelo país, e o que recebo de troco? Essa patifaria", disparou.

Pagot provoca seu chamamento à CPMI e coloca em dúvida os resultados. Quer ser ouvido e afirma estratégia montada no Congresso para barrar suas revelações. Trava luta para prestar os esclarecimentos e acrescenta: "não irá conviver com isso sem poder falar o que sabe". Novas declarações podem chegar ao governo federal, atingindo de cheio a cúpula do PT, partido de Dilma Rousseff. "Se eu tiver alguma dívida, quero pagar, mas me deixem falar.

CLIQUE AQUI para ler a notícia de A Gazeta.

Delta continua a receber dinheiro público

A crise de confiança apontada pela holding J&F para cancelar a compra da Delta Construções não impediu que a empreiteira ganhasse novas licitações e aditivos em obras por todo oBrasil no mês de maio. Mesmo com um diretor preso, outro foragido, os dois principais executivos afastados, os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados pela CPI e sob a ameaça de ser considerada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU), a empresa de Fernando Cavendish ampliou seu faturamento no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na Prefeitura do Rio de Janeiro nos últimos 30 dias.

. A Delta ainda faturou novas verbas para obras do Dnit em andamento em outros cinco Estados no mês passado. Anteontem, o Diário Oficial da União publicou extrato com o quinto termo aditivo em favor da empreiteira para a conservação e recuperação da BR-242. Com valor inicial de R$ 4,4 milhões, o serviço contratado pela Superintendência do Dnit na Bahia em 2008 já rendeu R$ 5,4 milhões à construtora - segundo o Portal da Transparência, do governo federal. Os demais aditivos publicados nos últimos 30 dias foram destinados para obras da Delta no Espírito Santo, Pará, Piauí e Tocantins.

Estourou a bolha de entusiasmo pelo Brasil no exterior

* Clipping BBC Brasil, de Londres

A desaceleração da economia brasileira estourou o que muitos analistas acreditam ter sido uma "bolha" de entusiasmo pelo Brasil no exterior.

Esse ritmo mais lento da economia brasileira foi confirmado nesta sexta-feira com a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) pelo IBGE. Segundo os números, no primeiro trimestre deste ano, o Brasil cresceu apenas 0,2% em relação aos três últimos meses de 2012.

Na segunda metade dos anos 2000, quando o Brasil ganhou a preferência de investidores estrangeiros, os holofotes da mídia internacional e, de quebra, o direito de sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, o termo "Brasilmania" passou a ser usado para referir-se ao crescente interesse internacional pelo país.
Agora, não só o fenômeno parece estar perdendo força como já há especialistas denunciando "exagero" nas análises negativas sobre a economia brasileira.

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Serra não vai cair na armadilha de Lula, diz coordenador de campanha

Tanto a assessoria quanto o chefe da coordenação de campanha do tucano José Serra, Edson Aparecido, informaram neste sábado, que o ex-governador não reagirá às ofensivas feitas por Lula.

. O ex-presidente voltou a dirigir críticas ao PSDB pela segunda vez na semana, agora mais agressivas e diretas a Serra. Durante a homologação da candidatura do petista Fernando Haddad, Lula referiu-se ao tucano como candidato desgastado, embora sem citá-lo. “O Lula quer chamar Serra para o debate.

. "Ele não é candidato. Nós não vamos cair nesta armadilha”, declarou Aparecido.

Romário: “O povo vai se decepcionar com a CPI do Cachoeira"

Da mesma maneira como “vestiu à vera” as camisas dos times e da Seleção Brasileira, o deputado Romário (PSB-RJ) resolveu assumir oficialmente o figurino de político. Admite que até acostumou com o terno, algo impensável para alguém conhecido pelas chuteiras, meiões ou sandálias de dedo. Mantém, contudo, a língua afiada e critica a CPI mista do Cachoeira: “Mais uma vez, o povo vai se decepcionar, com certeza”, disse, em entrevista exclusiva ao jornal "Correio Braziliense".

. Durante papo de quase 45 minutos (um tempo inteiro de futebol fora os acréscimos), reclamou que não tem espaço no PSB - “a minha relação com eles é zero” - jurou que está apaixonado por Brasília - “você pode até não acreditar porque às vezes eu também não acredito nas pessoas” -, mas mantém ressalvas quanto às baladas sertanejas: “Estou acostumando, não me dói tanto quanto no início”.

. Apesar de aparecer em terceiro lugar em uma pesquisa avulsa para a prefeitura do Rio de Janeiro, afirma que ainda não pensa em política pós-2014. Disse que a grande motivação para candidatar-se foi o nascimento de sua filha, Ivy, portadora da síndrome de Down. E avisou: “Eu penso em lutar muito nestes últimos dois anos por essas causas que eu acredito”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista.

Ao lado de Zé Dirceu, Lula sai em defesa de Erenice Guerra

Em discurso na festa de Fernando Haddad, o ex-presidente Lula defendeu sua ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, afastada em 2010, durante a campanha de Dilma ao Planalto. Ela perdeu o cargo sob a acusação de que seu filho Israel fazia lobby no governo.

. Lula disse que Erenice foi “execrada, acusada de tudo quanto é coisa” na época. “Quando terminou a campanha, o acusador em Campinas retirou a acusação na primeira audiência e a imprensa, que a massacrou, não teve coragem sequer de pedir desculpas à companheira Erenice”, disse Lula.

. O inquérito da Polícia Federal que investiga a suposta prática de tráfico de influência ainda não foi concluído, mas a ex-ministra foi censurada pela Comissão de Ética Pública por ter conduta não condizente com o cargo. A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou irregularidades “graves” em três dos nove casos investigados. Entre elas, sobrepreço em serviços prestados aos Correios pela MTA Linhas Aéreas, que contratou o filho de Erenice. Ela e os outros envolvidos no caso negam irregularidades.

Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV

O governo federal prepara um pacote de medidas para fechar brechas da legislação de rádio e TV que permitiram o surgimento de um “mercado paralelo” ligado às concessões no país. A Folha teve acesso à última versão da minuta do decreto, que foi batizado pelo setor de “novo marco regulatório da radiodifusão”. Uma das mudanças de maior impacto é a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV.

. A lei atual não proíbe a prática de forma explícita, o que permitiu o aumento de programas religiosos e exclusivamente comerciais, principais clientes desses horários. No fim de 2011, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, por exemplo, alugava duas horas e cinco minutos semanais na Bandeirantes. Na Rede TV!, o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, comprava cerca de dez horas e meia semanais. A rede de farmácias Ultrafarma ocupava quatro horas e meia com propagandas. Na TV Gazeta, o Polishop detinha dez horas semanais para anunciar seus produtos.

Artigo, Merval Pereira - A missão de Lula

 * Clipping O Globo deste domingo

De Merval Pereira

A proximidade do julgamento do mensalão parece estar desestabilizando emocionalmente o ex-presidente Lula, que se tem esmerado nos últimos dias em explicitar uma truculência política que antes era dissimulada em público, ou maquiada.

Nessa fase em que trabalha em dois projetos que se cruzam e parecem vitais para seu futuro, tamanha a intensidade com que se dedica a eles, Lula não tem tido cuidados com as aparências, e arrisca-se além do que sua experiência recomendaria.

A pressão sobre ministros do STF, a convocação da CPI do Cachoeira, com direito a cartilha de procedimentos com os alvos preferenciais identificados (STF, imprensa, oposição) e as atitudes messiânicas, sempre colocando-se como o centro do universo político, revelam a alma autoritária deste ex-presidente ansioso pela ribalta política.

A eleição de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo e a obsessão em desmoralizar o julgamento do mensalão (já que não conseguiu adiá-lo para que seus resultados não interferissem na eleição municipal e, além disso, a prescrição das penas resolvesse grande parte dos problemas judiciais do PT) pareciam as duas grandes tarefas do ex-presidente Lula neste momento. Mas ele, de voz própria, revelou seu verdadeiro objetivo político no programa do Ratinho: não permitir que um tucano volte a governar o país.
Nunca antes nesse país viu-se um político assumir tão abertamente uma postura despótica, quase ditatorial, quanto a de Lula nessa cruzada nacional contra os tucanos, que tem na disputa pela capital paulista seu ponto decisivo.

O PT, aliás, tem seguido a mesma batida de Lula, e se revela a cada instante um partido que não tem como objetivo programas de governo ou projetos nacionais para o país. A luta política pelo poder escancara posturas ditatoriais em todos os níveis, e para mantê-lo vale tudo. Desde rasgar a legislação eleitoral e fazer propaganda ilegal em emissora de televisão na tentativa de desatolar uma candidatura que até agora não demonstra capacidade de competição, até intervenções em diretórios que não obedecem à orientação nacional, como aconteceu agora mesmo em Recife. Vale também mobilizar um esquema policial de uma prefeitura petista, como a de Mauá em São Paulo, para apreender uma revista que apresenta reportagens contrárias aos interesses do PT.

A truculência com que foi impedida a distribuição gratuita da revista "Free São Paulo", que trazia uma reportagem de capa sobre o assassinato do prefeito petista de Santo André Celso Daniel, é exemplar do que o PT e seus seguidores consideram "liberdade de imprensa".

Os petistas acusam a revista de ser financiada pelo PSDB, o que ainda é preciso provar, mas, mesmo que seja, seria no mínimo incoerente criticarem tal estratégia, já que são estatais de diversos calibres e governos petistas que financiam uma verdadeira rede de blogs chapas-brancas e revistas para defenderem as ações governistas e demonizar seus adversários, em qualquer nível.

Da mesma forma, parece ironia que líderes petistas se mostrem indignados com financiamentos eleitorais de caixa 2 de políticos tucanos, como se esse crime fosse uma afronta ao Estado de Direito e não, como disse o ex-presidente Lula tentando minimizar o caso do mensalão, coisa corriqueira no sistema eleitoral brasileiro.

O recurso ao caixa 2 e a verbas não contabilizadas é evidentemente uma distorção do nosso sistema eleitoral que tem que ser combatida com rigor, mas o PT há muito perdeu a possibilidade de indignar-se diante deste e de outros malfeitos políticos.

O governo erra ao tentar usar a mágica do passado para reanimar a economia

* Clipping O Globo deste domingo.

Dez milhões de famílias estão endividadas e estimular PIB com consumo não resolve mais
Aguinaldo Novo, O Globo

Com os dados do PIB do primeiro trimestre na tela do computador, o economista José Roberto Mendonça de Barros examinava na sexta-feira os resultados de uma pesquisa recém-concluída por sua consultoria, a MB Associados, sobre endividamento.

A conclusão não poderia ser mais preocupante, considerando o esforço do governo para estimular a economia por meio do consumo: cerca de dez milhões de famílias já têm mais de 30% de seu orçamento comprometidos com dívidas.

“Elas já estão no seu limite de gastos. Bombar o consumo daqui para a frente vai gerar cada vez menos resultados. Acabou a mágica”, conclui Mendonça, que foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 1995 e 1998.

Ao GLOBO, ele afirma que o governo tem se pautado por políticas de curto prazo e favores a poucos segmentos industriais, que os investidores estrangeiros perderam o encanto pelo Brasil e que a trajetória do PIB não autoriza comemorações. “Se chegarmos a 2,5% neste ano, será um acontecimento”.

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