A semana política abriu de novo em clima de forte crise política em Brasília, porque reportagens devastadoras da revista Veja e do jornal O Estado de S. Paulo atacaram de frente os ministros da Agricultura (leia sobre isto na seção Por Trás da Notícia, a seguir) e do Turismo (CLIQUE AQUI ). A situação dos ministros Wagner Rossi e Pedro Novais é insustentável, apesar das declarações formais de apoio feitas por Dilma. As denúncias contra os ministérios da dupla são terríveis e não vão parar enquanto eles não saírem.
. Apesar das más notícias, a presidente Dilma Roussef recebeu nesta segunda o apoio inesperado de vários senadores do PMDB, do PT, do PDT e do PP, entre eles Pedro Simon, Ana Amélia e Paulo Paim, do RS. É um grupo de senadores que já demonstraram horror ao fisiologismo e à corrupção, mesmo dentro dos seus Partidos. Eles são minoria nas suas próprias legendas. Até em função disto, subiram à tribuna do Senado para apoiar Dilma, porque acham que ela faz faxina necessária e corre riscos.
. Os senadores fazem questão de esquecer que Dilma Rousseff foi companheira de todos os que agora são apontados como corruptos, foi conivente com eles durante os oito anos de mandato de Lula, nomeou-os para os cargos.
CLIQUE AQUI para também ler "Princípios republicanos", do filósofo Denis Rosenfield, no Estadão desta segunda. Denis também propõe esquecer as malfeitorias do governo Lula e do PT: "As oposições não devem agir como nos últimos anos, imitando o que o PT tinha de pior". O conselho é uma clara violação aos princípios mais elementares e pedagógicos proporcionados pela verdade histórica e uma traição aos eleitores e cidadãos que querem punir os maus e premiar os bons.
NA FOTO acima, Simon, Ana e Paim. Eles fazem questão de defender os expurgos produzidos por Dilma Rousseff, esquecendo de lembrar que ela foi conivente com todos os ministros acusados, durante seus oito anos de CEO do governo Lula, do PT. Em editorial desta semana, é o que também faz a revista Veja.