- O texto a seguir é do jornal Zero Hora de hoje. Ele não foi assinado, mas poderia o autor bem que poderia ser o ministro Guido Mantega ou qualquer dos seus aspones. O artigo reproduz o argumento oficial de que o número do crescimento do PIB saiu do jeito que saiu por causa da crise internacional. Dilma e o governo esquecem o fato de que até a semana passada esperavam por um PIB maior de 4,5% a 5% no ano passado, porque o governo do PT, ao contrário do governo de Angela Merkel ou Barak Obama (EUA e Alemanha registraram PIB maior e não menor do que o do Brasil) soube driblar a crise, fortalecendo o mercado interno. A verdade revelada é a seguinte: o PIB caiu porque o governo do PT segue uma política entreguista e reacionária, desindustrializando o País e fazendo-o voltar aos tempos da colônia, ou seja, exportando matérias-primas como nunca, em detrimento da produção e venda de artigos industriais de valor agregado. Este comentário vai assinado: Polibio Braga.
Em voo baixo
Depois de atingir uma camada de ar frio provocada pelos ventos europeus e por medidas internas dedicadas a apagar o fogo da inflação, a economia brasileira perdeu velocidade e fechou com alta de 2,7% no ano passado. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) anunciado ontem pelo IBGE ficou abaixo da expectativa, mas os dados mostram uma reativação no último trimestre que ajuda a projetar voos mais altos neste ano.
Mais uma vez, o ritmo da economia brasileira foi ditado pela demanda interna, ou seja, pelos gastos das pessoas e das empresas dentro do país. Caso o PIB fosse medido apenas por esse critério, o crescimento teria sido bem mais robusto, de 3,4%. Os negócios que dependiam do Exterior, porém, provocaram redução de 0,7% no resultado. O sopro mais forte do mercado doméstico foi, mais uma vez, o consumo das famílias, que subiu 4,1%. Mas apesar de ter sido o oitavo ano seguido de expansão, o resultado foi o menor desde 2003.
Esse desempenho foi atribuído pelo próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos esforços do governo para conter a inflação, iniciados ainda no final de 2010. Autoridades e analistas ponderam, porém, que esse cenário se alterou e permite projetar uma situação diferente para este ano. É mais do que uma coincidência que a divulgação do PIB de 2011 tenha ocorrido na véspera de uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cercada de polêmica, com projeções de corte no juro básico de 0,5 ponto percentual até 1 ponto percentual. O juro ainda é a arma mais poderosa do governo para calibrar o sobe e desce da economia: quando a taxa sobe, como no início do ano passado, faz o PIB encolher. Quando diminui, estimula compras, negócios e investimentos.
– Na medida do necessário, vamos anunciando novos instrumentos e novas medidas que vão garantir para 2012 um crescimento maior – avisou Mantega.
BC prevê ritmo mais forte
Em nota, o Banco Central destacou a expansão do investimento no último trimestre de 2011 – nas contas do PIB, medido por um indicador chamado Formação Bruta de Capital Fixo. Por isso, a instituição aponta “intensificação do ritmo de atividade ao longo deste ano, com a economia crescendo em ritmo maior do que o observado no ano passado”.
Analistas concordam com a avaliação do BC, graças ao efeito dos cortes do juro básico e da redução dos estoques na indústria no final do ano, que tende a movimentar a indústria em 2012. O economista-sênior para América Latina da Economist Intelligence Unit (EIU), Robert Wood, observa que a melhora da economia global também deve ajudar o Brasil.